Drinking from the Bottle (feat. Tinie Tempah)
Calvin Harris
Foram até agora seis singles (e mais um para ser lançado no começo de Abril) saídos do álbum 18 Months do DJ Calvin Harris. O cara lança single com se fosse a Rihanna!
Drinking from the Bottle é a parceria de Calvin com o rapper inglês Tinie Tempah e a canção de número seis na lista de singles do álbum. A canção é uma colcha de retalhos eletrônica que funciona se você procura por algo diferente, mas não tão longe do lugar comum. A composição é até legal com vários momentos inspirados, mas que erra na seguinte frase:
"Se você não é magra, então você está no lugar errado"
Sério? A presença de Tinie é boa, mas não marca de maneira mais intensa sua participação na canção. E assim Calvin lança mais um single que daqui a pouco será substituído por mais um single. É ciclo da vida.
nota: 6,5
30 de março de 2013
29 de março de 2013
Primeira Impressão
Girl Who Got Away
Dido
O quarto álbum da carreira da inglesa Dido vai ser daqueles que vai dividir opiniões de maneira drástica: uma parte da critica e do público vai odiar e uma parcela (provavelmente pequena) vai defender de maneira categórica a sua qualidade. Nessa segunda categoria eu vou me relacionar com Girl Who Got Away que classifico com um trabalho primoroso.
O álbum traz a certeza que mesmo o mundo mude várias e várias vezes sempre teremos pessoas capazes de extrair a beleza dele de maneira mais simples e pura possível. Uma dessas pessoas é a Dido. Aquela cantora que fez o mundo se apaixonar por ela na linda Thank You de 1999 ainda consegue tirar emoções verdadeiras em composições despidas de complexidade e vestidas dos sentimentos mais primários e verdadeiros que podemos ter. Ao lado do irmão e parceiro de longa data Rollo Armstrong e vários outros nomes conhecidos, Dido construí uma coleção de canções que falam sobre amor e a vida com habilidade de nunca percorrer caminhos sentimentalóides e ao mesmo tempo conversar com o público de frente abrindo seu coração. Aquela voz doce, meiga e confortante da inglesa está de volta de maneira primorosa que faz qualquer canção uma obra que só ela poderia cantar. Algo tão pessoal que conseguimos entrar no mundo da cantora sem nem percebemos que estamos lá. Sua sonoridade continua quase a mesma: pop adulto da melhor qualidade com produções competentes. Contudo, Girl Who Got Away tem uma pegada diferente com a introdução de melodias com forte influência da música eletronica. Não pense que temos uma Dido fazendo "batidão" com se fosse "amiga" do David Guetta. As influências aqui são outras como o tipo de música eletrônica com estilo "ambiente". O casamento do som dela com esse eletrônico é perfeita resultando em uma sonoridade ideal para o álbum que não carrega nas texturas sabendo dosar e criando arranjos cativantes e deliciosos. O álbum já abre com a sensacional No Freedom (resenha a seguir) seguida pela linda Girl Who Got Away que dá nome ao álbum. A melhor fica por conta de Sitting On The Roof Of The World, uma honesta visão sobre o sucesso. Há também a acachapantemente melancólica Happy New Year, a forte Day Before We Went To War, End Of Night sobre dar a volta por cima depois do fim do amor e a até participação do rapper Kendrick Lamar funciona muito bem na sensacional Let Us Move On. Então, digam o que quiserem, pois esse blog vai defender até o fim Girl Who Got Away e as decisões da Dido. E tenho dito.
Dido
O quarto álbum da carreira da inglesa Dido vai ser daqueles que vai dividir opiniões de maneira drástica: uma parte da critica e do público vai odiar e uma parcela (provavelmente pequena) vai defender de maneira categórica a sua qualidade. Nessa segunda categoria eu vou me relacionar com Girl Who Got Away que classifico com um trabalho primoroso.
