27 de dezembro de 2017

É Bom, Mas Não é, Assim, Uma P!nk

Beautiful Trauma
P!nk

Lançado como single oficial do seu sétimo álbum da carreira, a canção que nome ao mesmo é o melhore exemplo do que o trabalho da P!nk acertou e errou: Beautiful Trauma é uma boa canção, mas está bem longe do parâmetro de qualidade que a cantora já nos presenteou.

Produzido por Jack Antonoff, Beautiful Trauma é divertido, carismático, irônico e cheio de personalidade pop rock que tem todas as características de uma canção da P!nk. Tudo parece estar no lugar certo e, novamente, a cantora está afiadíssima ao narrar um relacionamento, digamos, conturbado, mas que foi possível acertar os ponteiros no final. Apesar disso, a canção parece ter aquela sensação de que já ouvimos exatamente o mesmo algum tempo atrás com resultado bem edificante e elevado. Repito: não é ruim, pois passa bem longe disso. O que acontece é que Beautiful Trauma (álbum e canção) é basicamente um trabalho menor da P!nk.
nota: 7,5

25 de dezembro de 2017

Transição

Hola (feat. Maluma)
Flo Rida

Primeira grande incursão do Maluma no mercado norte-americano, a parceria com o rapper Flo Rida em Hola poderia ser uma grande sucesso, mas foi lançado no momento em que o mercado começa a ficar saturado do latin music.

A canção até pode não ser a reinvenção da roda, mas diverte bastante. Mistura de pop rap caraterística da sonoridade do rapper com um toque de música latina, Hola é dançante e bastante radiofônica. A composição é o mais raso e bobo possível, mas tem um refrão realmente viciante ainda mais quando é mistura inglês com espanhol. A química entre Flo Rida e o Maluma é o que sustenta de verdade a canção, mostrando que o colombiano é o perfeito featuring ao ser um verdadeiro pau para toda hora. Apesar do não sucesso, Maluma começa a trilhar o mesmo caminho que fizeram vários latinos. Agora é só esperar para saber se o destino será o mesmo.
nota: 6,5

22 de dezembro de 2017

Single do Ano - Votação Final

É chegada a hora de finalizar a escolha de melhores de 2017 decidindo qual foi o maior Single de 2017. Votem!


21 de dezembro de 2017

Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single

All I Want for Christmas Is You
Mariah Carey

Uma das colunas que mais gosto de fazer aqui no blog é o Antes Tarde do Que Nunca em que analiso álbuns antigos, tentando mostrar as principais qualidades e, também, defeitos que fizeram o escolhido importante para ter sido escolhido. Pensando nesse mesmo conceito resolvi fazer a mesma coisa com canções antigas que merecem ser analisadas. Dessa maneira, esse é o primeiro Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single. E nada melhor que para começar que uma das canções que melhor representam essa época do ano: All I Want for Christmas Is You da Mariah Carey.

Quando lançou Merry Christmas em 1994, seu primeiro álbum natalino e quarto no geral, Mariah Carey não estava fazendo nada muito fora da curva que um grande nome da  música já não tivesse feito ao monetizar sob a época mais festiva do ano. Dona de uma das maiores vozes daquele tempo foi fácil escolher grandes e tradicionais canções para fazer parte do trabalho, incluindo clássicos como Silent Night e a festiva Santa Claus Is Comin' to Town. Todavia, Mariah e seu colaborador constante naquela época Walter Afanasieff fizeram uma coisa bem diferente do que a maioria dos álbuns natalinos fazem: lançar canções originais. Merry Christmas tinha na versão original dez faixas, sendo que três delas forma feitas especialmente para o álbum: Miss You Most (At Christmas Time), Jesus Born On This Day e All I Want for Christmas Is You. O que nem Mariah poderia esperar era que essa última iria se tornar um verdadeiro clássico natalino que mesmo após vinte e três anos ainda continua a vender horrores ao final de cada ano, ajudando a cantora a criar um império natalino que já rendeu cerca de 60 milhões de dólares e em pleno 2017 alcançar o seu maior pico na Billboard ao ficar na nona posição. E a grande pergunta é: o que tem All I Want for Christmas Is You para virar esse fenômeno natalino? A resposta na maior parte está na sua qualidade como canção.

