24 de setembro de 2013

2 Por 1 - Kelly Clarkson

Tie It Up
People Like Us
Kelly Clarkson

Ninguém pode negar que Kelly Clarkson não precisa mais consolidar sua carreira. Tanto que ela pode se dar ao luxo de flopar e até mudar de estilo.


Tie It Up é um country pop/blues que mostra uma possível direção para a carreira de Kelly. E até é bem vinda. Lançada sem estar associada a nenhum trabalho da cantora,a canção tem uma produção bem divertida que consegue sair do lugar comum, mas sem perder a vibe radiofônica. Kelly defende a canção
com garra se adaptando ao estilo sem perder sua personalidade. O melhor da canção é sua composição romântica, mas descontraída e bem divertida. Nada genial, mas bem acima da média.

Um pouco menos inspirada está a pop dance People Like Us. O grande mérito da canção é ter Kelly como interprete já que ela entregar uma performance sólida e bem produzida. Pena que a produção de Greg Kurtin é tão genérica fazendo de People Like Us um a mais na multidão sem mostrar nada de novo ou diferente. A composição de auto ajuda até que funciona já que não é um poço de
pieguismo e tem um refrão que contagia mesmo que sendo apenas durante a execução da faixa. Enquanto isso, Kelly continua uma carreira que muito previam que não iria longe após sua vitória no American Idol.
nota
Tie It Up: 7
People Like Us: 6

23 de setembro de 2013

Primeira Impressão

Trouble
Natalia Kills



Tenho pena de quem acha que o pop se resume aos nomes de artistas que estão no topo das paradas. Também tenho um pouco de raiva de quem acha que apenas sucesso é sinonimo de qualidade. Tenho desprezo para quem acredita que se um artista é tal "artista", ele (a) não é digno de ser considerado com um bom artista. Por causa disso tudo essas pessoas não se abrem para o novo, o diferente ou o pouco conhecido. Felizmente, para quem não tem essas amarras é recompensado com presentes em forma de música. O último presente que "recebi" foi o álbum da inglesa Natalia Kills, o acachapante Trouble.

Lançado no começo desse mês, Trouble já pode ser considerado como um dos melhores trabalhos pop do ano. Contudo, Natalia vai muito mais além do que apenas entregar um álbum pop de qualidade: Trouble é um manifesto em forma de música sobre os demônios e anjos que atormentam a mente da jovem cantora. Então, fique ciente que aqui ela vai muito, mais muito, mais muito além dos velhos e surrados clichês que o estilo oferece. Natalia coloca em suas músicas uma carga emocional tão forte e desconcertantemente tão sincera que poucas vezes o mundo pop presenciou uma artista abrindo seu coração e expondo seus medos, suas verdades, seus segredos mais profundos dessa maneira. Cada faixa parece um capítulo na vida de Natalia em que ela conta sua vida em composições viscerais e acachapantes que em nenhum momento perdem o DNA pop sabendo usar todos os clichês possíveis, os revirando do avesso para reconstrui-los de uma maneira surpreendente e impecável.  Ao lado do produtor Jeff Bhasker (que já tinha trabalhado com ela no seu primeiro CD Perfectionist de 2011), Natalia cria uma sonoridade única, original e que combina perfeitamente com as mensagens passadas por ela mesmo que seja de uma maneira completamente inusitada e inesperada. Como já comprovou com a sensacional Wonderland, Natalia é dona de uma sonoridade bem diferente do que estamos acostumados: bem mais madura com pitadas de uma atmosfera sombria e classuda devido as influências de rock, eletrônico underground, pop chiclete e até mesmo de R&B. Tudo isso é defendido com perfeição por Natalia em performances certeiras mostrando como uma cantora usa todas as suas qualidades em pró das canções em vez de tentar imitar outros estilos ou cantoras apenas para conseguir se encaixar no mundo mainstream. A viagem pelo mundo (des) encantado de Natalia começa já em um nível altíssimo com a sensacional Television seguido pela "tapa na cara" Problem, Controversy parece uma prima bem mais viciante de Gang Bang da Madonna e Rabbit Hole ao lado de Daddy's Girl são aulas de como fazer um pop chiclete. Enquanto isso, a sombria e triste Devils Don't Fly junto com a bonita e melancólica Marlboro Lights fazem a contrapartida perfeita com seus vernizes de "baladas românticas" com as batidas mais aceleradas das outras faixas. Só que nenhuma supera a genialidade do single Saturday Night (resenha a seguir). Até mesmo os momentos menos inspirados do álbum (Boys Don't Cry e Watching You) não comprometem o resultado final já que são acima da média da maioria das canções pop que estão tocando na rádio atualmente. Que pena de quem não vai ao CD já que está preso a pré-conceitos, pois Natalia Kills entregou um CD inesquecível.

