31 de março de 2014

Uma Segunda Chance Para "Moves Like Jagger"

Moves Like Jagger (feat. Christina Aguilera)
Maroon 5


Ainda tento entender o motivo do imenso sucesso que Moves Like Jagger obteve sendo o terceiro single mais vendido digitalmente de todos os tempos. Acredito que a combinação de dois mega estrelas e a ótima promoção que a canção recebeu ajudou a transforma-la no hit que foi. Pois, se for contar com a qualidade em si, a situação poderia ser bem diferente. 

Moves Like Jagger é pop rock/pop dance que recebeu um verniz excepcional, mas, na verdade, foi utilizado apenas cobrir a fragilidade do seu "interior". Começamos com a fraca participação de Aguilera na canção: sua presença parece apenas querer dizer que "ei, eu ainda estou no jogo e ainda tenho um vozeirão" já que sua participação é tão sem graça não acrescentando nada para a canção. Sem contar o fato da pouco química entre ela e Adam Levine que poderia ser bem melhor trabalhada. Por sua vez, Adam faz o trabalho direitinho, mas sem ousar para não causar algo estranheza. A batida é contagiosa, mas extremamente repetitiva e quase genérica demais. Mesmo tentando soar como uma homenagem à Mick Jagger, Moves Like Jagger é emendado de clichês sexuais que ao menos entrega um refrão aceitável. Moves Like Jaggervai continuar sendo para mim um daqueles mistérios que eu nunca vou entender.
nota original: 6
nota atual: 6

Resultado Final: Uma canção morna que não reflete o sucesso que alcançou.
Resenha Original

30 de março de 2014

The Golden Girls

Word Up!
Little Mix

Não tenho dúvidas que nesse exatamente o melhor grupo pop estilo boy/girl band é o Little Mix. Até mesmo
em regravações as meninas inglesas mandam muito bem.

Word Up! é uma regravação de uma canção do grupo americano de funk/R&B Cameo e foi lançada para promover a campanha humanitária Sport Relief. O grande trunfo da produção foi trazer o estilo original da canção (uma mistura pop com funk), moderniza-lo e o adequar com a proposta do grupo em uma batida mais atual e pop chiclete, mas sem perder a essência original. Divertida do começo ao fim, Word Up! tem uma composição bem legal e com um refrão viciante mesmo que não não seja um trabalho genial. Novamente, os vocais das quatro garotas estão perfeitas na harmonia entre suas vozes e mostram personalidade nos seus solos. Realmente, o Little Mix vale ouro!
nota: 7,5

28 de março de 2014

A Tradição Minaj

Lookin Ass
Nicki Minaj


Na curta e prolifera carreira da Nicki Minaj já se tem uma tradição firmada: ela sempre lança um single hip hop para depois lançar um single pop. Ela lançou recentemente o single Lookin Ass, o single hip hop.

A canção que faz parte do segundo álbum do grupo colaborativo da gravadora do Lil' Wayne, o Young Money, intitulado Young Money: Rise of an Empire. Há rumores que a canção será inclusa no terceiro álbum solo de Minaj The Pink Print que deve ser lançado ainda esse ano. Lookin Ass não é exatamente a melhor canção que Minaj já entregou, mas mostra um bom caminho que ela pode seguir nos seus próximos trabalhos: uma batida mais minimalista e clean. Aqui, a produção de Detail poderia mostrar mais personalidade, mas a semente foi plantada. Nicki faz uma performance ok, mas o que pesa negativamente na canção é a sua letra fraca que parece que não fala nada com nada. Outra coisa que virou tradição é que o single hip hop sempre flop e com Lookin Ass não foi diferente. Agora é esperar o single pop e ver se Nicki é uma mulher de "tradição".
nota: 6

27 de março de 2014

A Senhora é Destruidora Mesmo, Beyoncé!

Partition
Beyoncé

Eu vou ser bem direto para definir Partition da Beyoncé: destruidora de carreiras. Que me desculpe quem não ache isso, mas em apenas cinco minutos e dezenove segundos Bey coloca no chinelo algumas carreiras inteiras de cantoras pop espalhadas por aí. Nem vou citar nomes para não dar mais polêmica do que esse post pode gerar, mas se vocês pensarem bem irião saber de quem estou falando.

