31 de maio de 2011

Quando Há a Algo do Passado

More (RedOne Jimmy Joker Remix)
Usher


Há algum tempo atrás o Usher era o maior nome do novo R&B. Passado alguns anos e com o aparecimento de novo ídolos e estilos em maior destaque, Usher aderiu a eletropop farofa. Mesmo assim há ainda alguma coisa vinda do passado nas suas músicas. Em More (sexto single do álbum Raymond v. Raymond) temos um belo exemplo disso.

A canção, inicialmente, foi gravada como R&B no álbum. Porém, a versão para as rádios virou um dance pop bem feitinho pelas mãos de RedOne e de Jimmy Joker que tem sua maior qualidade a pegada mais R&B que Usher fazia nos bons tempos de Yeah!. É sutil, mas está lá. More tem uma pegada simples, dançante e até consegue animar quem está cansado de ouvir tanto o mesmo estilo. Não tem grandes arrombos de criatividade no limitado arranjo, na composição repetida e nos vocais ok, mas cumpre até bem. Ainda sentimos falta do velho Usher.
nota: 6,5

30 de maio de 2011

Pocket Especial Lady GaGa

Como vocês podem ter reparado, o blog anda meio desatualizado ultimamente. Mas aos poucos vou com tempo atualizando. E nada melhor que começar falando do lançamento que mexeu com o mundo da música nos últimos dias. Claro que eu estou falando da "madre monster" Lady GaGa e o álbum Born This Way.  Preparados para a mãe mostro?

Primeira Impressão

Born This Way
Lady Gaga

Se você a odeia, pega toda essa ódio e multiplique por dez. Mesmo assim nada será capaz que se me impeça de afirmar "ops...ela fez de novo". Lady GaGa comprovou o seu poder midiático ao fazer o mundo inteiro prestar atenção ao lançamento de seu segundo álbum (já que The Fame Monster era um EP). E não só apenas devido ao fato de todo o circo que ela se envolve, mas pelo fato da comprovação de talento com artista. A ótima recepção de Born This Way embasa, que mesmo sendo tão pop como qualquer cantora pop da atualidade, GaGa guarda muito mais embaixo de suas fantasias e maquiagens. E para colocar ponto final na questão de poder junto ao público, Born This Way deve vender mais de 800 mil cópias na primeira semana.

Musicalmente falando, Born This Way não é a revolução que a GaGa prometeu. Muito longe disso. Tudo em Born This Way grita uma sonoridade trazida direta do final dos anos oitenta e meados dos anos noventa. E grita muito alto. Não é original. Não é perfeito. Não é revolucionário. Mesmo assim, Born This Way é o arrasa quarteirão mais poderoso dos últimos anos. GaGa usa suas influências para criar uma obra poderosa, dançante, divertida, dark e avassaladora. Em todas faixas vemos as suas duas mãos seja na composição e na produção. Mesmo sendo um álbum pop, vemos um lado intimista e autoral tão refrescante nos dias de hoje. Uma das melhores características são os vocais de GaGa. Vou repetir isso até os fins dos tempos: GaGa não tem uma voz sensacional, mas ela dá a cara a tapa e sabe o que faz. Aqui, muitas músicas parecem quase sem efeitos mostrando o potencial vocal de GaGa. Coisa rara na atualidade. Em certos momentos esquecemos as limitações e até dá para lembrar as grandes vozes do pop como Elton John e Annie Lennox. No quesito sonoridade, Born This Way é uma montanha russa andando a cento e cinquenta quilômetros por hora. Deixando menos espaço para o produtor RedOne, GaGa conseguiu uma mistura muito interessante. Há tantas influências, batidas, texturas, misturas costuradas que em certos momentos fica tudo meio descontrolado, mas no final algo consegue dar sentido. Talvez essa falta de coesão rítmica seja sua liga. Mesmo sendo uma excelente compositora, GaGa aqui tem o ponto fraco do álbum: a irregularidade das letras. Em certos momentos ela consegue com pouco dar uma verdade tão intensa que chega a ser tocável, em certos ela é fútil e oca como o pop deve ser, em outras é pedante, em outras é divertida e em outras é apenas fraca.

