Alive
Jessie J
Não há como negar que entre todas as cantoras pop surgidas nos últimos anos Jessie J leva a coroa de mais "boa praça". Ela comprovou isso na sua recente apresentação no Rock in Rio e em entrevistas dada por ela a vários veículos da impressa. Essa simpatia (que parece verdadeira em Jessie) é extremamente importante para poder fazer o público se conectar com o artista. Dessa maneira é muito mais fácil ganhar fãs e fazer o público em geral se importar com tudo o que esse artista faz. Ainda mais se fizer como a própria Jessie e entregar um trabalho tão simpático como Alive seu segundo álbum da carreira..
Bem mais sólido e coeso que seu debut Who You Are de 2011, Alive tem como principal qualidade a própria Jessie. A inglesa defende com garra suas músicas entregando performances bem acima da média. Jessie conta com uma voz privilegiada e poderosa, mas as vezes ela abusa de "tiques" vocais para provar o vozeirão o que, claro, não precisa. A produção é dividida basicamente em nomes "da hora" como Dr.Luke, StarGate, Claude Kelly, Ammo e outros que dão para Alive uma cara pop chiclete com pitadas de eletrônico e um pouco de R&B. Tudo bem feitinho, bem bonitinho, bem divertidinho, bem fofinho. Só que isso transforma Alive em um álbum apenas "inho", sem realmente empolgar ou mostrar uma sonoridade que seja realmente da cantora, mas que parece uma colcha de retalhos de outras cantoras, bem costurado só que sem personalidade. Também é assim com as composições que cumprem seu papel sem mostrar para vieram. Contudo, elas são trabalhos bem amarrados mostrando certo cuidado com a intenção de Jessie de sempre passar uma mensagem positiva e ao mesmo tempo conseguir se enquadrar nos parâmetros pop. Os maiores destaques de Alive são a deliciosa Daydreamin' com um vibe R&B/pop dos anos noventa, a dramática balada I Miss Her, a divertida Excuse My Rude com a rapper novata Becky G e inusitada parceria com a cantora americana Brandy em Conquer The World. Mesmo sendo um álbum bom, a gravadora pediu para que Jessie grava novo material para a versão Alive que será lançada nos Estados Unidos. Será que simpatia não ganha público na terra do Tio Sam? Ao que tudo indica a resposta é não. Que pena.
30 de setembro de 2013
Domino 2 - A Missão
It's My Party
Jessie J
O maior defeito de It's My Party, segundo single de Alive da Jessie J, é ser uma "continuação" de Domino da própria cantora. A boa noticia é que ela consegue ser um pouco melhor.
As duas canções tem a mesma pegada: pop chiclete com base de guitarra. Nada genial ou mesmo sensacional apenas mais um na multidão. Só que It's My Party tem uma pegada mais divertida graças ao refrão mais pegajoso e bem amarradinho. Não que a composição repletas de clichês (tem umas ideias legais, mas são poucas) é um trabalho primoroso. Felizmente, Jessie defende com classe e personalidade a canção para ela não cair totalmente no lugar comum como Domino. Quem sabe na terceira tentativa ela não acerta de vez?
nota: 6
Jessie J
O maior defeito de It's My Party, segundo single de Alive da Jessie J, é ser uma "continuação" de Domino da própria cantora. A boa noticia é que ela consegue ser um pouco melhor.
As duas canções tem a mesma pegada: pop chiclete com base de guitarra. Nada genial ou mesmo sensacional apenas mais um na multidão. Só que It's My Party tem uma pegada mais divertida graças ao refrão mais pegajoso e bem amarradinho. Não que a composição repletas de clichês (tem umas ideias legais, mas são poucas) é um trabalho primoroso. Felizmente, Jessie defende com classe e personalidade a canção para ela não cair totalmente no lugar comum como Domino. Quem sabe na terceira tentativa ela não acerta de vez?
