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14 de maio de 2023

Monáe Menor

Lipstick Lover
Janelle Monáe


Depois de um hiato de cinco anos em que se dedicou para outros projetos como o cinema, a Janelle Monáe anunciou o sucessor de Dirty Computer: The Age of Pleasure. E como single foi lançada Lipstick Lover.

A canção é, infelizmente, a mais fraca da carreira da cantora até o momento, mesmo sendo acima da média em comparação com outros canções que estão no topo da Billboard. Entretanto, para o parâmetro da Janelle é uma obra menor e bem menos inspirada. Uma simpática e sexy pop reggae que não faz peso na discografia da cantora por não ter o seu toque de genialidade. E uma canção inofensiva para a artista não combina em nada com a sua persona. Lipstick Lover, porém, é uma canção facilmente escutável devido a sua batida delicinha e a presença sempre magnética de Monáe. Agora é espera que nessa nova era de prazer exista a esperança de termos de volta a soberana Janelle Monáe de volta. 
nota: 7

7 de março de 2023

Rainha Monáe

Float (featuring Seun Kuti & Egypt 80)
Janelle Monáe

Nos últimos anos, a Janelle Monáe deixou a música de lado para se dedicar a atuação, resultado em alguns bons resultados. Especialmente na sua ótima atuação no filme Glass Onion: Um Mistério Knives Out que a deveria ter dado uma indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante. Felizmente, a artista parece que irá voltar ao seu primeiro oficio e já lançou a ótima Float.

Apesar de não ter cara exatamente de um primeiro single, a canção é um suingado, cativante e delicioso pop rap com toques de R&B que consegue quebrar qualquer resistência e fazer quem escuta remexer na cadencia da batida. A utilização dos instrumentais/samples dos artistas de afrobeat Egypt 80 e Seun Kuti (pai e filho respectivamente) dá uma significação para Float que a faz ainda mais preciosa. Enérgica e iluminada, a é uma celebração contagiante que narra como Monáe alcançou a sua autoestima ao narrar seus altos e baixos. Tema que facilmente ser clichê, mas a lírica inteligente, humorada e poderosa retira qualquer resquício disso e entrega um trabalho imponente. E, por fim, a presença magistral da rapper Monáe é a continua comprovação do imenso talento de uma das artistas mais completas da atualidade.
nota: 8,5

20 de abril de 2018

O Maravilhoso Rosa

Pynk (feat. Grimes)
Janelle Monáe

Tenho a leve impressão que a Janelle Monáe está bem disposta a entregar o melhor álbum do ano com Dirty Computer. Depois de dois incríveis primeiros singles, agora é a vez de ela impressionar com a inusitada Pynk.

Pynk continua a linha de empoderamento dos singles anteriores ao ser uma maravilhosa e deliciosa ode ao poder da vagina e, também, da cor rosa. Apesar da estranheza que os assuntos podem causar no primeiro momento, Pynk funciona de uma maneira irrepreensível devido a inteligência criativa de Janelle e o seus parceiros ao entregar uma leve, carismática e audaciosa letra sobre o poder da mulher, ressaltando a ligação com a sexualidade, amor próprio e força da cor rosa que é encontrado em lugares simbólicos. Além dessa linha temática, Janelle Monáe mostra aqui que está disposta em dar para o álbum um cara completamente diferente dos seus álbuns anteriores, pois Pynk é completamente diferente das anteriores.

Entregando uma sonoridade que transita entre o art pop e o R&B com toques de rock, eletrônico, indie e funk, Pynk é uma canção de raríssima produção, pois quebra qualquer expectativa que poderíamos ter com uma canção da Janelle. Minimalista quando precisa, explosiva nos momentos certos. Sexy na medida certa, mas recheada de uma sexualidade latente e deliciosa. Envolvente em sua batida gostosa de ouvir e, ao mesmo tempo, fora de qualquer lugar de segurança em uma construção audaciosa e única. Pynk é um trabalho tão extraordinário que fica difícil de achar adjetivos para elogiar as suas qualidades sonoras. Para corresponder a altura da produção, Janelle Monáe entrega outra performance impressionante cheia de nuances e com uma habilidade de mudar de estilo de tirar o chapéu. O único defeito da canção é dar um espaço reduzido para a presença da ótima Grimes, transformando a sua participação em quase uma backvocal de luxo. Esse problema, porém, não compromete de fato Pynk, pois estamos diante de uma das músicas mais surpreendente dos últimos tempos. 
nota: 8,5

