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26 de agosto de 2022

O Comeback Que Deveria Ser

Hold Me Closer
Elton John & Britney Spears


Finalmente, a carreira da Britney Spears pode seguir em frente depois de ter se libertado das garras de sanguessugas que a atormentaram a vida toda. Uma pena, porém, que o começo dessa nova era seja com Hold Me Closer.

Apesar de estar na presença grandiosa de Elton John, a canção é uma derivativa, morna e sem graça versão remix/remake de três canções do britânico Tiny Dancer (1971), The One (1992) e Don't Go Breaking My Heart (1976). Do ponto de vista comercial a decisão é acertada, pois vem na cola do imenso sucesso de Cold Heart - PNAU Remix. Todavia, o resultado aqui continua a soar como uma colcha de retalhos mal costurada que não faz jus a nenhuma das músicas mutiladas. E mesmo entregando uma boa performance, Britney não consegue segurar toda a grandiosidade de Hold Me Closer devido a mesma não parece estar no seu elemento mais confortável. Ao menos, existe uma química sincera com Elton e, principalmente, existe uma alegria verdadeira de poder ouvir o comeback de um dos pilares do pop em um verdadeiro renascimento.
nota: 5,5

18 de agosto de 2021

Tom Pastel

Cold Heart - PNAU Remix
Elton John & Dua Lipa


Algumas expectativas podem dar de cara com um muro tão impenetrável que a gente quebra totalmente a cara. Em alguns casos, porém, a gente não quebra a cara, mas recebe um tapa bem doido. Esse é o caso de ouvir Cold Heart, união do Elton John e a Dua Lipa.

Dois ícones pop dentro do que trouxeram para o público, os dois cantores ficam meio perdidos em canção que, na teoria, deveria ser uma explosão de cores, mas, na prática, termina como um grande quarto vazio pintado de tons pasteis. Remixado pelo duo PNAU juntando duas canções de Elton (o clássico Rocket Man e Sacrife de 1989), Cold Heart se torna uma redondinha, linear e quase esquecível post-disco/dance-pop que não chega a empolgar, mas também não é uma bomba. O grande ponto alto da canção é a Dua Lipa entoando o refrão com passagens de Rocket Man, deixando para Elton apenas os versos. Um encontro que deveria inspirar diversas sensações e emoções, mas que fica apenas no quase.
nota: 6

20 de maio de 2021

Pedido Atendido

It's a Sin
Years & Years & Elton John

Normalmente quando faço uma resenha de uma canção aponto um possível caminho que poderia ter sido seguido para que o resultado final fosse melhor que o apresentado. Em It's a Sin, regravação do Years & Years do clássico do Pet Shop Boys, escrevi que “a verão é uma decepção em partes, pois a banda tira do o brilho syhth-pop original para fazer uma badala a base de piano”. Então, como se o Olly Alexander tivesse lido a minha resenha eis que surge uma nova versão da canção que não apenas compensa pelo erro inicial, mas, também, adiciona a presença ilustríssima de Elton John na mistura.

Versão apresentada durante a cerimônia do BRIT Awards, a nova versão de It's a Sin dá um verdadeiro upgrade na primeira versão gravada pelo Years & Years ao adicionar a eletrizante batida syhthpop misturada com uma construção que valoriza a canção com mudanças primorosas que apenas a agregam ao resultado final. Essa versão de It's a Sin tem uma introdução a base de piano com o primeiro verso entoado pelo Olly para explodir em uma explosiva synthpop que capta muito bem a essência da canção original, mas com uma instrumentalização que dá espaço de sobra para a presença do piano de Elton. E por falar na lenda assim como na parceria com a Rina Sawayama, a presença do artista é realmente importante para a construção da canção ao ter espaço de sobra e química com o Olly, entregando performances sensacionais. O toque de gênio nessa versão de It's a Sin é a transformação de uma parte falada da canção original em um verso cantado por ambos os artistas que eleva a já primorosa composição. Quem diria que as minhas orações seriam escutadas de uma forma tão genial.
nota: 8,5

17 de abril de 2021

Sonhos Reais

Chosen Family
Rina Sawayama & Elton John

Com o sucesso de critica e público que o seu debut atraiu no ano passado, Rina Sawayama conquistou um fã bastante ilustre: Elton John. O lendário cantor escolheu Sawayama como um dos melhores álbuns do ano passado, tecendo vários elogios para o trabalho. E é por isso que é o lançamento da nova versão de Chosen Family com a participação do Elton é outra imensa vitória para a carreira da Rina Sawayama.

Ao analisar a canção original disse que Chosen Family “é uma quase tradicional balada pop rock/indie pop que não tem nada de criativo na sua construção, mas mesmo assim é um trabalho inspirado.”. Nessa nova versão não existe uma alteração dessa qualidade, mas, sim, a adição muito bem vinda de mudanças que mostram o carinho que Elton tem pela cantora. Primeiramente, o cantor não termina como um backvocal de luxo, pois a sua presença é bastante forte durante toda a canção. Apesar da sua performance cantando o segundo verso é um pouco áspera vocalmente, Elton volta a brilhar em dueto com Rina e, principalmente, no momento antes do clímax final. Em segundo, as mudanças instrumentais mostram a presença marcante do piano de Elton dando um toque contemporâneo para a canção. E com essa assinatura de qualidade mais do que certificada, Rina Sawayama continua a sua caminhada de ser um dos melhores nomes do pop da atualidade.
nota: 7,5