Outro ponto que quero destacar é que os melhores momentos do álbum parte das músicas mais pop rock. Aqui GaGa mostra seu verdadeiro potencial como "fazedora de música" em canções sensacionais. Nesse meio temos as duas melhores canções do álbum, Hair (resenha logo em seguida) e The Edge Of Glory. Nem tão boas, mas também sensacionais estão a música que abre o álbum com grande estilo Marry The Night e a balada com samples de We Will Rock You, Yoü And I. No estilo "música que só a GaGa pode fazer" estão a sombria e quase genial Blood Mary, a critica e ousada Americano e a safada Government Hooker. Na parte "dance sem pensar" estão os single Born This Way e Judas e a estranha, mas divertida Scheiße. Agora os destaques nem tão positivos. Primeiro, a canção Fashion Of His Love da versão deluxe. A canção até é boazinha, mas é uma versão de Express Ypourself (de novo) com refrão de I Wanna dance With Somebody (Who Loves Me). Em Highway Unicorn (Road To Love), GaGa se perde em uma letra metaforica e quase estraga a música. A pior música vai fica a cargo da histérica e chata Heavy Metal Lover. No final das contas, GaGa entregou um álbum memoravel e muito acima da média do atual pop. E ainda tiveram boatos que ela iria flopar. Se isso é flopar, porãnnnnnnn, o que é fazer sucesso então?

A Força de GaGa

Hair
Lady GaGa

Quem poderia imaginar que o melhor de Born This Way ainda estava por vim? Depois do lançamento dos dois primeiros singles (Born This Way e Judas) parecia que o caminho que GaGa iria seguir para o seu novo álbum seria mais do mesmo. Pop, dançante e descartável. Apenas parecia. Para promover o álbum foi lançando o single The Edge Of Glory um tapa na cara de quem achava que ela não poderia subir mais um degrau ou não era capaz de algo mais "adulto". O sucesso da faixa nas paradas e a ótima recepção da critica, a canção foi alçada ao posto de terceiro single oficial. Lançada um pouco depois como outro single promocional, Hair realmente mostrou que GaGa poderia ir muito mais além.

Hair é a melhor canção do álbum. Mostrando um outro lado do produtor RedOne, a canção é um pop com batida rock misturada com dance de maneira perfeita. O ritmo crescente da canção cria uma atmosfera poderosa indo da balada rock no começa com base de sax e piano, passando pelo dance no meio e sendo bombardeado pelo rock com essa sensação de música "para cantar alto no meio da sala para espantar os demônios internos". E é desses demônios que GaGa fala em Hair. Ela grita que "quer ser livre como o cabelo dela" fazendo da canção sua "oração". Mesmo sendo quase piegas, não há como negar o poder da composição e o avassalador refrão. Vocalmente, GaGa tem seu momento mais natural. Em certos momentos ela soa como uma adolescente insegura. Mas mesmo assim ela carrega a canção perfeitamente, passando todos os sentimentos que a canção precisa. Caso GaGa tivesse invertido a ordem de lançamento do single teria sido tudo colocado em outro nível. Mas que bom no final tudo deu certo.
nota: 8,5

29 de maio de 2011

Para Uma Nova Geração

Waiting For The End
Linkin Park

Eu posso dizer que a década da minha geração já acabou. E com ela os ídolos que a fizeram estão em outro nível. Assim está o Link Park. Ídolos de tantos adolescentes nos anos 00', a banda americana de rock pesado misturado com rap evoluiu assim como seus fãs. Mesmo ainda mantendo uma base sólida de admiradores eles não têm o mesmo sucesso de antes. Mas isso não impede que eles continuem a tentar conquistar uma nova geração de fãs com uma nova sonoridade.

Waiting For The End é um rock alternativo e bem diferente do que estamos acostumados a ouvir da banda. E isso não é ruim. Uma batida mais cadenciada e "delicada" produzida com estilo por Rick Rubin mostrando uma faceta mais calma e intimista do Link Park. Simples e impactante. A produção dos vocais misturando a parte cantada com o rap tradicional foi "amaciada" fazendo combinar com a atmosfera mais intimista. Novamente, a composição mostra que eles ainda estão um degrau acima da maioria das bandas com uma letra adulta e poderosa. Pode ser que os novos fãs não sejam tão abundantes como antes, mas acredito que eles estão tão felizes com seus ídolos como os primeiros.
nota: 8

10 de maio de 2011

Isso é Que Eu Esperava

The Edge of Glory
Lady GaGa

Ontem foi lançado o primeiro single promocional de Born This Way da Lady GaGa. A canção escolhida foi The Edge of Glory. E devo admitir que a canção me surpreendeu como pouca vezes quando o assunto se trata da Lady Gaga. E foi surpresa extremamente positiva. Pela primeira vez, gostei de uma música ouvindo pela primeira vez. Nada de efeito "retardado". Bastou ouvir uma vez The Edge of Glory para admirar a capacidade de criação de GaGa.

