11 de julho de 2012

O Ano Ainda Pode Ser Rosa?

Blow Me (One Last Kiss)
P!nk

Em uma ano com tantos hits radiofônicos ainda há tem para mais um arrasa quarteirão?Se depender da P!nk a resposta é um grande sim. Afastada desde o lançamento do seu Greatest Hits... So Far!!! lançado no final de 2010 para dar a luz ao seu primeiro filho, P!nk está de volta para lançar o seu sexto álbum de inéditas que já tem o nome de The Truth About Love. Promovendo o álbum a cantora escolheu a música Blow Me (One Last Kiss). E se tudo continuar como está seguindo, o single será o próximo hit do ano.

Atualmente no segundo lugar do iTunes, Blow Me (One Last Kiss) tem tudo para alcançar o primeiro lugar da Billboard, assim eu espero já que iria mostrar como fazer uma canção pop/dance/comercial de qualidade. Se vocês esperava que após ser mãe a P!nk voltaria mais "amolecida", ledo engano, caro leitor. Mais ácida do que nunca, ela manda uma letra adulta sobre o fim de um relacionamento numa mistura de temas de Rollng in the Deep com várias músicas da própria. A destreza de cria poderosas obras pop com emoção verdadeira faz P!nk declamar momentos geniais com em "Eu acho que a vida é muito curta para isso, eu vou pegar minha ignorância e ser feliz/Eu acho que já tive o bastante, mande-me um último beijo". A produção de Greg Kurstin é uma evolução mais rock e refinada de outra canção com sua produção o sucesso Stronger de Kelly Clarkson. Claro, que nada poderia ser tão bom se P!nk não fizesse uma das suas melhores interpretações desde que começou a carreira. A emoção dada por ela se reflete no tom emplematico que a voz dela surge na gravação. Algo entre tristeza e raiva misturam com a força já natural dela. Impressionante para alguém que vive um ótimo momento pessoal. Isso só mostra o talento dela como cantora. Então, ainda dá tempo do ano ser da P!nk? Sim ou claro?
nota: 8,5

Primeira Impressão

Looking 4 Myself
Usher

E se de um lado veio um produto que parecia muito bom só que não era bem assim do outro veio um que eu não dava nada e no fim fiquei surpreso, mas uma surpresa muito boa. Depois de dois álbuns de qualidade duvidosa com uma forte tendência de cair na armadilha do "pop farofa", Usher resolveu voltar para as suas raízes com o lançamento de Looking 4 Myself, seu sétimo álbum inédito. E, graças a Deus, o que ele tem de melhor é o seu inegavel dom para fazer R&B. Não que no álbum não tem pop, é que a alma do trabalho vai muito além.

As qualidades do álbum começam pelo próprio Usher que está perfeito. Ele voltou a equilibrar o poder de falsete que ele tem na voz com interpretações mais poderosas. Esse efeito é importantíssimo principalmente nas canções de tendência mais R&B onde ele arrebenta (em quase todas). Mais autorais em certos momentos, mais divertidas em outros e mais maduras em outras, as composições conseguem dar liga no trabalho unindo de forma coesa todas as músicas. Contudo, o melhor do álbum é sua produção. Apesar de ainda ser multifacetada, a coerência musical alcançada por Looking 4 Myself é surpreendente. Claro, os produtores que vão em um caminho mais R&B/hip hop se saíram melhor, mas aqui as canções pop também tiveram ótimo tratamento. De todos os produtores Pharrell conseguiu produzir as melhores canções com a ótima Twisted onde ele faz um featuring e Hot Thing, colocada na versão deluxe. Há dois momentos surpreendes quando Usher segue um caminho mais pop alternativo com a Looking 4 Myself com participação de Luke Steele do duo Empire of the Sun e na estilizada Say the Words. Nas canções mais pop ele acerta em Scream (resenha a seguir) e com produção de Wil. i. Am em Can't Stop Won't Stop. Na R&B com reggae Sins of My Father, Usher abre o coração de maneira surpreendente. Não existe nenhum momento realmente ruim, mas algumas músicas ficaram abaixo do resto do álbum com a R&B I Care for U e na dance pop Euphoria. O mais curioso é que o álbum, apesar de estrear em 1° na Billboard, vendeu apenas cerca de 120 mil cópias na primeira semana sendo a melhor vendagem para a carreira do Usher. Isso só confirma o que sempre digo: qualidade nem sempre é sinônimo de sucesso.

