31 de agosto de 2016

New Faces Apresenta: Kehlani

Distraction
Kehlani

Depois de chamar a atenção ao fazer parte de uma girl band, a jovem Kehlani vem despontado como um dos melhores nomes do R&B moderno. Em 2015, a cantora lançou o mixtape You Should Be Here que foi indicada ao Grammy de Best Urban Contemporary Album. Além disso, a cantora já colaborou com vários artistas como participação e/ou compositora como, por exemplo, Justin Bieber, G-Eazy, Pusha Y e Zayn. Apesar de ter enfrentado alguns problemas pessoais recentemente, Kehlani parece pronta para conquistar o mainstream e tem todas as condições para isso como mostra a ótima Distraction.

A canção é um excitante R&B com toques de pop dançante que parece um trabalho que seria a perfeita junção entre a sonoridade da Janet Jackson com a da Rihanna. Felizmente, a produção consegue introduzir personalidade para que essa atmosfera não seja mais forte que a personalidade da cantora e acabe com a qualidade de Distraction. A produção pode até não fazer algo realmente novo ou ousado, mas acerta no tom, na instrumentalização e, principalmente, na batida envolvente da canção. Kehlani é outro ponto forte com a sua voz versátil e ao mesmo tempo com potencia para se diferenciar de outras da mesma geração. A composição é apenas boa, mas que tem a vantagem de ser "catchy". Ouvindo Distraction, Kehlani tem um futuro que deve ser brilhante pela frente.
nota: 8

Especial: O Futuro do R&B Feminino

Mesmo ainda se mantendo como culturalmente relevante, o R&B continua lutando para continuar comercialmente lucrativo. Depois da década de noventa e o começo de dois mil em que viveu o seu apogeu mais recente, o R&B se tornou um gênero com menor destaque e que tem maior lugar como "influenciador". Felizmente, ainda existem artistas que seguem firmemente no gênero e outros que surgem todos os dias, em especial, artistas femininas. Esse especial é para dar uma olhada em algumas artistas que carregam essa bandeira atualmente e são o futuro do gênero. Além disso, irá ter uma rápida passada no passado para celebrar o R&B e uma das suas artistas mais conceituadas.

29 de agosto de 2016

A Melhor Música do Drake

Dang! (feat. Anderson .Paak)
Mac Miller

Finalmente, o Drake conseguiu mostrar em plenitude o seu talento ao lançar o melhor single da sua carreira. Infelizmente, para ele, a canção Dang! não é dele, mas do rapper americano Mac Miller e marca o primeiro single do seu próximo álbum com o nome sugestivo de The Divine Feminine.

O single tem todas as características das fusões de hip hop com soul/R&B que o rapper canadense já fez em canções como em Hold On, We're Going Home, Hotline Bling e Marvin's Room. Entretanto, Dang! consegue elevar essa mistura em uma canção deliciosamente "old school" com uma batida claramente influenciada pelo funk dos anos setenta. Interessante do começo ao fim, Dang! tem na presença do cantor Anderson .Paak o seu grande diferencial para as canções do Drake: Mac Miller não tenta "cantar", mas deixa para Anderson a funciona de entoar o bom refrão. Para o rapper sobre fazer o seu papel de rapper em uma performance sólida e coesa. A ótima composição fala de maneira divertida e sincera sobre como manter um relacionamento conturbado. Dang! é a melhor música que o Drake nunca fez, mas que encontrou o seu lugar no mundo através do Mac Miller.
nota: 8,5

22 de agosto de 2016

2 Por 1 - Usher

Crash
No Limit (feat. Young Thug)
Usher

Apesar de já ter lançado cinco single do seu próximo álbum intitulado Flawed, Usher não dá nenhum sinal do real lançamento do mesmo que será o nono da sua carreira. Enquanto isso não acontece, vamos analisar os últimos dois singles divulgados: Crash e No Limit. A primeira e melhor das duas é Crash.


A canção é uma mistura legal de R&B e eletropop que não tem a mesma qualidade de uma Scream ou Dive, mas tem seus méritos. Primeiro, Usher mostra a facilidade que tem usar o seu falsete, cantando todo o refrão assim. Para criar uma textura na canção, o cantor utiliza a sua voz "normal" nos versos. A composição é mediana, mas não atrapalha o resultado final.






Já em No Limit, Usher faz a repetitiva mistura de hip hop com R&B que resulta em mais do mesmo. Apesar da batida comercial, a canção falta bastante criatividade em sua construção. Caso não fosse uma música do Usher seria fácil qualquer outro cantor, com menos talento e fama, gravar a canção e ter o mesmo resultado. E, claro, para corar a canção há a presença quase obrigatório de um rapper aleatório: dessa vez é o insonso Young Thug. Espero que quando Usher lançar o álbum possa ter canções mais como Crash e menos como essa No Limit.

notas
Crash: 7
No Limit: 5

21 de agosto de 2016

De Volta ao Jazz

Carry On
Norah Jones

Olhar para o passado em buscas das suas raízes nunca é ruim, pois dá para quem olha um forte senso de onde veio e, por consequência, de quem é. É exatamente isso que a Norah Jones irá fazer no seu sexto álbum solo: Day Breaks é uma volta ao jazz do começo da carreira, quando estourou mundialmente com o aclamado Come Away With Me de 2002. O primeiro single ajuda a mostrar essa estratégia. 

Carry On retoma pesadamente a sonoridade e atmosfera que pode ser ouvidas nos sucessos Don't Know Why e Come Away With Me, apesar de não apresentar o mesmo frescor e atemporalidade. Na verdade, a canção parece como uma prima menor que ainda precisaria de algum tempo para crescer e se tornar adulta. Mesmo assim, o single consegue reviver de maneira nostálgica a delicada maneira que Norah encara o jazz em uma instrumentalização contida e bonita. Sua voz angelical dá a perfeita interpretação para a boa composição sobre términos e seguir em frente. Essa volta para casa de Norah Jones é extremamente bem vinda e aconselho outros também fazerem.
nota: 7,5