Figure 8
Ellie Goulding
O meu maior problema, se posso chamar assim, em relação a Ellie Goulding é que falta equilíbrio.Vejo talento e muito na cantora que deve ser a mais original que surgiu nos últimos tempo, mas ainda falta ela saber como balancear a seu lado indie com uma elaboração mais refinada e sem perder sua personalidade. E isso pode ser comprovado quando ela acerta para valer como é o caso da ótima Figure 8, segundo single de Halcyon.
Figure 8 é uma canção que apenas Ellie conseguiria carregar com tanta precisão: estranha, dark, pop, indie, romântica, atemporal e moderna. Só que tudo aqui deu liga graças a co-produção de Mike Spencer que já trabalhou com nomes como Kylie Minougue até Jamiroquai. Quando o toque de pop comercial aliado as pegadas mais artísticas como a bela e marcante composição, as influências mais atuais como o dubstep e a distinta performance de Ellie se casam de maneira perfeita sem pender para nenhum lado, está criando uma canção poderosa que mostra como tudo na música é apenas uma questão de dosagem. Vamos torcer para que ela continue acertando nos trabalhos futuros.
nota: 8
28 de fevereiro de 2013
27 de fevereiro de 2013
Primeira Impressão
Long. Live. A$AP
A$AP Rocky
Uma coisa pode ser sempre elogiada no mundo hip hop, mesmo se você odiando esse estilo de música: eles sempre estão dando espaço para novos nomes e com isso sempre se renovam. O mais novo rapper a ganhar notoriedade é A$AP Rocky que lançou seu primeiro álbum , o interessante Long. Live. A$AP.
Depois de lançar o aclamado mixtape Live. Love. ASAP, A$AP assinou um contrato de 3 milhões de dólares com a gravadora RCA. Como primeiro fruto desse contrato o álbum Long. Live. A$AP estreou no primeiro lugar da Billboard e conseguiu uma boa recepção com da critica. Não é de estranhar já A$AP conseguiu colocar "sabores" novos no caldeirão do hip hop. O álbum não é exatamente sensacional, mas é um trabalho bastante sólido e com personalidade. Amparado por uma equipe própria de artistas, a produção acerta ao buscar novas sonoridades, pegadas e texturas diferentes para moldar um álbum forte e inovador que também não perde a sua essência. Ainda falta certo polimento que deve vim com o tempo como a capacidade de ligar todas as canções para que se forme um álbum inteiramente coeso onde não há nenhum momento perdido. Mesmo com as inconstâncias que Long. Live. A$AP apresenta, o resultado final supera essas falhas. Há também o fato das composições caírem em alguns clichês, mas a grande maioria A$AP mostra que é um compositor capaz e cheio de ideias interessantes. Por fim, como rapper A$AP Rocky é um talento em formação e com grande futuro que mesmo no meio de inúmeras participações de pessoas de peso com Drake, Kendrick Lamar, Skrillex e Florence Welch e de novatos com talento, ele não se deixa ser ofuscado e ainda entrega momentos inspirados. Os destaques do álbum vão para o single Fuckin' Problems (resenha a seguir), Wild For the Night e 1 Train, sendo essa última a melhor do álbum. Sem dúvida uma ótima adição ao mundo do hip hop.
A$AP Rocky
Uma coisa pode ser sempre elogiada no mundo hip hop, mesmo se você odiando esse estilo de música: eles sempre estão dando espaço para novos nomes e com isso sempre se renovam. O mais novo rapper a ganhar notoriedade é A$AP Rocky que lançou seu primeiro álbum , o interessante Long. Live. A$AP.