Crônica de Uma Garota Interrompida

Saturday Night
Natalia Kills


Em poucos segundos já na introdução de Saturday Night sabemos que estamos diante de uma canção única. Só que muito mais que apenas uma canção pop, Saturday Night é a comprovação do pop como um veículo para a expressão mais intima da alma. E se a canção é esse veículo posso afirmar que Natalia Kills entrega uma obra de arte.

Esqueça qualquer esquema da música pop que você tem ouvido nos últimos anos, pois Saturday Night consegue quebrar todos paradigmas que o mundo pop constrói. Tudo começa pela acachapante produção Jeff Bhasker que transforma a canção, lançada como primeiro single do álbum  Trouble, em uma viagem perturbadora, angustiante, sombria e, de uma maneira estranha, viciante. A mistura genial de pop com pop rock conduzida por maestria em uma instrumentalização revigorante que encontra na performance estupenda de Natalia o mais perfeito aliado para passar toda a atmosfera pesada e ao mesmo tempo libertadora de Saturday Night. Contudo, o ponto alto da canção é sua composição: poucas vezes vi uma artista pop se abrir de uma maneira tão sincera revelando os seus demônios mais sombrios. Chamado pela própria Natalia como "tema da minha vida", Saturday Night fala sobre violência domestica, abuso de drogas e a (des) esperança de uma garota que se viu sozinha em um mundo tão frio e desumano. Visceral. Magistral. Genial. Acachapante. Resumidamente: Natalia entrou para o hall da eternidade pop com a obra Saturday Night.
nota: 10

A Farofa Nossa de Cada Dia

Work Bitch
Britney Spears


Esse ano foi escolhido para que mais da metade da "realeza" pop fazerem seus "comebacks". Cher, GaGa, Katy, Justin e, agora, a dona Britoca. E dessa vez ela resolveu descambar de vez para a "farofada" sem medo de ser feliz. Work Bitch é a prova derradeira que Britney "entregou para Deus". Mesmo com todas as criticas que poderia fazer nos últimos tempos em relação ao rumo artístico de sua carreira ainda conseguia ver  a "cara" dela nas músicas lançadas. Até Work Bitch.

O single é a canção mais genérica da carreira dela: tenta ser dance, mas acaba se tornando um pancadão
sem rumo. Tenta ser pop, mas não imprimi uma personalidade verdadeiramente pop pegando várias referências jogando em um liquidificador e batendo até misturar sem preservar as qualidades das mesmas. Tenta agradar todos os públicos, mas acaba ganhando admiradores nos seus fãs fieis. Resumidamente: uma grande colcha de retalhos bem mal costurados. Uma pena já que a imagem criada para a Britney para a canção é até divertida: uma diva dando conselhos para as "guengas" de plantão vencerem na vida. Só que essa vibe é perdida com a composição de um criatividade, digamos, de gosto duvidoso:

Você quer um corpo quente
Você quer um Bugatti
Você quer um Maseratti
É melhor você trabalhar vadia
Você quer um Lamborghini
Beber Martinis
Parecer gostosa num biquini
É melhor você trabalhar vadia

Sério que precisou de seis pessoas para escrever isso, incluindo a própria Britney e o will.i.am.? Finalmente, Britney nem tenta muito cantar já que boa parte do tempo ela "fala" suas partes. Nem preciso aprofundar nesse quesito para vocês saberem o que eu penso. Britney tem que colocar o pão na mesa todos os dias custe o que custar.
nota: 3,5

16 de setembro de 2013

Comunicado

Pessoal, devido ao final do semestre na minha faculdade, estou sem tempo para atualizar o blog! Voltamos ao normal semana que vem! Aguardem novidades!