O álbum traz a certeza que mesmo o mundo mude várias e várias vezes sempre teremos pessoas capazes de extrair a beleza dele de maneira mais simples e pura possível. Uma dessas pessoas é a Dido. Aquela cantora que fez o mundo se apaixonar por ela na linda Thank You de 1999 ainda consegue tirar emoções verdadeiras em composições despidas de complexidade e vestidas dos sentimentos mais primários e verdadeiros que podemos ter. Ao lado do irmão e parceiro de longa data Rollo Armstrong e vários outros nomes conhecidos, Dido construí uma coleção de canções que falam sobre amor e a vida com habilidade de nunca percorrer caminhos sentimentalóides e ao mesmo tempo conversar com o público de frente abrindo seu coração. Aquela voz doce, meiga e confortante da inglesa está de volta de maneira primorosa que faz qualquer canção uma obra que só ela poderia cantar. Algo tão pessoal que conseguimos entrar no mundo da cantora sem nem percebemos que estamos lá. Sua sonoridade continua quase a mesma: pop adulto da melhor qualidade com produções competentes. Contudo, Girl Who Got Away tem uma pegada diferente com a introdução de melodias com forte influência da música eletronica. Não pense que temos uma Dido fazendo "batidão" com se fosse "amiga" do David Guetta. As influências aqui são outras como o tipo de música eletrônica com estilo "ambiente". O casamento do som dela com esse eletrônico é perfeita resultando em uma sonoridade ideal para o álbum que não carrega nas texturas sabendo dosar e criando arranjos cativantes e deliciosos. O álbum já abre com a sensacional No Freedom (resenha a seguir) seguida pela linda Girl Who Got Away que dá nome ao álbum. A melhor fica por conta de Sitting On The Roof Of The World, uma honesta visão sobre o sucesso. Há também a acachapantemente melancólica Happy New Year, a forte Day Before We Went To War, End Of Night sobre dar a volta por cima depois do fim do amor e a até participação do rapper Kendrick Lamar funciona muito bem na sensacional Let Us Move On. Então, digam o que quiserem, pois esse blog vai defender até o fim Girl Who Got Away e as decisões da Dido. E tenho dito.
A Volta de Uma Querida
No Freedom
Dido
É tão bom a gente ver a volta de uma pessoa que um dia foi querida, mas o tempo e a distância separou e que até estava apagada na nossa memória. Apagada, mas nunca esquecida. Esse é caso da Dido.
No Freedom, single do álbum Girl Who Got Away, traz aquela Dido que a gente conhecia: doce, cativante e que consegue falar lá dentro com pouco. A bela composição mostra que quando amamos de verdade podemos ter a grandeza de deixar a outra pessoa livre ao notarmos que não somos a pessoa certa. Sua sinceridade desconcertante é acompanhada pela delicada e contundente performance de Dido que faz a gente seja tocado de uma maneira diferente: sua voz entra de mansinho e quando chega lá dentro é faz o estrado já que passar uma mensagem tão forte de uma maneira serena é para poucos. Mesmo sendo um trabalho simples na construção do arranjo, a produção consegue arrematar tudo lindamente. Que bom que a Dido voltou!
nota: 8
Dido
É tão bom a gente ver a volta de uma pessoa que um dia foi querida, mas o tempo e a distância separou e que até estava apagada na nossa memória. Apagada, mas nunca esquecida. Esse é caso da Dido.
No Freedom, single do álbum Girl Who Got Away, traz aquela Dido que a gente conhecia: doce, cativante e que consegue falar lá dentro com pouco. A bela composição mostra que quando amamos de verdade podemos ter a grandeza de deixar a outra pessoa livre ao notarmos que não somos a pessoa certa. Sua sinceridade desconcertante é acompanhada pela delicada e contundente performance de Dido que faz a gente seja tocado de uma maneira diferente: sua voz entra de mansinho e quando chega lá dentro é faz o estrado já que passar uma mensagem tão forte de uma maneira serena é para poucos. Mesmo sendo um trabalho simples na construção do arranjo, a produção consegue arrematar tudo lindamente. Que bom que a Dido voltou!
nota: 8
28 de março de 2013
Quero Ser Kelly Clarkson
Heart Attack
Demi Lovato
Vou admitir: Demi Lovato subiu no meu conceito depois de participar do The X Factor USA. Apesar de ter sido uma mentora bem ruim, Demi foi uma jurada tão deliciosamente safada que conseguiu melhores resultados na bancada do que a Britney Spears que mesmo tendo uma artista que foi vice-campeã parecia estar na maioria do tempo lobotomizada. O que eu não consigo ainda é gostar da sua carreira como "cantora". Ainda mais quando ela quer a Kelly Clarkson.
