CD: Jolene
Artista: Dolly Parton
Gênero: Country
Vendagem: Sem dados concretos
Singles/Peak na Billboard: Jolene (60º; primeira música dela a entrar na parada principal americana) e I Will Always Love You
Ano: 1973
Considerado um dos maiores álbuns de todos os tempos, Jolene foi responsável pela ascensão definitiva de Dolly Parton ao sucesso. Lançado em 1974, teve como primeiro single a canção que dava nome ao álbum. Com Jolene (a música), Dolly escreveu uma parte importante do country devido ao sucesso da canção, que é considerada uma de suas obras de arte. Outra música lançada na época foi I Will Always Love You, mas que só alcançou o status de clássico quase duas décadas depois, quando foi regravada por Whitney Houston.
Faixas
1. Jolene: Já foi dito, mas não custa retificar: a canção é um dos maiores clássicos de todos os tempos da música americana. Em uma época em que estava em voga o feminismo, Dolly lançou a história de uma simples dona de casa que, ao ver a linda amante do marido prestes a roubá-lo, vai implorar para que ela a deixe em paz, pois ela “pode ter qualquer homem, mas só ele a fará feliz”. A dramaticidade imposta por Dolly em uma canção brilhante está acima da capacidade da maioria das cantoras.
nota: 10
2. When Someone Wants To Leave: Em uma composição inspiradíssima, em que Dolly faz uma pequena, mas genial, carta aberta sobre o fim de um relacionamento. “But I know you want to leave / As bad as I want you to stay”, declama Dolly, tentando saber o que está acontecendo. Colocado assim, parece uma continuação da história de Jolene.
nota: 9,5
3. River Of Happiness: Deixando o tom mais “alegrinho”, ela faz uma canção sobre o amor e o que ele pode trazer. O espírito acolhedor de Dolly se encaixa perfeitamente no tom da canção.
nota: 8,5
4. Early Morning Breeze: Regravação de uma música sua que tinha saído em outro álbum. A produção instrumental é de arrepiar. Com inspiração no rock e a adição de um baixo que faz lembrar Hendrix, a canção é um dos pontos altos do álbum. Ainda mais juntando a estranheza de uma composição leve e para cima com um arranjo um pouco dark e mais “sério”.
nota: 10
5. Highlight Of My Life: Voltando ao “normal”, ela entrega uma “prima” country de You Are the Sunshine of My Life, de Stevie Wonder. Alegre e divertida do começo ao fim.
nota: 8,5
6. I Will Always Love You: É muito interessante ver como foi gravada originalmente uma canção que ficaria famosa de outra maneira. Muito mais contida que a versão de Whitney, a interpretação de Dolly mostra mais tristeza na colocação das notas e na divisão da melodia, que já começa com o arranjo e, antes do final, é mais declamada no ritmo. Essas diferenças são gritantes, mas não comprometem nenhuma das duas versões de serem geniais.
nota: 10
7. Randy: Uma canção de apenas um minuto e cinquenta e dois segundos é melhor que muita canção de hoje em dia com o triplo de duração, produção e composição. Uma simples e tocante declaração de amor pode ser mais poderosa que uma complexa e demorada narração sobre o amor.
nota: 9
8. Living On Memories Of You: Uma música pode vencer o tempo quando, ao ouvi-la, você pode colocá-la em uma nova roupagem e ela continuar tão boa. Ouvindo a canção e prestando atenção à interpretação magnífica de Dolly, fiquei imaginando uma cantora de soul/R&B fazendo uma versão poderosa para a triste letra. Assim, canções se fazem eternas.
nota: 9,5
9. Lonely Comin' Down: Única música do álbum que tem duração de mais de três minutos, revive a parceria dela com o cantor que a lançou, Porter Wagoner. Escrita por ele, a canção é uma balada avassaladora sobre a solidão e o que ela traz. Dolly está inspirada para mostrar a tristeza necessária.
nota: 10
10. It Must Be You: Terminando com uma canção romântica sobre encontrar o amor da vida.
nota: 8,5






_cover.png)