4 de março de 2018

2 Por 1 - Janelle Monáe

Make Me Feel
Django Jane
Janelle Monáe

Poucos artistas atualmente podem ter o adjetivo genial ligado ao seu nome. Não há dúvida, porém, que a Janelle Monáe tem todos os requisitos para carregar esse título. Os primeiros atos da sua carreira musical foram apenas os melhores momentos da música mundial nessa década, começando com o genial debut The ArchAndroid de 2010 e alcançando a perfeição com o genial The Electric Lady de 2013. Além disso, a cantora é uma das vozes mais importantes dos  ativismos pelos direitos humanos dentro do mundo do entretenimento e, mais recentemente, Janelle vem se aventurando como atriz, conseguindo boas criticas em dois filmes indicados ao Oscar em 2017 (Estrelas Além do Tempo e, o vencedor do premio de Melhor Filme, Moonlight: Sob a Luz do Luar). Felizmente, Janelle está de volta para o seu nicho original e, finalmente, anunciou que irá lançar o seu terceiro álbum intitulado Dirty Computer. Não querendo apressar o carro na frente dos bois, pois já fiz isso e quebrei a cara (exemplo: Eminem) em 2018, Janelle deve entregar um dos melhores trabalhos dos últimos tempos se a amostra dada pelos dois singles lançados foi um termômetro verdadeiro. Começo por aquela que é a menos inspirada entre as duas.

Ouvir Django Jane é perceber que a cantora está pronta para subverter a sua própria sonoridade ao se arriscar em estilos e gêneros que até o momento não passavam de inspirações para a mesma. A canção é uma obvia incursão de Janelle no hip hop/rap na sua mais pura forma, mas feito de uma forma que mantém a personalidade da mesma intacta. Sonoramente, Django Jane é bem tradicional na sua construção, pois parece emular o atual cenário hip hop com uma batida direta e quase minimalista. Felizmente, a produção dá para a canção um verniz refinado, acrescentando substância para a instrumentalização. O que faz do single um trabalho sensacional é a sua força criativa por trás da composição e, claro, a presença magnífica de Janelle.

Primeiramente, Django Jane é um hino sobre a exaltação do poder a cantora que é, na verdade, uma exaltação do empoderamento feminino em uma época que o assunto está no topo das maiores discussões sobre a sociedade. Só que a composição não é apenas relevante em relação ao seu tema, pois o que ouvimos em Django Jane é uma das melhores letras do ano cheia de sacadas geniais sobre ela mesma e a cultura pop em geral e uma construção que beira a genialidade. Completando o pacote em grande estilo, Janelle Monáe entrega uma performance rap arrebatadora, mostrando a sua versatilidade quase irreal e poder ofuscante. Apesar da qualidade de Django Jane, a cantora libera todo a sua força criativa na genial Make Me Feel.

Quando ouvi os primeiros acordes de Make Me Feel já saquei que a canção era uma clara alusão a sonoridade do Prince, principalmente a dos anos oitenta/começo dos noventa. Então, surgiram rumores que a canção teria sido "idealizada" pelo próprio cantor antes de morrer e que o mesmo ajudou Janelle em gravações do álbum. Depois da confirmação da própria cantora dos rumores, Make Me Feel deixa claro quem é a verdeira e por direito herdeira criativa e intelectual do Prince.

Make Me Feel é, na sua essência, uma prima direta do hit Kiss, mas com uma configuração minimalista e com uma forte influência de eletrônico. Uma sensual, provocante, envolvente, swingada, dançante e eletrizante funk/R&B/dance pop com um arranjo milimetricamente construído para dar importância para cada instrumento, indo das batidas que imitam sons com a boca até a entrada da guitarra no melhor estilo Prince. Todo aqui é uma verdadeira orgia de sons, criando uma batida refinada e classuda sem precisar de ser demasiadamente complexa. Make Me Feel é tão contagiante que é impossível ao menos não bater os pezinhos acompanhando a batida.  Soando mais comercial do que antes, Janelle Monáe parece não ter perdido o seu tino artístico com uma composição excepcional que fala sobre desejo sexual de forma nada vulgar e criando um refrão simples, rápido e viciante. Sem precisar de muito esforço, Janelle domina a canção do começo ao fim, imprimindo toda a sua força vocal e a sua personalidade revigorante. Sem querer soar precipitado, mas Make Me Feel tem todas as chances de ser uma das músicas de 2018. E, consequentemente, Janelle Monáe está preparando o terreno para ser a artista do ano. Oremos!
notas
Make Me Feel: 9
Django Jane: 8

26 de maio de 2015

Sexo Para Todos

Yoga
Janelle Monáe & Jidenna

Para ser feminista é necessário ser assexuada? Acredito que muitas pessoas pensam assim, pois só assim explica as criticas relacionadas ao novo single da Yoga. 

