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20 de fevereiro de 2019

Sólido

365
Zedd & Katy Perry

Nada pior para uma canção pop que cair no limbo entre ser boa ou ruim, pois esse é o tipo de canção que o público costuma esquecer com maior facilidade. Infelizmente, esse deve ser o caso da parceria da Katy Perry com o Zedd.

365 é, no máximo, um bom dance-pop/EDM que apresenta boas qualidades, mas também tem alguns importantes defeitos. O principal deles é o fato da produção erra na sua construção, pois entrega uma canção linear. Redondinha demais, 365 não chega a ser um "estraga prazeres", mas passa longe de empolgar como outros canções do Zedd e, principalmente, de Katy. A mesma também não entregar uma performance que consiga dar força para a canção. Mesmo assim, a cantora consegue segurar uma canção pop de forma exemplar. A composição é boa até a página dois, pois apresenta um defeito importante para um trabalho pop: um refrão fraco. Infelizmente, não acredito que essa seja o momento do retorno triunfal da Katy. E isso é até bom, pois 365 vai ser esquecida bem rápido.
nota: 6

10 de agosto de 2018

A Procura do Grande Momento

Happy Now
Zedd & Elley Duhé

Existem alguns artistas que parecem estar sempre a um passo da glória, mas nunca conseguem sair do lugar. Esse é o caso do DJ Zedd que, apesar de ser um bom artista, ainda não conseguiu entregar o seu grande momento musical. Enquanto isso, a gente tem canções como a boazinha Happy Now.

Happy Now é uma bem produzida e limitada EDM/pop que conquista pela sempre clean e segura atmosfera que sempre ouvimos nas canções do DJ. E quando digo sempre não é uma boa coisa, pois continuando a manter a mesma forma de fazer suas músicas, Zedd está perdendo oportunidades de entregar verdadeiros musicões devido ao talento que mostra e o talento que o rodeia. Em Happy Now, os vocais ficam por conta da desconhecida Elley Duhé que aparenta ser uma boa promessa para o futuro ao entregar uma boa e segura performance. Apesar das qualidades, Happy Now ainda é uma canção presa a falta do grande momento do Zedd.
nota: 6,5


11 de fevereiro de 2018

Bem Bom

The Middle
Zedd & Maren Morris & Grey

Existem algumas músicas que a gente tem certeza que não vai gostar devido algum fator que a constitui, mas por algum motivo a gente acaba gostando. Esse é caso de The Middle, novo single do DJ Zedd.

The Middle na sua raiz não passa de uma outra EDM/eletropop que o Dj já entregou algumas vezes. Entretanto, The Middle funciona melhor que o esperado devido algumas características como a presença da cantora country Maren Morris. Longe dos maniqueísmos das cantoras que normalmente assumem os vocais desse tipo de canção, Maren entrega uma performance bem mais rica e encorpada que se poderia esperar, ajudando a dar brilho para a canção. The Middle também se beneficia com uma letra bonitinha e com refrão redondo e cativante e a presença do duo Grey que dá mais substância para a instrumentalização da canção. The Middle é legal no momento que não tenta ser legal.
nota: 7

15 de julho de 2017

White Boys War

There's Nothing Holdin' Me Back
Shawn Mendes

Attention
Charlie Puth

Get Low
Zedd & Liam Payne

Esse post será uma quase batalha entre quatro artistas que, apesar de várias similaridades, possuem uma que fazem deles quase "irmãos artísticos": todos são jovens garotos brancos, tentando a sorte em estilos que não necessariamente são a "praia" real deles. Vamos começar com o mais novo deles e aquele que nos últimos tempos tem conseguindo ganhar uma personalidade própria: Shawn Mendes.

There's Nothing Holdin' Me Back foi lançado para impulsionar o relançamento de Illuminate e, aos poucos, vai se transformando na maior hit da ainda curta carreira de Shawn. A canção continua no mesmo caminho que o cantor mostrou no álbum com uma sonoridade pop rock estilo Ed Sheeran, mas aqui é possível notar que Shawn vai agregando uma atmosfera mais adulta na canção. There's Nothing Holdin' Me Back apresenta uma batida mais complexa e ousada com a base de guitarras bem acentuadas. Não espere algo revolucionário, pois o público do cantor ainda é o mesmo. Entretanto, o cantor parece comprometido em crescer ao longo dos anos, mostrando também maturidade em suas composições e vocais levemente melhores em comparação com o começo da carreira. O próximo na lista é um cantora que ainda precisa provar a sua capacidade fora da luz do seu maior sucesso.

Charlie Puth ainda é conhecido como o cantor em See You Again, ainda mais agora que o clipe se tornou o mais assistido de todos os tempos no You Tube. Além disso, o cantor não é exatamente um artista de uma talento raro e gigantesco. Felizmente, Attention, primeiro single do seu segundo álbum, é uma canção boazinha. 

O grande destaque da canção é a boa produção feita inteiramente pelo próprio Charlie, mostrando que ele talvez seja melhor produtor do que cantor. Ao misturar pop rock com boas doses de R&B e eletropop, o cantor encontrou uma sonoridade que transita entre o dance/soul/funk dos anos oitenta com o pop comercial mais atual. Uma instrumentalização bem conduzida e com uma ótima mudança de batidas entre os versos e o refrão ajuda a dar para Attention ainda mais qualidade. Como cantor, Charlie é esforçado, mas não há nada de especial na sua interpretação correta e de pouco carisma. Apesar disso, Attention é uma boa canção que tem mais qualidades que a próxima na lista.

