Audrey Hobert
Não me incomodo tanto quando um “nepo baby” tem talento de verdade, pois, ao menos, isso compensa a facilidade do artista em alcançar lugares que possivelmente não teria condição de alcançar sem suas conexões. Um exemplo é a cantora Audrey Hobert.
Filha do roteirista Tim Hobert e irmã do músico Malcolm Todd, a cantora ganhou destaque pelo trabalho como compositora para Gracie Abrams e pelo hit moderado de Sue Me no ano passado, mesmo ano em que lançou seu primeiro álbum, Who's the Clown?. Como último single do trabalho, foi lançada a interessante Silver Jubilee.
A grande qualidade é a sua inspirada composição, que mostra claramente a qualidade da sua persona como compositora ao escrever uma letra inteligente, ácida, descolada e divertida sobre perceber o seu envelhecimento e amadurecimento, mesmo sendo uma pessoa que apenas completou vinte e dois anos. A mesma consegue passar uma mensagem com uma personalidade muito bem definida e diferente, sem precisar soar pretensiosa. A produção é um pouco segura demais, mas entrega um eletropop/pop rock eficiente, com uma batida cativante que gruda nos ouvidos no momento em que chega ao seu ótimo refrão.
Se for para ser nepo baby, que seja com talento, como parece ser o caso de Audrey Hobert.
nota: 8