O Bom Usher, A Casa Retorna

Scream
Usher

Scream é dance pop farofa? Sim. Então, por que ele é melhor que a maioria do que tem no mercado? Simples: ele é mais Yeah! do que qualquer coisa que o LMFAO já produziu, por exemplo.

Sabe aquelas canções que já começam mostrando personalidade desde o começo e terminam de forma grandiosa? É nessa pegada que segue o segundo single de Looking 4 Myself que alcançou o 10° da Billboard. Dominada espetacularmente por um Usher poderoso voltando na melhor forma, Scream podia muito bem ter chegado ao primeiro se não fosse lançada em um período tão disputado como o verão americano. De qualquer maneira, a produção de  Max Martin e Shellback mostra que é ainda possível entregar uma canção "pop farofa" redonda. E ainda ajudar o Usher voltar a ser o velho e bom Usher.
nota: 8

10 de julho de 2012

Primeira Impressão

Fortune
Chris Brown

Alguém já comprou um produto que te atraiu por um comercial onde apenas as qualidades eram ressaltadas? Assim como aqueles juicers que são lindos como enfeite? Então, é assim que eu me senti após terminar de ouvir o álbum Fortune do Chris Brown. Depois de quatro boas canções lançadas como single (Strip, Turn Up the Music, Till I Die e Sweet Love) eu comecei a acreditar que vinha coisa boa, mas me enganei profundamente.

Fortune tem como base um R&B datado e completamente sem graça na grande maioria das músicas. A concepção delas são de uma falta de habilidade inimaginável para um artista que deveria ser um "entendedor" do estilo. Grande produção fica do álbum fica a carga de grupos de produtores o que faz o álbum não ter nenhuma personalidade sólida. O maior e pior defeito são as composições: a maioria fala de sexo. Não falam, descrevem das maneiras mais sem criatividade que eu já vi. Se ele não está falando de sexo, ele está falando da Rihanna como na péssima Don't Judge Me, onde ele precisa reafirmar sua heterossexualidade (houve rumores que ele era bissexual). Como fosse mudar alguma coisa no pensamento das pessoas. Se nenhum dos assuntos está em voga na canção, as composições falam de amor da maneira mais genérica possível e imaginável. Se Chris não é exatamente um grande cantor, Fortune não vai alterar nada a percepção das pessoas sobre sua capacidade vocal. Como disse antes a maioria das canções são péssimas para baixo salvado apenas as já citadas e mais a interessante Bassline e o quarto single oficial Don't Wake Me Up (resenha a seguir). Curioso só as canções boas serem singles, né? Então, não se espante se Bassline virar também. Assim como aquele juicer queria saber se tem como devolver o para da onde veio: o lixão da Mãe Lucinda. E a Carminha, curtiu?

Uma Maçã Boa no Meio da Podridão

Don't Wake Me Up
Chris Brown

No meio de um álbum tão ruim como o novo trabalho do Chris Brown é espantoso ver como houve espaço para alguém criar uma canção como Don't Wake Me Up: simplesmente boa.

Para começar, o background dela tem nomes como os irmãos Benassi, William Orbit (aquele de Ray of Light) e Jean-Baptiste. Então, já era de se esperar alguma qualidade. O maior trunfo da canção é a sua elaboração bem diferente do esperado com uma base de violão com toques de R&B e que aos poucos vai crescendo em um arranjo dance pop perfeito para virar hit, mas tudo bem refinado como é do costome dos produtores. A canção poderia ser cantada por qualquer cantor já que Chris não coloca personalidade de fato na canção e a letra é pegajosa e o refrão poderoso. Pena que é apenas um "acerto" dentro de uma caixa só com erros.
nota: 7,5

9 de julho de 2012

Assoprando a Falta de Originalidade

Whistle
Flo Rida

Querida dona de casa, por favor, leia esse refrão:

"Você pode soprar meu apito, baby, soprar meu apito
Deixe-me saber
Garota, vou lhe mostrar como fazer
E começamos bem devagar
Só ponha seus lábios juntos
E chegue bem perto
Você pode soprar meu apito, baby, soprar meu apito
Lá vamos nós
"


Você mãe de família que preza pela decência e bons costume deixaria sua filha ouvir uma música com essa letra mais do que sugerida sobre sexo? Melhor que esse papo puritanista, você que sabe o que é música de qualidade, acredita que isso vem de uma música com qualidade? Não? Você acertou.


