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12 de agosto de 2026

Uma Segunda Chance Para: Roar

Roar
Katy Perry

Após quatorze anos de seu lançamento, Roar se tornou uma canção que deu para Katy Perry a continuidade da dominação na época das paradas, batendo de frente com Applause, da Gaga, e a vencendo comercialmente. Todavia, arriscadamente, a canção é facilmente notável como aquela que meio que deu a confirmação da limitação da sonoridade da Katy.

Lançada como primeiro single de Prism, sucessor do gigantesco sucesso de Teenage Dream, a canção é um trabalho perfeitamente aceitável que conta com alguns pontos bem positivos, mas não sai em nenhum momento do lugar-comum de um pop que hoje parece meio mofado, especialmente devido ao envolvimento daquele produtor caído em desgraça. O arranjo é grandioso e imponente para sustentar a base pop/pop rock pouco criativa, que sabe aonde quer chegar e não faz muito além do básico. Todavia, a canção tem um problema maior: a sua composição.

Clichê, meio infantil e beirando o pueril, a composição aqui é de um nível de autoajuda que atualmente poderia ser ouvida como tema de algum filme da Patrulha Canina. Todavia, preciso reconhecer que o resultado final funciona como um atestado de que, esteticamente, é um trabalho bem acertado. Até hoje lembro perfeitamente de cada verso da canção, sendo diferente, por exemplo, da canção da Gaga. Além disso, o refrão é realmente um momento que dá vida à canção devido à sua força de grudar nos nossos ouvidos com uma facilidade incrível e definitiva. O ponto alto da canção é a presença da Katy, que entrega aqui a sua melhor performance vocal dessa era e, provavelmente, de toda a sua carreira.

Mesmo sendo um marco do pop, Roar não é exatamente uma das canções mais memoráveis do pop. E, sinceramente, isso é até algo bom, já que a Katy tem canções melhores na discografia.
nota: 7

30 de junho de 2026

Salvação?

Watch It Burn
Katy Perry


Tentando desesperadamente sair do fundo do poço, a Katy Perry aposta em Watch It Burn. Artisticamente, a canção é melhor que todo o desastre que foi 143 multiplicado por 10. Comercialmente, o resultado é outro desastre.

Apesar de não ter nada de novo, a canção é uma decente e até legal fusão de pop rock com electropop que até chega a empolgar, se a gente não estiver esperando muito mais do que a canção realmente entrega. A produção não acrescenta nada de excitante na batida, mas entrega um sólido trabalho que dá para a Katy algo que a mesma pode trabalhar bem em uma performance realmente muito boa, que mostra força emocional para ir de encontro com a composição. Watch It Burn poderia realmente ser melhor se tivesse uma composição melhor trabalhada, pois, mesmo com uma temática interessante, a letra meio que passa despercebida devido à sua escrita genérica e ao refrão apenas mediano.

Não é a salvação da Katy Perry, mas é uma boia para ajudar a mesma a boiar por um tempo.
nota: 6,5

9 de novembro de 2025

E Lá Vamos Nós...

bandaids
Katy Perry


Depois de “sobreviver” ao que deve ter sido o massacre mais justificável do pop em décadas, Katy Perry pode estar iniciando uma nova fase com o lançamento da sólida bandaids. 

Muito superior ao que a cantora entregou nos últimos tempos — o que, convenhamos, não seria exatamente difícil — o trabalho ainda está longe do pop que ela já mostrou ser capaz de fazer. Todavia, a canção é um pop/pop rock redondinho, bem estruturado e com alguns pontos realmente interessantes. O melhor deles é a boa e sentimental composição, que reflete claramente sobre o fim do casamento da cantora com o ator Orlando Bloom, mostrando que, com um pouco de verdade e criatividade, Katy ainda tem algo real para apresentar. O maior problema aqui é que o refrão não tem força suficiente, fazendo parecer mais um verso do que o ponto central de uma canção pop. Vocalmente, bandaids é o melhor trabalho da cantora em tempos, especialmente pelo toque emocional que ela imprime à interpretação. Ainda é um trabalho morno, mas é melhor do que uma bomba atômica musical.
nota: 6,5

13 de setembro de 2024

Por Favor, Salvem a Doechii!

