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21 de agosto de 2026

Uma Segunda Chance Para: Show das Poderosas

Show das Poderosas
Anitta

Com uma carreira cheia de altos, baixos e alguns baixíssimos, Anitta chega a seu momento ao finalmente se encontrar artisticamente. Por isso, resolvi voltar no tempo e dar uma segunda chance para a canção que deu início a tudo: Show das Poderosas.

Era quase impossível, em 2013, não ter ouvido em algum momento e, possivelmente, por diversas vezes, a canção que se tornou o hit daquele ano. Apesar de não ter sido a primeira da carreira, Show das Poderosas foi o que colocou Anitta no mapa do mainstream brasileiro e, passados treze anos, é preciso apontar que tudo faz muito sentido, pois, mesmo não sendo um trabalho genial, a canção tem suas qualidades que a destacam na multidão. A maior delas é a produção, que consegue misturar bem o funk com o pop, adicionando toques de dance-pop e dubstep. Na verdade, quando esse último gênero é introduzido durante o segundo verso, é que a canção realmente atinge seu ápice, devido à total e inesperada quebra de expectativa.

O problema maior da produção é o seu clímax final, especialmente nos momentos finais, em que a canção perde a força em uma conclusão totalmente anticlimática, que meio que dá uma esfriada na canção. Show das Poderosas é dona de uma composição rasa, mas viciante, que consegue dialogar com a atmosfera pop e funk, criando uma letra que meio que se torna atemporal. Não é nada genial, mas é perfeita para o tipo de proposta da canção. Anitta, ainda no começo de carreira, entrega uma presença sólida, mas morna e, principalmente, sem muita versatilidade, deixando as mudanças da própria música fazerem parte do trabalho. Todavia, não há como não afirmar que existe um carisma da mesma que meio que faz a gente ser cativado pela sua presença.

Em Show das Poderosas, Anitta deu o seu primeiro grande passo para se tornar a maior popstar brasileira da nossa geração, para o bem ou para o mal.
nota: 7,5

24 de maio de 2026

Em Busca da Redenção

Choka Choka
Anitta & Shakira


Durante muito tempo, mas muito tempo mesmo, a minha maior crítica à Anitta é o desperdício da oportunidade de fazer algo que fosse minimamente artístico com todo o potencial que a música brasileira possui, indo para algo parecido com o que a Rosalía faz. E, ao que parece, minhas “preces” foram escutadas, pois isso é o que parece ser o foco para o seu novo trabalho (Equilibrium) e há bons indícios disso na realmente interessante Choka Choka.

Apesar de ter alguns pontos de ressalva, a canção é, sem nenhuma dúvida, a melhor da carreira da Anitta. E isso não seria muito difícil, mas o feito é conquistado com louvor em uma canção que realmente faz uma mistura azeitada de vários gêneros brasileiros, como funk carioca, samba, dance-pop e tropical, criando uma faixa madura, comercial e com um toque artístico realmente refinado. Não é exatamente um trabalho que chegue perto de ser genial, mas Choka Choka é o resultado de uma produção criativa que finalmente parece entender o que a Anitta é capaz de entregar de verdade. Preciso apontar que, com pouco mais de dois minutos, a canção ainda soa curta demais para aproveitar todas as possibilidades sonoras que a música deixa expostas.

Além disso, a canção tem uma composição pouco inspirada, que meio que não permite que ela seja ainda melhor, mas, ainda assim, o trabalho tem carisma suficiente para não ser o peso morto da produção. A participação da Shakira não é tão bem aproveitada, especialmente devido ao tempo de duração da canção, mas é realmente revigorante ver sua presença ser tão divertida e imersa, com ela cantando em português. E o mais surpreendente é que a Anitta entrega uma performance muito boa aqui, segurando bem e adicionando personalidade à canção. Talvez os efeitos usados em sua voz não ajudem muito, mas Choka Choka funciona muito melhor do que eu poderia imaginar. Seria esse o começo da redenção artística da Anitta? Fica a pergunta para ser respondida nos próximos tempos.
nota: 7,5

9 de fevereiro de 2025

De Volta ao Básico do Básico

ROMEO
Anitta


Sempre que vejo que a Anitta vai lançar uma nova música para um novo álbum ou projeto realmente fico com alguma esperança de finalmente vermos a evolução artista da cantora. Todavia, essa esperança sempre vem com uma dose de realidade em ter a certeza que o que vai vim é mais do mesmo. E isso é o que acontece com Romeo.

