Anitta
Com uma carreira cheia de altos, baixos e alguns baixíssimos, Anitta chega a seu momento ao finalmente se encontrar artisticamente. Por isso, resolvi voltar no tempo e dar uma segunda chance para a canção que deu início a tudo: Show das Poderosas.
Era quase impossível, em 2013, não ter ouvido em algum momento e, possivelmente, por diversas vezes, a canção que se tornou o hit daquele ano. Apesar de não ter sido a primeira da carreira, Show das Poderosas foi o que colocou Anitta no mapa do mainstream brasileiro e, passados treze anos, é preciso apontar que tudo faz muito sentido, pois, mesmo não sendo um trabalho genial, a canção tem suas qualidades que a destacam na multidão. A maior delas é a produção, que consegue misturar bem o funk com o pop, adicionando toques de dance-pop e dubstep. Na verdade, quando esse último gênero é introduzido durante o segundo verso, é que a canção realmente atinge seu ápice, devido à total e inesperada quebra de expectativa.
O problema maior da produção é o seu clímax final, especialmente nos momentos finais, em que a canção perde a força em uma conclusão totalmente anticlimática, que meio que dá uma esfriada na canção. Show das Poderosas é dona de uma composição rasa, mas viciante, que consegue dialogar com a atmosfera pop e funk, criando uma letra que meio que se torna atemporal. Não é nada genial, mas é perfeita para o tipo de proposta da canção. Anitta, ainda no começo de carreira, entrega uma presença sólida, mas morna e, principalmente, sem muita versatilidade, deixando as mudanças da própria música fazerem parte do trabalho. Todavia, não há como não afirmar que existe um carisma da mesma que meio que faz a gente ser cativado pela sua presença.
Em Show das Poderosas, Anitta deu o seu primeiro grande passo para se tornar a maior popstar brasileira da nossa geração, para o bem ou para o mal.
nota: 7,5








