8 de novembro de 2022

A Garota do Quase & A Garota Que Nem Precisaria Estar Aqui

For the Night
Chlöe & Latto


Depois de uma estreia sensacional com Have Mercy, a carreira solo da Chlöe entrou em um marasmo que não esquenta por nada. Apesar de boa, não acredito que For the Night irá mudar esse cenário.

Novamente, a cantora se mostra perfeita para entregar esse R&B comercial com toques de pop e hip hop em uma canção sólida, envolvente e bem construída. Entretanto, o single não tem a mesma força ou/e potencial viral para se tornar um sucesso do dia para noite, ajudando a carreira da Chlöe. Outro problema é a presença da rapper Latto, pois, mesmo com um verso ok, a sua presença é tão discreta e insonsa que não adiciona nada de positivo para o resultado final de For the Night. E é por isso que a presença radiante da Chlöe é o que dá liga para a canção. Espero que a artista possa finalmente encontrar o caminho do sucesso, pois talento é o que a mesma tem de sobra.
nota: 7,5

Um Pouco Perdido

KILL DEM
Jamie xx


Dos últimos lançamentos do DJ/produtor Jamie xx que incluem a excepcional Idontknow e a interessante Let’s Do It Again, o single KILL DEM é o mais fraco sem nenhuma dúvida. E mesmo assim ainda é um trabalho elogiável.

O problema na canção que a difere das outras duas é o fato que a produção não explode criativamente, deixando uma sensação de linearidade na construção do instrumental que é até divertida, porém, não chega a empolgar de fato. Faltou adicionar uma dose de “quebra de expectativa” para mudar o percurso da canção em algo único. De qualquer forma, KILL DEM é um bem pensado progressive house que tem um instrumental que realmente apresenta uma completude e não apenas um amontoado de sons para criar uma batida apenas feita para agradar quem está as três da manhã no meio da boate mais “passado” que maionese no Sol e nem liga mais para o que está ouvindo. E até mesmo quando o Jamie xx tropela tem algo interessante para mostrar.
nota: 7,5

4 de novembro de 2022

Rosa Pastel

Never Gonna Not Dance Again
Pink

Acredito que não seja novidade para quem acompanha o blog há mais tempo saber que gosto da P!nk desde o começo da sua carreira e mesmo quando a mesma tropeçou sempre encontrei motivos para elogiar os seus trabalhos. E quando a mesma anunciou a troca de gravadoras fiquei realmente entusiasmado para o seu recomeço. Com o lançamento de Never Gonna Not Dance Again, a cantora mostra que entrou em uma nova fase, mas o hype para mim está um pouco abaixo do esperado.

Primeiro single do seu próximo álbum, a canção é uma simpática, fofa e um pouco atrasada disco/pop/dance-pop que não chega a alcançar voo, mas também passa longe de ser um desastre. Lançando a canção com essa pegada agora, a P!nk parece aquela convidada que chega as duas da manha em uma festa que começou as oito da noite. Apesar disso, Never Gonna Not Dance Again que tem a produção de Shellback e Max Martin é gostosa de se ouvir devido a sua carismática batida e algumas decisões que quebram algumas expectativas como, por exemplo, o seu final com toques de gospel. A composição sobre literalmente sobre “dançar como se não houvesse amanhã” é bem intencionada e tens bons momentos, especialmente a citação a Whitney Houston. Entretanto, o refrão que deveria ser o momento de explosão da canção é apenas morninho. A performance sempre com a sua personalidade impressa em todos os instantes é que cola a canção de forma satisfatória. Primeiro single mais fraco da carreira, a P!nk ainda tem credito suficiente comigo para esse ser apenas um leve tropeço e ainda vir com grandes músicas.
nota: 7

Selenas

My Mind & Me
Selena Gomez


Tenho ganhando uma admiração sincera pela Selena Gomez pelo seu trabalho no audiovisual, especialmente por segura a onda de forma surpreendente ao lado das lendas Steve Martin e Martin Short na série Only Murders in the Building. Infelizmente, ainda acho que o seu lado musical ainda não tenha o mesmo brilho como mostra a bem intencionada, mas mediana My Mind & Me.

Tenha do seu documentário sobre a sua batalha com problemas mentais de mesmo nome, a canção é uma baladinha pop até bem pensada, mas que não deixa espaço para nada além de ser um apêndice do documentário sem conseguir brilhar de forma isolada. Acredito que a razão disso seja o fato da canção tão contida musicalmente que não desperta muitos sentimentos que a mesma tenta expressar. E o erro principal é a sue instrumental minimalista demais que parece que tem medo de entregar emoção genuína ao não criar uma ligação com a composição. Apesar de boa, a letra também é um pouco literal com o tema do documentário e faltou um trabalho para expandir as reflexões de forma mais profunda. Uma pena que Selena ainda não tenha se encontrado a sua sonoridade, pois em outros territórios parece estar no caminho ideal.
nota: 6

Vibes

Shirt
SZA


Prometendo fazer o seu comeback definitivamente faz algum tempo, a SZA parece que finalmente irá cumprir suas promessas com o lançamento de Shirt.

Produzido pelo veterano Darkchild, a canção apresenta uma suculenta atmosfera da sonoridade feita para o R&B no começo dos anos dois ao ter uma batida cadenciada e bem demarcada com a base de percussão que dá para a canção uma vibe sensual e bastante envolvente. Muito bem construída, Shirt só faltou ter um clímax mais ressaltado para arrematar a canção de forma perfeita. O que preenche parte dessa lacuna é a performance espetacular da SZA que domina cada segundo da faixa, exalando sensualidade misturada com toques de raiva e melancolia que são perfeitas para a vibe que a canção passa. Não acredito que será um grande sucesso comercial, mas Shirt é muito bem vinda para a discografia da SZA.
nota: 8

Primeira Impressão

Funk Wav Bounces Vol. 2
Calvin Harris