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19 de janeiro de 2025

Discreto Ótimo

Love Is Unkind
BANKS

Algumas canções não são claramente trabalhos geniais, trabalhando a sua genialidade de maneira mais discreta e contida. Esse é o caso de Love Is Unkind da Banks.

Novo single do seu próximo álbum, a canção é um trabalho que pode até passar desapercebido caso a gente não preste um pouco mais de atenção na sua incrível produção. Uma sedutora, dark, elegante e cadencia electropop com dark pop que não precisa de um grandioso instrumental para ganhar força, pois a sua construção cria uma atmosfera condensada e intrigada compensa qualquer necessidade de explosão. Tenho que dizer que Love Is Unkind poderia ser ainda melhor se tivesse uma letra que pudesse preencher toda a canção, especialmente na sua parte final que fica se repetindo os mesmos versos. Todavia, preciso apontar de maneira geral, a composição é sim um bom trabalho carregada graciosamente pela delicada e melódica voz da Banks. Uma canção estruturalmente menor, mas que merece ser descoberta devido a ser uma discreta “banger”. 
nota: 8

5 de abril de 2022

Uma Balada Eficiente

I Still Love You
BANKS


Baladas originais são difíceis de fazer, pois, independente do gênero, existe uma cartilha que parece difícil de dispensar. Por isso, a I Still Love You da Banks se destaca na multidão.

Com a ótima produção de Totally Enormous Extinct Dinosaurs, I Still Love You é uma delicada, minimalista e soulful balada pop com toques de art pop e eletrônico que conseguem dar um verniz distinto para a canção. Trabalhando em nuances sutis, a produção consegue incrementar a canção de forma a sua original respeitando certas noções sobre o que é ser uma balada. Com uma composição tocante, outro grande trunfo da canção é sensacional performance da Banks que novamente quebra outra expectativa sobre baladas ao ser poderosa sem precisar de grandes agudos, mas, sim, uma performance contida e linda. E assim a Banks mostra que é possível fugir do clichê sem precisar reinventar a roda.
nota: 8


1 de março de 2022

Coisas Novas, Estranhas e Facinantes

Holding Back
BANKS


Devido ao resultado dos seus dois últimos singles (The Devil e Skinnydipped), a Banks parecia que iria entregar no álbum Serpentina o seu trabalho mais interessante até o momento. Com o lançamento de Holding Back, a cantora confirma essa teoria com a sua canção mais distinta da carreira.

O ponto que Holding Back traz de novo para a discografia da cantora é a sua estranha e interessante produção vocal. Uma mistura de texturas e efeitos vocais que quebram expectativas do começo ao fim da faixa, a produção cria algo realmente original com a adição de nuances que ajuda a faixa ganhar força verdadeira. Capitaneado pela performance da Banks que brilha realmente quando a sua voz aparece nua e crua, Holding Back continua o caminho da cantora de criar uma versão de pop que seja tão pessoal e, ao mesmo tempo, consiga criar um padrão de similaridade com quem escuta. Acredito que a canção falte certa explosão para que fosse capaz de realmente ser a base para os experimentos vocais, mas é impossível negar que existe um trabalho de refinação preciosa e uma inteligência para cada escolha na faixa. Com o hype realmente alto para o lançamento do álbum, Banks pode ter em mãos o trabalho mais surpreendente de 2022. Aguardemos.
nota: 8



5 de outubro de 2021

Asperamente Bom

Skinnydipped
Banks

Depois de entregar a interessante The Devil, a cantora Banks volta a entregar outro momento realmente digno de dar uma conferida com a áspera Skinnydipped.

Um synthpop com uma batida contida e metálica, a canção parece ter algumas arestas soltas que, felizmente, não tiram o brilho final da canção. Acredito que o principal erro da canção é o seu refrão que não marca como poderia, mas isso é coloca em segundo plano devido a excepcional composição que consegue encontrar saídas inteligentes em momentos realmente inspirados. Todavia, o grande trunfo de Skinnydipped é a incrível, versátil e inegavelmente sensual que em apenas uma canção que não atinge três minutos consegue mostrar mais alcance que algumas cantoras em anos de carreira. Se continuar assim, a Banks pode entregar o seu melhor álbum até o momento.
nota: 7,5

26 de junho de 2021

Pequeno Grande Detalhe

The Devil
Banks

Primeiro single do quarto álbum da carreira da Banks, The Devil tem em apenas uma escolha da produção o ponto capaz de fazer a gente gostar ou não da canção. Na minha opinião, o resultado disso é o que faz a cantora se separar da multidão, mesmo alienando parte do público.