Heart Attack marcar o começo dos trabalhos para seu novo álbum que deve ser lançado ainda esse ano e mostra que ela ainda precisa aprender muito. Começa pelo fato de achar uma personalidade que seja apenas dela já que a canção parece uma versão mais fraca das canções dos últimos anos da Kelly Clarkson. E nem tem nenhum produtor que há trabalhou com a dona do hit Stronger (What Doesn't Kill You). A estrutura de pop/dance é praticamente a mesma com a diferença que aqui se tem mais influência do eletrônico, mas que não dá personalidade suficiente para fazer um arroz com feijão parecer uma lasanha. Demi cresceu com sua voz, mas parecer sempre estar forçando a voz para ela parecer maior que é na verdade. A composição é boazinha, principalmente para o público de Demi que já ouviu coisa bem pior e achou a melhor coisa da humanidade. Agora um recado para ela do fundo do meu coração:
"Querida, Demi,
Espero que você volte para a bancada ao lado do Simon Cowell para esse ano jogar um copo d'água na cara dele. E não tente ser a Kelly na música. Que tal ser você e usar a sua personalidade como jurada? Beijos!
nota: 6
Demi Lovato
Vou admitir: Demi Lovato subiu no meu conceito depois de participar do The X Factor USA. Apesar de ter sido uma mentora bem ruim, Demi foi uma jurada tão deliciosamente safada que conseguiu melhores resultados na bancada do que a Britney Spears que mesmo tendo uma artista que foi vice-campeã parecia estar na maioria do tempo lobotomizada. O que eu não consigo ainda é gostar da sua carreira como "cantora". Ainda mais quando ela quer a Kelly Clarkson.
Heart Attack marcar o começo dos trabalhos para seu novo álbum que deve ser lançado ainda esse ano e mostra que ela ainda precisa aprender muito. Começa pelo fato de achar uma personalidade que seja apenas dela já que a canção parece uma versão mais fraca das canções dos últimos anos da Kelly Clarkson. E nem tem nenhum produtor que há trabalhou com a dona do hit Stronger (What Doesn't Kill You). A estrutura de pop/dance é praticamente a mesma com a diferença que aqui se tem mais influência do eletrônico, mas que não dá personalidade suficiente para fazer um arroz com feijão parecer uma lasanha. Demi cresceu com sua voz, mas parecer sempre estar forçando a voz para ela parecer maior que é na verdade. A composição é boazinha, principalmente para o público de Demi que já ouviu coisa bem pior e achou a melhor coisa da humanidade. Agora um recado para ela do fundo do meu coração:
"Querida, Demi,
Espero que você volte para a bancada ao lado do Simon Cowell para esse ano jogar um copo d'água na cara dele. E não tente ser a Kelly na música. Que tal ser você e usar a sua personalidade como jurada? Beijos!
nota: 6
27 de março de 2013
Primeira Impressão
The 20/20 Experience
Justin Timberlake
Estou aqui há um tempo tentando achar a melhor maneira de fazer a introdução desse texto. Pensei em falar do mais clichê: os anos que Justin Timberlake passou longe do mundo da música. Pensei a falar do mais batido: onde que ele se encaixa no atual cenário musical. Também passou na minha cabeça fazer uma comparação já velha entre ele o Rei Do Pop. Pensei em seguir um caminho mais original e mostrar como a carreira dele se encaixa com os dos maiores nomes do pop. Aí, eu iria traçar vários linhas comparativas entre ele, MC, Madonna, Britney Spears, Beyoncé, Lady GaGa e outros. Decide que isso tudo seria muito redundante, chato, banal, sem personalidade da minha parte. A melhor maneira de começar esse texto seria colocando apenas duas frases. Elas já dizem tudo de forma clara, direta e da melhor maneira possível: JUSTIN TIMBERLAKE É FODA. THE 20/20 EXPERIENCE É FODA. Sem mais.
