Roar
Katy Perry
Após quatorze anos de seu lançamento, Roar se tornou uma canção que deu para Katy Perry a continuidade da dominação na época das paradas, batendo de frente com Applause, da Gaga, e a vencendo comercialmente. Todavia, arriscadamente, a canção é facilmente notável como aquela que meio que deu a confirmação da limitação da sonoridade da Katy.
Lançada como primeiro single de Prism, sucessor do gigantesco sucesso de Teenage Dream, a canção é um trabalho perfeitamente aceitável que conta com alguns pontos bem positivos, mas não sai em nenhum momento do lugar-comum de um pop que hoje parece meio mofado, especialmente devido ao envolvimento daquele produtor caído em desgraça. O arranjo é grandioso e imponente para sustentar a base pop/pop rock pouco criativa, que sabe aonde quer chegar e não faz muito além do básico. Todavia, a canção tem um problema maior: a sua composição.
Clichê, meio infantil e beirando o pueril, a composição aqui é de um nível de autoajuda que atualmente poderia ser ouvida como tema de algum filme da Patrulha Canina. Todavia, preciso reconhecer que o resultado final funciona como um atestado de que, esteticamente, é um trabalho bem acertado. Até hoje lembro perfeitamente de cada verso da canção, sendo diferente, por exemplo, da canção da Gaga. Além disso, o refrão é realmente um momento que dá vida à canção devido à sua força de grudar nos nossos ouvidos com uma facilidade incrível e definitiva. O ponto alto da canção é a presença da Katy, que entrega aqui a sua melhor performance vocal dessa era e, provavelmente, de toda a sua carreira.
Mesmo sendo um marco do pop, Roar não é exatamente uma das canções mais memoráveis do pop. E, sinceramente, isso é até algo bom, já que a Katy tem canções melhores na discografia.
nota: 7