I'm His, He's Mine (featuring Doechii)
Katy Perry


Na sua árdua missão de entregar o pior álbum pop do álbum, a Katy Perry dessa vez leva para o buraco a talentosa Doechii com o lançamento da sem graça I'm His, He's Mine.

Completamente datada e mediana, a canção não mostra apenas como a sonoridade da cantora está datada como, também, completamente sem nada que possa redimir. Uma mistura nada inspirada de pop, rap, electropop e house que tem até um vislumbre de ser uma boa canção, mas desperdiça em uma construção arrastada e sem um pigo de excitação verdadeira. E ainda por cima não sabe verdadeiramente a tirar proveito do uso do sample de Gypsy Woman da Crystal Waters que poderia ser o seu grande trunfo. O que salva a canção de não ser pior é a presença da Doechii que dá alguma vida para a canção, especialmente ao citar no seu verso a sua genial canção Yucky Blucky Fruitcake. Todavia, isso não é capaz de I'm His, He's Mine de salvar de ser mais um tijolo no fundo do poço da Katy Perry. 
nota: 5

10 de agosto de 2024

O Fundo da Katy

LIFETIMES
Katy Perry


Eu até prometi não acompanhar essa era da Katy Perry, mas, sinceramente, é quase impossível não dar atenção a esse monstruoso desastre que estamos vendo. E a nova peça para o fundo do poço da cantora é a péssima Lifetimes.

Novamente trabalhando com o produtor que não merece nenhum tipo de atenção, a cantora entrega ainda mais mediocridade com uma horrível e desconcertante mistura de dance-pop/house que faz a discografia da Ava Max soar como o era de ouro da Madonna. Tudo aqui é datado, massificado e sem criatividade que fica complicado achar o motivo para a cantora ter decido trabalhar com quem trabalhou. E o pior de Lifetimes é sua letra que só exala a sensação de vergonha alheia devido as escolhas pobres líricas. O único ponto que dá para tirar alguma coisa boa é do sólido vocal da cantora em algumas partes, mas que é massacrado pelo uso de auto-tune no refrão. É tão ruim que a gente não consegue não dar atenção. Infelizmente, isso é o que a Katy está colhendo merecidamente.
nota: 4,5


12 de julho de 2024

Idiossincrasias do Pop

Woman's World
Katy Perry


Tenho que admitir que pensei bastante antes de fazer essa resenha, pois ao faze-la ia contra umas das regras que institui para o blog ao não falar de nada que tenha sido produzido/escrito por certo produtor por questões morais. Então, abri uma exceção dolorida para falar sobre o comeback da Katy Perry em Woman's World.

Apesar de aguardado e esperado, a que seria o momento triunfal para a cantora tem essa mancha imensa que realmente atrapalha fortemente para todos aqueles que não passam pano. É incompreensível a Katy voltar a trabalhar com esse indivíduo, mesmo sabendo que é dele o alguns dos maiores sucesso da sua carreira. E pergunto: por sucesso é certo vender a sua alma ao capeta? E o pior é que Woman's World é uma canção completamente mediana em todos os sentidos. A produção é genérica ao extremo e completamente datada ao não referenciar o pop do começo dos anos dois mil, mas fazer uma canção que parece ter saído diretamente dessa era com cheiro de naftalina. O pior, porém, é a sua pobre, rasa e sem vergonha composição sobre empoderamento feminino que contradiz com a maneira como a Katy escolheu para seguir nessa nova era. Tenho que admitir que o refrão é eficiente e a cantora entrega uma sólida performance, mas isso não é nem perto o bastante para tirar essa sensação de decepção e tristeza pela decisão da cantora. 
nota: 5,5


4 de janeiro de 2022

A Primeira Música OK de 2022

When I'm Gone
Alesso & Katy Perry

Apesar de ter sido lançada no dia 31, When I'm Gone, parceria do Alesso cm a Katy Perry, pode ser considerada a primeira canção de importância lançada em 2022. E também pode ser considerada como a primeira canção apenas ok do ano.