A canção é basicamente o mesmo reggaeton massificado e genérico que a cantora insisti em fazer para tentar fazer o sucesso no mercado internacional. Comercialmente, isso não é ruim, mas o problema é que a cantora está ficando anos luz atrás artisticamente devido a não prestar atenção que o gênero vem evoluído a passos largos com doses imensas de criatividade e ousadia. Tenho que admitir que Romeo tem um instrumental até sólido, tentando fazer algo na sua parte final ao adicionar toques de eletrônico. Entretanto, o que é introduzido também é genérico e sem muita força relevante para o resultado final. Anitta até domina a canção bem, mas seus esforços são perdidos em um mar de obviedades sonoras. E assim se repete mais um ciclo na carreira da Anitta.
nota: 5

10 de novembro de 2024

Novos Caminhos, Velhos Erros

São Paulo
The Weeknd & Anitta


Acredito que estamos no inicio de uma nova era para o funk carioca em relação a sua introdução na música pop internacional. Depois de Alibi, agora chegou a vez de São Paulo, a aguardada parceria do The Weeknd com a Anitta. E mesmo gostando da canção, o resultado mostra que ainda velhos erros ainda são cometidos com o nosso funk.

O principal e mais pungente deles é aquela sensação que o gênero não é utilizado da maneira a poder liberar todo o seu potencial como aconteceu no trabalho da Sevdaliza. E isso é devido ao motivo que São Paulo não parece fundir o gênero perfeitamente com as outras influencias (synthpop/R&B), criando uma canção que parece a fusão de dois trabalhos distintos ligados apenas uma melodia. Tenho que dizer, porém, que a produção é refinada e bem estilizada e consegue criar uma canção efervescente, estranha e divertida. Além disso, o uso do sample de Boladona da Tati Quebra Barraco dá um toque especial para o resultado final. Apesar de não acreditar no que vou escrever, mas a canção carecia de uma participação maior da Anitta que fica presa a momentos que mais parecem uso de samples do que a sua contribuição verdadeira. E é preciso apontar que a presença do The Weeknd é mais interessante que o esperado já que consegue combinar com a atmosfera da canção de maneira inusitada. Entendo, porém, que São Paulo é um trabalho completamente divisível para quem escuta, levando do amor ao ódio facilmente. Todavia, a minha visão é que a canção é passo que poderia ser melhor, mas ainda é melhor que o esperado.
nota: 7,5

21 de setembro de 2024

Desrespeito

Mania de Você
Anitta


Dá até para entender o motivo da regravação de Mania de Você da eterna Rita Lee pela Anitta e, sinceramente, acho que daria certo se não fosse a maneira porca que a produção lida com esse trabalho.

Tema da nova novela da Globo das nove, essa regravação até tem uma ideia boa por trás ao fazer uma versão pop/electropop com uma atmosfera épica. E isso seria até passável, mas, por algum motivo, a canção foi lançada com apenas um minuto e meio como se fosse apenas para justificar a sua existência como tema de abertura. Não há nenhum cuidado ou respeito de verdade em fazer uma canção que não seja um rascunho mal engembrado, mal pensando e que não dá um mínimo de respeito para Rita e o seu legado. Uma vergonha que merece apenas uma nota.
nota: 0

7 de setembro de 2024

Um Remix Na Média

Alibi Pt. 2
Sevdaliza, Anitta, Pabllo Vittar & Yseult

Tenho que admitir que realmente fiquei com medo com o anuncio que o remix de Alibi teria a participação da Anitta, mas, sinceramente, o resultado é bem melhor que o esperado. Apesar disso, a pergunta que não mudou é: pra quê?

