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17 de novembro de 2017

Um Giro Britânico

Heavy
Anne-Marie

Anywhere
Rita Ora

Won't Forget You (feat. Stylo G)
Pixie Lott

Vamos dar uma passadinha na Inglaterra para espiar algumas canções de artistas de lá, começando com a novata Anne-Marie e o single Heavy.

Seguindo os passos do seu single anterior Ciao Adios, Heavy segue a onda de um pop com influência latina. O maior problema aqui é o fato de a canção ser uma mid-tempo no que deveria ser uma balada. A letra é inofensiva e bonitinha, mas não combina em nada com a batida "aceleradinha". Isso é tão nítido quando começa a tocar o refrão: deslocado e sem força. E para piorar a sensação de fora do lugar é saber que para uma canção dessa precisou de nada mais que cinco produtores. Nem canções que são importantes para a história da música tinham tantos nomes envolvidos na produção. Uma pena que Anne-Marie não tenha em mãos uma canção melhor, pois a mesma é um talento a ser delapidado. Por falar em talento dilapidado existe o curioso caso da Rita Ora.

A cantora de apenas 26 anos é um dos principais nomes do cenário pop britânico, expandindo o seu "domínio" para outros lugares como a TV, moda e o cinema. Apesar de tudo isso, Rita só lançou um álbum até o momento em 2012. Claro, o atraso na continuação na carreira musical vem boa parte dos problemas com o gerenciamento pela empresa do Jay-Z, mas Rita já está há um bom tempos desvinculada desse projeto e, até agora, nada de álbum no horizonte. E não é por tentativas, pois a mesmo vem lançado singles como é o caso de Anywhere.

A canção é um pouco melhor que a anterior, porém, comete alguns erros estranhos. É muito interessante ouvir Rita aposta em uma sonoridade eletropop que beira quase ao dream pop com um leve toque de tropical, mas sem exageros e usando essa tendência como algo para complementar e, não, ser o ponto central da canção. Entretanto, a produção assinada pelo DJ Alesso (o mesmo de Is That For Me), Sir Nolan e Andrew Watt parece que ficou com medo da canção não ser comercial o suficiente ou talvez tiveram medo de ir mais fundo na ideia original e "enfiaram" um batidão após o refrão, criando uma quebra na fluidez da canção. Além disso, apesar de composição acima média, Anywhere tem um refrão grande demais, ficando um pouco deslocado do resto da canção. Felizmente, a ideia da canção é tão boa que a mesma acaba resultando em um trabalho acima da média, ajudando a cantora recolar a sua carreira nos trilhos. Quem não está tendo a mesma sorte é Pixie Lott.

Depois de ter um começo promissor no começo dessa década, Pixie Lott perdeu bastante brilho nos últimos anos se conseguir voltar de fato as paradas britânicas. Esse é o caso de seu último single, a inofensiva Won't Forget You.

O single é aquele tipo de pop bem feitinho, alegrinho, na modinha e, principalmente, completamente inesquecível. Apesar de ser uma boa cantora, Pixie até o momento nunca lançou algo que fosse artisticamente marcante ou mesmo que tivesse personalidade. Won't Forget You não irá mudar isso ainda mais que a mesma tenha sido construída com base de música latina. Entretanto, a canção é tão bonitinha e legalzinha que até dá certa dó a canção não ter algum destaque nas paradas. Volta dada, voltamos a programação normal.
nota
Heavy
Anne-Marie: 6
Anywhere: 7
Won't Forget You: 6

18 de março de 2014

De Aguilera Para Lott

Nasty
Pixie Lott


O que Christina Aguilera e a inglesa Pixie Lott têm em comum, além do fato de serem cantoras e loiras? Então, não muito além do que eu já citei, mas a partir de agora elas compartilham uma música. Nesse caso, eu estou me referindo a canção Nasty.

Vamos as explicações: Aguilera gravou ao lado do CeeLo Green uma demo intitulada Nasty para fazer parte da trilha do filme Burlesque. Porém, a faixa não foi usada devido a problemas legais sendo vazada algum tempo depois. Então, a canção caiu no colo da Pixie que a regravou e a lançou como primeiro single do seu novo álbum homônimo que deve ser lançado no começo de Maio. Para sorte de Pixie e azar de Aguilera, Nasty é uma canção muito boa.

A mistura de pop com old school soul consegue criar uma música divertida, dançante e bem produzida canção. Nada excepcional, mas Nasty tem uma vibe interessante carregando bastante personalidade e sem perder o charme pop que a faz uma ótima pedida para tocar nas rádios. A composição do CeeLo e de Claude Kelly é um trabalho cativante sabendo dosar a sexualidade impressa pelo tema da canção. Mesmo entregando uma boa performance, Pixie fica à sombra de Aguilera (quem não ficaria?) ainda mais com certos maneirismos que parecem querer imitar a americana como um agudo no final da canção. Só que de qualquer forma quem sai ganhando no final é a Pixie por ser a "dona" final de Nasty.