nota: 6
Primeira Impressão
Closer to the Truth
Cher
São 67 anos de vida. Uma carreira de quase 50 anos. Mais de 100 milhões de álbuns vendidos. Única artista a colocar uma música no topo da Billboard nas últimas cinco décadas. Vencedora de dois Grammy. Atriz renomada e reconhecida com quinze filmes feitos. Ganhadora de um Oscar de Melhor Atriz, três Globos de Ouro, um Emmy e escolhida como melhor atriz em Cannes. Uma Fênix em forma de artista renascendo dezenas vezes das cinzas. Um ícone na moda, na cultura e na política. Ativista pelos direitos das minorias. A artista mais imitada pelas drags pelo mundo afora. Ela já encerrou a carreira uns vinte vezes, mas sempre voltou para o ódio das recalcadas. Melhorando ainda mais esse currículo, ela lança seu vigésimo sexto álbum da carreira apenas para falar para as novatas quem é que ainda manda nessa "bagaça".
Não que Closer to the Truth seja a obra definitiva do pop, mas Cher entrega o que ela sabe de fazer melhor: um ótimo álbum da Cher, a Deusa do Pop. O mais legal aqui é que Cher sabe quem é seu público e ele faz um CD para ele sem medo de ser feliz. Só que ainda mais ciente ela se mostra quando percebemos que ela fez de Closer to the Truth para agradar as duas "faces" de seus fãs: os pré era Believe e os pós era Believe. Nas primeiras seis faixas temos a Cher pop dance/eletrônico usando e abusando do auto tune (só lembrando que foi ela que usou primeiro o tão famigerado efeito vocal). Aqui as canções são feitas para fazer dançar como se não houvesse amanhã, bater cabelo na "buate" cantando aos plenos pulmões sobre aquele amor conquistado/perdido e se deixar levar nas batidas sem medo. E, meu Deus, como ela ainda sabe fazer isso como poucas. O destaque aqui vai para o single Woman's World que é bem superior a todas canções atuais das cantoras pop "novatas" como a GaGa, a Katy e, principalmente, a Britney. Chegando na faixa seis, o álbum muda de tom se transformando em uma coleção primorosa de pop rock em que vemos Cher brilhar como a cantora/interprete que sempre foi. Aqui estão as canções mais carregas de emoção, baladas românticas variando entre o contido e o épico, faixas perfeitas para as drags dublarem e mais perfeitas para a gente se acabar de chorar com nosso corações quebrado ou/e para nos erguemos depois da queda. Mesmo com uma nítida mudança no seu tom devido aos anos deixando sua voz mais grave, Cher ainda canta como poucas usando todo o peso da experiência para entregar o melhor em performances perfeitas que em vários momentos emociona de verdade. Tudo esses elogios não seriam possíveis se Cher não se cercasse de gente de talento: além do colaborador de longa data Mark Taylor, Closer to the Truth tem colaborações de Paul Oakenfold, o grupo de produtores TMS, o cantor Jake Shears do Scissor Sisters, Billy Mann, P!nk e outros. Dessa segunda parte destaco a regravação de uma canção da Miley Cyrus (!!?!!?!) a linda I Hope You Find It e as com composição da P!nk: a dramática Lie To Me e a ótima I Walk Alone. Essa é a Cher: desde 1946 ensinando como se faz e sambando na cara da sociedade. Viva a Deusa do Pop!
Cher
São 67 anos de vida. Uma carreira de quase 50 anos. Mais de 100 milhões de álbuns vendidos. Única artista a colocar uma música no topo da Billboard nas últimas cinco décadas. Vencedora de dois Grammy. Atriz renomada e reconhecida com quinze filmes feitos. Ganhadora de um Oscar de Melhor Atriz, três Globos de Ouro, um Emmy e escolhida como melhor atriz em Cannes. Uma Fênix em forma de artista renascendo dezenas vezes das cinzas. Um ícone na moda, na cultura e na política. Ativista pelos direitos das minorias. A artista mais imitada pelas drags pelo mundo afora. Ela já encerrou a carreira uns vinte vezes, mas sempre voltou para o ódio das recalcadas. Melhorando ainda mais esse currículo, ela lança seu vigésimo sexto álbum da carreira apenas para falar para as novatas quem é que ainda manda nessa "bagaça".