Antes que falem que estou defendo as cegas a Lady GaGa, quero deixar uma coisa bem clara: The Edge of Glory não é a melhor música dela. Mão vai ser a melhor música da década. Não vai ser a do ano. Ou muito menos vai revolucionar a música nem em um misero centímetro. The Edge of Glory é apenas uma boa música. Mas é tudo que eu esperava que fosse o álbum Born This Way desde que foi anunciado. Nem falo da qualidade, mas sim do caminho da sua sonoridade. Aqui GaGa deixa de lado o seu pop descerebrado e busca algo mais orgânico. The Edge of Glory ainda é pop. Ainda é descartável. Mas sua pegada mais rock mostra um outro lado mais classuda da GaGa. Aquela influência do Queen que ela possui se manifesta aqui em uma canção feita para fazer estádios lotados cantarem. Sim, The Edge of Glory tem uma batida dançante. Porém, é mais substancial. Você consegue ouvir instrumentos com clareza com suas nuances e o solo de sax do lendário Clarence Clemons é sensacional. GaGa mostra um pegada vocal quase genial. Sem efeitos mais elaborados que poderiam afetar o desempenho da música, ela mostra que além de saber cantar tem voz para isso. Não a melhor voz do mundo, mas tem uma. O defeito da canção fica por conta da composição. Mesmo sendo muito bem escrita comprovando que como artista pop GaGa é uma das poucas que pode escrever algo que saia do estilo "vamos dançar até o mundo acabar", faltou letra. Apenas os dois versos e o bom refrão deixam a música um pouco "inacabada". Espero que o álbum seja mais The Edge of Glory do que Judas. Se for assim, GaGa pode realmente entregar o álbum que ela vem alarmando aos quatro ventos.
nota: 8

9 de maio de 2011

Pocket Jennifer Lopez

A volta de Jennifer Lopez é o destaque desse especial com o lançamento de seu novo álbum e dois novos singles. E é mais que merecido, pois é para poucos artistas fazem seu comeback com tanto êxito aos 41 anos no auge da sua beleza.

Primeira Impressão

Love?
Jennifer Lopez

O sétimo álbum da carreira da Jennifer Lopez é um divisor de águas na sua carreira. Mesmo com o flop de vendas do CD na primeira semana nos Estados Unidos, o Love? marca o retorno aos holofotes a as rádios com o hit On the Floor. Ajudada nos Estados Unidos com o sucesso de sua empreitada como jurada no American Idol, ela voltou a ser o nome importante da indústria do entretenimento e consolidou seu poder no mercado internacional. Musicalmente Love? é fraco. Mesmo assim é mil vezes superior ao fracasso em todas as formas de Brave de 2007. O álbum é pop/dance/R&B irregular, mas que coloca J.Lo para fazer o que sabe de melhor: dançar e colocar as pessoas para dançar. O principal defeito de Love? é a voz de J.Lo. Fato que ela nunca teve uma grande voz, mas sempre deu conta do recado. Aqui ela consegue em certos momentos ser a velha Jenny, mas o uso do auto tune em algumas músicas é tão acentuado que a voz dela está tão anasalada que chega a ser quase irritante. Entre os bons momentos estão o mega hit On the Floor, a deliciosinha I'm Into You e a produzida pela Lady GaGa, Invading My Mind. Entre as baladas o destaque vai para Until It Beats No More. Tem também a canção Good Hit enquanto de um lado ela safadamente fútil e divertida, a voz auto tune de J.Lo atrapalha a música. O grande ponto alto do álbum vai para a dançante Papi. Mesmo com o flop nas vendas, J.Lo prova que ainda tem muito a mostrar. Só falta uma ajudinha divina.