Quase sem mudar a versão original, essa remix mantem intacto o brilhantismo de uma “canção que não deveria funcionar, pois mistura ao mesmo tempo funk brasileiro, latin pop, alt pop e reggaeton. Todavia, a produção da própria Sevdaliza ao lado de Mathias Janmaat consegue ligar todas as pontas com uma mestria genial ao criar uma fusão tão perfeita entre todos os gêneros usados que faz de Alibi uma das canções pop mais interessantes dos últimos tempos”. A adição da Anitta apenas aumenta o tempo cantado e estiga um pouco da melodia, sem adicionar nada realmente excitante para a canção. Felizmente, a presença da brasileira também não é vergonhosa, especialmente seus versos em português que realmente são bons. Em uma versão estendida da canção, a presença da cantora ao final ajuda a realmente arrematar a sua presença de forma digna. O problema, como dito antes, é que artisticamente a versão não faz sentido existir, pois não tem nada realmente substancial adicionado, tirando algumas pequenas e legais mudanças sonoras aqui e ali. Existia um rumor que o remix teria a presença do Bad Bunny e, sinceramente, acredito que seria bem mais interessante que esse resultado. Quem sabe ainda não vai rolar?
nota: 7,5

28 de abril de 2024

Faltou a Pegada

Grip
Anitta


Apesar de uma boa base, o single Grip da Anitta faltou o principal para ser uma canção acima da média: pegada.

Até que acho louvável a batida funk com eletropop e as referencia via samples que dão certa autenticidade para a canção, mas faltou aquela força vital para dar vida a ideia. A canção é como se fosse uma bela casca que faltou muito conteúdo para fazer sair desse lugar comum para chegar em um parâmetro que tudo funcione como deveria e poderia. Acho que o principal erro em Grip, porém, é a sua ruim composição que poderia falar exatamente as mesmas coisas de maneira mais inteligente liricamente sem pender para o simples vulgar. Se antes Anitta não entrega nem promessas verdadeiras, agora existe um fundo de verdade na canção. Faltou apenas cumprir a promessa. 
nota: 5,5

7 de abril de 2024

Acima de uma Média

Double Team
Anitta, Brray & Bad Gyal


Nos últimos tempos, a Anitta vem entregando tanta mediocridade que uma canção que é levemente acima da média já causa um verdadeiro impacto. Double Team é um perfeito caso disso.

O maior destaque da canção é que finalmente Anitta encontrou alguém (Botlok) para entender como fundir o funk carioca com outros gêneros que aqui é com o reggaeton e trap. Não é um resultado perfeito, pois falta ainda uma tonelada de criatividade para elevar o resultado final. Todavia, é bem melhor que a mesma entregou nos últimos tempos. Sem reinventar a roda ou surpreender, Anitta entrega uma performance segura e encontra na presença do rapper Brray um bom equilíbrio, deixando a cantora Bad Gyal como o link mais fraco. Double Team só não é melhor devido a sua péssima e constrangedora composição que não vale a pena se prolongar. O importante é que Anitta quase acertou e isso já é uma vitória.
nota: 6

17 de dezembro de 2023

New Faces Apresenta: Peso Pluma

BELLAKEO
Peso Pluma & Anitta

Com as listas de melhores de anos saindo de várias publicações surgiu um nome que sinceramente que nem tinha ouvido até o momento: o mexicano Peso Pluma. E para a minha maior surpresa é a sua parceria com a Anitta em Bellakeo.

É necessário dizer que a canção é de longe a melhor que a brasileira se fez presente nos últimos tempos, mas mesmo assim ainda é bem medíocre. Começando pela presença do dono da canção Peso Pluma que tem uma voz no mínimo estranha que, sinceramente, não funciona para mim de nenhuma maneira. E para piorar, o cantor não tem nenhuma química com a Anitta, deixando Bellakeo com um ruido bem alto. Anitta entrega, por sum vez, uma performance ok que é atrapalhada pela produção vocal mediana da canção que parece querer encobrir a sua voz com um instrumental bem mais alto que deveria. Funciona por apresentar a possibilidade da brasileira ser capaz de segurar uma canção que seja completa e não esses arremedos que a mesma vem se envolvendo. Enquanto ao Peso Pluma, o seu conhecimento foi desnecessário, mas foi assim que o Bad Bunny começou. Quem sabe as coisas melhoram?
nota: 5

14 de novembro de 2023

A Pior

Monstrão
Anitta & DENNIS


Sempre tento escrever algo que possa exprimir o que achei de uma canção, apontando o motivo para dar a nota que escolhi para a mesma. Entretanto, as vezes a gente precisa ser direto sem muitos rodeios: Monstrão é a pior canção da carreira da Anitta. E por isso merece a minha pior resenha.