Não que Closer to the Truth seja a obra definitiva do pop, mas Cher entrega o que ela sabe de fazer melhor: um ótimo álbum da Cher, a Deusa do Pop. O mais legal aqui é que Cher sabe quem é seu público e ele faz um CD para ele sem medo de ser feliz. Só que ainda mais ciente ela se mostra quando percebemos que ela fez de Closer to the Truth para agradar as duas "faces" de seus fãs: os pré era Believe e os pós era Believe. Nas primeiras seis faixas temos a Cher pop dance/eletrônico usando e abusando do auto tune (só lembrando que foi ela que usou primeiro o tão famigerado efeito vocal). Aqui as canções são feitas para fazer dançar como se não houvesse amanhã, bater cabelo na "buate" cantando aos plenos pulmões sobre aquele amor conquistado/perdido e se deixar levar nas batidas sem medo. E, meu Deus, como ela ainda sabe fazer isso como poucas. O destaque aqui vai para o single Woman's World que é bem superior a todas canções atuais das cantoras pop "novatas" como a GaGa, a Katy e, principalmente, a Britney. Chegando na faixa seis, o álbum muda de tom se transformando em uma coleção primorosa de pop rock em que vemos Cher brilhar como a cantora/interprete que sempre foi. Aqui estão as canções mais carregas de emoção, baladas românticas variando entre o contido e o épico, faixas perfeitas para as drags dublarem e mais perfeitas para a gente se acabar de chorar com nosso corações quebrado ou/e para nos erguemos depois da queda. Mesmo com uma nítida mudança no seu tom devido aos anos deixando sua voz mais grave, Cher ainda canta como poucas usando todo o peso da experiência para entregar o melhor em performances perfeitas que em vários momentos emociona de verdade. Tudo esses elogios não seriam possíveis se Cher não se cercasse de gente de talento: além do colaborador de longa data Mark Taylor, Closer to the Truth tem colaborações de Paul Oakenfold, o grupo de produtores TMS, o cantor Jake Shears do Scissor Sisters, Billy Mann, P!nk e outros. Dessa segunda parte destaco a regravação de uma canção da Miley Cyrus (!!?!!?!) a linda I Hope You Find It e as com composição da P!nk: a dramática Lie To Me e a ótima I Walk Alone. Essa é a Cher: desde 1946 ensinando como se faz e sambando na cara da sociedade. Viva a Deusa do Pop!
28 de setembro de 2013
Primeira Impressão
The 20/20 Experience 2 of 2
Justin Timberlake
Se Justin Timberlake é o Presidente do Pop, então vou seguir esse caminho para apresentar o seu mais novo álbum: The 20/20 Experience foi como seu primeiro mandato em que ele veio para mudar a cara da nação com uma revolução em todas as instâncias em todos os níveis do social ao político, indo do começo ao fim dos três poderes e chegando ao coração da população e a reconstruindo para melhor deixando a melhor a melhor e mais preciosa herança para as futuras gerações. The 20/20 Experience 2 of 2 é o segundo mandato: ele segue o mesmo caminho de antes, mas como tudo já foi feito, o resultado agora é bem menos impactante.