Os anos afastado, quase por completo, do mundo musical fez um bem gigantesco para a sonoridade de Justin. E isso também deve muito ao parceiro dele, o produtor Timbaland que teve problemas pessoais sérios nos últimos anos e voltou com tudo. Não é segredo para ninguém que JT é influenciado diretamente pelo pop/R&B que consagrou Michael Jackson e em The 20/20 Experience ouvimos toda essa sonoridade do começo ao fim. Todavia, não é apenas um "copia e cola". O álbum é a evolução sonora do som de Justin. Com a produção mais do que inspirada de Timbo que conta com a ajuda do próprio Justin e do produtor J-Roc, The 20/20 Experience é uma experiência. O álbum é rico com as centenas de nuances colocadas na produção de todas as faixas com casamentos perfeitos de várias batidas, ritmos, texturas e pegadas. A construção de arranjos é genial ainda mais se contarmos com o fato que Justin não fez nenhuma concessão e entregas faixas enormes em duração só que em nenhum momento elas são engolidas por esse "exagero". Ao contrário, tudo é bem amarrado que essa escolha artística se faz necessária para poder transmitir toda a complexidade de suas produções. The 20/20 Experience é uma experiência audaciosa onde Justin nada contra a maré mostrando que o pop é muito mais refinado que o público jovem de hoje pensa. Um trabalho tão intricado merece um interprete na mesma altura. Claro, JT é esse cara. Seu trabalho vocal durante todo o álbum é impressionante onde ele entrega vocais "reais" nos dois sentidos da palavra: pouco alterada, a voz dele é de uma qualidade de rei do Pop sabendo usar todas as suas qualidades em favor da melhor performance possível. Cheia de personalidade que nenhum auto-tune compra. Infelizmente, nem o melhor paraíso é livre de algumas nuvens de chuva. Há um defeito em The 20/20 Experience: as composições poderiam ser bem mais que são. Todo álbum é feito por letras de alma, coração e corpo moldados no melhor que o pop pode trazer seja na forma ou no conteúdo, mas em vários momentos ficam faltando algo. Em comparação com as poderosas construções sonoras, certos momentos soam "bobos" como algumas escolhas de tema. Nada realmente muito grave, mas que não deixa The 20/20 Experience ser A obra prima. Contudo, os momentos em que Justin consegue fechar todo o pacote de maneira perfeita temos músicas como a genial Mirrors (resenha a seguir) que ouso dizer que dever ser tornar uma das melhores do ano. E vou além: deve ser a melhor da carreira do Justin. Não muito atrás fica a sensacional Let The Groove Get In que com certeza é a representação perfeita do que poderia estar fazendo Michael Jackson nos dias de hoje. Já em Blue Ocean Floor, ele entrega uma versão sua mais profunda e muito bem vinda no que é a melhor composição de The 20/20 Experience. Há também a deliciosa Pusher Love Girl que mesmo com uma letra de gosto duvidoso agrada ao abrir o álbum de maneira grandiosa, a fofa/foda Strawberry Bubblegum e a dançante/sexy Don't Hold The Wall. Para você o quanto o álbum é ótimo no final das contas uma música como Suit & Tie é uma das mais fracas. E qual a melhor maneira de encerrar esse texto? Simples: voltando ao começo. JUSTIN TIMBERLAKE É FODA. THE 20/20 EXPERIENCE É FODA. Sem mais.
