13 de novembro de 2013

A Canção Inha

Timber (feat. Ke$ha)
Pitbull

Sabe quando uma coisa não é exatamente boa, mas também não é ruim? Normalmente, eu sempre a adjetivo usando o diminutivo. Exemplo: o novo single do Pitbull é divertidinha.

Timber, parceria com a cantora Ke$ha, é um inofensivo dance pop que se não chega a ser excelente pelo menos não uma bomba gigantesca. A boa sacada da produção encabeçada pelo Dr. Luke é a batida menos histérica que o costume e as pitadas pop folk na construção do batida. Pena que o resultado é apenas mediano assim como a atuação do rapper. Ao menos é bem mais empolgante que a performance de Ke$ha que se não fosse pelos créditos poderia ser qualquer cantora wannabe por aí. Como disse anteriormente é apenas uma canção inha.
nota: 5,5

12 de novembro de 2013

Poderia Ser Bem Mais

We Remain
Christina Aguilera


A última vez que a Aguilera esteve em uma trilha sonora de um filme relevante (tirando Burlesque em que trabalhou) foi em Lady Marmalade para o filme Moulin Rouge em 2001. Então, eu fiquei bem entusiasmado quando vi que ela foi escolhida para cantar um dos temas de Jogos Vorazes - Em Chamas, mas o resultado não foi o que eu imaginava.

We Remain é um pop balad mid-tempo que não soube usar o seu maior trufo: a própria Aguilera. Capaz de ser uma interprete versátil e poderosa, a cantora entrega uma performance contida demais. Para falar a verdade é quase apática. A composição tem bons momentos que não são aproveitados ao não ser aprofundada a sua temática emocionante. O pior defeito, contudo, é a produção morna e sem inspiração que deixou We Remain como aspecto de uma b-side ou uma demo que Aguilera não utilizou. Depois de Skyfall da Adele, as cantoras pop têm que suar a camisa caso sejam escolhidas como interpretes de temas de filme. Dessa vez, Aguilera passou longe.
nota: 6

9 de novembro de 2013

Duelo de Hits 2013


A penúltima enquete para Single do Ano será entre a arrasa quarteirão de Miley Cyrus com Wrecking Ball contra a smash hit Get Lucky da dupla Daft Punk com o Pharrell e o Nile Rodgers)!


Votem!

7 de novembro de 2013

Ficou Só Na Vontade

I Wish (feat. T.I.)
Cher Lloyd

Nem adiantou a Cher Lloyd fazer a melhor música de sua curta carreira para ela voltar a ser relevante nos Estados Unidos já que I Wish flopou miseravelmente na terra do Tio Sam.

A canção é um bom pop chiclete que consegue ser tão bobinho que não tem como não gostar da canção. A composição é bem feitinha apesar de não acrescentar nenhuma novidade ou ir além do normal, mas tem certa personalidade. Mesmo não mostrando seu lado rapper, Cher se sai bem em uma performance fofinha e até mesmo o verso do T.I. é bem vindo dando tempero para a canção. I Wish é simples, pop, bobinha e divertida. Tudo que uma canção pop pode ser para fazer sucesso, mas ficou só na vontade dessa vez.
nota: 7

6 de novembro de 2013

Uma Segunda Chance Para "Your Love"

Your Love
Nicki Minaj


Quando a Nicki Minaj surgiu era como se um sopro de ar fresco no saturado mundo do hip hop. Não apenas pelo fato dela ser mulher ou seu extravagante estilo de vestir ou sua personalidade, digamos, expansiva. O que mais chamou atenção em Minaj era sua forma original de "fazer rap" sempre mostrando um lado diferente e completamente inesperado. Apesar de ter perdido um pouco dessa originalidade inicial ainda continua mostrar que sabe se sobressair perante a multidão sem comprometer seu estilo ou seu lado popular. Contudo, sempre é bom voltar no ponto em que tudo começou para relembrar em que momento Nicki virou um dos grandes nomes da nova geração do hip hop. Estou falando do seu primeiro sucesso a ótima Your Love.