Não entenda mal: The 20/20 Experience 2 of 2 não é um álbum ruim ou mesmo decepcionante. A nova empreitada de Justin é apenas menos inspirada que a sua "primeira parte" lançada em Março. Todas as qualidades que fazem do anterior um trabalho impecável estão aqui reunidas só que de forma menos sólida e com alguns defeitos novos. Vamos tirar o elefante branco do meio da sala: o grande problema está localizado em cinco músicas. Gimme What I Don't Know (I Want), True Blood, TKO (resenha a seguir), Cabaret com o rapper Drake) e Murder novamente com o Jay-Z fazem parte da primeira metade do CD e pecam por seguir um caminho bem diferente do resto do álbum e das canções do álbum anterior. A sonoridade mais crua e hip hop não é estranha a Justin, mas aqui está um pouco deslocada e sem aquele tempero especial que uniu as canções em The 20/20 Experience mesmo com toda a qualidade técnica que a produção imprime. São faixas acima da média que faria qualquer cantor com menos talento se transformar em astro de primeira grandeza, mas para o Presidente do Pop ficou um pouco aquém do que ele poderia entregar de fato. Outro defeito é ver a ótima Take Back the Night e todo sua vibe disco orbitando em ali no meio do CD sozinha sem ter nenhuma "amiga" com a mesma pegada. Apesar de Justin ainda não tenha encontrando o ponto ideal para suas composições (principalmente nas cinco já citadas que ficam presas a mesma formula de "vamos falar de sexo" usando várias metáforas), quando o álbum chega na Drink You Away é que podemos sentir todo o poder que o talento dele emana. Começa pelo fato da mudança de rumo da sonoridade: Justin assume a carapuça de cantor de pop mais tradicional ao encarar uma sequência de canções romântica sem medo de ser feliz. Com uma produção bem mais inspirada, uma construção mais apurada e com arranjos mais encorpados entrega performances vocais perfeitas para cada faixa. Mesmo quase caindo em certo breguismo como em Not A Bad Thing, a classe como tudo é bem executado não deixa isso acontecer. Entre os acertos posso destacar a lindinha Pair Of Wings , a poderosa Amnesia (outra "homenagem" para Britney?) e a deliciosa You Got It On. Com um conjunto, os dois álbuns são sensacionais elevando Justin ao seu devido lugar no Olimpo do mundo pop com direito a sentar à direta dos Rei do Pop. Como trabalho solo, The 20/20 Experience 2 of 2 é um oito com louvor.
OBS: o que foi o show dele no Rock in Rio? G-E-N-I-A-L!!!!!
Justin Timberlake
Se Justin Timberlake é o Presidente do Pop, então vou seguir esse caminho para apresentar o seu mais novo álbum: The 20/20 Experience foi como seu primeiro mandato em que ele veio para mudar a cara da nação com uma revolução em todas as instâncias em todos os níveis do social ao político, indo do começo ao fim dos três poderes e chegando ao coração da população e a reconstruindo para melhor deixando a melhor a melhor e mais preciosa herança para as futuras gerações. The 20/20 Experience 2 of 2 é o segundo mandato: ele segue o mesmo caminho de antes, mas como tudo já foi feito, o resultado agora é bem menos impactante.
Não entenda mal: The 20/20 Experience 2 of 2 não é um álbum ruim ou mesmo decepcionante. A nova empreitada de Justin é apenas menos inspirada que a sua "primeira parte" lançada em Março. Todas as qualidades que fazem do anterior um trabalho impecável estão aqui reunidas só que de forma menos sólida e com alguns defeitos novos. Vamos tirar o elefante branco do meio da sala: o grande problema está localizado em cinco músicas. Gimme What I Don't Know (I Want), True Blood, TKO (resenha a seguir), Cabaret com o rapper Drake) e Murder novamente com o Jay-Z fazem parte da primeira metade do CD e pecam por seguir um caminho bem diferente do resto do álbum e das canções do álbum anterior. A sonoridade mais crua e hip hop não é estranha a Justin, mas aqui está um pouco deslocada e sem aquele tempero especial que uniu as canções em The 20/20 Experience mesmo com toda a qualidade técnica que a produção imprime. São faixas acima da média que faria qualquer cantor com menos talento se transformar em astro de primeira grandeza, mas para o Presidente do Pop ficou um pouco aquém do que ele poderia entregar de fato. Outro defeito é ver a ótima Take Back the Night e todo sua vibe disco orbitando em ali no meio do CD sozinha sem ter nenhuma "amiga" com a mesma pegada. Apesar de Justin ainda não tenha encontrando o ponto ideal para suas composições (principalmente nas cinco já citadas que ficam presas a mesma formula de "vamos falar de sexo" usando várias metáforas), quando o álbum chega na Drink You Away é que podemos sentir todo o poder que o talento dele emana. Começa pelo fato da mudança de rumo da sonoridade: Justin assume a carapuça de cantor de pop mais tradicional ao encarar uma sequência de canções romântica sem medo de ser feliz. Com uma produção bem mais inspirada, uma construção mais apurada e com arranjos mais encorpados entrega performances vocais perfeitas para cada faixa. Mesmo quase caindo em certo breguismo como em Not A Bad Thing, a classe como tudo é bem executado não deixa isso acontecer. Entre os acertos posso destacar a lindinha Pair Of Wings , a poderosa Amnesia (outra "homenagem" para Britney?) e a deliciosa You Got It On. Com um conjunto, os dois álbuns são sensacionais elevando Justin ao seu devido lugar no Olimpo do mundo pop com direito a sentar à direta dos Rei do Pop. Como trabalho solo, The 20/20 Experience 2 of 2 é um oito com louvor.
