A segunda disputa para escolha do Single do Ano será entre as novas regras da Dua Lipa com New Rules e o contra ataque da Taylor Swift em Look What You Made Me Do. Votem!
14 de novembro de 2017
Migas
MotorSport (feat. Nicki Minaj & Cardi B)
Migos
Migos
Até demorou um pouco para que a nova queridinha do rap unir força com a "última" queridinha do rap. Estou falando da Cardi B e da Nicki Minaj, respectivamente. Uma pena, porém, que a canção que uniu as duas é na verdade uma canção do trio Migo em que as duas são apenas featuring. Além disso, MotorSport ficou aquém do que poderia ter sido.
Longe de ser uma canção ruim, o single não faz nada mais que apenas um redondinho rap/hip hop com influências de música eletrônica e trap. Comercial ao extremo, a canção erra principalmente devido a sua longa duração de um pouco mais de cinco minutos, principalmente para dar espaço para os três membros do Migos e as duas rappers. Outro problema é que Nicki e Cardi não "encontram" cada uma ficando cada uma com um versos bem separados. As duas estão ótimas em seus momentos, mas caso Cardi tivesse mais tempo iria roubar completamente a canção para si. Quem sabe com o bom desempenho da canção as duas não possam colaborar em uma canção feita apenas para as duas? Aguardemos.
nota: 6
13 de novembro de 2017
12 de novembro de 2017
Titãs Humanos
Walk On Water (feat. Beyoncé)
Eminem
Eminem
Ao lançar o primeiro single do seu próximo álbum aos 45 do segundo tempo de 2017, Eminem parece que não está querendo exatamente mudar a cara do cenário musical do ano. O que o rapper quer, na verdade, é mostrar para o público que não importa quem esteja lá em cima sempre haverá o seu espaço garantido acima de todos. Mesmo que para isso seja necessário o rapper se abrir como poucos têm a coragem de fazer.
Walk On Water é uma profunda, sincera e até incomoda reflexão sobre a carreira de Eminem. Na verdade, a composição é sobre as inseguranças e medos que o rapper possui ao fazer a sua música quando existe atualmente toda uma atmosfera em volta do seu nome que o coloca como um dos titãs da música. Um artista genial. Um artista perfeito. Um artista a frente do seu tempo. Um artista incomparável. Um verdadeiro deus. Todavia, Eminem nos faz lembrar em Walk On Water que no final das contas ele é apenas um homem perecível de erros, falhas, medos e, principalmente, inseguranças sobre si mesmo. É nesse sentido que a canção constrói a sua ótima composição com Eminem questionando o seu lugar na música, mostrando toda a sua vulnerabilidade e humanidade. Poucos rappers são capazes de algo assim, ainda mais um rapper de tanto prestigio e fama. Abrir-se dessa forma, porém, não é novidade para Eminem, pois o mesmo já fez parecido em canções como Cleanin' Out My Closet, Stan e Love the Way You Lie. Só que esse nível tão reflexivo é algo inédito. E Walk On Water aumenta essa sensação de despimento com a presença da Beyoncé cantando de forma contida o refrão. Apesar da cantora já ter se mostrando vulnerável nos seus trabalhos, a sua presença na canção apenas ajuda a garantir a atmosfera de titãs humanos que a canção quer passar.
Sonoramente, Walk On Water é um bom trabalho, mas nada exatamente sensacional. Ouvir Eminem completamente despido em todos os sentidos é interessante, pois a canção é uma balada hip hop soul com base de piano que segue um esquema parecido com Love the Way You Lie. Entretanto, a canção não acrescenta em nada na discografia do rapper nesse quesito. Apesar do seu potencial radiofônico, Walk On Water não necessariamente apelo tão forte comercial de um grande hit. Não se engane, porém, a força do Eminem ainda é imensa. Mais ainda quando o mesmo está fazendo algo que apenas uma pessoa conseguiu fazer: ser o Eminem.
nota: 8
10 de novembro de 2017
O Povo do Amanhã
Homemade Dynamite (Remix) [feat. Khalid, Post Malone & SZA]
Lorde
Lançada como terceiro single de Melodrama, Homemade Dynamite é uma das canções esteticamente mais comerciais do segundo álbum da Lorde. Entretanto, a cantora resolveu incrementar a canção ao lançar um remix que juntou basicamente todos os principais nomes do futuro da atual música: os cantores Khalid e SZA e o rapper Post Malone. O resultado final não foi alterado exatamente, mas a união desses nomes é algo que vale a pena ouvir.