31 de outubro de 2012

O Desejo de Ser o Que Você Não É

Kiss the Stars
Pixie Lott


Quem nasceu para Pixie Lott nunca será mais que isso. Provando isso está a canção Kiss the Stars.

Uma das canções mais sem graças que eu ouvi nos últimos tempos. Um pop dance medíocre que parece uma demo da Katy Perry que ela mesmo nunca nem pensou em gravar. Pixie não tem força suficiente para elevar a produção preguiçosa, a composição pobre e falta de capacidade de criar um refrão ao menos divertido. É quer ser atual e comercial e acabar sendo apenas ruim de doer.
nota: 3

26 de dezembro de 2011

Placebo

What Do You Take Me For? (feat. Pusha T)
Pixie Lott

Definição de placebo, segundo o Wikipédia:

"Placebo (do latim placere, significando "agradarei") é como se denomina um fármaco ou procedimento inerte, e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está a ser tratado."

É assim que é a canção What Do You Take Me For? da Pixie Lott. Segundo single do álbum Young Foolish Happy é bonitinha, bem produzida, tem uma atmosfera original ao seguir uma batida misturando pop com R&B e hip hop com influências dos anos setenta e oitenta. Bons vocais e letra correta. Mesmo com tudo isso, What Do You Take Me For? é apenas ok. É como se fosse placebo, a gente pode até saber que não remédio de verdade, mas só vai fazer efeito se a gente acreditar que vai. Para a Pixie não deu.
nota: 6,5

24 de novembro de 2011

Faltou Recheio

All About Tonight
Pixie Lott

No meio da onda de eletropop (que eu vivo falando aqui e eu já estou cansado) ainda existe alguns "sopros" de criatividade, mesmo que sejam algumas brisas leves. A inglesa Pixie Lott está nessa categoria.

O primeiro single do segundo álbum dela (Young Foolish Happy) é a boazinha All About Tonight. A faixa consegue cativar por sua simplicidade dentro do mar de coisas repetidas, mas faltou mais "corpo" para ela. Faltou uma estrutura mais refinada para escrever a letra quase genérica. Pixie têm vocais corretos e o que posso classificar como "graçinhas". Seguindo uma onda mais pop, o arranjo fecha sem maiores tropeços. All About Tonight é como peru sem recheio: é até bom, mas fica faltando algo.
nota: 6

10 de janeiro de 2011

O Resto de 2010-Final

Terminando com que sobrou de 2010.

I Ain't Thru (feat. Nicki Minaj)
Keyshia Cole

Parece que todos querem um pedaço da Nicki Minaj. Pena que alguns não sabem utilizar todo o potencial da rapper. Esse é o caso da música I Ain't Thru, primeiro single do novo álbum da cantora Keyshia Cole.
A canção é um R&B/hip hop bonitinho, mas sem um acabamento refinado acaba resultando uma música meia boca. Ela não sabe destacar os vocais de Keyshia sempre poderosos e muito menos dá a devida atenção ao desempenho de Nicki a deixando apática. Grandes talentos é preciso de grandes produções.

Careful
Playing God
Paramore

Acho que é maldição aqui do blog. é só eu começar a "falar bem" de algum artista que sempre "detonei" que alguma coisa acontece. Primeiro, foi o flop do Ne-Yo. Agora é a vez do Paramore que recentemente anunciou a saída, nada amistosa, de dois integrantes. Antes de tudo isso acontecer, a banda lançou dois singles.
Careful é uma das causas da separação da banda. Escrita pela vocalista Hayley e pelo ex-guitarrista, Josh Farro, a canção teria frases que iriam contra a visão religiosa de Josh quando diz "The truth never set me free". Mesmo assim é na composição onde o Paramore mais cresceu. Adulta e com força. Bom arranjo e alguns exageros da parte de Hayley completam uma música bem feita.

Já em Playing Gog eles fazem um pop rock mais farofa, mas com qualidades. Novamente na letra que outra vez faz alusões a religiões. Aqui a composição não se deixa levar fácil por cliches do estilo e entrega sentimentos contidos ajudados pela quase perfeita voz de Hayley que mais uma vez precisa se conter em certos momentos. A grande dúvida é como o Paramore vai continuar sem dois integrantes importantes?