O primeiro fator que faz Partition ser tão genial é a maneira como ela foi composta. Beyoncé nunca foi tão sexual, sensual e safadinha em uma canção como ela está aqui. Porém, o que poderia cair na vulgaridade, já que em várias vezes a composição se mostra bem explicita, é contornado pela inteligência dos compositores. Liderados por Timbaland ao lado da própria Bey, do Justin Timberlake e do The-Dream e mais quatro nomes, a letra de Partition (e da sua introdução Yoncé) é uma coleção genial de sacadas, "piadas" e tiradas que misturam claras referencias sexuais com referencias pop. Essa construção tão bem pensada, aliada com o ótimo jogo de rimas e o trabalho fonético, transforma a música em um trabalho original, inovador e a frente do que ouvimos na atual música pop. 

Como escrevi anteriormente, a canção é dividida em duas partes: o começo é a introdução Yoncé e depois vem Partition. Por causa disso, a produção (quase o mesmo o mesmo time dos compositores) poderia pesar a mão e não conseguir "casar" as duas partes da canção a transformando em uma colcha de retalhos, mas o trabalho aqui é tão bem feito usando efeitos sonoros em uma "ponte" perfeita que não deixa essa falha acontecer. Além disso, os estilos das duas partes se "unem" de maneira irretocável. De uma maneira geral a canção é hip hop que une dancehall, pop e eletrônico em uma batida mais simplista, mas não menos refinada. A diferença entre as partes está na intenção de cada uma: Yoncé é mais dançante/hip hop, enquanto Partition é mais sexy/eletrônico. Por fim, Beyoncé entrega a performance vocal perfeita transitando entre estilos e mostrando versatilidade. A única coisa que posso criticar é o fato de Beyoncé ainda não ter começado a divulgar Partition: minha senhora, você tem um possível arrasa quarteirão nas mãos e não faz nada para ajudar? Vamos botar essa sambica para dançar que ainda dá tempo!
nota: 10

26 de março de 2014

Que Porra É Essa?

Shot Me Down (feat. Skylar Grey)
David Guetta


Eu devo admitir que em certos momentos do meu trabalho como blogueiro eu preciso parar um pouco e me perguntar: "Que porra é essa?". Esse momento de puro questionamento filosófico aconteceu recentemente quando eu ouvi o novo single do DJ/produto francês David Guetta, Shot Me Down. O motivo? Simples: não acreditei na falta de noção de lançar uma música como Shot Me Down.

O grande problema de Shot Me Down é pegar a canção Bang Bang (My Baby Shot Me Down), um clássico que ficou famoso na voz da Cher e depois com Nancy Sinatra, e transforma em uma farofa completamente genérica mutilando quase que por completo a canção original. Se baseando na versão de Nancy, Shot Me Down coloca algumas partes da música sendo intercalado por uma batida sem graça e completamente reutilizada de outras canções. A grande sorte de David em Shot Me Down é que a canção original é tão sensacional que ajuda essa nova versão ter algo de bom. Além disso, Skylar Grey faz um trabalho decente nos vocais mesmo que seja quase uma imitação dos vocais de Nancy. Esse foi o momento "que porra é essa?" da semana, até a próxima amiguinhos!
nota: 5

25 de março de 2014

No Mundo De GaGa

G.U.Y
Lady Gaga

No fantástico mundo da GaGa tudo pode acontecer como, por exemplo, lançar o terceiro single de Artpop seis meses depois do segundo. E sem ao menos lançar o aguardado clipe desse último, GaGa vai lá e lança o clipe do novo single. Ao menos, a escolha da canção foi boa.

G.U.Y tem uma produção sensacional da própria GaGa ao lado do DJ Zedd, expoente do eletrônico e dono do sucesso Clarity. A produção acerta em cheio na construção de uma batida que consegue casar a batida eletrônica clássica com uma vertente mais pop chiclete e mais comercial sem resultar em algo sem rumo e com um perfil retalhado. Gosto dos vocais de GaGa, em especial, das partes dos versos que a voz dela brilha sozinha sem os efeitos que aparecem no refrão. A composição não é genial, pois peca ao ser genérica no seu tema já que a própria cantora já falou de sexo de uma forma bem mais provocativa e interessante. Só que também não é um tiro no pé conseguindo um resultado redondinho. Sim, esse é o mundo da GaGa. Durma-se com um barulho desse.
nota: 7,5

24 de março de 2014

Faixa Por Faixa - Votação 4

Como vocês sabem, as escolhas dos álbuns que serão resenhados no Faixa Por Faixa estão sendo escolhidas através de votações aqui no blog. Dessa vez resolvi aceitar a indicação do leitor Ultraviolenicius (@bobonicius) que pediu para resenhar o CD Let's Talk About Love da Céline Dion. Porém, como isso é uma votação essa indicação irar concorrer com um outro CD: Falling into You da Céline Dion! Os dois maiores sucesso da canadenses que estão até hoje entre as maiores vendagens de todos os tempos vão se enfrentar para serem o próximo álbum no Faixa Por Faixa. Então, quem vocês escolherem: o CD que tem Because You Loved Me (Falling Into You) ou que tem My Heart Will Go On (Let's Talk About Love)? Votem!