OBS: o que foi o show dele no Rock in Rio? G-E-N-I-A-L!!!!!
Peso Quase Pesado
TKO
Justin Timberlake
Segundo single da segunda parte de The 20/20 Experience, TKO poderia ser genial, mas acaba apenas sendo sensacional.
A batida criada pelo trio Timbaland, Justin e J-Roc é o ponto mais forte da canção mesmo sendo uma versão menos empolgante de SexyBack, mas ainda sabendo como fazer uma canção com mais de sete minutos sem perder a qualidade em nenhum segundo prendendo quem escuta do começo ao fim. Justin faz sua performance impecável como sempre. Contudo, aqui faltou certo tempero como na anterior Take Back the Night. A canção perde de verdade apenas na composição que estruturalmente é um pop perfeito, mas seu conteúdo ainda peca na falta de "substância" por não ir além do óbvio conteúdo de romance/sexo/dor de cotovelo. Apesar disso, Justin ainda é o "cara" e continua a mostrar porque é o "Presidente do Pop".
nota: 8
Justin Timberlake
Segundo single da segunda parte de The 20/20 Experience, TKO poderia ser genial, mas acaba apenas sendo sensacional.
A batida criada pelo trio Timbaland, Justin e J-Roc é o ponto mais forte da canção mesmo sendo uma versão menos empolgante de SexyBack, mas ainda sabendo como fazer uma canção com mais de sete minutos sem perder a qualidade em nenhum segundo prendendo quem escuta do começo ao fim. Justin faz sua performance impecável como sempre. Contudo, aqui faltou certo tempero como na anterior Take Back the Night. A canção perde de verdade apenas na composição que estruturalmente é um pop perfeito, mas seu conteúdo ainda peca na falta de "substância" por não ir além do óbvio conteúdo de romance/sexo/dor de cotovelo. Apesar disso, Justin ainda é o "cara" e continua a mostrar porque é o "Presidente do Pop".
nota: 8
27 de setembro de 2013
Primeira Impressão
The Electric Lady
Janelle Monáe
1. Kanye West
2. Adele
3. Florence + The Machine
4. Frank Ocean
5. Kendrick Lamar
Essa seleta lista (em ordem cronológica) são os nomes dos artistas que ao longo dos cinco anos de blog lançaram um álbum que eu classifico como "acima do bem e do mal". Um trabalho tão genialmente perfeito e está tão acima do resto do meros mortais que eu só posso descrever como pertencente ao Olimpo do mundo musical. E, claro, merece entrar para a história se tornando "eterno". Essa lista acaba de entrar o seu sexto integrante. Ou melhor, a sua sexta integrante. Estou falando da cantora Janelle Monáe e o seu segundo álbum, o eletrizante gracioso The Electric Lady.
O trabalho faz parte do seu "projeto" intitulado Metropolis que começou com o EP Metropolis: Suite I (The Chase) de 2007 e que teve continuidade no seu debut The ArchAndroid de 2010 (dele saiu os singles Tightrope e Cold War). The Electric Lady marca a quarta e quinta parte do projeto que tem ainda mais duas partes para serem lançadas. Considerada por muitos como uma das melhores artistas surgidas nos últimos anos, Monáe não decepciona em nenhum segundo durante toda a (longa) duração do álbum. Bem mais que não decepcionar ela vai bem além do que poderia ser esperado: Monáe entrega a mais exata definição de perfeição.