Get Low é parceria do DJ Zedd com o ex-1D Liam Payne que, infelizmente, não serve para nada exatamente. Não é o potencial hit que poderia ser, pois a canção é mais uma mistura de eletrônico com influência de canção tropical que não vai mais que uma bem produzida, mas apática canção do estilo. Não é um trabalho ruim, porém, pois a produção de Zedd é refinada e bem construída. Entretanto, a canção não tem um pingo de personalidade, parecendo, na verdade, uma filler que sem querer foi lançada. Ficando com o título de 1D mais apático a lançar uma canção solo até o momento, Liam Payne entrega uma performance preguiçosamente mediana que parece ser feita por qualquer outro cantor em começo de carreira. Agora façam as suas apostas: qual desses white boys terão uma carreira realmente a longo prazo.
notas
There's Nothing Holdin' Me Back: 7,5
Attention: 7
Get Low: 6

24 de abril de 2017

Zedd, o Salvador

Stay
Zedd & Alessia Cara

Dentro todos os DJs/produtores que lotaram o mainstream pop o mais interessante é o alemão Zedd. Suas músicas não são a revolução do eletrônico comercial, porém, para a salvação do gênero, são completamente diferentes do que os seus colegas estão fazendo como é o caso do bom single Stay.

A canção não tem nada que possam ligá-lo a qualquer ondinha que esteja acontecendo no eletropop atualmente, principalmente a já irritante inclusão de batidas tropicas/caribenhas. Stay é, na verdade, uma curiosa e simpática indie pop/eletropop/dance pop com uma batida redondinha e com a adição de nuances que fazem a diferença que saiu direto da sonoridade do estilo do final dos anos noventa e começo dos dois mil. Stay também ganha pontos devido a presença simpática da Alessia Cara que dá um ar cool para a canção. Pode até parecer pouco, mas se continuar nesse caminho Zedd pode se tornar o melhor DJ/produtor dos últimos tempos.
nota: 7

2 de maio de 2016

Um Recomeço Merecido

True Colors
Zedd & Ke$ha

Falar sobre o período que a Ke$ha atravessou nos últimos anos é redundante, pois toda a sua vida está dia após dia nos noticiários referente ao mundo das celebridades. A vergonha que sinto em ver a dor que foi causada à ela é quase insuportável que prefiro não ficar lendo ou vendo tais matérias. Entretanto, a felicidade apareceu ao saber que a cantora tem a chance de reconstruir a sua vida e a sua carreira. O primeiro passo foi dado pelo DJ/produtor Zedd ao chamar a cantora para regravar a sua canção True Colors que é faixa do seu álbum homônimo lançado no ano passado. E a escolha não poderia ser melhor.

Na época já tinha elogiado a canção como a melhor do álbum, porém, depois da regravação com a Ke$ha, a faixa ganha um novo e poderoso significado. Ao colocar a voz na canção, Ke$ha ganha o seu grito de liberdade com uma letra forte, emocionante e perfeita para o seu momento pessoal. True Colors fala sobre libertação, renascimento e deixar o mundo ver a sua verdadeira essência. Nada mais verdadeiro para a cantora. Em dos momentos mais fortes, a canção fala:

Something tells me, I know nothing at all (Algo me diz que eu não sei nada)
I've escaped my capture (Eu escapei da minha prisão)
And I have no master (E eu não tenho nenhum "dono")
And somehow it's like I've waited (E de alguma forma é como eu estivesse esperando (por isso))

Um trunfo e um marco na carreira de Ke$ha dado de presente por Zedd. Outro presente do DJ é a sua produção vocal em que, ao contrário dos trabalhos anteriores, finalmente podemos ouvir a voz da cantora sem grandes artifícios, mostrando o talento genuíno de uma jovem que merece um futuro brilhante, pois o seu passado é um mundo de sombras. Que seja feliz, querida Ke$ha!
nota
Versão Original: 7,5
Versão Nova: 8 

27 de fevereiro de 2015

O Príncipe de Selena

I Want You to Know (feat. Selena Gomez)
Zedd

Normalmente, quando alguém termina um relacionamento espera-se que o próximo possa ser com alguém "melhor" que o anterior, pois se o último fosse bom teria durando. Nem sempre isso acontece, mas no caso da Selena Gomez está funcionando bem. Depois do tumultuado namoro ioiô com o Justin Bieber, a jovem começou, recentemente, a namorar o produtor/DJ Zedd mais conhecido pelo sucesso Clarity. Não sei exatamente o que isso muda na vida pessoal da jovem, mas posso afirmar que o namoro já resultou em parceria musical com resultado positivo.

I Want You to Know é o primeiro single do segundo álbum de Zedd mostra a boa química entre os dois namorados. A canção segue o velho roteiro EDM comercial que o produtor assume entregando uma excepcional single comercial que deve conseguir bons resultado comerciais. O ponto positivo é que a produção não consegue alcançar o mesmo brilho carismático de Break Free, a parceria de Zedd com Ariana Grande. Apesar disso, a canção é uma prova que Selena pode render muito bem com uma boa produção a dirigindo. E a pergunta agora é: e eles viveram felizes para sempre?
nota: 6,5