Depois de lançar o aclamado mixtape Live. Love. ASAP, A$AP assinou um contrato de 3 milhões de dólares com a gravadora RCA. Como primeiro fruto desse contrato o álbum Long. Live. A$AP estreou no primeiro lugar da Billboard e conseguiu uma boa recepção com da critica. Não é de estranhar já A$AP conseguiu colocar "sabores" novos no caldeirão do hip hop. O álbum não é exatamente sensacional, mas é um trabalho bastante sólido e com personalidade. Amparado por uma equipe própria de artistas, a produção acerta ao buscar novas sonoridades, pegadas e texturas diferentes para moldar um álbum forte e inovador que também não perde a sua essência. Ainda falta certo polimento que deve vim com o tempo como a capacidade de ligar todas as canções para que se forme um álbum inteiramente coeso onde não há nenhum momento perdido. Mesmo com as inconstâncias que Long. Live. A$AP apresenta, o resultado final supera essas falhas. Há também o fato das composições caírem em alguns clichês, mas a grande maioria A$AP mostra que é um compositor capaz e cheio de ideias interessantes. Por fim, como rapper A$AP Rocky é um talento em formação e com grande futuro que mesmo no meio de inúmeras participações de pessoas de peso com Drake, Kendrick Lamar, Skrillex e Florence Welch e de novatos com talento, ele não se deixa ser ofuscado e ainda entrega momentos inspirados. Os destaques do álbum vão para o single Fuckin' Problems (resenha a seguir), Wild For the Night e 1 Train, sendo essa última a melhor do álbum. Sem dúvida uma ótima adição ao mundo do hip hop.
O Problema São os Outros
Fuckin' Problems (feat. Drake, 2 Chainz & Kendrick Lamar)
A$AP Rocky
A premissa é batida: pegue um rapper promissor, junte-o com outros rappers promissores e faça uma canção. Se a ideia é velha, a construção de Fuckin' Problems é o que a distingue da maioria das músicas do estilo.
Segundo single de Long. Live. ASAP e a canção de maior sucesso de A$AP Rocky, Fuckin' Problems tem como principal qualidade a sua produção original, contagiante e bem longe de cair em qualquer lugar comum. Não há nenhuma revolução na composição, mas o trabalho final é na medida certa. Mesmo com três featuring, A$AP Rocky consegue se destacar e ao mesmo tempo dar o espaço necessário para que seus amigos possam entregar suas partes de maneira perfeita. E se os outros rappers estão por baixo o problema não é do A$AP já que ele está fazendo sua parte,
nota: 8
A$AP Rocky
A premissa é batida: pegue um rapper promissor, junte-o com outros rappers promissores e faça uma canção. Se a ideia é velha, a construção de Fuckin' Problems é o que a distingue da maioria das músicas do estilo.
Segundo single de Long. Live. ASAP e a canção de maior sucesso de A$AP Rocky, Fuckin' Problems tem como principal qualidade a sua produção original, contagiante e bem longe de cair em qualquer lugar comum. Não há nenhuma revolução na composição, mas o trabalho final é na medida certa. Mesmo com três featuring, A$AP Rocky consegue se destacar e ao mesmo tempo dar o espaço necessário para que seus amigos possam entregar suas partes de maneira perfeita. E se os outros rappers estão por baixo o problema não é do A$AP já que ele está fazendo sua parte,
nota: 8
26 de fevereiro de 2013
Ainda Há Luz no Final do Túnel
Just One Last Time (featuring Taped Rai)
David Guetta
Já é mais sabido que David Guetta virou farofa passada há muito tempo. Contudo, ainda consegue entregar músicas inspiradas e surpreendentes como o single Just One Last Time.
Nono single ao total lançado de Nothing But the Beat (lembrando que o álbum teve duas versões diferentes) a canção mostra que o DJ francês ainda se preocupa na construção de suas canções e não apenas fazer músicas para vender no iTunes com seus pancadões e artistas "estrelas" querendo voltar para o topo. Assim como fez com Sia, David aposta em um desconhecido, o bom cantor sueco Taped Rai que segura bem a onda mostrando um controle único e um tom dramático. A boa composição consegue cativar pela simplicidade e por não ser mais do mesmo. E mesmo não reinventando o eletrônico, ver David voltar a produzir algo mais orgânico e clássico é quase ver a luz no final do túnel. Uma luz fraca, mas ela está lá.
nota: 7,5
David Guetta
Já é mais sabido que David Guetta virou farofa passada há muito tempo. Contudo, ainda consegue entregar músicas inspiradas e surpreendentes como o single Just One Last Time.