O grande diferencial de The Electric Lady para os outros trabalho de Monáe é que a produção está bem menos psicodélica voltado-se para uma sonoridade mais "certinha". Não entenda como "certinho" algo careta ou datado, mas a cantora decidiu voltar ao "inicio" para "olhar para o futuro". Claramente uma diva soul, Monáe e seu equipe de produtores pegam soul, rock soul e R&B contemporâneo e misturam tudo graciosamente em uma perspectiva única, moderna e de um poder tão forte que entra no nossos ossos com uma onda de energia. É impossível e improvável alguém ouvir a parceria dela com a lenda Prince em Givin Em What They Love e ficar impassível com essa magnética, poderosa e avassaladora canção. E para melhorar, Prince ainda toca guitarra para colocar o creme em cima do bolo. Cada faixa é de uma excelência em qualidade em todos os sentidos que apenas comprova a capacidade técnica de Monáe e da equipe que a cerca. Além da parte de instrumentalização ser um trabalho impressionante, podemos sentir toda a sensibilidade criativa que emana de The Electric Lady como se fosse quase uma força vital que une a cantora com a música. Na linda Dorothy Dandridge Eyes com participação de Esperanza Spalding podemos sentir essa áurea assim como na delicada old fashion Look Into My Eyes. Como a diva que é, Janelle Monáe domina cada segundo de The Electric Lady com uma classe, uma força, um domínio vocal inigualável tanto na parte técnica como na arte da interpretação que faz com que entremos em uma jornada quase transcendental. A facilidade que ela vai de uma cantora Motown rejuvenescida na maravilhosa Victory ou uma jazz singer moderna em Can't Live Without Your Love ou mesmo uma cantora pop/dance/R&B/funk na gloriosa Dance Apocalyptic (resenha a seguir) é de fazer muitas cantoras que se acham "fodonas" corarem de vergonha! As composições são perfeitas. Para cada faixa, cada concepção, cada mensagem, Monáe consegue entregar apenas a perfeição em todos os sentidos seja na sassy e classy Q.U.E.E.N. (resenha a seguir) com a ótima Erykah Badu, na romanticamente sexy Primetime ao lado do cantor Miguel, ao lado de Esperanza Spalding na linda Dorothy Dandridge Eyesou seja homenageando sua mãe na inspiradora Ghetto Woman. Contudo, apesar de ser difícil de ficar apontando apenas uma ou duas como as melhores em um álbum tão genial como esse, tenho que ressaltar que a canção Electric Lady com a participação sensacional da Solange (irmã da Beyoncé) é algo fora de sério. Como eu fiz com os outros: Janelle Monáe bem vinda a eternidade. E muito obrigado por The Electric Lady.
Janelle Monáe
1. Kanye West
2. Adele
3. Florence + The Machine
4. Frank Ocean
5. Kendrick Lamar
Essa seleta lista (em ordem cronológica) são os nomes dos artistas que ao longo dos cinco anos de blog lançaram um álbum que eu classifico como "acima do bem e do mal". Um trabalho tão genialmente perfeito e está tão acima do resto do meros mortais que eu só posso descrever como pertencente ao Olimpo do mundo musical. E, claro, merece entrar para a história se tornando "eterno". Essa lista acaba de entrar o seu sexto integrante. Ou melhor, a sua sexta integrante. Estou falando da cantora Janelle Monáe e o seu segundo álbum, o eletrizante gracioso The Electric Lady.
O trabalho faz parte do seu "projeto" intitulado Metropolis que começou com o EP Metropolis: Suite I (The Chase) de 2007 e que teve continuidade no seu debut The ArchAndroid de 2010 (dele saiu os singles Tightrope e Cold War). The Electric Lady marca a quarta e quinta parte do projeto que tem ainda mais duas partes para serem lançadas. Considerada por muitos como uma das melhores artistas surgidas nos últimos anos, Monáe não decepciona em nenhum segundo durante toda a (longa) duração do álbum. Bem mais que não decepcionar ela vai bem além do que poderia ser esperado: Monáe entrega a mais exata definição de perfeição.