Monstrão é uma merda sem tamanho. Sem mais. Obrigado pela atenção.
nota: 0

25 de outubro de 2023

E Lá Vamos Nós

Mil Veces
Anitta


Não consigo acreditar que depois de ouvir Mil Veces passou pela cabeça da Anitta que a canção fosse boa. Ou mesmo ok.

Provavelmente, umas das piores lançadas pela brasileira, a canção é uma massificada, medíocre e sem graça mistura de lantin pop com funk que tem a mesma personalidade de uma batata assada. A canção é tão ruim que assim que a gente ouve é esquecida pelo nosso cérebro quase que na mesma hora. E o pior é a sua desastrosa e horripilante composição que faz de Mil Veces praticamente uma parodia do que seria uma canção de verdade. E assim a Anitta continua a sua carreira fora de qualquer eixo passível de defesa. 
nota: 2

2 de julho de 2023

É O Temos Para Hoje

Funk Rave
Anitta

Livre da sua ex gravadora, a Anitta parece estar mais livre criativamente para seguir a sua carreira. E é Funk Rave que a mesma entrega.

Devo admitir que a ideia é ótima ao ser o que venho dizendo que a cantora deveria apostar na desconstrução/reinvenção/reconstrução do funk. E isso é o que tenta ser Funk Rave, mas termina sendo apenas clichê, repetitivo, raso e massificado. A batida que mistura eletrônico e funk é até bem montada, porém, assim como outras canções da cantora, não tem nada excitante ou/e criativo para que possa elevar a sonoridade da cantora. Entretanto, o grande problema da canção é a péssima composição que mistura português, espanhol e inglês que em uma tentativa canhestra de ser icônica, acabando sendo apenas vergonhosa. E a produção vocal que a Anitta continua insistindo em ter a sua voz mixada é extremamente questionável. Resumidamente: é o que temos para hoje e isso.
nota: 4



23 de abril de 2023

Um Pequeno Oasis

Pilantra
Jão & Anitta

Entre erros e mais tropeços do atual cenário pop brasileiro, Pilantra, parceria do Jão com a Anitta, é um pequeno oásis que dá até certo aconchego.

A principal qualidade da canção é a sensação do trabalho estar completo devido a sua produção sólida e bem pensada. Além disso, a sonoridade pop com toques de pop rock e pinceladas de funk funciona melhor que o esperado, mesmo não tendo nada de novo de verdade. A composição também é acima da média, mas ainda recorrer para lugares comuns como o famoso e famigerado “sentar”. Pilantra poderia ser melhor se os dois artistas tivessem mais química juntos, mas, felizmente, suas partes solos são defendidas bem. E assim está o pop atual em que precisamos nos agarrar a uma canção que não faz mais que a sua obrigação.
nota: 7

21 de março de 2023

Precoce

Mais Uma
ZAAC & Anitta


Mais Uma do Zaac com a presença da Anitta é outro exemplo do maior problema do pop nacional atual: a brevidade.

Com apenas dois minutos, a canção poderia até ser bem melhor se pudesse trabalhar as suas próprias ideias, mas isso é deixado de lado para criar esse tipo de canção rápida, rasteira e sem sentido de existir. E isso é algo que poderia ser resolvido com um pouco mais de trabalho sonoro da produção, pois Mais Uma nem é tão ruim instrumentalmente. Uma mistura legal de funk, pop e latin pop, a canção tem uma produção que parece querer sair do lugar comum, mas não tem a ousadia de se aprofundar na batida com elementos interessantes aqui e ali. Gosto da presença do Zaac desde que o mesmo integrou tudo sem pedir em Are U Gonna Tell Her? da Tove Lo, mas Anitta novamente entrega uma performance automática que não ajuda em nada a canção. E a letra é daquele jeito: abaixo de qualquer média e totalmente rasa. Mais Uma tinha tudo para não ser mais uma na multidão.
nota: 5,5

24 de janeiro de 2023

Por Favor, Mais Valesca!