O grande problema da canção é que a mesma poderia funcionar de verdade, mas devido a produção nunca arriscar o resultado não passa de uma bem feita eletropop/EDM bem feita e farofenta. Se a produção não passa do mediano ficou para os bons vocais de Katy a função de ser o ponto alto de When I'm Gone. E a cantora realmente entrega uma performance inspirada, mas que não tem muito o que fazer devido ao material morno que a cerca. Agora é esperar qual vai ser a primeira música realmente boa de 2022.
nota: 6,5

5 de junho de 2021

Eu Quase Escolho Você

Electric
Katy Perry


Parte da campanha para a celebração dos vinte e cinco anos da franquia Pokémon, a Katy Perry lançou a simpática Electric. Uma pena que a canção funciona mais pela força da nostalgia do que pela sua própria qualidade.

O grande trunfo da canção é tocar em pontos importantes para a mitologia da história que envolvia as mídias de Pokémon. Não importa se você apenas tenha assistido o desenho ou/e jogados a maioria dos jogos, passagens como “Big world, gotta see it all” e “Long road, got a ways to go” tocam sentimentalmente quem teve os bichinhos guerreiros como uma boa lembrança de tempos que não voltam mais. Até mesmo o nome, Electric, é retirado diretamente desse mundo. Tirando isso, a canção não passa de um pop mid-tempo pomposo que não chega a ser ruim, pois termina apenas como inofensivo. Nem mesmo Katy parece soar inspirada em uma performance morna. Felizmente, Electric se salva devido ao carisma atemporal de Pikachu e seus amigos.
nota: 6

13 de maio de 2021

Qual a Razão de Existir?

Cry About It Later
Katy Perry, Luísa Sonza & Bruno Martini


Quando ouvir que a Katy Perry iria lançar um remix de Cry About It Later com a produção do brasileiro Bruno Martini e participação da Luísa Sonza veio a pergunta: qual a razão de existir dessa versão? Depois de ouvir o resultado veio a exatamente a mesma pergunta.

A única razão que vem a minha mente é surfar com o fiel público brasileiro da cantora estadunidense. E, sinceramente, essa razão é extremamente fraca, pois o remix não acrescenta em nada para essa tarefa. O pior desse remix é que o Bruno Martini poderia entregar algo bem mais interessante que esse dance-pop/EDM farofa, pois o mesmo é responsável pela ótima Bend the Knee. A canção acerta, porém, nos vocais originais da Katy e, surpreendente, na boa atuação da Luiza que não acrescenta nada substancialmente, mas passa longe de fazer feio. Apesar de um verniz extremamente bem feito, Cry About It Later é um acontecimento dispensável para o mundo pop.
nota: 5,5

22 de setembro de 2020

Raio de Sol

Smile
Katy Perry

Com o lançamento do álbum, a Katy Perry lançou anteriormente como single a canção que dá nome ao projeto: a fofa Smile. Apesar de não ser o suprassumo do pop, a canção é uma agradável adição para a discografia de altos e baixo da cantora.

O melhor de Smile é uma atmosfera alto astral que beira a auto ajuda, mas é salvo pela genuína alegria de Katy parece exalar na canção. Falando sobre se sentir grata pelos novos rumos que a sua vida tomou, a cantora se mostra leve, divertida e despretensiosa como um pop precisa ser. Com uma produção certinha ao criar uma animada dance-pop/funk, Smile é uma canção capaz de tirar um sorrisinho naqueles dias nublados. Não é de longe a canção que irar fazer Katy voltar ao topo ou muito menos o seu melhor, mas é um trabalho auspicioso e na hora certa para a sua carreira.
nota: 7

22 de maio de 2020

A Volta do Prisma

Daisies
Katy Perry

Ainda tentando encontrar o primeiro single perfeito para o próximo álbum, a Katy Perry lançou a boa Daisies em uma clara volta a sua sonoridade inicial, especialmente aquela ouvida em Prism. E a questão que fica: vale a pena?