O primeiro motivo é o aparecimento das vendas de singles digitais, deixando bem mais fácil comprar a canção no momento em que desejar sem precisar da cópia física. O segundo foi ao longo dos anos o crescimento de um verdadeiro "cult following" ao redor da canção, garantindo o seu assentamento como um verdadeiro clássico natalino. O terceiro, e mais importante, é o fato de que a canção é um ótimo trabalho que mantém o clima natalino nas alturas e abre espaço para quebrar algumas convenções. All I Want for Christmas Is You é uma carismático e alegre pop/R&B que mesmo tendo o tema Natal é, na verdade, uma canção de amor em que Mariah pede a Papai Noel a volta da pessoa amada a tempo para o dia de celebração. Com uma letra realmente cativante e com um refrão que vá demorar bem mais que a época natalina para sair da sua cabeça, All I Want for Christmas Is You tem uma produção inspiradíssima ao começar quase como uma balada gospel grandioso para depois explodir em uma batida festiva e dançante que conquista qualquer pessoa que não tem o coração de pedra. Todavia, nada disso seria realmente possível sem a presença de Mariah que na época estava no ápice da sua capacidade vocal. Apesar de exalar certa cafonice que é natural da maioria das canções natalinas, All I Want for Christmas Is You é um clássico moderno que, ao invés de envelhecer com o tempo, vai crescendo a cada ano e aumentando o seu legado ainda mais.
nota: 8

20 de dezembro de 2017

Cadê, Malandra?

Vai Malandra (Participação especial Tropkillaz e DJ Yuri Martins)
Anitta & Mc Zaac & Maejor

Não é surpresa para ninguém que a Anitta se tornou o maior nome do pop nacional ao saber, principalmente, como administrar a sua carreira. Isso é ótimo e um incentivo para toda uma classe, mas até o momento a cantora vive mais de imagem do que conteúdo. Esse é o caso da hyper hypada Vai Malandra.

Aguarda último single do projeto check-mate, Vai Malandra é uma bem vinda volta da cantora as suas raízes do funk, mas que erra no momento que coloca a mesma quase como uma participação de luxo que a protagonista que deveria ser. Ao invés de ressaltar o carisma da cantora, a produção decidiu enfiar vários nomes masculinos que dominam a canção, deixando Anitta quase de lado. O pior nem é a participação do funkeiro Mc Zaac já que o mesmo é a melhor coisa da canção, mas, sim, a inexplicável presença do rapper americano Maejor que tem dois versos e quebra a fluidez da canção. Vai Malandra não precisa disso, pois já tem uma batida marcante e uma letra rasamente divertida. Todavia, o grande problema em torno da canção nem é a sua qualidade final, mas, na verdade, o seu tão discutido clipe: louvo a vontade da cantora de mostra a sua "realidade", apesar de ainda está glamourizada, tanto da onde ela veio e como ela ao mostrar as famosas celulites do bumbum, porém, assim como outras cantoras internacionais, Anitta preferiu ser extremamente contraditória em seu discurso e contratar como diretor do clipe Terry Richardson, notoriamente acusado de assédio sexual e estupro já tem alguns anos. Isso faz com que tudo que o clipe represente perca o seu valor devido a esse fato e nem adianta falar que a decisão de lançar o clipe foi para não prejudicar quem trabalhou por trás, especialmente a comunidade do Vidigal, pois nem deveria ter contratado esse tipo de pessoa e poderia muito bem dar chances para talentos nacionais. Infelizmente, muitos estão passando passo nesse fato, tentando apenas se focar na parte positiva como se não tivesse manchada pelo lado podre da história. De qualquer forma, Anitta se consagra como uma ótima marqueteira. Como artista, porém, ainda falta muito para chegar em algum lugar concreto.
nota: 6