13 de novembro de 2011

Aquela Que Erra No Último Minuto

The One That Got Away
Katy Perry

Sabe quando um time está ganhando de goleada dominando o jogo inteiro, mas no último minuto leva um gol do adversário. Claro, que isso não faz diminuir merecimento da vitória do vencedor, contudo deixa um gosto estranho de vitória não completa. Assim é que eu me sinto em relação ao sexto (e espero que o último) single da Katy Perry para o álbum Teenage Dream.

The One That Got Away é o mais fraco dos singles lançados pela cantora. A canção era para ser um pop mid-tempo romântico contagioso, mas acaba sendo bobinho e esquecível. O grande problema é que a letra não combina o arranjo. A composição tem uma dramaticidade mais densa que a batida alegre e descontraída dada à The One That Got Away. Se fosse uma balada com tudo que pede canção romântica, Katy poderia finalmente entregar a balada pop que já está devendo desde que começou a carreira. Não que esse deslize possa atrapalhar o sucesso que ela conseguiu com o álbum e seus singles. Porém ter The One That Got Away como single é como um balde de água fria.
nota: 6

12 de novembro de 2011

Tropa de Elite

Miracle Worker
SuperHeavy

Imagine um grupo formado assim: uma lenda do rock, um filho de uma lenda do reggae, uma diva soul britânica, a metade de um dos grupos mais importantes dos anos oitenta e um compositor/produtor/cantor/musicista indiano vencedor de dois Oscars. Assim é a composição do super grupo SuperHeavy. Não sei exatamente como Mick Jagger, Dave Stewart (a outra parte do Eurythmics), o Damian Marley (filho do Bob Marley), Joss Stone e A. R. Rahman (compositor de trilhas de filmes e vencedor de dois Oscars pelo filme Quem Quer Ser um Milionário?) se conheceram ou como se juntaram para fazer um trabalho, mas a questão é que eles fizeram e já lançaram o primeiro álbum. Levando o nome da banda, o trabalho tem como primeiro single a canção Miracle Worker.

A grande surpresa da canção é o caminho escolhido para dar a cara do super grupo: o reggae. Sim, o SuperHeavy foi buscar inspirações no pai de Damian. Além disso, Miracle Worker tem pitadas de rock e música indiana graças ao A. R. Rahman. Esse caldeirão étnico, rítmico e de personalidades cria uma canção gostosa e divertida, mas que deixa para os "novatos" a responsabilidade de carregar a canção. Aqui Mick Jagger parece aqueles tiozões (se bem que ele é de alguma forma) tentando entrar na onda dos sobrinhos. Ele parece um peixe fora d'água, mesmo sendo o velho Mick de sempre. A canção é carregada pelo doce e bem adptada Joss e Damian no seu ambiente natural. Produção correta e bem construida e composição bonitinha, mas que não reflete o talento dos envolvidos. Mesmo com os nomes envolvidos, o SuperHeavy não vai fazer o super sucesso que poderia se esperar. Contudo, pode ser a pedra inicial para mais parcerias desse tipo.
nota: 7,5

Tu não é a Fergie, Mas Tá Valendo

Free (feat. will.i.am)
Natalia Kills

Foi com a entrada da Fergie no Black Eyed Peas que o grupo decolou. Apesar disso, ela nunca foi valorizada como devia sempre ficando em segundo plano. Só quando lançou o CD solo que ela conseguiu o destaque merecido e rendeu muito mais que poderia se esperar. Os dois aspectos da carreira dela se deve ao will. I. am. "Escondendo" ela no BEP e a "mostrando" na carreira solo. Então, quando se trata de descobrir novas cantoras, ele sempre consegue se sair melhor do que no BEP. Como é o caso da Natalia Kills.