Broken Arrow
Pixie Lott

Como primeiro single da versão deluxe do álbum Turn It Up da inglesa Pixie Lott foi escolhida a música Broken Arrow. O single é uma baladinha pop bastante comercial que tem vocais fracos da Pixie que deixa a música bastante sem graça. Nem mesmo a letra com boa intenção ajuda a fazer de Broken Arrow uma canção romântica que se propõe a fazer.

nota
I Ain't Thru:6
Careful:6,5
Playing God:7
Broken Arrow:5

17 de novembro de 2010

A Não Invasão de Pixie

Boys And Girls
Pixie Lott

Depois de estourar na Inglaterra Pixie Lott tentou conquistar a América.Não deu.A música escolhida para isso foi Boys And Girls.
Inicialmente segundo de Turn It Up ela foi lançada em Setembro do ano passado e alcançou o número da parada inglesa.Então foi relançada esse ano para ser o primeiro single nos Estados Unidos.Boys And Girls é um pop dance até bem feitinho,mas que não tem pegada para as paradas da terra do tio Sam e como música falta substância.A batida é divertida e mais clássica,um pop quase ingênuo que mais parece saído de algum CD da Jessica Simpson quando essa ainda era famosa.É legalzinho,mas mediano.A letra é fraca,mesmo conseguindo fazer um bom refrão.Vocalmente,Pixie dá conta do recado.Porém não imprime personalidade deixando tudo muito genérico.Será necessário reunir forças e atacar novamente pois a uma guerra a ser vencida se Pixie realmente quer adentrar as fronteiras do EUA.
nota:6,5

22 de maio de 2010

No Air 3-A Vingança da Pixie

Gravity
Pixie Lott


Sabe aqueles filmes que se dão muito bem nas bilheterias,então resolvem fazer uma continuação e não dá muito certo e para salvar a lavoura resolvem fazer um terceiro com uma nova equipe?Essa é a impressão que dá o single Gravity da inglesa Pixie Lott.
O quarto single do seu álbum de estréia (Turn it Up) parece uma continuação do sucesso de Jordin Sparks,No Air com o Chris Brown que por sua vez fez uma sequência de menor sucesso com Keri Hilson,a música Superhuman.Gravity é um pop balada com toques de R&B que não chega a empolgar,mas não é ruim.Parece apenas mais do mesmo.Pixie é dona de uma voz boa e límpida que se esforça bastante,mas não chega aonde deveria impondo a emoção necessária.A letra é razoável.Falta algo.Mais emoção ou força,talvez.O grande erro da música é o arranjo que se parece demais com o de No Air principalmente no refrão que a gente tem a sensação que a vai cantar os versos da outra música.E ainda mais decepcionante pois o outro single de Pixie foi a boa Cry Me Out.A trilogia se fecha com chave de bronze.
nota:6

29 de março de 2010

Querida,Voltei Para os Anos Sessenta 2!

Cry Me Out
Pixie Lott


Há alguma coisa nos ingleses que eles adoram uma música com influência retro.Mas graças a Deus,eles sabem escolher suas influências.Esse é o caso da Pixie Lott e o single Cry Me Out.
Assim como o single do Robbie Williams,a música é uma balada que parece saída dos anos sessenta,mas com um toque moderninho.Cry Me Out tem um arranjo atemporal(apesar da "origem")já que consegue passar um certo ar "old",mas com uma pegada mais atual.Outro ponto forte é a letra.Pixie não tem nenhuma culpa em falar que o amado vai ter que quase rastejar por ela,mas ela não vai voltar.Isso tudo é claro com o sarcasmo e humor ferino dos ingleses(Baby, você nem é isso tudo/Talvez, não existam retornos).Vocalmente,a jovem vai bem mostrando firmeza mesmo sua voz estando a um ponto de ser tornar estridente nos momentos de "gritaria".Mas o grande trunfo dessas músicas é mostrar a boa música sem ter cheiro de mofo.
nota:7,5

3 de outubro de 2009

Olha,Mamãe!Um Sucesso!

Mama Do(Uh Oh Uh Oh)
Pixie Lott


Sucesso na Inglaterra a jovem Pixie Lott seria uma mistura da Amy Winehouse com a Britney Spears com a beleza da Duffy.Desse três influência resulta em algo no mínimo curioso.
A canção número um na terras da Rainha e sucesso na Europa é um pop normal mas com boas idéias.Pixie tem boa voz e consegue colocar personalidade em Mama Do mas sem mostrar realmente ser inesquecível.A letra apesar de fraca tem boas sacadas que por um momento lembram Winehouse,muito vagamente,mas lembra.O grande destaque é o bom arranjo que lembra as batidas dos anos '40 com um ótimo piano ao fundo.Mas será que esse sucesso todo chega ao resto do mundo?
nota:5,5