11 de novembro de 2018

Primeira Impressão - Outros Lançamentos

Solo
Anitta


O sucesso internacional da Anitta é uma fumaça causada mais pelos fãs brasileiros que o público estrangeiro devido a devoção dos primeiros ao visualizar os clipes e fazer streaming das canções. Claro, não há como não dar os méritos para a cantora que, sim, está trabalhando duro para alcançar esse objetivo de virar uma estrela internacional. Se por um lado está funcionando, Anitta vem errando fortemente na qualidade das canções lançadas como prova o EP Solo.

Composto por três canções que abrangem as línguas faladas e  escritas pela Anitta (espanhol, português e inglês), o EP demonstra o que de mais errado a cantora vem fazendo nos últimos tempos: a insistência em fazer canções mid-tempos que não conseguem ter estofo pop suficiente para serem dignas de sucesso comercial ou criticas mais efusivas. Não consigo entender como a Anitta olha para a instrumentalização dessas canções achando que esse tipo de canção é o que está fazendo sucesso no mercado internacional e, principalmente, que ela é capaz de elevar as mesmas com o seu talento mais baseado em carisma que qualidade vocal de verdade. E olha que estamos falando de um EP apenas com três canções. Imagina quando vier um álbum inteiro, se o mesmo estiver nos planos dela.

Solo começa com a melhor canção do projeto e, chego a ousar dizer, que é a melhor dela desde Sua Cara. Entretanto, não espere que a canção em espanhol Veneno seja algo tão divertida quanto a parceria com o Major Lazer e a Pablo Vittar, mas que, na verdade, tenha algumas qualidades que a cantora não demonstra a muito tempo. A principal é o fato que a canção apesenta uma batida mais animadinha que o normal das recentes canções da Anitta, especialmente no seu bom refrão. Infelizmente, a canção não decola como deveria e ter um final tão abrupto que faz o clímax criado cair por terra em segundos. Logo em seguida vem a fraca em português Não perco meu tempo que o nome já diz tudo dessa desanimada latin pop que poderia se melhor se fosse um funk das antigas do começo da carreira da cantora. Esse é outro problema na carreira da Anitta: não que a mesma precise estar obrigada a continuar fazendo funk ao se lançar na carreira internacional, mas o gênero poderia incrementar várias canções nessa nova fase devido a sua batida e apelo popular, dando a ousadia sonora que falta em toneladas nessas canções. O EP termina com a decepcionante canção em inglês Goals com a produção do competente Pharrell Williams que mais parece uma demo descartada de algum trabalho dele para outra cantora que fez o "favor" de dar para a Anitta. Outro problema da cantora fica por conta da sua limitada voz que não tem as nuances necessárias para carregar esse tipo de música. Claro, o sucesso da Anitta é incontestável, mas está bem longe de ser perfeito artisticamente.
Notas
Veneno: 6,5
Não perco meu tempo: 5,5
Goals: 6
Média Geral: 6

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