Daisies é uma comercial, inspirada e bem produzida pop/electropop que tem a mesma pegada épica que várias canções da era de Roar tinham. Felizmente, o resultado final de Daisies é levemente mais inspirada devido a estrutura quebrada que surpreendentemente se beneficia de versos curtíssimos e um longo e substancial refrão. Para uma canção pop não deveria ser uma escolha correta, mas a construção instrumental do single ajuda a fazer funcionar. Outro ponto importante é a composição que apela para o lado auto-ajuda pop que se assemelha com a proposta de Roar, sendo menos viciante e com uma pegada mais dramática. Em uma performance inspirada, Katy parece voltar aos trilhos da sua carreira ao voltar para para o que já deu certo. Sonoramente, é uma boa aposta. Comercialmente, acredito que é outro flop. Pena.
nota: 7,5

18 de março de 2020

Dear Katy

Never Worn White
Katy Perry

Vivendo ainda um momento tenso na sua carreira, Katy Perry está no seu melhor momento pessoal depois de anunciar a gravidez do seu primeiro filho. E a escolha para isso foi o lançamento da canção Never Worn White.

Apesar de ser mais reconhecida pelas suas canções "animadinhas", Katy Perry sempre se deu bem com baladas. E Never Worn White é outro bom exemplo desse talento. Uma balada pop a base de piano bem construída sem precisar reinventar a roda, a canção tem uma delicadeza que combina com o atual momento da cantora. Liricamente, a canção é uma das mais românticas da carreira da Katy ao ser uma brega e fofa declaração de amor incondicional para o Orlando Bloom. Com uma performance simples e contida, Katy entrega uma canção inofensiva para sua carreira e de uma importância ímpar para a sua vida pessoa. E, querida Katy, espero que todo caminhe bem nessa nova jornada.
nota: 7

27 de outubro de 2019

Em Outras Épocas

Harley's In Hawaii
Katy Perry

Katy Perry tem lançando canções que em uma outra época teriam estreado no número um da Billboard. E o pior é que as mesmas têm a qualidade que uma boa música pop merece como é o caso da legal Harley's In Hawaii.

Harley's In Hawaii é uma música, no mínimo, curiosa, pois consegue se encaixar em várias "caixas". É uma aposta sonora ao ser uma descontraída pop/R&B que parece brincar de forma inteligente com a percepção do público em relação ao que a cantora sempre entregou. Ao mesmo tempo, porém, a canção também não vai além de um trabalho apenas bem feito e não apresenta nada de realmente de novo para a cantora. É comercial, mas não tem o mesmo apelo que a ótima Never Really Over. Com uma composição redonda e romântica na medida certa, Harley's In Hawaii é, sim, uma boa canção pop que não sucumbe aos seus erros. Em outras épocas, a canção seria o terceiro número do próximo álbum da Katy Perry, mas atualmente deve amargar o flop. 
nota: 7

18 de agosto de 2019

Pequenos Erros

Small Talk
Katy Perry

Depois de ser "aquela com a melhor música pop que deveria ter sido um sucesso de 2019", Katy Perry conquista outro título no ano ao ser "aquela que poderia ter tido duas canções pop perfeitas em 2019" com o lançamento da imperfeita, mas boa, Small Talk.

Small Talk é uma boa canção pop. Melhor que os trabalhos ouvidos no último trabalho da cantora, mas inferior e um pouco decepcionante em comparação a ótima Never Really Over. O grande problema aqui são os pequenos problemas ao longo da sua duração. Com produção e co-autoria do Charlie Puth, Small Talk é um divertido e redondo synth-pop que não alcança o seu verdadeiro potencial ao adicionar ideias que não casam como, por exemplo, a mudança de batida entre os primeiros versos e o resto da canção, a adição de efeitos sonoros dispensáveis e o seu clímax final pouco inspirado. Apesar de pequenos defeitos quando se analisados no quadro geral, Small Talk fica presos nessas amarras e não deixa a canção brilhar como poderia e, sejamos sinceros, deveria. Ainda mais quando se olharmos o trabalho refinado, maduro e com um delicioso toque de sarcasmo da composição sobre a estranheza da convivência depois do fim de um relacionamento e a boa performance da Katy. Pequenos erros que não explicam o flop da canção. Uma pena.
nota: 7

2 de junho de 2019

Finalmente De Volta

Never Really Over
Katy Perry

A mensagem é clara e direta: a Katy Perry finalmente está de volta ao mesmo patamar de Teenage Dream ao lançar a ótima Never Really Over.