Sempre com uma imagem "refinada" e classuda e músicas que glorificam a mulher, Janelle Monáe surpreendeu público e critica com o lançamento de Yoga, que abre os trabalhos de um EP colaborativo dela com os artistas da sua gravadora Wondaland Records (a cantora está se transformando em uma pequena titã da música), devido a uma imagem bastante sensual e explorando o seu lado sexual. O foco das criticas foram sobre a sexualização da cantora se aproximando de nomes como Beyoncé e Rihanna devido aos trabalhos anteriores dela. Porém, ao que parece, essas pessoas realmente não compreenderam a composição de Yoga que expõe, na verdade, o desejo de todas as mulheres serem donas da sua própria vida sexual sem precisar ser alvo do preconceito da sociedade. E mais: qual o problema em uma mulher, seja ela qual for, se mostrar sexy e falar de sexo? Só por que, normalmente, Janelle tem uma postura "comportada" ela não pode se expressar sobre sexo? Claro que pode! Outra critica em relação a música é que a produção é um tentativa de fazer Janelle soar comercial. E qual o problema nisso já que Yoga é uma canção sensacional?

Se Yoga é a canção mais comercial de Janelle e não tem o mesmo acabamento estético de outras canções dela, tudo é compensado pela excepcional produção e duas performances deliciosas. Apesar de seguir uma estrutura tradicional de "diva + rapper", a perfeita química entre Janelle e o rapper pouco conhecido Jidenna é a peça central para fazer Yoga funcionar: ambos carismáticos, revestidos de uma atmosfera "sexy sem ser vulgar" e com entregando ótimas performances. A participação ótima de Jidenna mostra que nem todos os versos de rappers em canções de cantoras são desnecessários, mas quando feitas de maneira correta viram partes realmente importantes da canção. A batida bastante cadenciada une o hip hop com o trap em uma atmosfera deliciosamente dançante, envolvente e, obviamente, sensual. Porém, ao contrário de muitas músicas com a alcunha de "comercial", Yoga é um trabalho com substancia de verdade e não apenas uma simples imitação. Alvo principal das criticas, a composição não é só extraordinária por colocar em evidência a defesa do "girl power", mas também por ser divertida e repleta de geniais referencias que vão de Tina Turner até ao Brasil. Yoga é uma obra despretensiosa que deveria ser encarada como a prova da artista completa e versátil que é Janelle Monáe e como a prova que todos tem o direto de serem sexuais.
nota: 8,5

27 de setembro de 2013

R.A.I.N.H.A

Q.U.E.E.N. (Feat. Erykah Badu)
Janelle Monáe


Como podemos enquadrar uma canção como Q.U.E.E.N., o primeiro single de The Electric Lady da Janelle Monáe? R&B? Soul? Soul rock? R&B contemporâneo? Funk? Soul funk? Na verdade, nada disso interessa. O que importa é que a canção é simplesmente genial.

Q.U.E.E.N. tem uma das produções mais inspiradas que eu ouvi desde que comecei esse blog: a produção pega uma "imensidade" de influências e desconstrói de uma maneira inovadora, apoteótica, grandiosa e sem comparações. Apresenta em "camadas" ao longo de seus mais de cinco minutos, Q.U.E.E.N. tem a sua parte instrumental em estado de graça. Claro, boas ideias não sobrevivem sem uma execução a altura, mas aqui até acredito que essa parte até superou a concepção original, pois é muita perfeição para uma música só. E que podemos falar da composição? Um manifesto sobre a liberdade de expressão sem usar de melodrama, pieguismos e bobeiras. Janelle é "fierce" da sua maneira e quer que todos saibam disso da melhor maneira: sendo "fierce" elevado a décima potência. Por fim, Monáe domina a canção com o poder de uma diva do soul music sabendo que cantar é um arte de muitas facetas e não apenas alcançar notas altas ou coisa parecida. Já Erykah Badu nos presenteia com uma participação inusitada e deliciosa. Nada mais apropriado do que colocar o nome de rainha para uma canção da Janelle Monáe. Simplesmente perfeita.
nota: 10

A Garota Que Dançou Até o Fim

Dance Apocalyptic
Janelle Monáe


Janelle Monáe faz em Dance Apocalyptic, segundo single de The Electric Lady, uma música sobre dançar
e se divertir como se não houvesse amanhã. Contudo, ela não faz mais uma canção sobre dançar e se divertir como se não houvesse amanhã como qualquer outro artista. Ela faz ao "estilo Janelle Monáe".

Dance Apocalyptic é uma das canções mais divertidas e dançantes desse ano sem precisar de DJ produzindo ou fazer pop farofa. Criando uma batida poderosa e deliciosa de soul, funk e pop tão perfeitamente bem executada que transforma a canção a canção em algo quase atemporal. Mirando em uma mistura de James Brown com Chaka Khan, Monáe entrega uma performance acachapante e de um brilho único. A composição é o grande ponto da canção: despretensiosa, divertida, inteligente e viciante. Não há como ficar rendido com o genial refrão e fica repetindo até o fim. Sem dúvidas essa será a música que eu vou dançar no dia do juízo final sem medo de ser feliz.
nota: 9,5

18 de outubro de 2011

A Insustentável Leveza do Amor

Cold War
Janelle Monáe

A música foi lançada há mais de um ano e meio, mas só agora eu vou poder fazer a resenha de Cold War da cantora Janelle Monáe. Há vários motivos: demorou para ela ganhar destaque aqui no Brasil, demorei para conhecer ela, o single não tem capa oficial, preguiça minha, esquecimento meu e falta de tempo. Muita falta de tempo. Mas como eu sempre digo "antes tarde do que nunca".