Nono single ao total lançado de Nothing But the Beat (lembrando que o álbum teve duas versões diferentes) a canção mostra que o DJ francês ainda se preocupa na construção de suas canções e não apenas fazer músicas para vender no iTunes com seus pancadões e artistas "estrelas" querendo voltar para o topo. Assim como fez com Sia, David aposta em um desconhecido, o bom cantor sueco Taped Rai que segura bem a onda mostrando um controle único e um tom dramático. A boa composição consegue cativar pela simplicidade e por não ser mais do mesmo. E mesmo não reinventando o eletrônico, ver David voltar a produzir algo mais orgânico e clássico é quase ver a luz no final do túnel. Uma luz fraca, mas ela está lá.
nota: 7,5
25 de fevereiro de 2013
Você Realmente Conhece a Cyndi Lauper?
Começo hoje um novo seguimento aqui no blog chamado Você Realmente Conhece ... ? Sempre me pego ouvindo pessoas que dizem que amam tal artista, mas quando a gente pergunta qual música a música favorita dele sempre vai falar aquela (s) mais famosa (s) e só. Isso não é ser. É seguir modinha. Então, resolvi criar esse seguimento para mostrar um pouco além do que as pessoas conhecem de alguns nomes da música. Funciona assim: não vou fazer uma profunda análise da carreira do artista, mas, sim, mostrar alguns momentos "desconhecidos" do grande público que merece ser descoberto para que o artista em questão possa ser descoberto de maneira mais plena. Começo por uma das mais queridas artistas pop de todos os tempos: Cyndi Lauper. Você vai ver a louquinha do pop é muito mais que apenas garotas que querem se divertir e ficar repetindo a dor da saudade. Então, você realmente conhece a...
23 de fevereiro de 2013
Uma Canção Para Ser Apenas Esquecida
Silver Lining (Crazy 'bout You)
Jessie J
Por falar em Oscar, quem tentou "abocanhar" um pedacinho foi a Jessie J. Escolhida para interpretar o tema do aclamado O Lado Bom da Vida as chances dela cantar na cerimônia eram altas. Além do sucesso do filme que teve oito indicações, a canção foi escrita por Diane Warren que já recebeu seis indicações ao prêmio de Melhor Canção. Contudo, Silver Lining (Crazy 'bout You) foi um tiro pela culatra.
Diane conseguiu pegar a essência do filme: uma comédia romântica dramática sobre um professor universitário bipolar que se apaixona por uma viúva que também tem problemas mentais. Contudo, a composição carrega certos pieguismos na relação de expressar os sentimentos envolvidos na construção do filme como o refrão ressalta:
Diga que sou louca
Diga que sou uma tola (oh)
Diga que sou louca, talvez seja verdade
Mas sou louca por você, sou louca
Sou louca por você, sou louca
Não posso evitar, não posso evitar
Não posso fazer nada
Sou louca, louca por você (Louca, louca, louca, louca)
E amo porque sei que você também é louco por mim
A produção de Darkchild acerta em fazer um pop dançante misturado com R&B fugindo do que poderia ser uma balada bem água com açúcar, mas erra ao dar para canção pouca personalidade na elaboração do arranjo. Jessie mostra bastante versatilidade e faz um boa performance, mas nada genial ou realmente para se lembrar ao contrário do filme.
nota: 6
Jessie J
Por falar em Oscar, quem tentou "abocanhar" um pedacinho foi a Jessie J. Escolhida para interpretar o tema do aclamado O Lado Bom da Vida as chances dela cantar na cerimônia eram altas. Além do sucesso do filme que teve oito indicações, a canção foi escrita por Diane Warren que já recebeu seis indicações ao prêmio de Melhor Canção. Contudo, Silver Lining (Crazy 'bout You) foi um tiro pela culatra.
