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13 de abril de 2025

2 Por 1 - Anne-Marie

Don't Panic
Don't Like Your Boyfriend
Anne-Marie

É triste ver talento sendo dispersado de maneira tão esdrúxula como é o caso da britânica Anne-Marie. E a prova é nos dois singles Don't Panic e Don't Like Your Boyfriend.

Ambas canções soam mais como um produtor de IA do que musicas que foram feitas por pessoas reais em um estúdio. Em Don't Panic, a Anne-Marie parece ter perdido a capacidade de entregar uma performance que não seja irritante e exagerada em uma canção irritantemente chata e repetitiva. Existe uma clara tentativa de fazer a canção soa “engraçadona” e, ao mesmo tempo, ter ser profundidade devido a tema, mas termina sendo rasa, sem graça e embaraçante. Don't Like Your Boyfriend é um pouco melhor, especialmente que o fato de prazer culposo aqui soa mais como uma qualidade. A batida é até divertida e tem um refrão bem redondo, mas não tem como negar que a produção não parece ter a capacidade de entregar uma canção que não parece ter sido escrita por uma IA desafinada. E é uma pena que Anne-Marie tem esse tipo de canções para trabalhar, pois ela poderia ter algo bem mais a par com a sua capacidade.
notas
Don't Panic: 5
Don't Like Your Boyfriend: 6

14 de fevereiro de 2023

A Doença do Viral

SAD B!TCH
Anne-Marie


Depois da popularização das canções virais em apps e redes sociais, a indústria quer de qualquer maneira emplacar uma canção da outra. E é por isso que canções como SAD B!TCH da Anne-Marie.

Nada contra quem está buscando seu lugar ao Sol e se esse é o caminho da cantora está tudo bem, mas SAD B!TCH parece existir apenas para ser um viral no TikTok. Grudenta, irritante, repetitiva e completamente rasa sonoramente, essa electropop/dance-pop parece uma prima ainda mais pobre de Dance Monkey, mas sem o fator que fez a canção de Tones And I ter sido sucesso: organicidade. SAD B!TCH é querer empurrar de maneira descarada e sem um pingo de criatividade, mesmo tendo uma cantora de talento por trás. E olha que no papel, a composição teria até um resultado bom se não fosse tão tiktokssificada. E assim essa onda vai continuando a dominar as paradas com um apocalipse zumbi. 
nota: 4,5

15 de junho de 2021

Gosto de Papel

Our Song
Anne-Marie & Niall Horan


Sabe aquela expressão sobre algo ter gosto de papel? Então, isso também pode ser usado para designar uma canção. Esse é caso de Our Song, xparceria da cantora Anne-Marie e o Niall Horan.

Tecnicamente, a canção não tem nada de errado, mas também não tem nada de realmente certo. Uma baladinha pop mid-tempo que soa exatamente como qualquer outra canção do estilo já lançada, Our Song comete o pior erro que um dueto pode ter: a falta de química entre os envolvidos. Niall e Anne-Marie soam como duas pessoas que foram forçados a sair em encontro por amigos em comum, mas que claramente não tem nada haver um com o outro. Especialmente Niall parece não entregar nada além do automático já que Anne parece mais presente na canção. Our Song termina com gosto de papel que nem se tornar uma experiência ruim o bastante suficiente para ser memorável, mas, sim, completamente esquecível.
nota: 5,5

8 de setembro de 2020

Bocejo

To Be Young (feat. Doja Cat)
Anne-Marie

Existe algo mais decepcionante que uma canção pop entediante? É como fazer uma feijoada completa, mas sem nenhuma grama de tempero, ou seja, todos ingredientes estão lá sem terem nenhum sabor de fato. É assim que vejo o novo single da britânica Anne-Marie: a sem graça To Be Young.

To Be Young não é de longe ruim, mas, sim, entendiante como dito anteriormente. A canção é uma tentativa mediana de fazer Anne-Marie soar madura e contemplativa. Apesar de ter alguns momentos de clareza, a canção erra em sua produção equivocada que tem fazer uma cruza da balada épica com balada mid-tempo/R&B que não consegue entregar nem um dos dois e muito menos uma fusão bem feita. Além disso, a atmosfera sonolenta da canção não colabora em nada, apesar de melhor bem na parte final quando a canção encorpa de verdade. Outro problema de To Be Young é a participação caça-níquel de Doja Cat que entrega um verso fraco e uma performance completamente no automático. Obviamente, a presença da artista que está em alta é para dar apenas um up comercial para a canção. O que dá uma salvada é a composição até interessante sobre a os prazeres e as dores de ser jovem. Apesar dessa boia de salvação, To Be Young acaba apenas sendo uma canção mediana no resultado final. Uma decepção verdadeira ao notar que a canção poderia ser um verdadeiro musicão.
nota: 6

17 de novembro de 2017

Um Giro Britânico

Heavy
Anne-Marie

Anywhere
Rita Ora

Won't Forget You (feat. Stylo G)
Pixie Lott

Vamos dar uma passadinha na Inglaterra para espiar algumas canções de artistas de lá, começando com a novata Anne-Marie e o single Heavy.

