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25 de janeiro de 2026

Clichê Bom

Beat Yourself Up
Charlie Puth


Sabe o bom e velho clichê? Então, quando ele é realmente bem executado, é possível ter canções como a gostosinha Beat Yourself Up, do Charlie Puth.

Single de seu álbum previsto para este ano, Whatever’s Clever!, a canção é a soma de vários clichês do R&B, pop funk, boogie e dance-pop que poderiam facilmente resultar na música mais sem graça possível. Todavia, a produção classuda do próprio cantor em parceria com o BloodPop suaviza essa impressão ao entregar uma faixa limpa, direta e bastante divertida. Dessa maneira, fica difícil não se deixar levar pela batida leve e envolvente de Beat Yourself Up.

Além disso, o single conta com uma das performances mais encantadoras de Charlie, que encontra não apenas o tom perfeito para a canção, como também adiciona uma vivacidade radiante capaz de equilibrar toda a sua atmosfera. Apesar de ter uma boa letra, o único erro real da faixa é não entregar um refrão verdadeiramente avassalador — algo que poderia elevá-la a outro patamar.

Não chega a reinventar a roda, mas Charlie faz ela rodar lindamente.
nota: 7,5

4 de outubro de 2022

Detalhes Tão Pequenos

Smells Like Me
Charlie Puth


Entre um biscoito e outro nas redes sociais, o Charlie Puth lança algumas músicas até legalzinha como é o caso de Smells Like Me.

Longe de ser um suprassumo, o single é uma agradável, porém falha, mistura de pop, pop rock e synthopop que lembra levemente trabalhos lançados nos anos oitenta. Fofa e inofensiva, a canção teria toda a capacidade de ser ótima se Charlie se aprofundasse nas próprias ideias e entregasse algo com maior apuro estético. Parece que o cantor está satisfeito em ser apenas fofo e inofensivo com essa balada mid-tempo, ficando mais claro devido a mediana composição que, felizmente, apresenta um refrão bem amarrado. O grande ponto alto de Smells Like Me é a sólida performance de Charlie que se torna uma das melhores do cantor em muito tempo. Querido Charlie, os biscoitos estão ótimos, mas seria bom rechear a sua carreira com um “creme” mais consistente.
nota: 7

14 de julho de 2022

Pálido

Left and Right (feat. Jungkook (of BTS))
Charlie Puth


Devo admitir que acreditei que o Charlie Puth irá dar uma guinada na carreira para se mostrar um astro pop realmente interessante. Então, o cantor lançar a mediana Left and Right.

O grande atrativo da canção é ter a presença de Jungkook do BTS, mas isso é apenas o único motivo para ouvir a canção. Novamente, Charlie entrega uma pálido pop/pop soul redondinho, previsível e completamente sem graça que não mostra nada de novo ou que seja realmente interessante. A batida de Left and Right poderia facilmente ser confundida com outra canção do cantor que não faria nenhuma diferença. Apesar de entregar uma boa performance, Charlie não tem a menor química com o Jungkook que não é aproveitado de maneira correta, deixando a canção levemente forçada. Uma total perda de tempo de achar que o cantora tinha encontrado um caminho diferente.
nota: 5,5

26 de abril de 2022

Caminho Desviado

That’s Hilarious
Charlie Puth


Recentemente, o Charlie Puth revelou que teve uma epifania quando o Elton John falou que a musica dele era ruim e isso o fez pensar sobre a sua carreira. Apesar da melhora nos últimos tempos, acredito que That’s Hilarious não era exatamente o oposto que o Elton queria dizer.