Diane conseguiu pegar a essência do filme: uma comédia romântica dramática sobre um professor universitário bipolar que se apaixona por uma viúva que também tem problemas mentais. Contudo, a composição carrega certos pieguismos na relação de expressar os sentimentos envolvidos na construção do filme como o refrão ressalta:
Diga que sou louca
Diga que sou uma tola (oh)
Diga que sou louca, talvez seja verdade
Mas sou louca por você, sou louca
Sou louca por você, sou louca
Não posso evitar, não posso evitar
Não posso fazer nada
Sou louca, louca por você (Louca, louca, louca, louca)
E amo porque sei que você também é louco por mim
A produção de Darkchild acerta em fazer um pop dançante misturado com R&B fugindo do que poderia ser uma balada bem água com açúcar, mas erra ao dar para canção pouca personalidade na elaboração do arranjo. Jessie mostra bastante versatilidade e faz um boa performance, mas nada genial ou realmente para se lembrar ao contrário do filme.
nota: 6
22 de fevereiro de 2013
Especial Oscar 2013
No próximo domingo acontece a noite mais importante da indústria cinematográfica: a entrega do Oscar. A 85° edição do prêmio já é considerada a mais imprevisível e surpreendente dos últimos anos. Para saber mais um pouco sobre quem são os favoritos, os esquecidos e as surpresas vejam esse especial. E, claro, como esse blog é de música, uma avaliação aos cinco indicados para Melhor Canção! Tudo após o clique!
21 de fevereiro de 2013
Primeira Impressão
¡Tré!
Green Day
Finalizando a trilogia iniciada no médio ¡Uno!, passou pelo bom ¡Dos! e termina com o legal ¡Tré!. Mesmo esperando um trabalho mais pungente vindo do trio liderado por Bille Joe acho que no final, juntando com, os outros dois álbuns até que faz sentido.
Em ¡Tré! o foco é mais "romântico" que nos dois álbuns anteriores. Claro, que é a visão de amor vista pela banda uma mistura entre "amor gótico" com "amor punk rock". Há momentos inspirados que fazem a gente lembrar os melhores tempos da banda com aquela mistura de consciência com humor ácido. Contudo, há alguns momentos sem tanto brilho que fazem o impacto final perder vigor. Vocalmente, Billie continua fazendo um trabalho eficaz que, assim com o quesito composição, tem momentos sensacionais. Arranjos bem conduzidas pela produção de Rob Cavalo que transmitem o melhor do trabalho instrumental do trio. Entre as canções o maior destaque é a ótima Brutal Love com generosos e deliciosos toques de soul music que resulta em uma balada sensacional. Há também a épico rock opera Dirty Rotten Bastards, a bonitinha Drama Queen e a divertida 99 Revolutions. Um final digno para uma trilogia digna.
Green Day
Finalizando a trilogia iniciada no médio ¡Uno!, passou pelo bom ¡Dos! e termina com o legal ¡Tré!. Mesmo esperando um trabalho mais pungente vindo do trio liderado por Bille Joe acho que no final, juntando com, os outros dois álbuns até que faz sentido.
Em ¡Tré! o foco é mais "romântico" que nos dois álbuns anteriores. Claro, que é a visão de amor vista pela banda uma mistura entre "amor gótico" com "amor punk rock". Há momentos inspirados que fazem a gente lembrar os melhores tempos da banda com aquela mistura de consciência com humor ácido. Contudo, há alguns momentos sem tanto brilho que fazem o impacto final perder vigor. Vocalmente, Billie continua fazendo um trabalho eficaz que, assim com o quesito composição, tem momentos sensacionais. Arranjos bem conduzidas pela produção de Rob Cavalo que transmitem o melhor do trabalho instrumental do trio. Entre as canções o maior destaque é a ótima Brutal Love com generosos e deliciosos toques de soul music que resulta em uma balada sensacional. Há também a épico rock opera Dirty Rotten Bastards, a bonitinha Drama Queen e a divertida 99 Revolutions. Um final digno para uma trilogia digna.
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