Whistle do rapper Flo Rida só comprova que ele é o rapper mais aleatório da atualidade. Apesar de uma produção menos histérica que o costume devido ao trabalho do produtor DJ Frank E, nada salva esse amontoado de clichês sexuais. Flo Rida ainda aparece apatico em sua performance. Senhoras donas de casa vamos desligar o rádio quando essa atrocidade for tocada. Pelo bem intelectual de suas crianças.
nota: 2

8 de julho de 2012

O Lado Triste, mas Tô Dançando da Kelly Clarkson

Dark Side
Kelly Clarkson

Quem diria que a Kelly Clarkson ainda teria fôlego para fazer sucesso como Stroger? E ainda lançar uma boa música como sucessora.

Dark Side mostra um dos lados de maior qualidade da cantora: o triste. Aqui ela se questiona se as pessoas vão amá-la se descobrirem seu "lado obscuro". Boa letra que pode se ligar intimamente com o "bullyng" apesar de ter falta um pouco mais de "recheio". A mistura de pop rock com dance dá uma enfraquecida no resultado final da canção. Uma balada mais tradicional funcionaria melhor ou tudo mundo gosta de sofrer dançando? Arrematando tudo isso com muita dignidade, Kelly faz uma das suas melhores performances dos últimos tempos. Poderosa do começo ao fim sem cair em maneirismos ou gritar igual uma louca. Depois de muito tempo vou poder dizer isso: estou torcendo para a Kelly. Realmente.
nota: 7

6 de julho de 2012

Faixa Por Faixa

CD: Born This Way
Artista: Lady GaGa
Gênero: Dance-pop, electro-rock, synthpop
Vendagem: Cerca de 8 milhões
Singles/Peak na Billboard: Born This Way (1°); Judas (10°); The Edge of Glory (3°); You And I (6°) e Marry the Night (29°).

Grammy

Indicações 2012
Album of the Year
Best Pop Vocal Album
Best Pop Solo Performance (You And I)
Ano: 2011

"Se você a odeia, pega toda essa ódio e multiplique por dez. Mesmo assim nada será capaz que se me impeça de afirmar "ops...ela fez de novo". Lady GaGa comprovou o seu poder midiático ao fazer o mundo inteiro prestar atenção ao lançamento de seu segundo álbum (já que The Fame Monster era um EP). E não só apenas devido ao fato de todo o circo que ela se envolve, mas pelo fato da comprovação de talento com artista. A ótima recepção de Born This Way embasa, que mesmo sendo tão pop como qualquer cantora pop da atualidade, GaGa guarda muito mais embaixo de suas fantasias e maquiagens. E para colocar ponto final na questão de poder junto ao público, Born This Way deve vender mais de 800 mil cópias na primeira semana.