Seguindo os passos do seu single anterior Ciao Adios, Heavy segue a onda de um pop com influência latina. O maior problema aqui é o fato de a canção ser uma mid-tempo no que deveria ser uma balada. A letra é inofensiva e bonitinha, mas não combina em nada com a batida "aceleradinha". Isso é tão nítido quando começa a tocar o refrão: deslocado e sem força. E para piorar a sensação de fora do lugar é saber que para uma canção dessa precisou de nada mais que cinco produtores. Nem canções que são importantes para a história da música tinham tantos nomes envolvidos na produção. Uma pena que Anne-Marie não tenha em mãos uma canção melhor, pois a mesma é um talento a ser delapidado. Por falar em talento dilapidado existe o curioso caso da Rita Ora.

A cantora de apenas 26 anos é um dos principais nomes do cenário pop britânico, expandindo o seu "domínio" para outros lugares como a TV, moda e o cinema. Apesar de tudo isso, Rita só lançou um álbum até o momento em 2012. Claro, o atraso na continuação na carreira musical vem boa parte dos problemas com o gerenciamento pela empresa do Jay-Z, mas Rita já está há um bom tempos desvinculada desse projeto e, até agora, nada de álbum no horizonte. E não é por tentativas, pois a mesmo vem lançado singles como é o caso de Anywhere.

A canção é um pouco melhor que a anterior, porém, comete alguns erros estranhos. É muito interessante ouvir Rita aposta em uma sonoridade eletropop que beira quase ao dream pop com um leve toque de tropical, mas sem exageros e usando essa tendência como algo para complementar e, não, ser o ponto central da canção. Entretanto, a produção assinada pelo DJ Alesso (o mesmo de Is That For Me), Sir Nolan e Andrew Watt parece que ficou com medo da canção não ser comercial o suficiente ou talvez tiveram medo de ir mais fundo na ideia original e "enfiaram" um batidão após o refrão, criando uma quebra na fluidez da canção. Além disso, apesar de composição acima média, Anywhere tem um refrão grande demais, ficando um pouco deslocado do resto da canção. Felizmente, a ideia da canção é tão boa que a mesma acaba resultando em um trabalho acima da média, ajudando a cantora recolar a sua carreira nos trilhos. Quem não está tendo a mesma sorte é Pixie Lott.

Depois de ter um começo promissor no começo dessa década, Pixie Lott perdeu bastante brilho nos últimos anos se conseguir voltar de fato as paradas britânicas. Esse é o caso de seu último single, a inofensiva Won't Forget You.

O single é aquele tipo de pop bem feitinho, alegrinho, na modinha e, principalmente, completamente inesquecível. Apesar de ser uma boa cantora, Pixie até o momento nunca lançou algo que fosse artisticamente marcante ou mesmo que tivesse personalidade. Won't Forget You não irá mudar isso ainda mais que a mesma tenha sido construída com base de música latina. Entretanto, a canção é tão bonitinha e legalzinha que até dá certa dó a canção não ter algum destaque nas paradas. Volta dada, voltamos a programação normal.
nota
Heavy
Anne-Marie: 6
Anywhere: 7
Won't Forget You: 6

19 de abril de 2017

New Faces Apresenta: Anne-Marie

Ciao Adios
Anne-Marie

Dentre todas as cantoras que surgiram nos últimos tempos após serem featuring em algum sucesso eletrônico de bandas/duos, a mais interessante é a britânica Anne-Marie. Com o sucesso de Rockabye do Clean Bandit, a jovem mostra que pode ter um futuro interessante com o single solo Ciao Adios.

A canção não é um trabalho, digamos, acima do bem ou do mal, mas, felizmente, comprova que Anne-Marie é mais que uma voz bonitinha. Em primeiro lugar, a cantora tem uma voz realmente interessante. Não é como as dezenas de cantoras surgidas da mesma forma que possuem um timbre delicado, afinadinho e melódico, soando como se tivessem saído de de uma mesma forma. Anne-Marie tem personalidade de verdade o que adiciona uma camada diferente em suas interpretações como é o caso de Ciao Adios sem precisar, porém, de ir além do que já tinha mostrado e não perder o lado comercial. Em segundo, a composição acerta na mosca ao entregar uma cool e divertida sobre um fim de um relacionamento após a descoberta de uma traição. Uma pena, entretanto, que a batida dance pop não entregue mais que um arroz com feijão bem feitinha. Mesmo assim, Ciao Adios é um passo importante para Anne-Marie não seja mais uma famosa desconhecida.
nota: 7