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7 de outubro de 2026

A Garota Que Queria Ser

Look at My Life
Gracie Abrams


Incrivelmente, a Gracie Abrams tem algumas poucas canções boas saídas de Daughter from Hell. Todavia, Look at My Life termina mais como sendo um ponto totalmente fora da curva do que algo que tenha potencial de ser o futuro da artista.

A grande qualidade da canção, de verdade, é que a sua batida sai do lugar “comportado” e linear para ir sendo explorada e ficando cada vez mais grandiosa até o seu final de clímax controladamente grandioso. É algo que dá alguma personalidade, pois funciona como testado em canções de outras cantoras que, porém, fizeram de maneira mais interessante. Entretanto, não tem como não negar que o folk pop/alt-pop ganha vida para a composição clichê, mas segura, e para a performance linear e bonitinha da Gracie.

O que isso ajuda, no final das contas, é mostrar o quanto a produção prende a artista na cartilha Taylor de fazer música, pois qualquer coisa que dê uma escapadinha já é algo que melhora consideravelmente.
nota: 7,5

24 de maio de 2026

Ainda Na Procura

Hit the Wall
Gracie Abrams


Apesar de ser um nome contemporâneo atual, eu particularmente perdi a conexão com a carreira da Gracie Abrams por sentir que algo ainda não bateu, mesmo ela sendo razoavelmente promissora. E olha que sua nova canção, Hit the Wall, é um bom trabalho.

Single que abre os trabalhos do álbum Daughter from Hell, a canção é uma segura, bem-feita e até interessante faixa midtempo de indie pop/alt pop que não foge em nada do escopo sonoro até agora apresentado pela artista. Todavia, existe um refinamento mais maduro que demonstra o amadurecimento da parceria com o produtor Aaron Dessner, ajudando a canção a parecer o começo da evolução da artista. Ainda não está exatamente em outro nível, mas Hit the Wall é um trabalho que dá vislumbres do que pode estar por vir.

O que se destaca na canção, porém, é sua ótima composição, que é o ponto que realmente dá a sensação de estarmos vendo uma artista em progresso. Elegante, inteligente, amadurecida e com um tino que demonstra personalidade genuína, a letra aqui é um trabalho que poderia facilmente ser mais apurado, mas que, sinceramente, funciona perfeitamente para uma jovem de vinte e seis anos em busca de si mesma em uma composição melancólica e emocional. Gosto particularmente de um verso que cita a cantora Joni Mitchell quando diz: “A Case Of You playing in the hallway / Hallucinations that I downplay”, o que dá maior sentido ao restante da composição de forma realmente inesperada.

Gracie ainda precisa realmente encontrar um caminho que seja algo que a destaque da multidão, pois, até agora, parece que a cantora fica apenas na periferia visual das atuais cantoras pop.
nota: 7,5

9 de março de 2025

Only Average in the Building

Scared of Loving You
Selena Gomez & benny blanco

Call Me When You Break Up
Selena Gomez, benny blanco & Gracie Abrams

Ao lado do noivo Benny Blanco, a Selena Gomez vai lançar um álbum que parece provar que musicalmente a artista se encontra na sua era de ser a mais mediana das cantoras.

As duas canções lançadas têm basicamente a mesma qualidade ao serem doidamente medianas em todos os sentidos. Uma mistura de pop rock, alt pop e folk pop, Scared of Loving You e Call Me When You Break Up são trabalhos sem vida e brilho, mesmo sendo tecnicamente bem produzidas. As duas canções passam uma sensação de cansaço criativo em que seus realizadores parecem estar completamente ciente que acham que estão produzido algo realmente criativo e excitante, especialmente na parceria com a Gracie Abrams que tenta ser uma canção divertida que termina, porém, como sendo boba e chatinha. Sinceramente, um álbum nessa mesma cadencia deve resultar na maior coleção de mediocridade do ano. 
notas
Scared of Loving You: 5,5
Call Me When You Break Up: 5,5

14 de fevereiro de 2023

New Faces Apresenta: Gracie Abrams

Where do we go now?
Gracie Abrams


A primeira vista, a jovem Gracie Abrams parece seguir os caminhos que a Olivia Rodrigo abriu recentemente, mas ao olhar com mais cuidado é possível perceber a presença de uma artista muito mais interessante que o esperado. E isso é facilmente visto em Where do we go now?.

Single do seu álbum debut, a canção é uma intrigante, minimalista e tocante mistura de indie pop com pop rock e dream pop que resultado em algo realmente refrescante. Apesar de carecer de algo que pudesse fazer o arranjo não ser tão linear desde o começo, a produção consegue criar uma atmosfera balanceada entre ter o lado comercial de uma Olivia e o lado alternativo de uma Phoebe Bridgers. Entretanto, o que dá vida para Where do we go now? e, por consequência, para Gracie é a sua impressionante composição. Escrita pela cantora ao lado de Aaron Dessner, a letra apresenta uma maturidade lírica e emocional impressionante sem deixar, porém, de representar a jovialidade sentimental da cantora. Existe uma estrofe que realmente me pegou desprevenido:

There's nothing left here
All our best years are behind
What a brutal way to die
But you choose it every time

Apesar de nada exatamente novo, os versos mostram uma desconcertante imagem que reflete sobre o fim de um romance de maneira direta, sincera e de uma veracidade desconcertante. E se seguir assim, Gracie Abrams pode ser o próximo grande nome do atual indie pop.
nota: 8