Musicalmente falando, Born This Way não é a revolução que a GaGa prometeu. Muito longe disso. Tudo em Born This Way grita uma sonoridade trazida direta do final dos anos oitenta e meados dos anos noventa. E grita muito alto. Não é original. Não é perfeito. Não é revolucionário. Mesmo assim, Born This Way é o arrasa quarteirão mais poderoso dos últimos anos. GaGa usa suas influências para criar uma obra poderosa, dançante, divertida, dark e avassaladora. Em todas faixas vemos as suas duas mãos seja na composição e na produção. Mesmo sendo um álbum pop, vemos um lado intimista e autoral tão refrescante nos dias de hoje. Uma das melhores características são os vocais de GaGa. Vou repetir isso até os fins dos tempos: GaGa não tem uma voz sensacional, mas ela dá a cara a tapa e sabe o que faz. Aqui, muitas músicas parecem quase sem efeitos mostrando o potencial vocal de GaGa. Coisa rara na atualidade. Em certos momentos esquecemos as limitações e até dá para lembrar as grandes vozes do pop como Elton John e Annie Lennox. No quesito sonoridade, Born This Way é uma montanha russa andando a cento e cinquenta quilômetros por hora. Deixando menos espaço para o produtor RedOne, GaGa conseguiu uma mistura muito interessante. Há tantas influências, batidas, texturas, misturas costuradas que em certos momentos fica tudo meio descontrolado, mas no final algo consegue dar sentido. Talvez essa falta de coesão rítmica seja sua liga. Mesmo sendo uma excelente compositora, GaGa aqui tem o ponto fraco do álbum: a irregularidade das letras. Em certos momentos ela consegue com pouco dar uma verdade tão intensa que chega a ser tocável, em certos ela é fútil e oca como o pop deve ser, em outras é pedante, em outras é divertida e em outras é apenas fraca
."


Primeira Impressão de 30 de Maio de 2011



Com o fim da era "Born This Way" em breve e os boatos de novo álbum já aparecendo por aí, nada mais justo que desmembrar um dos álbuns mais comentados dos últimos anos. E que já entrou para a história para o bem ou para mal.


Faixas (Versão Deluxe)

1.Born This Way: "Tudo isso que eu disse no parágrafo anterior, GaGa entrega em Born This Way. A música não muda ou acrescenta nada no hall da história da música. Mas não que não vai fazer muito barulho. Musicalmente, a canção é completamente diferente do que se esperava. Eu acreditava em algo mais dramático, rock e dark. Mas GaGa faz um pop divertido e dançante, mas há uma mudança interessante na sonoridade dela. Born This Way é a música mais pop "raiz" que ela já fez. Tem elementos do eletrônico, mas em sua alma a faixa é pop. É pop como muito tempo eu não via. É o final dos anos oitenta de volta. É a versão moderna de Express Yourself. Sim, Born This Way é a filha mais nova de um dos clássicos da rainha do Pop. Em certos momentos é quase como se GaGa fosse começar a cantar o refrão de Express Yourself. Adiciona um pouco do pop chiclete dos anos noventa e temos um arranjo bem feito, divertido e contagiante com um dos seus refrões mais viciantes da carreira dela. Tudo num pacote perfeito para estourar nas boates mundiais, principalmente naquelas onde Cher é a rainha. GaGa mostra que é uma filha da p*ta de QI acima da média e escreve a sua composição mais estilizada e direta. Não há como negar ou criar fantasias que GaGa escreveu a letra em busca de se consagrar no meio GLS. Ela quer isso. Ela precisa disso. Ela luta por isso. Ela defende a igualdade com unhas e dentes em uma letra bem sacada na sua melhor composição até hoje. Não há como não deixar de cantar no refrão. Há um pouco de Dance in the Dark na parte "falada", o que deixa a música um pouco longa. Outro ponto importante é que a voz de GaGa parece menos "trabalhada" e mais natural. Consegue-se ouvir o real timbre dela nos versos. Já disse e repito: GaGa não tem uma voz incrível, mas não impede que ela domine a canção. Além disso, aqui podemos identificar a sua voz dando a ela mais personalidade. Não, GaGa não veio pare revolucionar, mesmo ela acreditando nisso. GaGa é um produto e se vende como um. Ela é mistura de Madonna e CIA. Ela é apenas uma cópia bem feita. Mas, meu Deus, como ela é boa da forma como nasceu. Essa é a Lady GaGa, gostem ou não."
nota: 8

2.Marry the Night: "Marry the Night teria a chance de se transformar no próximo Bad Romance, se não fosse por dois motivos: além de ser o quinto single, sua letra perde força no resultado. Não que a composição seja ruim, mas faltou mais assunto para GaGa que já começa a repetir mais de um minuto e meio antes do final. Falando do amor dela por Nova York, GaGa entrega uma letra dramática com metáforas poderosas e perfeitas para fazer um clipe "fodástico". Contudo, como disse antes, no final faltou um  trabalho mais especial por isso temos GaGa repetindo o refrão (muito bom, por sinal) até o final. Produzido ao lado de Fernando Garibay, MTN é uma bomba dançante cercado por atmosfera oitentista perfeita. Um arranjo potente marcado por uma batida hipnótica e viciante. E enfim, GaGa transita lindamente pela canção entregando uma performance perfeita."
nota: 8

