Truck Yeah
Tim McGraw
Se tiver uma característica que os "caipiras" americanos posuem é o orgulho de serem caipiras. Até demais, diga-se de passagem, em alguns momentos. Então, não é surpresa que a canção Truck Yeah do cantor Tim McGraw.
Primeiro single do seu próximo álbum, a canção é uma celebração cool de como é a vida de um caipira em toda a sua glória. Essa sinceridade mostra o quanto os artistas countries estão conscientes do seu estilo sem perder a essência mesmo não sendo a composição mais original possível. O arranjo com uma pegada mais rock ajuda a dar uma vibe mais madura e moderna sem perder muito o rumo. O fraco da canção são os vocais sem muita personalidade de Tim. Contudo, a canção em si já tem personalidade suficiente e ela grita: "Sou caipira, e dai?"
nota: 7
10 de novembro de 2012
9 de novembro de 2012
Os Melhores de 2012 - Duelos de Hits
Essa disputa por mais uma vaga no Single do Ano vai ser entre a dominação global do sul-coreano Psy e fenômeno de Gangnam Style contra a princesa do country Taylor Swift e o mega sucesso comercial de We Are Never Ever Getting Back Together.
Votem na enquente na caixa ao lado durante dez dias! E, claro, comentem!
8 de novembro de 2012
Quando Dois Mundos Entram em Colisão
Sweet Nothing (feat. Florence Welch)
Calvin Harris
Quando dois artistas completamente diferentes um do outro se juntam é como a colisão de dois mundos: algo vai dar errado.
Sweet Nothing é o novo single do DJ Calvin Harris derivado do seu novo álbum (18 Months) e marca a parceria direta com a vocalista do Florence + The Machine. A canção tem boas ideias, mas que se acaba perdendo na falta imaginativa de Calvin que entrega um arranjo certinho demais e não explora a capacidade artística de Florence que parece presa dentro de limites bastante pequenos. Podemos ver um relance do que poderia ter sido a canção na composição de autoria de ambos: diferente e com uma pegada mais autoral com uma temática interessante. A poeira cósmica resultante da colisão de dois mundo pode até ser brilhante, mas não serve para muita coisa.
nota: 6,5
Calvin Harris
Quando dois artistas completamente diferentes um do outro se juntam é como a colisão de dois mundos: algo vai dar errado.
Sweet Nothing é o novo single do DJ Calvin Harris derivado do seu novo álbum (18 Months) e marca a parceria direta com a vocalista do Florence + The Machine. A canção tem boas ideias, mas que se acaba perdendo na falta imaginativa de Calvin que entrega um arranjo certinho demais e não explora a capacidade artística de Florence que parece presa dentro de limites bastante pequenos. Podemos ver um relance do que poderia ter sido a canção na composição de autoria de ambos: diferente e com uma pegada mais autoral com uma temática interessante. A poeira cósmica resultante da colisão de dois mundo pode até ser brilhante, mas não serve para muita coisa.
nota: 6,5
7 de novembro de 2012
Primeira Impressão
Halcyon
Ellie Goulding
Ouvir o segundo trabalho da britânica de Ellie Goulding é uma montanha-russa de altos e baixos que ao final você sentirá que o mundo está rodando, suas pernas estão formigando e sua boca está seca. E tudo isso pode ser bom ou muito ruim.
