2 de julho de 2026

A Volta de Uma Outra Querida

Lost Boys
Phoebe Bridgers


Depois de um hiato de seis anos em sua carreira solo, a Phoebe Bridgers está de volta para lançar o seu terceiro álbum, intitulado Lost Weekend. Como primeira canção, foi lançada a confortável Lost Boys.

O single é o tipo de canção que a gente logo liga à artista, pois tem o seu DNA impregnado do começo ao fim. E o que poderia ser um problema, se essa qualidade refletisse a não evolução da artista, não tem o mesmo efeito devido à qualidade alta da canção. A sua melhor qualidade é a competente, cativante e cativante melodia que mistura bem indie pop/rock com folk rock em uma canção que consegue ser autoral e, ao mesmo tempo, ser de fácil apelo para os mais variados públicos. Gosto, principalmente, do seu clímax final, pois é onde a canção realmente alcança todo o seu potencial instrumental e fecha bem com um raro fade-in.

Liricamente, Bridgers e seus colaboradores acertam o tom nessa crônica sobre amadurecer e se sentir deslocado do resto do mundo, mesmo tendo, de partida, uma metáfora meio batida ao comparar a canção com a história de Peter Pan. A canção também apresenta outra inspirada performance da cantora, entregando perfeitamente o que se espera. E é exatamente isso que Lost Boys transmite ao ser mais um trabalho competente da Phoebe Bridgers.
nota: 8

Uma Surpresa

The Time of My Life
Benson Boone


Tem horas que a gente precisa deixar de lado qualquer orgulho e ser o mais verdadeiro possível. E um desses momentos é agora, pois preciso dizer com todas as letras: Benson Boone fez uma música realmente boa. A responsável por isso é a ótima The Time of My Life.

O grande trunfo da canção é saber usar o melhor atributo do cantor de maneira realmente inspirada: a sua voz. E, por isso, o cantor entrega a sua melhor performance ao ser devastadoramente triste e tocante, usando o seu timbre de maneira primorosa, ao começar de maneira contida e sentimental para ir crescendo até o final grandioso, que tira o melhor de todo o alcance da sua voz. Sinceramente, é um trabalho vocal realmente notável, mas isso poderia ser jogado fora se The Time of My Life não tivesse uma produção realmente boa.

Felizmente, esse é o caso. Sem mudar muito os rumos de Benson, a canção é uma power balada pop rock épica, mas que ganha contornos mais maduros e profundos devido à introdução bem pensada de soft rock e indie pop, que dão estofo. Todavia, o grande ponto forte da canção é o instrumental classudo e lindamente conduzido, que dá a base perfeita para a performance do cantor, criando uma união realmente bem acima da média em comparação às canções do mesmo. O ponto menos inspirado é a ainda clichê composição que, ao menos, cumpre muito bem seu papel, especialmente quando a voz do cantor concentra toda a força emocional.

E quem sabe esse não seja o começo de uma nova história para Benson Boone?
nota: 8