3.Government Hooker: Gaga encarna Marilyn Monroe em uma letra cheia de intenção. Uma carta aberta sobre o feminismo e o papel da mulher da sociedade. Uma carta "escondida" sobre o romance de Monroe e o presidente Kennedy. O melhor da letra fica para um dos versos onde ela canta "Beberei minhas lágrimas esta noite/Beberei minhas lágrimas e vou chorar" acompanhado por uma interpretação poderosa de GaGa. Musicalmente, a canção é dos momentos mais originais do álbum com uma elaboração craquelada e um som mais metálico e cru.
nota: 8

4.Judas: "A canção é o tiro no pé da GaGa que ela mesma deu e com vontade. Judas é a versão de Bad Romance numa cadencia completamente histerica e descontrolada. E "bota" descontrole nisso. Cada acorde de Judas é como fincar uma faca nos ouvidos. A batida house/eletropop/tribal é até criativa, mas se perde na histéria da rotação insana aplicada por RedOne. E para piorar, a canção tem a mesma cadencia de Papi da Jennifer Lopez, lançada recentemente e com produção de RedOne. É ciclo vicioso de uma fabrica de "hits". Vocalmente, Lady GaGa peca em vários momentos. Se em Born This Way ela mostrou que no eletropop tem espaço para um trabalho vocal mais "natural", em Judas ela perde todo essa evolução. Há dois momentos distintos: uma é a GaGa no versos e a outra é a GaGa no refrão e na "ponte" final. A GaGa nos versos está em um ritmo extremamente acelerado que o arranjo quase toma conta da música. Sem contar que o efeito usado deixa a voz estridente e anasalada que quase se torna insuportável. A GaGa do refrão e da "ponte" final é mais natural, mas peca por parecer apática e monótona. Isso reflete no refrão completamente sem graça e nada parece com a GaGa que estourou no mundo inteiro. Agora o ponto de discórdia, a composição. Ao ver, a letra não peca por usar a religião como metáforas. Nada mais justo que "apelidar" alguém traidor de Judas. Além disso, ela não ofende em nada a figura religiosa envolvida com palavras mais pesadas. O grande problema é que a letra é genérica e rasa. GaGa é especialista de compor letras estranhas com várias metáforas "intelectuais" que falam de assuntos tão banais, mas aqui ela erra ao ser tão direta e sem graça. GaGa ainda é a GaGa, mas dessa vez ela errou feio. Ela se tornou seu próprio Judas."
nota: 4

"Judas não é ainda a melhor canção de GaGa, mas mesmo assim mostra que ela ainda está em busca de uma perfeição imperfeita. Ela pega tudo que já fez até agora e coloca em um lidificador pop com tempero de Bad Romance, batida tribal com a evocação da religião "pop" da Madonna e com os GaGanismo já conhecidos em pouco tempo. O maior trunfo de Judas é a construção do genial arranjo. Frenético, abusivo e dançante sem ser batido. RedOne construí uma ode ao psicodelismo das batidas house com adição de um tribal genial após os refrões. É insano, mas contagiante de uma maneira original e nada "conservadora". É pop dançante, mas não é de fácil absorção. GaGa acompanha essa loucura com seus vocais arrebatadores. Mesmo que em algumas partes ele está num compasso um pouco rápido, ela consegue colocar em um nível diferente e novo. Tem efeitos como qualquer outra música, mas a força de GaGa empregada dá o tom apocalíptico e compensa alguns defeitinhos. A composição não é genial, mas é muito boa. O seu grande trunfo é conseguir transitar nesse tema religião de forma madura e correta. Incrivelmente, não há polêmica na descrição de GaGa sobre a traição. Isso se a pessoa não for uma fanática religiosa. O que vai gerar o "burburinho" será o clipe, mas isso não está em discussão. Mas sem ou com polêmica, GaGa fez de novo. Querendo você ou não."
nota: 8
média: 6