E você dever estar perguntando: qual é essa escolha? Banks escolhe sussurrar o refrão em várias vezes para depois repeti-lo de forma normal. Essa decisão cria possíveis dois efeitos para quem escuta: a quebra de expectativa que eleva a canção ao ser uma escolha inusitada ou a quebra de fluidez da batida que gera um ruído estranho no contexto geral. Como já é possível notar, a minha visão entra no primeiro grupo, pois essa escolha dá para The Devil um momento de genialidade que ajuda a elevar bastante a canção que poderia facilmente cair no mar de mediocridade. Longe de ser um trabalho revolucionário ao final, o single é uma sedutora, sensual e envolvente electropop com batida cadenciada e segmentada que tem boa estrutura, mas que não foge muito de clichês básicos. The Devil é defendida com maestria pela presença marcante de Banks, especialmente na parte dos sussurros ao defender a enxuta e eficiente composição. Entre quem vai amar ou odiar é necessário dizer que a Banks tentou algo realmente diferente.
nota: 7,5

22 de maio de 2019

Surpresa Substancial

Gimme
Banks

Apesar de uma carreira bem sólida artisticamente, a Banks nunca entregou uma canção que pudesse fazer o público dizer "uau". Isso mudou com o lançamento da surpreendente Gimme.

A grande surpresa que Gimme proporciona é conseguir ouvir a sonoridade da cantora evoluir sem perder a sua essência inicial. A canção é um afiado e bem explorado electropop com toques generosos de R&B alternativo, art pop e industrial, criando uma canção madura, interessante e com uma atmosfera sombria na medida certa. Acredito que Gimme consegue elevar a personalidade artística da cantora sem precisar fazer uma revolução sonora. Mesmo ainda precisando de tempo para amadurecer ainda mais a sua performance, Banks entrega uma performance a altura da provocativa, sensual e levemente estranha composição. O único problema da canção é que a sua parte final parece se estender mais do que deveria, mas, felizmente, Gimme é a surpresa que estava faltando na carreira da Banks.
nota: 8

27 de outubro de 2017

Banks OK

Underdog
Banks

Uma dos melhores nomes desse pop alternativo surgido nos últimos anos, a cantora Banks ainda falta entregar um trabalho que seja inegavelmente perfeito. Enquanto isso não acontece a mesma nos diverte com a imperfeita Underdog.


O single é uma interessante, mas com algumas falhas eletropop que impedem o resultado ser melhor que apenas morno. O problema aqui é o fato da produção ser muito clean, preenchendo todas as lacunas da boa música e esquecendo de elevar a boa batida da canção. Assim sendo, Underdog acaba soando mais como uma boa filler de um possível próximo álbum da cantora do que um verdadeiro single. Com uma boa composição e vocais com personalidade, Underdog é uma amostra pequena do que a Banks ainda pode fazer. Esperamos.
nota: 7

25 de abril de 2017

Banks in Progress

Crowded Places
Banks

Como escrevi em Novembro passado, a cantora Banks estava no caminho certo para conseguir liberar todo o seu potencial. E o resultado dessa trajetória é a canção Crowded Places.

Usada como música tema de um dos episódios do seriado Girls, Crowded Places é uma envolvente balada mid-tempo indie pop com uma produção bem acabada. Criando uma atmosfera levemente sombria e tristonha, Crowded Places ainda não é exatamente o trabalho que vá colocar Banks no topo da sua carreira ao ser um pouco longa demais e sem um momento realmente climático. Nada disso impede, porém, de podemos ouvir uma cantora abrindo de maneira tocante sobre as suas inseguranças em relacionamento em um letra bem acima da média. Crowded Places também conta com uma performance na medida da cantora, mas que ainda precisa perder alguns vícios repetitivos. O resultado final é que Banks está em franco progresso de crescimento artístico. E isso é maravilhoso.
nota: 7,5

11 de agosto de 2016

A Diferentona

Fuck With Myself
Banks

Em um ano com tantos lançamentos de grandes nomes, artistas menores podem passar despercebidos. Esse é o caso da cantora americana Banks que está se preparando para lançar o segundo álbum (sucessor do bom Goddess de 2014) ainda esse ano e como primeiro single divulgou a boa Fuck With Myself.

A canção mostra que a cantora não perdeu a sua estética alternativa ao entregar uma interessante mistura de pop, R&B indie e eletrônico, mas que arrisca em uma pegada mais sensual e uma batida ainda mais minimalista. Fuck With Myself não tenta ser uma revolução musical, mas consegue divertir com a sua vibe envolvente e, surpreendemente, comercial. Não que será um estouro de vendas, mas a canção tem cara de sucesso tardio que vai aos poucos ganhando destaque e, por fim, alcança boas colocações nas paradas tempos depois do seu lançamento. O que pode gerar alguma polêmica, pois a boa composição de Fuck With Myself fala claramente sobre masturbação, porém, de maneira "fina" e estilosa. E, por falar em estilo, a performance vocal de Banks é realmente ousada e cheia de personalidade, mesmo que não seja exatamente a melhor possível. Fuck With Myself, por enquanto, é a melhor canção a ser descoberta do ano.
nota: 7,5