Cold War foi o segundo single do elogiado álbum de estreia de Janelle, The ArchAndroid (Suites II And III). A canção entrega uma das mais acachapantes visões do amor nos últimos anos. Cold War fala sobre o fim do amor. Não um fim amistoso, mas uma guerra fria entre as duas partes. A relação desgastada se torna uma disputa emocional onde não há vencedores, só perdedores. Aos poucos a narradora vai descobrindo que é preciso sair, mesmo que "derrotada", para sobreviver. Janelle faz isso de maneira classuda. Nada muito direito ou bobo. Letra adulta para gente adulta. Musicalmente, Cold War é preciosidade em forma de canção. R&B com várias influências e nuances transforma em um trabalho moderno, porém atemporal. E o poderoso vocal de Janelle moldura a canção em uma estética perfeita. Isso já seria o bastante se não houvesse o clipe da canção, mas ele existe. E, meu Deus, é simplesmente genial. Focando apenas no rosto de Janelle entregando cada sentimento de maneira magistral. Sem dúvidas, um dos melhores clipes já feitos nos últimos 10 anos. E assim é o amor, simples e ao mesmo tempo tão complicado. Assim como Janelle Monáe.
nota: 8,5

12 de março de 2011

Reciclagem de Primeira Classe

Tightrope (feat. Big Boi)
Janelle Monáe

A mais nova queridinha da critica especializada é americana Janelle Monáe. Com 25 anos e apenas um álbum lançado, ela já é citada com uma das melhores cantoras da atualidade. O álbum The ArchAndroid (Suites II and III) foi aclamado pela imprensa especializada e recebeu, incríveis, 91% de aprovação no site metacritic (site que reúne todas as criticas). O grande mérito do sucesso de Janelle é o fato dela ser o pacote completo. Desde a sua imagem, sempre usando um tipo de smoking e com cabelo afro perfeitamente penteado, passando pelas suas apresentações originais e criativas que unem música, imagem e dança (recentemente ela esteve no Brasil abrindo o show para a Amy Winehouse) e chegando na sua sonoridade misturando pop, soul music e funk. E é nesse último elemento que Janelle se destaca ainda mais sobre a multidão.

Janelle é o resultado de várias influências do soul music que vão desde James Brown, Miachael Jackson e até chegando ao Prince e Annie Lennox. Essa mistura de estilos e até gêneros diferentes resulta em um som retrô e estilizado. Em nenhum momento é vendido como original ou revolucionário. E esse é o grande trunfo. Todo o som de Janelle Monáe é um "remake" que os grandes nomes já fizeram desde a batida até os vocais. Mas ela faz tudo isso de uma maneira primorosa. E dessa maneira, Janelle Monáe parece tão original como qualquer "originador" dos anos '50, '60 e '70. De certa maneira, ela consegue isso ao fazer tão bem seu trabalho que se destaca no atual cenário musical.

O primeiro single do álbum The ArchAndroid (Suites II and III) é a eletrizante Tightrope. A canção o encontro mais do que perfeita do som funk (não o funk do Rio, é sim do que o James Brown fazia) com o mundo pop. Não esse pop comercial, é sim o pop mais raiz, alternativo e dançante. Há uma pegada genial na composição do arranjo que coloca Tightrope em um novo nível: a melhor música não comercial dos últimos anos. O single não foi feito para aqueles limitados ao auto tune do pop, do hip hop de "cafetões" ou o country medíocre. Tightrope nem tem um público alvo definido. É para quem gosta de música boa e quer dançar ao som de uma "old new school". De outras gerações Janelle traz o comprometimento com a composição numa letra muito bem elaborada e divertida, a força para manter a batida no melhor nível possível com suas variações sensacionais de texturas e tons com a preocupação e a paixão imprimida nos vocais primorosos numa mistura de James Brown com uma Tina Turner menos poderosa. Do seu talento próprio ela coloca na música uma pegada mais atual com uso de batidas de eletropop como rotações de um vinil ao fundo e a participação do rapper Big Boi do OutKast. Ao final de Tightrope você vai ficar com a sensação de "eu já vi isso!". Mas tudo é tão bem elaborado e costurado que você vai querer ouvir de novo e de novo e de novo e de novo que vai esquecer isso rapidinho.
nota:8,5