Tinashe
Na história desse blog, sempre tive o maior apreço pelo talento da Tinashe, mesmo que a mesma não entregasse algo exatamente à sua altura. E é por isso que não há surpresa em concluir que Melatonin, novo single do seu próximo álbum, Popstar, é o melhor da sua carreira. Na verdade, a canção é a melhor do ano, sem concorrência nenhuma.
Apesar de esperar algo no mínimo acima da média, a qualidade entregue na canção é algo realmente inacreditável devido a todas as complexas camadas que são adicionadas, que em nenhum momento transformam a canção em algo de difícil assimilação. A produção é uma verdadeira aula de como conseguir incluir várias influências em apenas uma canção, que a faz parecer cerca de três ou quatro canções diferentes, mas consegue dar uma liga tão visceral e poderosa que, ao seu final, tudo parece fundido à perfeição.
Uma mistura inspiradíssima de hyperpop e dance-pop que vai sendo incrementada de EDM, ao mesmo tempo em que é uma refinadíssima construção techno, que é apurada com subgêneros como, por exemplo, Detroit techno e acid techno. E ainda tem toques de R&B e electroclash apenas para serem as cerejas em cima do bolo. Dessa maneira, Melatonin poderia facilmente se tornar algo completamente desjuntado e sem foco.
Felizmente, a produção segura o touro na “unha” criativa e entrega uma canção impressionante, fluida e coesa, apesar de algumas mudanças rítmicas importantes. E tudo isso é acompanhado pela performance extraordinária da Tinashe, especialmente quando a sua voz é alterada para entoar o genial refrão. A composição é icônica devido à sua apuração estética e, principalmente, à temática, que é basicamente um recado para todos que estão “dormindo” para a existência da Tinashe.
E assim a Tinashe encontra o seu merecido paraíso musical com uma canção que já nasce lendária.
nota: 9,5