Justin Timberlake
Estou aqui há um tempo tentando achar a melhor maneira de fazer a introdução desse texto. Pensei em falar do mais clichê: os anos que Justin Timberlake passou longe do mundo da música. Pensei a falar do mais batido: onde que ele se encaixa no atual cenário musical. Também passou na minha cabeça fazer uma comparação já velha entre ele o Rei Do Pop. Pensei em seguir um caminho mais original e mostrar como a carreira dele se encaixa com os dos maiores nomes do pop. Aí, eu iria traçar vários linhas comparativas entre ele, MC, Madonna, Britney Spears, Beyoncé, Lady GaGa e outros. Decide que isso tudo seria muito redundante, chato, banal, sem personalidade da minha parte. A melhor maneira de começar esse texto seria colocando apenas duas frases. Elas já dizem tudo de forma clara, direta e da melhor maneira possível: JUSTIN TIMBERLAKE É FODA. THE 20/20 EXPERIENCE É FODA. Sem mais.
Os anos afastado, quase por completo, do mundo musical fez um bem gigantesco para a sonoridade de Justin. E isso também deve muito ao parceiro dele, o produtor Timbaland que teve problemas pessoais sérios nos últimos anos e voltou com tudo. Não é segredo para ninguém que JT é influenciado diretamente pelo pop/R&B que consagrou Michael Jackson e em The 20/20 Experience ouvimos toda essa sonoridade do começo ao fim. Todavia, não é apenas um "copia e cola". O álbum é a evolução sonora do som de Justin. Com a produção mais do que inspirada de Timbo que conta com a ajuda do próprio Justin e do produtor J-Roc, The 20/20 Experience é uma experiência. O álbum é rico com as centenas de nuances colocadas na produção de todas as faixas com casamentos perfeitos de várias batidas, ritmos, texturas e pegadas. A construção de arranjos é genial ainda mais se contarmos com o fato que Justin não fez nenhuma concessão e entregas faixas enormes em duração só que em nenhum momento elas são engolidas por esse "exagero". Ao contrário, tudo é bem amarrado que essa escolha artística se faz necessária para poder transmitir toda a complexidade de suas produções. The 20/20 Experience é uma experiência audaciosa onde Justin nada contra a maré mostrando que o pop é muito mais refinado que o público jovem de hoje pensa. Um trabalho tão intricado merece um interprete na mesma altura. Claro, JT é esse cara. Seu trabalho vocal durante todo o álbum é impressionante onde ele entrega vocais "reais" nos dois sentidos da palavra: pouco alterada, a voz dele é de uma qualidade de rei do Pop sabendo usar todas as suas qualidades em favor da melhor performance possível. Cheia de personalidade que nenhum auto-tune compra. Infelizmente, nem o melhor paraíso é livre de algumas nuvens de chuva. Há um defeito em The 20/20 Experience: as composições poderiam ser bem mais que são. Todo álbum é feito por letras de alma, coração e corpo moldados no melhor que o pop pode trazer seja na forma ou no conteúdo, mas em vários momentos ficam faltando algo. Em comparação com as poderosas construções sonoras, certos momentos soam "bobos" como algumas escolhas de tema. Nada realmente muito grave, mas que não deixa The 20/20 Experience ser A obra prima. Contudo, os momentos em que Justin consegue fechar todo o pacote de maneira perfeita temos músicas como a genial Mirrors (resenha a seguir) que ouso dizer que dever ser tornar uma das melhores do ano. E vou além: deve ser a melhor da carreira do Justin. Não muito atrás fica a sensacional Let The Groove Get In que com certeza é a representação perfeita do que poderia estar fazendo Michael Jackson nos dias de hoje. Já em Blue Ocean Floor, ele entrega uma versão sua mais profunda e muito bem vinda no que é a melhor composição de The 20/20 Experience. Há também a deliciosa Pusher Love Girl que mesmo com uma letra de gosto duvidoso agrada ao abrir o álbum de maneira grandiosa, a fofa/foda Strawberry Bubblegum e a dançante/sexy Don't Hold The Wall. Para você o quanto o álbum é ótimo no final das contas uma música como Suit & Tie é uma das mais fracas. E qual a melhor maneira de encerrar esse texto? Simples: voltando ao começo. JUSTIN TIMBERLAKE É FODA. THE 20/20 EXPERIENCE É FODA. Sem mais.