Halcyon é uma obra autoral. Isso é bom. Halcyon é um trabalho extremamente pessoal. Isso não é tão bom. Goulding é uma compositora ótima que tem ideias sensacionais e consegue passar seu ponto de vista em poucas palavras. Acontece que em vários momentos isso não é o bastante. Várias músicas carecem de muito mais que apenas uma boa ideia. Suas divagações sobre o amor e CIA. são bonitas, mas são frias e assépticas com um centro cirúrgico. Ellie trata tudo com contemplação que não deixa quem ouve realmente entrar no clima da canção. Halcyon é um álbum pop. Isso é bom. Halcyon quer tentar ser mais que apenas um bom álbum pop. Isso é ruim. Usando Jim Eliot como mesmo produtor por quase todo o álbum além dela como co-produtora, Ellie navega em águas diferentes para criar uma sonoridade indie com toques de synthpop e eletrônico que parece estar revestido de uma atmosfera refinada e grandiosamente calculada. Só que na verdade o álbum é um trabalho pop/dance/pop dance que apenas acha que é outra coisa. Não que seja uma produção ruim, pois Halcyon tem um trabalho instrumental ótimo só que se perde em tanto pretensão. Ellie Goulding é uma cantora extremamente interessante. Isso é muito bom. Ellie Goulding pode ser um pé no saco com seus maneirismos vocais. Isso é um pé no saco. Quando Ellie utiliza sua voz característica em falsete de maneira balanceada para dar personalidade para a canção tudo vai bem, mas quando ela parte para o "tudo ou nada" colocando o falsete em toda a canção ou mesmo indo no tom mais alto ela fica insuportável. No meio de tudo o álbum tem ótimos momentos mostrando a real capacidade de Ellie como em My Blood, Figure 8, I Know You Care e na melhor do álbum, Explosions. Só que também há outros momentos péssimos com em Only You, Atlantis e na insupórtavel Hanging On. Halcyon é um álbum que deve ser ouvido mesmo que seja para não gostar. E isso é até bom.
Ellie Goulding
Ouvir o segundo trabalho da britânica de Ellie Goulding é uma montanha-russa de altos e baixos que ao final você sentirá que o mundo está rodando, suas pernas estão formigando e sua boca está seca. E tudo isso pode ser bom ou muito ruim.
Halcyon é uma obra autoral. Isso é bom. Halcyon é um trabalho extremamente pessoal. Isso não é tão bom. Goulding é uma compositora ótima que tem ideias sensacionais e consegue passar seu ponto de vista em poucas palavras. Acontece que em vários momentos isso não é o bastante. Várias músicas carecem de muito mais que apenas uma boa ideia. Suas divagações sobre o amor e CIA. são bonitas, mas são frias e assépticas com um centro cirúrgico. Ellie trata tudo com contemplação que não deixa quem ouve realmente entrar no clima da canção. Halcyon é um álbum pop. Isso é bom. Halcyon quer tentar ser mais que apenas um bom álbum pop. Isso é ruim. Usando Jim Eliot como mesmo produtor por quase todo o álbum além dela como co-produtora, Ellie navega em águas diferentes para criar uma sonoridade indie com toques de synthpop e eletrônico que parece estar revestido de uma atmosfera refinada e grandiosamente calculada. Só que na verdade o álbum é um trabalho pop/dance/pop dance que apenas acha que é outra coisa. Não que seja uma produção ruim, pois Halcyon tem um trabalho instrumental ótimo só que se perde em tanto pretensão. Ellie Goulding é uma cantora extremamente interessante. Isso é muito bom. Ellie Goulding pode ser um pé no saco com seus maneirismos vocais. Isso é um pé no saco. Quando Ellie utiliza sua voz característica em falsete de maneira balanceada para dar personalidade para a canção tudo vai bem, mas quando ela parte para o "tudo ou nada" colocando o falsete em toda a canção ou mesmo indo no tom mais alto ela fica insuportável. No meio de tudo o álbum tem ótimos momentos mostrando a real capacidade de Ellie como em My Blood, Figure 8, I Know You Care e na melhor do álbum, Explosions. Só que também há outros momentos péssimos com em Only You, Atlantis e na insupórtavel Hanging On. Halcyon é um álbum que deve ser ouvido mesmo que seja para não gostar. E isso é até bom.
A Garota Que Queria Ser Tão Indie Quanto Um Indie Pode Ser
Anything Could Happen
Ellie Goulding
Anything Could Happen, primeiro single do álbum da Ellie Goulding Halcyon, é a melhor representação das qualidades e defeitos da jovem artista.