O grande diferencial de The Electric Lady para os outros trabalho de Monáe é que a produção está bem menos psicodélica voltado-se para uma sonoridade mais "certinha". Não entenda como "certinho" algo careta ou datado, mas a cantora decidiu voltar ao "inicio" para "olhar para o futuro". Claramente uma diva soul, Monáe e seu equipe de produtores pegam soul, rock soul e R&B contemporâneo e misturam tudo graciosamente em uma perspectiva única, moderna e de um poder tão forte que entra no nossos ossos com uma onda de energia. É impossível e improvável alguém ouvir a parceria dela com a lenda Prince em Givin Em What They Love e ficar impassível com essa magnética, poderosa e avassaladora canção. E para melhorar, Prince ainda toca guitarra para colocar o creme em cima do bolo. Cada faixa é de uma excelência em qualidade em todos os sentidos que apenas comprova a capacidade técnica de Monáe e da equipe que a cerca. Além da parte de instrumentalização ser um trabalho impressionante, podemos sentir toda a sensibilidade criativa que emana de The Electric Lady como se fosse quase uma força vital que une a cantora com a música. Na linda Dorothy Dandridge Eyes com participação de Esperanza Spalding podemos sentir essa áurea assim como na delicada old fashion Look Into My Eyes. Como a diva que é, Janelle Monáe domina cada segundo de The Electric Lady com uma classe, uma força, um domínio vocal inigualável tanto na parte técnica como na arte da interpretação que faz com que entremos em uma jornada quase transcendental. A facilidade que ela vai de uma cantora Motown rejuvenescida na maravilhosa Victory ou uma jazz singer moderna em Can't Live Without Your Love ou mesmo uma cantora pop/dance/R&B/funk na gloriosa Dance Apocalyptic (resenha a seguir) é de fazer muitas cantoras que se acham "fodonas" corarem de vergonha! As composições são perfeitas. Para cada faixa, cada concepção, cada mensagem, Monáe consegue entregar apenas a perfeição em todos os sentidos seja na sassy e classy Q.U.E.E.N. (resenha a seguir) com a ótima Erykah Badu, na romanticamente sexy Primetime ao lado do cantor Miguel, ao lado de Esperanza Spalding na linda Dorothy Dandridge Eyesou seja homenageando sua mãe na inspiradora Ghetto Woman. Contudo, apesar de ser difícil de ficar apontando apenas uma ou duas como as melhores em um álbum tão genial como esse, tenho que ressaltar que a canção Electric Lady com a participação sensacional da Solange (irmã da Beyoncé) é algo fora de sério. Como eu fiz com os outros: Janelle Monáe bem vinda a eternidade. E muito obrigado por The Electric Lady.
R.A.I.N.H.A
Q.U.E.E.N. (Feat. Erykah Badu)
Janelle Monáe
Como podemos enquadrar uma canção como Q.U.E.E.N., o primeiro single de The Electric Lady da Janelle Monáe? R&B? Soul? Soul rock? R&B contemporâneo? Funk? Soul funk? Na verdade, nada disso interessa. O que importa é que a canção é simplesmente genial.
Q.U.E.E.N. tem uma das produções mais inspiradas que eu ouvi desde que comecei esse blog: a produção pega uma "imensidade" de influências e desconstrói de uma maneira inovadora, apoteótica, grandiosa e sem comparações. Apresenta em "camadas" ao longo de seus mais de cinco minutos, Q.U.E.E.N. tem a sua parte instrumental em estado de graça. Claro, boas ideias não sobrevivem sem uma execução a altura, mas aqui até acredito que essa parte até superou a concepção original, pois é muita perfeição para uma música só. E que podemos falar da composição? Um manifesto sobre a liberdade de expressão sem usar de melodrama, pieguismos e bobeiras. Janelle é "fierce" da sua maneira e quer que todos saibam disso da melhor maneira: sendo "fierce" elevado a décima potência. Por fim, Monáe domina a canção com o poder de uma diva do soul music sabendo que cantar é um arte de muitas facetas e não apenas alcançar notas altas ou coisa parecida. Já Erykah Badu nos presenteia com uma participação inusitada e deliciosa. Nada mais apropriado do que colocar o nome de rainha para uma canção da Janelle Monáe. Simplesmente perfeita.