The Evolution of Timberlake
Mirrors
Justin Timberlake
Se você parar e analisar bem cuidadosamente Mirrors vai acabar descobrindo que a canção é uma espécie de continuação de What Goes Around... Comes Around que por sua vez era uma "sequência" de Cry Me a River. Contudo, não pense que Justin Timberlake simplesmente retoma velhos assustos e velhas sonoridades. Estamos diante de um artista em pleno ápice de sua criatividade que tem em Mirrors o resultado da sua evolução.
Mirrors, assim como What Goes Around... Comes Around, é uma balada pop com forte influência que mostra a capacidade de Justin carregar com elegância uma canção que em sua versão original tem oito minutos e que em nenhum minuto faz o ouvinte perder o interesse ou perder a qualidade em todos os aspectos. Mesmo seguindo o mesmo esquema de construção de What Goes Around..., a evolução rítmica aqui é perceptivel a desde a primeira nota: a produção acachapante dada para a canção cria um arranjo arrojado, moderno, cuidadoso, rico e que mostra um artista em busca de um som que seja mais real com a nítida presença de uma orquestra completa no fundo. Há tantas e ótimas nuances durante toda a música que apenas agrega qualidades que fica até difícil elencar todas ou falar de uma mais especificamente. Todas são geniais. Justin entrega uma de suas melhores performances ao colocar o capuz do cantor pop "romântico" que fica difícil não se deixar levar pela voz dele. E vocês acham que ele voltaria a chutar cachorro morto e chorar magoa de cabloca com uma composição de dor de cotovelo? Claro que não! Com nitída inspiração na sua esposa a atriz Jessica Biel, Mirrors é uma declaração de amor belíssíma que mostra o lado humano de um homem apaixonada de maneira sincera, adulta e nada piegas. Uma canção como essa, qualquer pessoa que tenha um coração gostaria de receber como homenagem. E na sua evolução, Justin vai a passos largos ocupar eternamente o posto de Príncipe de Pop e por méritos próprios.
nota: 9
Justin Timberlake
Se você parar e analisar bem cuidadosamente Mirrors vai acabar descobrindo que a canção é uma espécie de continuação de What Goes Around... Comes Around que por sua vez era uma "sequência" de Cry Me a River. Contudo, não pense que Justin Timberlake simplesmente retoma velhos assustos e velhas sonoridades. Estamos diante de um artista em pleno ápice de sua criatividade que tem em Mirrors o resultado da sua evolução.
Mirrors, assim como What Goes Around... Comes Around, é uma balada pop com forte influência que mostra a capacidade de Justin carregar com elegância uma canção que em sua versão original tem oito minutos e que em nenhum minuto faz o ouvinte perder o interesse ou perder a qualidade em todos os aspectos. Mesmo seguindo o mesmo esquema de construção de What Goes Around..., a evolução rítmica aqui é perceptivel a desde a primeira nota: a produção acachapante dada para a canção cria um arranjo arrojado, moderno, cuidadoso, rico e que mostra um artista em busca de um som que seja mais real com a nítida presença de uma orquestra completa no fundo. Há tantas e ótimas nuances durante toda a música que apenas agrega qualidades que fica até difícil elencar todas ou falar de uma mais especificamente. Todas são geniais. Justin entrega uma de suas melhores performances ao colocar o capuz do cantor pop "romântico" que fica difícil não se deixar levar pela voz dele. E vocês acham que ele voltaria a chutar cachorro morto e chorar magoa de cabloca com uma composição de dor de cotovelo? Claro que não! Com nitída inspiração na sua esposa a atriz Jessica Biel, Mirrors é uma declaração de amor belíssíma que mostra o lado humano de um homem apaixonada de maneira sincera, adulta e nada piegas. Uma canção como essa, qualquer pessoa que tenha um coração gostaria de receber como homenagem. E na sua evolução, Justin vai a passos largos ocupar eternamente o posto de Príncipe de Pop e por méritos próprios.
nota: 9
26 de março de 2013
Um Cara Para Se Conhecer
Playing With Fire (feat. Labrinth)
Plan B
Na minha tentativa de sempre deixar o blog aberto para novos artistas de todos os tipos e lugares às vezes me escapa um ou outro que eu deveria ter dado atenção. Um desse nomes é o rapper inglês Plan B.
