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30 de janeiro de 2019

O Nicho Certo

Thursday (feat. H.E.R.)
Jess Glynne

Jess Glynne se firmou com um dos principais nomes do pop britânico nos últimos tempos, mas até agora não entregou nenhum trabalho que estive a altura do seu talento. Felizmente, a cantora tem bela luz ao final do túnel como revela o single Thursday.

Lançada no final do ano passado e alcançando o top 3 da parada britânica, Thursday ganha um "remix" com a participação da cantora americana H.E.R.. Essa versão não muda basicamente quase nada da original, mantendo intacta as qualidades que ajudam a canção ser um trabalho inspirador. Primeiramente, assim como em Don't Be So Hard On Yourself, Thursday tem uma composição que invoca um linha tênue entre a auto ajuda barato e o empoderamento próprio. Felizmente, a canção pende bem mais para o segundo, entregando um emocionante, sincera e bonita letra sobre amar a si próprio em primeiro lugar. Co-escrita ao lado de Ed Sheeran e o produtor Steve Mac, Jess mostra que entregar composições que passam uma mensagem e, ao mesmo tempo, possui aquele fator pop perfeito para virar sucesso comercial. Em segundo lugar, a produção mid-tempo que mistura pop/dance-pop com R&B parece o veículo ideal para sustentar o interessantíssimo timbre de Jess, principalmente devido a performance emocionante que a mesma entrega. A presença da cantora H.E.R. não agregada nada de novo, mas é uma presença sólida e que dá química com a Jess. Uma pena que a cantora só acerta quando está nesse nicho, deixando o resto da sua sonoridade longe do ideal.
nora: 8

24 de maio de 2018

Moça, Tem uma Batida na sua Música!

I'll Be There
Jess Glynne

A britânica Jess Glynne é dona de uma das vozes mais interessantes da atualidade e por isso deveria ter em mãos músicas melhores como é o caso do seu novo single I'll Be There.

O timbre que parece misturar doses da Cher com a Sia com toques delicados de P!nk e Carly Simon da Jess Glynne é sempre uma atração à parte. E em I'll Be There não poderia ser diferente, pois a sua presença é a grande qualidade da canção. Todavia, a produção erra parcialmente ao construir um pop/eletropop até bem intencionado, mas com um arranjo equivocado que tem uma batida ao fundo que repete do começo ao fim e é irritante como poucas coisas esse ano. Repetindo o mesmo estilo de composição de mensagem positiva sobre a vida, I'll Be There ainda não será a música que irá mostrar na totalidade o talento de Jess Glynne. Pena.
nota: 6

4 de novembro de 2015

A Salvação

Don't Be So Hard On Yourself
Jess Glynne


Dentro da decepção que é o primeiro álbum da talentosa Jess Glynne existe duas exceções: uma delas é o single Don't Be So Hard On Yourself.

A canção é o que deveria ser todo o resto do álbum: uma divertida e bem produzida mistura de pop com soul criando uma batida contagiante. Longe de ser uma obra de arte, Don't Be So Hard On Yourself se sustenta principalmente pela perfeita junção da sonoridade com a distinta e boa voz de Jess que fica escondida nas outras produções do álbum. Além disso, a composição da canção sobre superar os problemas pode até ser clichê, mas funciona lidamente devido a um refrão viciante. Espero que o futuro de Jess tenha mais canções como Don't Be So Hard On Yourself para que o talento dela seja realmente aproveitado.
nota: 7,5

27 de abril de 2015

E a Saga Continua...

Hold My Hand
Jess Glynne

Se você é um artista novato ou/e ainda desconhecido precisando de uma "ajudinha", a melhor pedida é ser um featuring em uma canção de algum grupo de música eletrônica. Com o sucesso que a canção alcançar, você pode se beneficiar e fazer a sua carreira deslanchar. Exemplos dessa tática vão da Sia até o Sam Smith. Essa seleta lista acaba de aumentar com a presença da britânica Jess Glynne.

Ao participar de Rather Be do Clean Bandit, Jess começou a pavimentar o seu caminho para a carreira solo impulsionada pelo sucesso da canção e o seu trabalho como compositora para nomes como Iggy Azalea, Rita Ora, Rudimental e outros. A cantora já está coletando os frutos da exposição, pois o seu single Hold My Hand alcançou o primeiro lugar da parada britânica recentemente. 

O single é um bom veículo para Jess, pois mostra para o público o quanto de potencial ela possui. Sua voz tem uma qualidade distinta de não precisar ser exatamente marcante, mas ter a capacidade de se moldar de acordo com a canção em uma versatilidade impressionante. Ela sabe como segurar canções como Hold My Hand: a colisão de música eletrônica com algo orgânico que tenta criar algo hibrido e revigorante. Assim como Rather Be, Hold My Hand não chega a realmente a empolgar, mas, desta vez, as arestas parecem mais aparadas e o resultado é um pouco acima da média. Nada excepcional, longe disso na verdade, mas que consegue certo brilho devido a presença de Jess e uma composição bonitinha. E dessa maneira, outro featuring sai das sombras para o estrelato por si própria. Quem será o próximo?
nota: 6,5