Depois de flopar com Massive Attack, a carreira solo de Nicki precisa de um belo empurrão e esse veio do surpreendente sucesso de Your Love. A canção é de longe o estilo "clássico" de um single hip hop de sucesso: Your Love é uma balada romântica que mistura hip hop, pop e R&B embalado pelo sample de No More I Love You's da Annie Lennox. Tudo isso poderia resultar em uma grande "tragédia", mas a canção funciona bem melhor do que se poderia imaginar. Começa pelo fato do uso inesperado e sensacional do uso do sample na construção da melodia simples, sem muitas inovações e quase linear. Contudo, a batida é tão gostosa de ouvir que cativa rapidamente sem precisar usar de artifícios manjados. A composição é um achado delicioso ao jogar diversas referencias em um caldeirão e misturar tudo construindo uma divertida e, ao seu modo, romântica canção de amor. O ápice é quando Nicki dispara no refrão isso:

"Shawty Imma only tell you this once, you're the illest (bah ba dah dah oh)
And for your lovin' Imma Die Hard like Bruce Willis"


Só que o grande destaque da canção é a performance de Nicki ao misturar estilos dando uma personalidade sem comparações não apenas para a canção, mas para a então novata rapper. Seria muito bom Nicki voltar as origens e entregar mais canções como Your Love do que essas que ela tem feito.
nota original: 8
nota atual:8,5




Resultado Final: Your Love é o tipo de cação que até pode não ser lembrada por muitos, mas tem um ar de "cult" para quem conhece que apenas aumenta o seu status de qualidade.
Resenha Original

5 de novembro de 2013

Primeira Impressão

ARTPOP
Lady GaGa



São um pouco mais de dois anos e meio que separa o lançamento de Born This Way para ARTPOP. Não é exatamente muito tempo, mas o espaço que GaGa deixou com sua "ausência" foi enorme seja para quem ama ou para quem odeia. A espera apenas aumentou quando ela anunciou que estava trabalhando seu novo trabalho que, mais tarde, foi intitulado ARTPOP. Meses de especulações, boatos, informações desencontradas, muita fofoca e várias polêmicas, GaGa começou o trabalho de divulgação intenso usando todas as ferramentas que ela poderia usar desde apresentações ao vivo, entrevistas, redes sociais e o lançamento do primeiro single Applause. Tudo perfeitamente planejado e executado com maestria. Depois de tanto trabalho é chegada a tão aguardada hora de saber se ARTPOP valeu a pena tanta espera e tanto barulho em torno? A resposta é simples e direta: sim, ARTPOP valeu a espera e o barulho. Contudo, não é pelos motivos que vocês podem imaginar.