Desde que lançou seu primeiro álbum em 2006, Plan B vem chamando muito atenção pela qualidade de seus trabalhos, todos eles recebendo ótima criticas pela impressa especializada em especial o estilizado The Defamation of Strickland Banks onde ele "conta" uma história com começo, meio e fim. Ano passado ele lançou o álbum Ill Manors que serve de soundtrack de um filme como o mesmo nome. Mesmo sendo lançado em Dezembro passado e servindo como último single do álbum, Playing With Fire mostra um pouco quem é Plan B: um artista corajoso, talentoso e competente. Contado a história de jovem que entra para uma gang, Plan B não tem medo de expor suas ideias de maneira direta e critica sobre a atual situação social da Inglaterra. Uma composição inspirada e nada clichê que na mistura com um arranjo original que intercala uma batida mais crua com algo mais refinado vindo do soul e com uma atuação "old fashion" de Labrinth acaba por resultado uma canção impressionante. Assim também é a atuação do rapper: contida e diferente do que você já ouviu, mas que mostra um rapper inspirado e moderno que busca ir além do que é mostrado hoje em dia. Se você não conhece o Plan B já está na hora.
nota: 8
Plan B
Na minha tentativa de sempre deixar o blog aberto para novos artistas de todos os tipos e lugares às vezes me escapa um ou outro que eu deveria ter dado atenção. Um desse nomes é o rapper inglês Plan B.
Desde que lançou seu primeiro álbum em 2006, Plan B vem chamando muito atenção pela qualidade de seus trabalhos, todos eles recebendo ótima criticas pela impressa especializada em especial o estilizado The Defamation of Strickland Banks onde ele "conta" uma história com começo, meio e fim. Ano passado ele lançou o álbum Ill Manors que serve de soundtrack de um filme como o mesmo nome. Mesmo sendo lançado em Dezembro passado e servindo como último single do álbum, Playing With Fire mostra um pouco quem é Plan B: um artista corajoso, talentoso e competente. Contado a história de jovem que entra para uma gang, Plan B não tem medo de expor suas ideias de maneira direta e critica sobre a atual situação social da Inglaterra. Uma composição inspirada e nada clichê que na mistura com um arranjo original que intercala uma batida mais crua com algo mais refinado vindo do soul e com uma atuação "old fashion" de Labrinth acaba por resultado uma canção impressionante. Assim também é a atuação do rapper: contida e diferente do que você já ouviu, mas que mostra um rapper inspirado e moderno que busca ir além do que é mostrado hoje em dia. Se você não conhece o Plan B já está na hora.
nota: 8
25 de março de 2013
Primeira Impressão
The Next Day
David Bowie
Vamos colocar todas as cartas na mesa: não sou fã ou mesmo conhecedor do trabalho do David Bowie, mas não tem como negar que esse tiozão foi, é e sempre será um dos alicerces do rock. Conhecendo uma pequena e superficial parte da carreira dele não posso dizer que ouvi décimo sétimo álbum dele lançado recentemente com algum background suficiente para poder comparar com outros trabalhos deles. Também não vou fazer de conta só para fazer média para ninguém. Então, tive que "encarar" o desafio de analisar The Next Day de uma maneira que pudesse pesar uma carreira de década de David e ao mesmo tempo pudesse ter uma visão "pura" e sem amarras. E qual o resultado: sendo de uma lenda do rock ou não, The Next Day é um grande álbum.