That’s Hilarious é completamente dispensável. Apesar do bom começo, mostrando que poderia entregar algo com estofo e dramático, Charlie vereda por outros caminhos ao criar uma batida esquecível, massificada e boba de eletropop que não acrescentada nada de novo ou excitante. É apenas monótona. A canção tem até uma produção sólida e uma composição decente, mas That’s Hilarious é como uma massa de pão crua e sem sal. E isso mostra que Charlie Puth não ainda seguido a risca o conselho que lhe foi dado.
nota: 6

23 de janeiro de 2022

Mudanças

Light Switch
Charlie Puth


Apesar de ter começado a carreira levando uma enxurrada merecida de críticas, o Charlie Puth vem mudando o rumo da sua carreira com um claro amadurecimento artístico. Esse é o caso de Light Switch.

A canção passa longe de ser um suprassumo pop, mas é bastante eficiente e apresenta uma produção no ponto certo do próprio cantor. Uma mistura de dance-pop e R&B, Light Switch é leve, divertida e com um refrão chiclete da melhor maneira. Poderia ter uma batida mais explosiva? Sim, mas a qualidade criativa para o instrumental compensa de certa maneira essa linearidade. Mesmo ainda sem entregar uma performance avassaladora, Charlie apresenta carisma em seus vocais que dão conta de recado com louvor. E com essas mudanças Charlie Puth vai se tornando um artista realmente interessante.
nota: 7

15 de agosto de 2020

A Um Passo do Paraíso

Girlfriend
Charlie Puth

Existe uma sensação que acompanha o Charlie Puth desde o começo da sua carreira que o faz sempre estar a um passo da genialidade, mas algo parece o segurar sempre entre o decepcionante e o aceitável. Com o lançamento de Girlfriend a segunda opção é que prevalesse.

Girlfriend é uma simpática, bem intencionada e com uma boa produção dance-pop com agradáveis toques de R&B e pop soul que poderia ser muito melhor ao ganhar uma pegada ainda mais audaciosa. Em alguns momentos a canção parece que vai realmente decolar, mas é impedido pelas decisões que amarram a canção em uma base fixa. Além disso, a composição não é exatamente um lapso de genialidade, mesmo entregando um bom e redondo refrão. Apesar dos defeitos, Girlfriend é um trabalho que é melhor que parece ser permitido para uma canção do Charlie Puth. Quem sabe na próxima não vem o seu grande momento?
nota: 7

19 de setembro de 2019

Frustração

I Warned Myself
Charlie Puth

Depois de lançar o segundo álbum, o Charlie Puth parecia que estava em um bom caminho para o sonoridade. O banho de água fria nas expectativas vem através da frustrante I Warned Myself.

A canção parece mostrar um novo caminho para a sonoridade do cantor que, na verdade, nada mais é uma espécie de "imitação" do low pop que vem dominando as paradas com nomes como o da Billie Eilish. Não tem nada de errado em seguir uma tendência, mas a produção de Charlie ao lado de Benny Blanco erra pesadamente na construção do entediante arranjo. Repetitivo e pouco criativo, o arranjo ainda tem o imenso banho de água fria ao não entregar o clímax que o mesmo promete desde os seus primeiros segundos. E mesmo com uma boa performance e uma composição que acerta no tom, a canção nunca consegue se recuperar desse erro de produção primário. Frustrante.
nota: 5

15 de julho de 2017

White Boys War

There's Nothing Holdin' Me Back
Shawn Mendes

Attention
Charlie Puth

Get Low
Zedd & Liam Payne

Esse post será uma quase batalha entre quatro artistas que, apesar de várias similaridades, possuem uma que fazem deles quase "irmãos artísticos": todos são jovens garotos brancos, tentando a sorte em estilos que não necessariamente são a "praia" real deles. Vamos começar com o mais novo deles e aquele que nos últimos tempos tem conseguindo ganhar uma personalidade própria: Shawn Mendes.

There's Nothing Holdin' Me Back foi lançado para impulsionar o relançamento de Illuminate e, aos poucos, vai se transformando na maior hit da ainda curta carreira de Shawn. A canção continua no mesmo caminho que o cantor mostrou no álbum com uma sonoridade pop rock estilo Ed Sheeran, mas aqui é possível notar que Shawn vai agregando uma atmosfera mais adulta na canção. There's Nothing Holdin' Me Back apresenta uma batida mais complexa e ousada com a base de guitarras bem acentuadas. Não espere algo revolucionário, pois o público do cantor ainda é o mesmo. Entretanto, o cantor parece comprometido em crescer ao longo dos anos, mostrando também maturidade em suas composições e vocais levemente melhores em comparação com o começo da carreira. O próximo na lista é um cantora que ainda precisa provar a sua capacidade fora da luz do seu maior sucesso.