5.Americano: Apesar de muitos críticos não gostarem da canção, devo admitir que é para mim uma das melhores do trabalho. A mistura de pop com música latina transforma um arranjo em uma espécie de "opera dance house latina". GaGa mostra seu lado mais critico ao fazer um paralelo com as leis de imigração em uma composição misturando inglês com espanhol.
nota: 8,5

6.Hair: "Mostrando um outro lado do produtor RedOne, a canção é um pop com batida rock misturada com dance de maneira perfeita. O ritmo crescente da canção cria uma atmosfera poderosa indo da balada rock no começa com base de sax e piano, passando pelo dance no meio e sendo bombardeado pelo rock com essa sensação de música "para cantar alto no meio da sala para espantar os demônios internos". E é desses demônios que GaGa fala em Hair. Ela grita que "quer ser livre como o cabelo dela" fazendo da canção sua "oração". Mesmo sendo quase piegas, não há como negar o poder da composição e o avassalador refrão. Vocalmente, GaGa tem seu momento mais natural. Em certos momentos ela soa como uma adolescente insegura. Mas mesmo assim ela carrega a canção perfeitamente, passando todos os sentimentos que a canção precisa. Caso GaGa tivesse invertido a ordem de lançamento do single teria sido tudo colocado em outro nível."
nota: 8,5

7.Scheiße: GaGa mostra como fazer a mistura perfeita entre o fútil e o genial: de um lado a letra com pedaços em alemão e espanhol com influência dos trabalhos feministas de Madonna com uma letra falando sobre a liberação sexual da mulher e do outro a batida enfurecida, dançante ao extremo, viciante e pop de primeira qualidade. E é nessa segunda opção que a canção se destaca.
nota: 8

8.Bloody Mary: Defino a faixa como "a música que só a Lady GaGa poderia fazer". Novamente ela volta a falar de um tema religioso, mas aqui com mais propriedade em uma canção que ressalta a falta do valor feminino na cultura cristão. Apesar de poderosa, a falha vem da falta de aprofundamento mais incisiva no tema. Compesa isso no refrão avassalador. GaGa está avassaladora em seu desempenho e o arranjo misturando dance com opera é o ponto mais solido da canção dando o tom macabro/gótico necessário.
nota: 8,5


9.Black Jesus + Amen Fashion: Não há como negar que GaGa busca em Madonna a sua maior inspiração. A canção presente na versão deluxe é uma retomada na sonoridade dos anos oitenta da Rainha do Pop com algum toque moderno. Porém, os vocais de GaGa não deixam isso passar batido tamanha a semelhança, principalmente nos versos. Contudo, é sempre bom ouvir essa fase da Madonna.
nota: 7

10. Bad Kids: Soando mais rock, GaGa entrega um desempenho bem interessante vocalmente. A delicadeza que ela coloca é um contraste calculadamente estilizado para ir contra a letra de auto-ajuda onde ela fala que é uma "má criança e isso não é ruim". Musicalmente, o ponto alto do arranjo é a guitarra elétrica ao fundo que poderia ter sido melhor trabalhada.
nota: 7

11.Fashion of His Love: Acho que as músicas da versão deluxe foram feitas exatamente para soar como a Madonna dos anos '80, mas aqui GaGa mostra um lado novo: seu lado romântico puro. A delicada letra mostra uma menina querendo amar. Uma gracinha.
nota: 7,5

12.Highway Unicorn (Road to Love): Sabe quando você tenta fazer uma receita pela primeira vez, mas as coisas não saem 100% certas? Então, essa faixa é assim. Há uma tonelada de boa intenção em cima da produção estilizada em modo de montanha-russa misturando texturas, batidas e acabamentos. Contudo, o resulta é apenas normal.
nota: 6,5

13.Heavy Metal Lover: Muitos críticos acharam como um dos pontos altos do álbum, mas eu a acho a pior. Pretensiosa e quase esquizofrênica em uma batida tecno sem graça e vocais elaborados demais.
nota: 5