ARTPOP é um CD imperfeitamente divertido. O grande trunfo aqui está no momento em que GaGa decidiu tomar um caminho bem diferente dos seus antecessores ficando longe da pretensiosa épica/esquizofrênica sonoridade de Born This Way, mas sendo mais elaborado e personalizado do que o pop chiclete de The Fame e menos audacioso e inovador do que The Fame Monster. Com isso ARTPOP ganha uma cara própria mostrando a versatilidade de GaGa ao conseguir se renovar sem comprometer seu DNA. As diferenças começam quando ela resolveu dar muito mais espaço para DJ White Shadow (que já tinha trabalhado com ela em BTW) e começar a trabalhar com nomes até estão inéditos na sua discografia como o produtor/DJ  Zedd, Madeon, David Guetta, will. i. am e o Rick Rubin. Além disso, GaGa continua no papel de coprodutora em todas as faixas. Dessa mistura sai uma sonoridade essencialmente pop dance flertando com inúmeros subgêneros que vão do pop chiclete passado pelo house chegando ao rock pop e o tecnopop. Além de outros estilos como o R&B e o hip hop. Tudo é muito bem produzido e mesmo sem ter arrombos de criatividade o resultado final é muito acima da média. Contudo, ARTPOP só engrena de verdade depois da sétima música (Do What U Want). Antes dela, o álbum atira para todos os lados quase como uma metralhadora descontrolada sem um alvo certo. Não digo que as canções aqui são ruins, mas elas parecem jogadas à esmo sem nenhuma preocupação com alguma linha lógica de raciocínio em relação a sua sonoridade já a segunda parte de ARTPOP tudo é bem mais fluído. O momento que melhor descreve o que cito é a faixa Manicure: não bastasse ser a faixa menos inspirada do álbum, já que poderia ter rendido muito mais, ela está enfiada entre um faixa com estilo hip hop e outra com estilo R&B sendo que ela é uma espécie de rock/pop dance. Outro problema aqui é que a faixa Aura que abre o CD é boa, mas poderia ser melhor aproveitada como uma "intro" e não uma faixa inteira. Enquanto isso, Jewels n' Drugs com os rappers T.I., Too Short e Twista é um divertido experimento de GaGa de brincar como hip hop colocando sua personalidade, Venus é uma grande bobeira deliciosa e G.U.Y e Sexxx Dreams são ótimas faixas pop que continua com o principal assunto do álbum nessa primeira parte: sexo. No quesito composição, GaGa entrega seu trabalho mais redondinho e coeso. Sua capacidade de criar letras perfeitas para serem cantadas em shows como mantras pop está no ápice e ela entrega uma coleção de letras que sabem misturar todo seu apelo pop com sua personalidade polêmica e o fator "chiclete" sem precisar ser uma pastiche de velhos clichês. Não espere grandes reflexões  sobre sexo e a fama (outro assunto recorrente em ARTPOP), mas ser deixando levar pelas cativante composições é bem divertido. A ótima Do What U Want poderia ser bem melhor na parte "intelectual", mas é tão bem amarradinha e com um refrão tão grudento que esse detalhe quase passa desapercebido. E não tem como não se divertir para valer com a hilária Swine sobre o caráter de um "filha da puta" (seria para o Perez Hilton?) e com a homenagem feita para a famosa estilista Donatella Versace em Donatella. E, claro, quando GaGa mostra seu lado mais íntimo e pessoal que podemos testemunhar sua força máximo como compositora como é no caso da emocional Dope. E também são nesses momentos mais stripped vocalmente é podemos ver o poder da cantora Lady GaGa. Sempre sabendo dosar entre a cantora pop perfeita para carregar a faixa homônima a boa Artpop e no single Applause com a cantora de power pop na sensacional Fashion! ou sendo apenas a Lady GaGa de sempre na poderosa e polêmica Mary Jane Holland. Só que o melhor de ARTPOP fica para o final quando GaGa entrega a sensacional Gypsy que é uma espécie de de continuação/evolução de The Edge of Glory misturada com Hair e com toques de Speechless e You And I. Só não entendo o porque ela nunca faz das melhores canções de seus álbuns o primeiro single. Tenho certeza que se Gypsy teria bem mais sucesso que Applause. GaGa pode não ter entregado o álbum genial que muitos esperavam, mas ela entregou um produtor perfeito para mostrar a sua arte: o pop.

4 de novembro de 2013

Primeira Impressão

James Arthur
James Arthur


Eu acompanho realities musicais já faz algum tempo. Lembro de ficar acompanhando etapa por etapa desde o primeiro episódio até o último dos programas nacionais como Fama, Popstar e Ídolos (quando esse último era do SBT). Contudo, só foi quando eu fundei o blog e que comecei a seguir os realities estrangeiros que minha atenção passou de simples fã para também critico do que é apresentado como "a próxima grande promessa musical". Durante esses anos passaram por aqui vários ex-participantes que se consagraram vencedores (Kelly Clarkson, Carrie Underwood, Fantasia, David Cook, Leona Lewis, Little Mix, Scotty McCreery, Phillip Phillips, Alexandra Burke) e outros, que mesmo não vencendo, conseguiram seu lugar ao Sol (Adam Lambert, Jennifer Hudson, One Direction, Misha B, Haley Reinhart,Cher Lloyd, entre outros). Eu considerava a Carrie como a dona da melhor carreira pós-reality e, assim sendo, a melhor vencedora de qualquer programa até hoje e era do Adam Lambert com o sensacional Trespassing a alcunha de melhor álbum de um participante de um reality musical. Isso tudo até o dia hoje, quando eu declaro sem medo ou ressalvas que o James Arthur é o melhor vencedor e dono do melhor álbum de ex-participante de um reality desse tipo. (Para quem não conhece James click aqui para conhecer sua trajetória no The X Factor 2012)