Melhor que todas as canções dos seus dois últimos álbuns, Never Really Over é o retorno ao pop que a Katy fez ao consolidar a sua carreira como uma das maiores divas pop do novo milênio. Nada de extravagancias vergonhosas ou mediocridade entediante, o single é um eficiente, carismático, bem produzido e com personalidade electropop que apresenta certa originalidade na sua construção. Não que estamos diante de algo revolucionário, mas a produção acerta nas nuances dadas para a canção que consegue fazer a mesma se elevar perante o cenário pop atual. Claro, a canção puxa um pouco para comparações com a sonoridade da Carly Rae Jepsen, mas, felizmente, a presença iluminada de Katy consegue dar a sua cara em uma das suas melhores performances vocais até hoje. Entretanto, o ponto alto da canção é sua ótima composição que consegue ser do tipo "pra chorar na pista de dança" e ter um dos melhores refrões do ano. Que bom que a menina Katy está de volta.
nota: 8


20 de fevereiro de 2019

Sólido

365
Zedd & Katy Perry

Nada pior para uma canção pop que cair no limbo entre ser boa ou ruim, pois esse é o tipo de canção que o público costuma esquecer com maior facilidade. Infelizmente, esse deve ser o caso da parceria da Katy Perry com o Zedd.

365 é, no máximo, um bom dance-pop/EDM que apresenta boas qualidades, mas também tem alguns importantes defeitos. O principal deles é o fato da produção erra na sua construção, pois entrega uma canção linear. Redondinha demais, 365 não chega a ser um "estraga prazeres", mas passa longe de empolgar como outros canções do Zedd e, principalmente, de Katy. A mesma também não entregar uma performance que consiga dar força para a canção. Mesmo assim, a cantora consegue segurar uma canção pop de forma exemplar. A composição é boa até a página dois, pois apresenta um defeito importante para um trabalho pop: um refrão fraco. Infelizmente, não acredito que essa seja o momento do retorno triunfal da Katy. E isso é até bom, pois 365 vai ser esquecida bem rápido.
nota: 6

28 de maio de 2017

Shady By Katy

Swish Swish (feat. Nicki Minaj)
Katy Perry

Depois de não abrir o apetite com o último single, Katy Perry resolveu cancelar esse lançamento e deixar Swish Swish como segundo single de Witness. E a escolha não poderia ser melhor, pois, mesmo não sendo a melhor canção do ano, Swish Swish tem um apelo pop muito mais consumível. 

Começa pelo fato que a composição ser um total e indiscutível acumulado de shady para a Taylor Swift, mesmo que a Katy na admita isso exatamente. Todavia, é fácil notar que as indiretas inclusas na letra como lidar com seu hater é muito parecidos com que as pessoas falam sobre Taylor como, por exemplo, Funny my name keeps comin' outcho mouth ou Don't need opinions/ From a shellfish or a sheep. Mais direto que isso? Impossível. O nível de shady aumenta com a ótima presença de Nicki Minaj e seu verso matador com indiretas para qualquer um dos seus desafetos. Apesar de não ser a perfeição pop, Swish Swish é um divertido e dançante EDM/dance pop que até pode não agradar todos os gostos, mas é mais interessante que uma rápida ouvida. Claro, a canção até agora não parece que vai emplacar comercialmente, mas se tem uma diva pop que eu acredito que tem as manhas para dar a voltar por cima nesse requisito é a Katy Perry. Agora é esperar para ver o que dá essa chuva de shadies maravilhosos.
nota: 7

3 de maio de 2017

Indigestão

Bon Appétit (feat. Migos)
Katy Perry

O novo single da Katy Perry é como comer uma baita feijoada completa em um dia de 40 graus na sombra: pode até parecer uma boa ideia, mas depois a indigestão é de matar qualquer um.