Basicamente, a instrumentalização de Homemade Dynamite não foi alterada profundamente, pois continua a canção continua sendo uma boa e cativante indie pop/eletropop com a personalidade distinta da Lorde. O que foi alterado foi a composição, agregando novos versos que, possivelmente, foram escritos pelos convidados. O trabalho geral é bom, mas os novos versos poderia conter mais personalidades dos envolvidos o que ajudaria a dar uma cara diferente para o remix. Felizmente, a canção já é boa por si só e a presença vocal de cada um dá uma envernizada interessante para Homemade Dynamite, mesmo que Lorde continue ser a dominante da canção. A versão de remix de Homemade Dynamite não é uma We Are the World moderna, mas dá uma pequena amostra de um não distante futuro.
nota: 7,5
9 de novembro de 2017
Os Melhores de 2017 - Single Do Ano
É chegada aquela época do ano que começamos a olhar para tudo o que passou durante os últimos messes para fazer um balanço dos altos e baixos. E como tradição aqui no blog é chegada a hora de escolhermos os Melhores do Ano. A primeira parte será dedicada as votações para a escolha de qual foi o maior Single do Ano, isto é, a canção que alcançou tanto sucesso que pode ser considerada como a cara de 2017. A primeira disputa será entre a batida viciante Shape of You do Ed Sheeran contra a contagiante That’s What I Like do Bruno Mars! Votem!
Jessies
Not My Ex
Jessie J
Alone
Jessie Ware
Jessie J
Alone
Jessie Ware
Ambas são britânicas. Ambas se chamam de verdade Jessica. Ambas decidiram usar o apelido de Jessie como nome artístico. Ambas estão entrando em um novo clico de suas carreiras. E, apesar de resultados um pouco diferentes e sonoridades distintas, ambas lançaram novos singles recentemente. Hoje irei analisar as novas canções da Jessie Ware e Jessie J. Começo pela segunda.
Preparando o lançamento do quarto álbum (R.O.S.E), Jessie J demonstra novamente que irá apostar em uma sonoridade bem diferente daquela que ela tinha mostrado até o momento. Depois da interessante Think About That, a cantora dá um passo a frente com a boa Not My Ex.
Jessie continua a mostrar que o novo trabalho será o seu mais intimo e pessoa até o momento, pois Not My Ex é quase uma página arrancada de um diário ao ser uma sincera composição sobre Jessie abrir o seu coração para um novo amor, mostrando todas as feridas deixadas por um ex bem dispensável. Bem construída e com um apelo pop delicioso, Not My Ex acerta no que a canção anterior errou na sua sonoridade ao dar mais substância instrumental para esse pop mais minimalista, ajudando a criar um clímax melhor elaborado. Não é exatamente perfeito, mas é de longe uma mudança estimulante e que pode ajudar a cantora entregar um grande álbum se seguir o caminho correto. Além disso, Jessie domina a canção ao usar na medida certa todos os seus maneirismos vocais, mesmo que a canção ainda falte algum tempero especial. Algo que não falta para Jessie Ware e a ótima Alone.
Lançada como terceiro single do recém lançado Glasshouse, Alone é um dos melhores momentos do álbum e é fácil saber o motivo. Uma balada pop/pop soul sobre não deixar a pessoa amada se afastar com uma performance vocal sensacional de Jessie. Talvez esse seja o principal motivo da canção ser tão boa: assim como a textura e o cheiro envolvente de manteiga derretida, Jessie emana uma sensação de envoltura com a sua voz e aqui a sensação encontra o perfeito veículo. Uma das canções mais comerciais do álbum com a sua batida, Alone tem uma composição carismática, bem escrita e de uma veracidade que qualquer um pode identificar com a sua mensagem. Poucas canções em 2017 tiveram essa capacidade de criar uma atmosfera tão envolvente. Na verdade, quase nenhuma canção de artistas já consolidados tiveram a mesma sinceridade que as duas Jessies tiveram e, infelizmente, não estão tendo o mesmo desempenho comercial.
nota
Not My Ex: 7,5
Alone: 8,5
8 de novembro de 2017
Os Sumidos (Ou Quase Isso)
Lemon
N.E.R.D & Rihanna
N.E.R.D & Rihanna
Faz alguns anos que o N.E.R.D deu as caras pela última vez, mais exatamente o ano de 2010. Para quem não sabe quem é o N.E.R.D é simplesmente o trio formado pelo mega produtor Pharrell Williams, Chad Hugo e Shay Haley que, na verdade, é a base para o grupo de produção The Neptunes. E, na verdade verdadeira, foi um dos principais trampolins para o sucesso do Pharrell, tanto como performer quanto produtor. Resumidamente: o N.E.R.D nunca esteve sumido, mas apenas "disfarçado". De qualquer forma, o N.E.R.D resolveu fazer o seu retorno ao lançar a divertida Lemon ao lado da Rihanna.
Assim como boa parte da sonoridade de todos envolvidos, Lemon está bem longe de soar como qualquer canção no topo de qualquer parada. Misturando hip hop, funk e rap, o trio é capaz de entregar uma batida animadíssima, divertida e original sem nunca chegar ao genial, mas sabendo bem qual é o público que irá curtir de verdade Lemon e, principalmente, sabendo exatamente como colocar a medida certa de verniz comercial para atrair um público mais abrangente. Com um Pharrell entregando uma performance certeira, mas é a RiRi que rouba a cena ao mostrar o seu lado rapper. Com uma canção com tanto potencial não seria difícil o N.E.R.D ter em mãos o último grande sucesso do ano.
nota: 7
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