Como o grande vencedor, James poderia facilmente cair na maldição do primeiro álbum do vencedor: um trabalho extremamente genérico e sem nenhuma personalidade que foi feito as pressas para aproveitar o sucesso imediato e midiático dele com o público. Contudo, a gravadora dele Syco (propriedade do todo poderoso Simon Cowell) percebeu que James é um artista tão único e especial que não poderia ser dado para ele uma produção burocrática restringindo qualquer faísca criativa que ele pode "soltar". Nesse quesito o álbum debut homônimo de James não poderia ter sido mais bem assistido já que foi designado um time vindo do que há de melhor na nova safra de artistas ingleses: o grupo TMS, Steve Robson, Salaam Remi, Emeli Sandé e Naughty Boy. Nas mãos desses nomes podemos ver nitidamente a construção da verdadeira sonoridade de James. Nada de criações fáceis ou/e apenas comerciais feitas para vender. Aqui estamos diante de um verdadeiro artista  entregando uma sonoridade poderosa e absolutamente original.

Para o álbum é elaborado uma espécie de pop/R&B contemporâneo/urban misturado com uma forte influência de rock e hip hop. Essa mistureba toda é lindamente construída mostrando uma originalidade única, refinada e magistral. Mesmo sendo calcada em uma base como referencias mais antigas e no próprio trabalho dos produtores do álbum, a sonoridade aqui mostra o nascimento de uma tendencia que sabe como misturar essa nova estética criada na Inglaterra com um verniz mais internacional. Estamos diante de um possível sucesso global mesmo acreditando que ainda é possível James evoluir ainda mais, mas isso ele deve conseguir com o tempo e a experiência. Outra grande qualidade do álbum é a presença de James como compositor em quase todas as canções (a exceção fica por de Impossible que é uma regravação). Isso dá para o trabalho o nível pessoal e intimo necessário para conectarmos com James sem nem ao menos sabermos qual sua história (isso é fundamental para atrais quem não acompanhou o reality). Contudo, isso não seria suficiente para resultar em composições boas. Com a lapidação feita pelos colaboradores o resultado final se transforma em viagem emocionante, arrebatadora e comovente sobre os seus demônios, seus amores, seus medos, suas alegrias. Conseguimos ver quase em forma sólida a mente de um homem que passou por muitas coisas. A maneira como cada faixa é composta mostra um artista inquieto em busca da verdade que se esconde nas entranhas de si mesmo. Mesmo com toda essa carga emocional as composições não partem para um caminho "cabeça" e elitista ao saber balancear com o lado mais popular sem perder sua essência. Só que isso seria a apenas a ponta do iceberg se James não fosse o cantor que é. Se não bastasse ser dono de uma voz tão única e sem comparações, ele entrega performances que eu só posso classificar como uma força sobre-humana. Uma força da natureza assim como uma onda gigante que arrasta tudo por onde passa. Uma erupção de vulcão que parecia a muito adormecido. Um furacão da mais alta categoria varrendo uma cidade inteira. A gente sabe que mesmo esses eventos da natureza terem um fim nada do que foi será como antes. E é assim que a gente se sente após ouvir o álbum com James entregando tudo que tem e o que não tem. Diga que depois de ouvir a magistral Suicide você vai ficar intacto perante a entrega de James em uma composição arrasadora em uma power balada épica? Ou ficar imune a batida sexy de New Tattoo e performance deliciosa de James? Quem sabe você não vai se emocionar com a acachapante Recovery ou não sonhar com o amor ao ouvir o belíssimo dueto de James com a Emeli Sandé em Roses? Isso sem falar do single You're Nobody 'Til Somebody Loves You, a good vibe com uma atmosfera mais dark de Get Down, a dançante e empolgante Lie Down e a doce Certain Things. Além do resto do álbum que é simplesmente perfeito e genial. James entrou como o cara que apenas venceu um reality musical e sai daqui mostrando qual é a definição do que é ser um artista de verdade.