Bon Appétit tem uma ideia criativa por trás até interessante: a produção misturou dance pop com trap music, mas construindo uma instrumental que fosse minimalista no começo e, aos poucos, crescesse em uma batida mais comercial e "ampla". A ideia é boa, mas a execução soa tão bagunçada e estranha que cria uma espécie de capa que impede Bon Appétit de ser divertida. A situação piora com as escolhas erradas da produção vocal: Katy Perry não parece acertar em nenhum momento com vocais fracos e sem força, mesmo gostando do resultado das primeiras repetições do refrão. A presença do grupo de rap Migos poderia ser muito melhor aproveitado, caso não fosse utilizado da mais maneira mais clichê possível. Entretanto, o prego no caixão é péssima composição que faz da forma mais ordinária metáforas sobre sexo e culinária. Se eu fosse a Katy esquecia esse Bon Appétit no churrasco e partia para outra urgentemente.
nota: 5

11 de fevereiro de 2017

Katy: Ativista Pop

Chained to the Rhythm (feat. Skip Marley)
Katy Perry

O aguardado retorno da Katy Perry não poderia ser mais inusitado e surpreendente. Não, ela não resolveu fazer música country ou jazz, pois é Chained to the Rhythm é pop comercial na sua essência ao seguir a tendência da dancehall/tropical que esse blog vem apontando nos últimos messes. Todavia, a cantora nunca tinha sido tão madura e ativista em suas músicas como é em Chained to the Rhythm.

Claro, hoje em dia lançar canções com mensagens sobre empoderamento no mundo pop não é novidade, mas para a Katy é uma grande acontecimento já que a única letra que tinha alguma mensagem que poderia ser mais que sonhos de romances adolescentes ou beijar garotas por diversão foi a faixa Pearl do álbum Teenage Dream de 2010. E nada mais. Aqui em Chained to the Rhythm a letra é uma chamado para que as pessoas acordem de verdade e possam observar que existe um mundo bem maior e com centenas de problemas que o mundinho individual que cada um vive. É quase como se Katy falasse para que as pessoas esquecesse da sua própria canção e abrisse os olhos para a figura maior. Apesar dos versos soarem um pouco genérico na sua mensagem, a composição co-estrita pela Sia e, também, pelo produtor Max Martin é trabalho relativamente ousado e muito apropriado para a época em que vivemos. O outro ponto de destaque da canção é que, mesmo entregando um pop/dancehall bem comercial, a produção consegue dar um tom maduro e, de certa forma, sombria para conseguir harmonizar conteúdo e estética de uma maneira muito interessante. Não que a canção seja uma revolução ou mesmo a melhor da carreira da cantora, mas ajudada por uma performance vocal boa de Katy e um featuring adequado, Chained to the Rhythm  é o começo de uma nova fase para uma das artistas pop mais importantes surgidas na última década.
nota: 7

16 de julho de 2016

A Gigante Levantou

Rise
Katy Perry

Quando todos pensaram que os olhos do mundo pop estariam virados exclusivamente para o novo single da Britney Spears, eis que a Katy Perry resolve também lançar um novo single de surpresa. A novo canção não é o anuncio de nenhum novo álbum por enquanto, mas o tema da emissora estadunidense NBC para os jogos Olímpicos que irão acontecer no Rio de Janeiro em alguns dias. E meio que sem dar nenhum aviso, Katy pode fazer o seu retorno triunfal com uma canção até boa.

Rise é o melhor single de Katy desde Last Friday Night (T.G.I.F., apesar de ainda não retomar o bom patamar. A canção tem uma composição sobre vencer os obstáculos para alcançar a vitória e não poderia ser mais adequada para o objetivo, mesmo recaindo no famoso clichê de auto ajuda. A produção fica por conta de Max Martin que dá para Rise uma atmosfera épica e celebrativa, ajudada pelo ótimo trabalho de instrumentalização para esse EDM/pop. Mesmo não tendo a voz de uma Whitney Houston ou algo parecido, mas a cantora se segura bem ao entrar uma performance forte (se houver uma apresentação ao vivo, saberemos se ela consegue manter o mesmo nível). De qualquer forma, Katy Perry está de volta e parece que não está para brincadeiras para reassumir o posto das paradas mundiais.
nota: 7