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10 de janeiro de 2021

Arestas Ásperas

PAIN
King Princess


Nem sempre uma canção pop precisa ser genial para ser uma grande canção pop. Todavia, nem sempre alguns erros podem ser ignorados para alcançar tal façanha. Esse é o caso de PAIN da King Princess. 

Depois da interessante Only Time Makes It Human, a cantora entrega um pop interessante, mas que perde pontos devido a suas arestas ásperas. Uma mistura até bem pensada de indie pop e electropop, PAIN é construído com ideias que funcionam bem (o tu-tu-tu-tu soa como uma canção dos anos noventa) e outras que não se traduzem tão bem (as mudanças nos efeitos vocais). E uma montanha russa que não consegue dar para a canção uma personalidade bem definida, deixando o single como uma canção que a gente gosta em um momento e não liga muito no próximo. O refrão redondinho e certeiro ajuda a canção a não descambar para o lado da mediocridade e a composição é um trabalho interessante, mas isso poderia ter sido bem melhor finalizado com algumas correções. 
nota: 7

22 de novembro de 2020

Para Todas as Tribos Baterem Cabelo

Only Time Makes It Human
King Princess

É gratificante e excitante ver nos últimos tempos uma ascensão de artistas queers/LGBTGIA+ no cenário pop tendo reconhecimento dos analistas de música e, claro, do grande público. Um ótimo nome para ser descoberto é a da Mikaela Mullaney Straus que performa sob a acunha de King Princess. Chegando ao seu segundo álbum, a cantora se denomina como gay e genderqueer lançou a ótima Only Time Makes It Human. 

A canção é uma estilosa e old fashion dance-pop que poderia ter sido lançada no final dos anos oitenta ou durante dos anos noventa sem nenhum grande problema. Essa característica é uma qualidade imensa, mas também um passo quase em falso já que parece que a canção fica levemente sem personalidade. Felizmente, a produção acerta no tom exato de chorar e dançar na pista de dança que sustenta a boa composição sobre tentar entender o motivo da outra pessoa ter quebrado da narradora. Sem ter medo de se utilizar o pronome “she” (ela) para se referir a ex, King Princess faz de Only Time Makes It Human um hino sobre ter orgulho de quem é e de quem ama, ajudando a aumentar essa já crescente onda de artistas queers a encontrarem o espaço que é de direito. 
nota: 7,5