No alto dos seus 66 anos, Bowie mostra a sonoridade que influenciou várias gerações de roqueiros. Só que aqui estamos falando do cara de deu origem, então espere o som real, cru e sem concessões de um artista que sempre esteve a frente do seu tempo. Em The Next Day ouvimos um artista que ainda sabe como se colocar na atual conjuntura musical sem perder nada de sua personalidade agradando aos fãs antigos e ainda abrindo caminho para uma nova geração. Apesar disso, o álbum não é feito para todo o público com sua sonoridade seca, poderosa, estranha e multifacetada que foi dada pelo produtor Tony Visconti que trabalha com Bowie desde o segundo álbum dele datado de 1969. Em resumo, rock para quem não sabe o que é isso de verdade. Não assuste com as complicadas, irônicas e profundas composições. David é de outra época e tem uma noção bem diferente do que é uma canção de amor, por exemplo. Contudo, não ache que ele é apenas um tiozão que gosta de falar de coisas esquisitas. Tente ler nas entrelinhas. Assim também não é fácil assimilar a voz de David para quem tem uma definição de "o que é ser cantor" restrita. David é bem mais que apenas um cantor, ele é um interprete incomparável. Escolhendo entre dos as faixas coloco como os maiores destaques, a canção que abre o disco e dá nome à ele, The Next Day, o single Where Are We Now? (resenha a seguir) e a balada You Feel So Lonely You Could Die. No mais, só devemos nos curvar ao talento de Bowie que é tão foda que continua ir conta a corrente ao fazer nenhuma promoção do álbum ao contrário do que todos fazem e mesmo assim ser um sucesso enorme. Vida longa, David Bowie!
David Bowie
Vamos colocar todas as cartas na mesa: não sou fã ou mesmo conhecedor do trabalho do David Bowie, mas não tem como negar que esse tiozão foi, é e sempre será um dos alicerces do rock. Conhecendo uma pequena e superficial parte da carreira dele não posso dizer que ouvi décimo sétimo álbum dele lançado recentemente com algum background suficiente para poder comparar com outros trabalhos deles. Também não vou fazer de conta só para fazer média para ninguém. Então, tive que "encarar" o desafio de analisar The Next Day de uma maneira que pudesse pesar uma carreira de década de David e ao mesmo tempo pudesse ter uma visão "pura" e sem amarras. E qual o resultado: sendo de uma lenda do rock ou não, The Next Day é um grande álbum.
No alto dos seus 66 anos, Bowie mostra a sonoridade que influenciou várias gerações de roqueiros. Só que aqui estamos falando do cara de deu origem, então espere o som real, cru e sem concessões de um artista que sempre esteve a frente do seu tempo. Em The Next Day ouvimos um artista que ainda sabe como se colocar na atual conjuntura musical sem perder nada de sua personalidade agradando aos fãs antigos e ainda abrindo caminho para uma nova geração. Apesar disso, o álbum não é feito para todo o público com sua sonoridade seca, poderosa, estranha e multifacetada que foi dada pelo produtor Tony Visconti que trabalha com Bowie desde o segundo álbum dele datado de 1969. Em resumo, rock para quem não sabe o que é isso de verdade. Não assuste com as complicadas, irônicas e profundas composições. David é de outra época e tem uma noção bem diferente do que é uma canção de amor, por exemplo. Contudo, não ache que ele é apenas um tiozão que gosta de falar de coisas esquisitas. Tente ler nas entrelinhas. Assim também não é fácil assimilar a voz de David para quem tem uma definição de "o que é ser cantor" restrita. David é bem mais que apenas um cantor, ele é um interprete incomparável. Escolhendo entre dos as faixas coloco como os maiores destaques, a canção que abre o disco e dá nome à ele, The Next Day, o single Where Are We Now? (resenha a seguir) e a balada You Feel So Lonely You Could Die. No mais, só devemos nos curvar ao talento de Bowie que é tão foda que continua ir conta a corrente ao fazer nenhuma promoção do álbum ao contrário do que todos fazem e mesmo assim ser um sucesso enorme. Vida longa, David Bowie!
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