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23 de março de 2014

Primeira Impressão

Shakira
Shakira


Eu gosto da Shakira. Talvez seja devido ao fato que no começo da sua carreira, ela estourou no Brasil com o sucesso de Estoy Aquí em 1996 e sempre vinha para o nosso país para fazer apresentações em programas dominicais tanto que até aprendeu a falar português. Também minha afeição veio do fato que a colombiana sempre se mostrou uma pessoa extremamente carismática e afetuosa com o público. Claro, sempre admirei seu lado artístico, pois a considero uma das artistas mais completa e versátil do mundo pop. Dito isso, eu devo admitir que os últimos lançamentos delas me deixaram um pouco decepcionado. Seja o estranho She Wolf  ou o bonzinho Sale el Sol não refletiram precisamente o talento dela ou chegaram perto da qualidade do projeto Oral Fixation (tanto em espanhol e inglês). Então, por isso fiquei com o pé atrás para ouvir o décimo álbum da carreira dela intitulado apenas de Shakira. Porém, minhas expectativas não se cumpriram, pois o trabalho é bem melhor do que eu esperava.

Shakira, o álbum, carrega todas as melhores qualidades da cantora como artista: uma deliciosa mistura rítmica envolvendo vários estilos com uma qualidade insuperável de produção e realização. O álbum talvez seja o mais "redondo" em relação a sonoridade na carreira de Shakira, pois não faz uma salada mista de sons e batida que poderia descambar para uma coleção esquizofrênica de canções com influências completamente diferentes uma da outra como aconteceu com She Wolf. O que aconteceu aqui foi um refinamento mais apurado o que deu uma coesão para as escolhas no que tange a produção geral do CD. Mesmo assim, Shakira utiliza uma dezena de estilos para criar seu álbum indo do pop passando pelo rock e reggae e chegando até no country. 

Como relatou a própria Shakira em uma entrevista dada para o Fantástico recentemente, pela primeira vez em sua carreira, ela deixou as rédeas da produção mais "frouxas" para se dedicar mais ao filho. Porém, ela não se afastou muito, pois das 15 faixas do álbum apenas 3 não tem o nome dela creditado como produtora e apenas 2 das canções ela não está creditada como compositora. Isso mostra o quanto empenhada a colombiana é dedicada ao seu trabalho como poucas artistas pop fazem na atualidade. Apesar disso, a adição de produtores que nunca trabalharam com Shakira dá para o trabalho o acabamento e a personalidade necessários para elevar o resultado final. Um ótimo exemplo disso é a faixa Empire, uma balada pop rock épica maravilhosa que está entre os melhores momentos do álbum. As composições não são exatamente trabalhos que posso classificar com geniais, porém, Shakira ao lado de seu time consegue  um resultado bem acima da média sabendo dosar o lado mais pop com um lado mais pessoal sem cair em pieguismos baratos. Um ponto que sempre critiquei é a voz da Shakira quando ela abusa do seu tom único, mas esse trabalho mostra a maturidade vocal dela ao saber utilizar sua voz da melhor maneira possível e mostrando uma incrível versatilidade que chega até estranhar em alguns momentos como na delicada Broken Record, mas que acaba sendo outro ótimo momento. Outros destaques são a deliciosa You Don't Care About Me que pede para ser single, 23 feita em homenagem ao seu filho, Medicine que é a surpreendente parceria com Blake Shelton (colega do The Voice) e linda Loca Por Ti e That Way. Infelizmente, nem tudo são flores: além do fraco dueto com a Rihanna (Can't Remember to Forget You), o álbum conta com uma tentativa mediana de fazer pop rock romântico em Spotlight que parece ser uma homenagem ao maridão, a dispensável Chasing Shadows e a participação "vergonha alheia" do Carlinhos Brown em La La La (Brasil 2014). Mesmo assim, o álbum não perde muito em qualidade e o resultado final é sólido e bem mais do que satisfatório: prova que Shakira ainda é a artista que eu sempre vi, mas que estava apenas "apagadinha".