Proibidona
Gloria Groove, Valesca Popozuda & Anitta


Proibidona, novo lançamento da Gloria Groove, é uma canção surpreende, pois funciona bem melhor que o esperado. Entretanto, a canção tem um erro que impede da canção ser realmente um acerto completo: a falta de mais Valesca Popozuda.
A ideia da canção é muito boa: um funk que remete aos “proibidão” do gênero que o ajudar a fazer um sucesso no final dos anos noventa e começo dos dois mil. E, sonoramente, a produção acerta ao entregar exatamente esse estilo com toques de pop que ajudar a modernizar a canção. A composição é legal, apresentando alguns momentos acima da média e um refrão redondinho. Gloria e Anitta entregam boas performance, mas é no carisma de Valesca que a canção realmente ganha vida. O problema é que a Popuzuda tem uma participação relativamente pequena, repetindo o mesmo verso duas vezes, sendo a única representando original do gênero emoldurado e que deveria ter mais destaque em Proibidona. De qualquer forma, a canção é melhor que o esperado, mas bem longe do que poderia ser de verdade.
nota: 7

28 de janeiro de 2022

O Acerto Curioso da Anitta

Boys Don't Cry
Anitta


Finalmente, a busca da Anitta pela carreira internacional acertou sonoramente com o lançamento de Boys Don't Cry. Uma pena, porém, que a canção não parece nada com a personalidade da cantora.

Claramente, um produto “comprado” para a carreira da Anitta soar vendável nos Estados Unidos, a produção capitaneada pelo Max Martin entrega um rápido, carismático, divertido e grudento synth-pop com toques de electropop e vibe oitentista que realmente é um trabalho com sensação de completude por completo. Ficando no meio caminho entre a Charli XCX e Ava Max, Boys Don't Cry ainda não tem a marca da Anitta como artista, especialmente devido a faltar o seu tempero e, claro, influencias. Isso é problema? Não exatamente, mas a cantora para se destacar artisticamente entre a multidão precisa fincar a sua marca própria em todo lançamento internacional. E isso fica evidente quando os vocais da cantora nunca estiveram melhor que em Boys Don't Cry, mesmo que ainda tenha um pouco a mais de efeitos vocais. De qualquer forma, a canção marca um passo interessante na carreira da Anitta. Agora é evoluir e mostrar para os “gringos” quem é realmente a “girl from Rio”.
nota: 7

12 de novembro de 2021

Guarda Para Você, Anitta!

Envolver
Anitta

Li em algum lugar que a canção que a Anitta aposta que vai ser um grande sucesso será lançada em Janeiro. Então, qual o motivo de lançar Envolver?

A canção é uma morníssima e descartável latin pop com reaggaeton que qualquer artista latino atualmente já fez ou irá fazer. Sonoramente, a canção não acrescenta em nada na discografia da Anitta, tirando o fato que tem alguma chance de virar um sleeper hit. Além disso, a composição é completamente fraca e irritantemente repetitiva. Tirando alguns momentos vocais bons, Envolver é dispensável que a Anitta deveria ter guardado para si mesma para esperar o lançamento da sua grande aposta.
nota: 5

19 de outubro de 2021

Existe um Lado Bom

Faking Love (feat. Saweetie)
Anitta

Continuando a sua jornada de não lançar uma canção realmente boa, a Anitta comete dessa vez a insipida Faking Love com a presença da rapper Saweetie.

Na teoria, a canção funciona ao ser uma mistura de electropop, hip hop e funk que deveria equilibrar as raízes da brasileira com a sua pretensão de ser uma diva pop internacional. Na pratica, porém, Faking Love tem uma batida minguada, repetitiva e sem muita inspiração que só começa a mostrar para o que veio na sua parte final quando a canção já está terminando. Além disso, a presença da Anitta que deveria ser a estrela é resumida a quase uma coadjuvante de luxo, deixando para a Saweetie roubar a canção com dois versos que ajudam um pouco o resultado final. Apesar da qualidade mediana, a Anitta pode dizer que ao menos não entregou uma canção pior que a da Jesy Nelson.
nota: 5,5