nota: 10
Janelle Monáe
Como podemos enquadrar uma canção como Q.U.E.E.N., o primeiro single de The Electric Lady da Janelle Monáe? R&B? Soul? Soul rock? R&B contemporâneo? Funk? Soul funk? Na verdade, nada disso interessa. O que importa é que a canção é simplesmente genial.
Q.U.E.E.N. tem uma das produções mais inspiradas que eu ouvi desde que comecei esse blog: a produção pega uma "imensidade" de influências e desconstrói de uma maneira inovadora, apoteótica, grandiosa e sem comparações. Apresenta em "camadas" ao longo de seus mais de cinco minutos, Q.U.E.E.N. tem a sua parte instrumental em estado de graça. Claro, boas ideias não sobrevivem sem uma execução a altura, mas aqui até acredito que essa parte até superou a concepção original, pois é muita perfeição para uma música só. E que podemos falar da composição? Um manifesto sobre a liberdade de expressão sem usar de melodrama, pieguismos e bobeiras. Janelle é "fierce" da sua maneira e quer que todos saibam disso da melhor maneira: sendo "fierce" elevado a décima potência. Por fim, Monáe domina a canção com o poder de uma diva do soul music sabendo que cantar é um arte de muitas facetas e não apenas alcançar notas altas ou coisa parecida. Já Erykah Badu nos presenteia com uma participação inusitada e deliciosa. Nada mais apropriado do que colocar o nome de rainha para uma canção da Janelle Monáe. Simplesmente perfeita.
nota: 10
A Garota Que Dançou Até o Fim
Dance Apocalyptic
Janelle Monáe
Janelle Monáe faz em Dance Apocalyptic, segundo single de The Electric Lady, uma música sobre dançar
e se divertir como se não houvesse amanhã. Contudo, ela não faz mais uma canção sobre dançar e se divertir como se não houvesse amanhã como qualquer outro artista. Ela faz ao "estilo Janelle Monáe".
Dance Apocalyptic é uma das canções mais divertidas e dançantes desse ano sem precisar de DJ produzindo ou fazer pop farofa. Criando uma batida poderosa e deliciosa de soul, funk e pop tão perfeitamente bem executada que transforma a canção a canção em algo quase atemporal. Mirando em uma mistura de James Brown com Chaka Khan, Monáe entrega uma performance acachapante e de um brilho único. A composição é o grande ponto da canção: despretensiosa, divertida, inteligente e viciante. Não há como ficar rendido com o genial refrão e fica repetindo até o fim. Sem dúvidas essa será a música que eu vou dançar no dia do juízo final sem medo de ser feliz.
nota: 9,5
Janelle Monáe
Janelle Monáe faz em Dance Apocalyptic, segundo single de The Electric Lady, uma música sobre dançar
e se divertir como se não houvesse amanhã. Contudo, ela não faz mais uma canção sobre dançar e se divertir como se não houvesse amanhã como qualquer outro artista. Ela faz ao "estilo Janelle Monáe".
Dance Apocalyptic é uma das canções mais divertidas e dançantes desse ano sem precisar de DJ produzindo ou fazer pop farofa. Criando uma batida poderosa e deliciosa de soul, funk e pop tão perfeitamente bem executada que transforma a canção a canção em algo quase atemporal. Mirando em uma mistura de James Brown com Chaka Khan, Monáe entrega uma performance acachapante e de um brilho único. A composição é o grande ponto da canção: despretensiosa, divertida, inteligente e viciante. Não há como ficar rendido com o genial refrão e fica repetindo até o fim. Sem dúvidas essa será a música que eu vou dançar no dia do juízo final sem medo de ser feliz.
nota: 9,5
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