14 de setembro de 2013

Primeira Impressão

Love Never Fails
Jahméne Douglas


Hoje vou tirar o post para fazer uma autopromoção: esse ano estou cobrindo o The X Factor UK para o blog Cartas para Pi. Toda semana estarei fazendo um relato de como está o programa musical acompanhando os próximos possíveis ídolos como foi o caso de Leona Lewis e o grupo One Direction. Aproveitando esse gancho vou falar do debut álbum do segundo colocada da edição de 2012, o cantor Jahméne Douglas.

Love Never Fails é basicamente um álbum de regravações de canções pop, pop rock e soul com uma envernizada para soarem como gospel/R&B. A produção não é exatamente ruim, mas é tão conservadora que faz com que a maioria das músicas percam bastante de suas forças originais como é o caso de Angel de Sarah McLachlan, Titanium do David Guetta, Fix You do Coldplay e Halo da Beyoncé. Vocalmente, Jahméne é um cantor com uma voz poderosa que ainda tem vários "tiques" que precisam ser corrigidos como ele demonstra na sua reendição de I Look To You da Whitney Houston. Contudo, ele vai bem na boa regravação do hino gospel His Eye Is on the Sparrow e em Forever Young de Bob Dylan. Give Us This Day tem a presença da lenda Stevie Wonder tocando gaita e fica a cargo da regravação de Next To Me da Emeli Sandé a melhor faixa do CD, pois consegue unir a intenção com a ótima execução mudando na medida certa sem perder qualidades da canção original. O álbum também tem uma versão de The Greatest Love of All com a mentora dele durante o show, a cantora Nicole Scherzinger. Só que nada pode superar a apresentação deles ao vivo na final do The X Factor ano passado:


13 de setembro de 2013

Como Pode Começar Uma Carreira

Waiting All Night (feat.Ella Eyre)
Rudimental

Na Inglaterra existe atualmente uma grande tendência de estourar bandas sem vocalistas apenas com músicos. Para cantar em suas faixas são chamados cantores de diferentes estilos e, muitas vezes, nomes desconhecidos. Caso a canção estoure, ela se torna um ótimo veículo para lançar a carreira solo do featuring da mesma. Esse é o caso da jovem inglesa Ella Eyre que participou da canção Waiting All Night dp grupo Rudimental.

A canção, que ficou recentemente primeiro lugar na Inglaterra, se sustenta basicamente nos vocais da jovem de apenas 19 anos. A sua performance sólida e poderosa aliada a seu belo tom (que se assemelha ao da Emeli Sandé) coloca Ellen como uma promessa que merece conquistar seu lugar ao sol. Pena que apenas a presença dela não é suficiente para fazer com que Waiting All Night brilhe como os vocais da cantora. Longe de ser uma canção ruim, a banda peca ao construir uma composição tão minimalista que acabando soado superficial e um pouco chata. A produção é interessante colocando personalidade em uma batida funk com elementos pop e dance, mas a repetição ao longo de quase cinco minutos faz com que o impacto se perde. Felizmente, quem saiu ganhando foi a música que ganhou um novo talento.
nota: 6

11 de setembro de 2013

Don't Like It

Turn the Night Up
Enrique Iglesias


Desde que voltou a sentir o doce sabor do sucesso em 2010 quando o emplacou o hit I Like It, Enrique Iglesias vem tentando repetir o mesmo feito. Nada até agora surtiu o mesmo efeito. E nem deve acontecer com seu último single lançado, Turn the Night Up.

Longe de ser um bomba atômica que poderia ser, Turn the Night Up é um acumulados de clichês do gênero que consegue algum sobrevida devido à algumas boas ideias na instrumentalização feita pela produção bem média do grupo The Cataracs. Seguindo a sua faceta de amante latino, Enrique entrega uma performance sexy e sexual que combina com a composição com um teor altamente sexualizado. Claro, ambos são de uma qualidade bem abaixo da média. Para pior a canção nem tem a presença do Pitbull! (Isso foi uma fina irônia)
nota: 5,5