Para dar uma ajudinha na carreira de Natalia, will. I. am participa do single Free.  A canção é simpática. Um pop bonitinho, que falta uma interprete mais forte para dar mais personalidade para a canção. Falando sobre consumismo a letra é legal com uso inteligente das palavras, mas precisa de um refrão mais forte. will. I. am está fora de lugar aqui já que a canção consegue ir sozinha sem o rap. Já Natalia é correta dentro do que tem para oferecer. Alguns anos de estrada podem dar ela mais maturidade vocal. Quem sabe um dia ela chegue na Fergie.
nota: 6,5

Jeremias, Oh, Jeremias

Down On Me (feat. 50 Cent)
Jeremih

Fechando a Semana Hip Hop, imagine uma música hoje em dia levar mais de seis messes para a canção fazer sucesso. Na era do "imediatismo", escalar as paradas posição por posição parece coisa da década de noventa, mas isso ainda acontece. E é bem mais frequente que a gente imagina. Veja o caso do cantor Jeremih. Ele lançou a canção Down On Me em outubro do ano passado, porém só no meio desse ano o single emplacou chegando à 4° da Billboard.

O mais curioso é que a música é melhor do que se pode esperar. Muito melhor mesmo. Misturando rap com R&B com classe na produção de um arranjo forte e original. Mais cadenciado e sexy, Jeremih mostra personalidade para não ir buscar caminhos fáceis ao dá a canção um tom mais baixo e contido. 50 Cent volta, finalmente, a participar de uma canção realmente boa em anos. Mesmo demorando em fazer sucesso, Down On Me mostra que nem todo mundo quer fazer eletropop. Melhor, nem todos querem ouvir isso.
nota: 7,5

11 de novembro de 2011

Um Homem Não é Nada Sem Amigos

I'm On One (feat. Drake, Rick Ross, Lil Wayne)
DJ Khaled

O produtor DJ Khaled é a versão do David Guetta para o hip hop. Assim como o DJ francês, ele depende dos amigos para poder trabalha. E DJ Khaled pode se orgulhar de ter amigos de peso.

O single I'm On One conta com três deles: Drake, Rick Ross e Lil' Wayne. A música que alcançou o 10° da Billboard, não é exatamente a música do ano muito menos é ruim. Fica no meio do caminho. Nem dos três rappers brilha mais que o outro, mas nenhum dá uma performance memorável. Letra mais ou menos e produção bem amarrada, porém sem nunca sair da zona de conforto. Pelo menos no final do dia ele pode sair com a galera e se divertir.
nota: 5,5

9 de novembro de 2011

Os Rappers Também Amam

Space Bound
Eminem

Uma das imagens mais recorrentes que temos em relação aos rappers é que eles são "durões", sem sentimentos e que tratam as mulheres como coisas. É assim ainda, mas há também gente que consegue quebrar essa casca. Um dos melhores exemplos é o Eminem que desde Cleanin' Out My Closet sempre mostrou um lado mais sensível. No último álbum ele mostrou esse lado mais humano, mas agora voltado para o amor. Começou com Love the Way You Lie e termina com a canção Space Bound, último single do álbum Recovery.

A canção é interessante, mesmo sem nunca conseguir chegar perto da qualidade da pareceria com a Rihanna. O single tem uma estrutura bem elaborada como uma base de violão, mas que peca por não dar "drama" à sua composição. Faltou um toque mais dark e até triste combinando com a letra poderosa. Há um sentimento angustiante que permeia a canção toda com Eminem tentando entender o que é o amor e suas variantes, mas comentando os mesmo erros. Há certos momentos fortes e até meio desnecessários como ele falar que "vai estrangular ela, caso ela o deixe". Contudo num mundo em que vivemos é apenas um retrato cruel da realidade. O grande problema da canção é seu refrão fraco onde uma voz masculina sem inspiração canta sem muito para adicionar. No final fica a certeza que todos nos somos iguais por dentro, só muda a capa envolta.
nota: 7

7 de novembro de 2011

Voltando

Para todos que seguem o blog (se tiver alguém ainda kkkk) em pouco tempo estou de volta! Estou restruturando me novo PC e em breve voltarei com corda toda e como muitas novidades!


Valeu à todos!

26 de outubro de 2011

Especial

Devido a troca do meu computador, estarei ausente durante alguns dias! Em breve (espero) estararei de volta!