2 de novembro de 2026

Primeira Impressão

ATTITUDE ERA!
Natanya


New Faces Apresenta: Natanya

CANDYLAND!
Natanya


Um dos melhores momentos do álbum de estreia da Natanya, o single CANDYLAND! é uma cápsula de todo o potencial da artista.

Uma mistura de R&B com dance-pop e toques de disco, a construção da batida da canção é algo claramente referencial ao R&B do começo dos anos 2000, mas também refrescante e atemporal. Suculenta, viciante e luminosa, a produção tem um tom leve, sensual e radiofônico, além de apresentar uma claríssima inteligência criativa que coloca a canção bem acima de qualquer faixa no atual Top 10 da Billboard.

Com uma letra direta, mas bem lapidada, CANDYLAND! também é elevada pela presença radiante de Natanya, que carrega a canção de uma forma nada pretensiosa, parecendo já uma veterana em seu estado de graça. Gostaria, porém, que a canção tivesse um clímax final mais marcante, pois, ao chegar a esse momento, ela meio que se torna linear demais em comparação com sua excelente construção até então.

Entretanto, isso não impede CANDYLAND! de ser uma das canções mais cativantes do ano e de fazer Natanya mostrar todo o seu imenso potencial.
nota: 8

23 de outubro de 2026

Antes Tarde do Que Nunca

Homogenic
Björk




De Volta?

Silencio
U2


Já faz pouco mais de uma década que o U2 não lança nada de relevante ou mesmo que seja acima da média. Todavia, como single do décimo sexto álbum da carreira, Carnaval de Luz, a banda lançou a interessante Silencio.

Longe de ser uma grande canção da banda, a canção é, sim, um bom trabalho que mostra que a banda tem algo para “queimar”. Um rock alternativo eficiente, maduro e bem construído, com influências de post-punk e garage rock, a produção peca, porém, por ser meio travada criativamente, entregando exatamente o que se promete de maneira direta demais. Faltou um brilho aqui e ali para elevar o material que, felizmente, é cercado por um competentíssimo trabalho instrumental.

Além disso, Silencio tem uma letra muito curiosa, com palavras em português que deixam uma marca surpreendente e bem-vinda, mesmo que seja meio estranho. A composição em si é boa ao ser uma crônica política/social com metáforas religiosas que, apesar de terem toques datados e meio clichês, funcionam. Bono entrega uma performance firme e competente, fazendo-nos relembrar o quanto ele é icônico como vocalista de uma das maiores bandas de todos os tempos.

Agora, é aguardar para ver se o álbum vai por esse caminho ou se vai repetir a tragédia que os três anteriores representaram na discografia da banda.
nota: 7,5