14.Electric Chapel: Mesmo faltando uma letra mais pungente, GaGa mostra que sua influencia dos anos oitenta vai além da Madonna. Uma mistura moderna de house, pop rock e o som do duo Eurythmics consegue mostrar um lado mais contido dela.
nota: 7

15.The Queen: Para quem não quer ser rainha fazer uma música chamada The Queen é estranho. Contudo, apesar de achar longa demais e isso acarreta em um final perdido, gosto da canção em sua parte cantada e pelo fato de ser um pop redondinho.nota: 7

16.You And I: "Yoü And I já nasce de certa maneira já predestinada a ser uma balada pop épica. GaGa foi extremamente esperta ao fazer apresentações da canção apenas ao piano muito antes do lançamento do Born This Way. Ela testou a resposta da platéia com a canção e viu que "deu liga". Mais a versão em estúdio saiu melhor que a encomenda. GaGa acertou no alvo ao chamar um especialista em "músicas épicas" para dar a forma em Yoü and I: Robert John "Mutt" Lange. O produtor foi reponsável por inúmeros sucessos de nomes como AC/DC, Def Leppard, Foreigner, Bryan Adams e na época que era marido de Shania Twain, foi produtor do sucesso Come on Over. De Mutt a música ganhou uma sofisticada, poderosa e pungente base misturando rock e pop na batida da bateria, no riff da guitarra e nos toques do piano. A grande sacada da música é o uso do sample. Aquela já familiar e quase transcendental batida da música We Will Rock You do Queen. Quem nunca na vida não fez o "tum, tum, tum, bate palmas"? Além do sample, Yoü And I ganhou a participação do guitarrista da banda Brian May. Enquanto a produção está de primeira, GaGa entrega uma performance impecável. Aqui GaGa mostra que é uma cantora ao conseguir carregar a grandeza da música sem precisar de ser a melhor cantora do mundo. Suas apresentações ao vivo são sensacionais, principalmente quando faz a primeira parte apenas no piano. A composição não é a melhor coisa do mundo, mas entrega os três pontos de uma balada pop com perfeição: fácil de cantar e se identificar, refrão avassalador e com pegada pop. Só isso já está de bom tamanho. Deixamos a profundidade para uma próxima. E uma outra vez. E quem sabe milhares de vezes."
nota: 8,5

17.The Edge of Glory: "The Edge of Glory é apenas uma boa música. Mas é tudo que eu esperava que fosse o álbum Born This Way desde que foi anunciado. Nem falo da qualidade, mas sim do caminho da sua sonoridade. Aqui GaGa deixa de lado o seu pop descerebrado e busca algo mais orgânico. The Edge of Glory ainda é pop. Ainda é descartável. Mas sua pegada mais rock mostra um outro lado mais classuda da GaGa. Aquela influência do Queen que ela possui se manifesta aqui em uma canção feita para fazer estádios lotados cantarem. Sim, The Edge of Glory tem uma batida dançante. Porém, é mais substancial. Você consegue ouvir instrumentos com clareza com suas nuances e o solo de sax do lendário Clarence Clemons é sensacional. GaGa mostra um pegada vocal quase genial. Sem efeitos mais elaborados que poderiam afetar o desempenho da música, ela mostra que além de saber cantar tem voz para isso. Não a melhor voz do mundo, mas tem uma. O defeito da canção fica por conta da composição. Mesmo sendo muito bem escrita comprovando que como artista pop GaGa é uma das poucas que pode escrever algo que saia do estilo "vamos dançar até o mundo acabar", faltou letra. Apenas os dois versos e o bom refrão deixam a música um pouco "inacabada""
nota: 8

CD 2

1.Born This Way (The Country Road Version): "A canção não é melhor que a original. Mas comprova a capacidade de GaGa fazer algo completamente diferente que as pessoas poderiam esperar. O grande trunfo de Born This Way (The Country Road Version) é sua instrumentação com mais destaque para a base, a canção ganha um toque country com um solo de gaita inspirado. Vocalmente, GaGa domina a música perfeitamente dando mais força a canção numa pegada mais balada. A letra quase não foi alterada, apenas um verso foi mudado sem precisão já que ficou piegas. Mas é uma boa pedida para quem está cansado dos mesmos remixes de sempre."
nota: 7,5