Charlie Puth ainda é conhecido como o cantor em See You Again, ainda mais agora que o clipe se tornou o mais assistido de todos os tempos no You Tube. Além disso, o cantor não é exatamente um artista de uma talento raro e gigantesco. Felizmente, Attention, primeiro single do seu segundo álbum, é uma canção boazinha. 

O grande destaque da canção é a boa produção feita inteiramente pelo próprio Charlie, mostrando que ele talvez seja melhor produtor do que cantor. Ao misturar pop rock com boas doses de R&B e eletropop, o cantor encontrou uma sonoridade que transita entre o dance/soul/funk dos anos oitenta com o pop comercial mais atual. Uma instrumentalização bem conduzida e com uma ótima mudança de batidas entre os versos e o refrão ajuda a dar para Attention ainda mais qualidade. Como cantor, Charlie é esforçado, mas não há nada de especial na sua interpretação correta e de pouco carisma. Apesar disso, Attention é uma boa canção que tem mais qualidades que a próxima na lista.

Get Low é parceria do DJ Zedd com o ex-1D Liam Payne que, infelizmente, não serve para nada exatamente. Não é o potencial hit que poderia ser, pois a canção é mais uma mistura de eletrônico com influência de canção tropical que não vai mais que uma bem produzida, mas apática canção do estilo. Não é um trabalho ruim, porém, pois a produção de Zedd é refinada e bem construída. Entretanto, a canção não tem um pingo de personalidade, parecendo, na verdade, uma filler que sem querer foi lançada. Ficando com o título de 1D mais apático a lançar uma canção solo até o momento, Liam Payne entrega uma performance preguiçosamente mediana que parece ser feita por qualquer outro cantor em começo de carreira. Agora façam as suas apostas: qual desses white boys terão uma carreira realmente a longo prazo.
notas
There's Nothing Holdin' Me Back: 7,5
Attention: 7
Get Low: 6

5 de janeiro de 2016

Uma das Promessas

One Call Away
Charlie Puth

O ano mal começou e já está na hora de começar a aparecer as previsões sobre quem serão os nomes que irão despontar em 2016. Apesar de prematuro, um nome forte para se apostar é o do cantor Charlie Puth. Com o mega sucesso de See You Again, que pode lhe render um ou mais Grammys e, também, uma indicação ao Oscar de melhor canção, Puth conseguiu emplacar o single Marvin Gaye ao lado da Meghan Trainor. Lançando o seu álbum debut nesse ano, o cantor pode ver o seu último One Call Away com grandes chaces de ser um sucesso temporão.

Como uma resposta americana do Sam Smith, Charlie Puth segue quase o mesmo estilo que o contemporâneo britânico: soul music. Entretanto, a sonoridade dele puxa para um lado mais pop e, infelizmente, perde toda a força que é esperada. One Call Away é a prova disso ao ser uma versão "bland" pop soul de Stay With Me. O grande pecado da canção é a sua batida cadenciada e nada profunda que segue as regras para se tornar uma faixa massificada e extremamente radiofônica. Essa decisão ajuda a Charlie a ter um possível hit, mas tira qualquer emoção da música. Outro problema é a fraca composição que parece ter sido escrita em meia hora de tão genérica. Com uma voz boa, Charlie precisa de muita experiência para mostrar o seu verdadeira talento, pois, por enquanto, ele parece ser mais um cantor de estúdio. Quem sabe, porém, não existam surpresas vindas do Charlie Puth ou será que ele é apenas fogo de palha? O tempo dirá.
nota: 5