O lado bom fica por conta da original abordagem que ela dá para a canção a transformando em um indie pop original que consegue se destacar do resto da multidão com uma pegada mais criativa na elaboração do arranjo que parece ser simples, mas é bastante complexo. Só que a canção parece oca devido a tentativa de deixar sua composição completamente distante de qualquer coisa que possa parecer batida ou clichê. Até aí tudo bem, mas isso faz com que ela cante palavras vazias que não chegam realmente ao ouvinte como ela acha que chega. A tentativa de ser indie pesa demais e como ela não tem ainda o talento para quebrar essa barreira de maneira natural como o Florence + the Machine tem, ela termina numa zona quase neutra onde poucos chegam mesmo com um desempenho vocal sólido. Quem sabe daqui alguns anos ela não acha o tom certo. Até para ser indie precisa ter equilíbrio.
nota: 6
Ellie Goulding
Anything Could Happen, primeiro single do álbum da Ellie Goulding Halcyon, é a melhor representação das qualidades e defeitos da jovem artista.
O lado bom fica por conta da original abordagem que ela dá para a canção a transformando em um indie pop original que consegue se destacar do resto da multidão com uma pegada mais criativa na elaboração do arranjo que parece ser simples, mas é bastante complexo. Só que a canção parece oca devido a tentativa de deixar sua composição completamente distante de qualquer coisa que possa parecer batida ou clichê. Até aí tudo bem, mas isso faz com que ela cante palavras vazias que não chegam realmente ao ouvinte como ela acha que chega. A tentativa de ser indie pesa demais e como ela não tem ainda o talento para quebrar essa barreira de maneira natural como o Florence + the Machine tem, ela termina numa zona quase neutra onde poucos chegam mesmo com um desempenho vocal sólido. Quem sabe daqui alguns anos ela não acha o tom certo. Até para ser indie precisa ter equilíbrio.
nota: 6
Primeira Impressão
Two Eleven
Brandy
Normalmente álbuns que têm como bagagem um processo conturbado de criação podem resultar em um grande desastre ou uma grande obra. Nessa última categoria entre o novo trabalho da cantora Brandy. Depois de sair da Epic Records, Brandy assinou um contrato com as gravadoras Chameleon Entertainment e RCA Records para lançar seu novo álbum depois de um hiato de quatro anos, sendo Human de 2008 seu último trabalho. A saída não foi amistosa já que algumas informações dão conta que ela foi dispensada, mas parece que foi a melhor coisa que poderia acontecer com ela. Na nova casa, Brandy ganhou liberdade artística para mostrar seu ponto de vista e assim poder fazer um álbum que realmente a refletisse. Assim nasceu o excepcional Two Eleven.
O sexto trabalho da carreira da americana é uma obra poderosa de puro R&B com toques de hip hop que faz a gente voltar no tempo para os anos noventa onde a Brandy começou a carreira. Contudo, com uma diferença substancial para o resultado final: a maturidade de Brandy. Tudo começa pelos vocais da cantora: não houve e não há ninguém com o tom de voz dela e ela apenas melhorou com os anos. Brandy sabe muito bem como usar seu instrumento com uma precisão quase cirúrgica usando todas as suas nuances para dar vida para cada uma das faixas do álbum. O tom mais "rouco" e grave está cada vez mais refinado e Brandy sabe misturar com delicadeza com as "notas" mais agudas que ela sabe como e aonde dar. Pela primeira vez ela utilizou um time bem diversificado e maior de produtores isso poderia gerar um álbum sem foco e disperso, mas foi neutralizado pelo trabalho consistente de cada um dos colaboradores. Mais que um trabalho consistente, Two Eleven é o resultado de uma visão pura e honesta de como uma artista deve continuar a crescer sem se vender para modismo. As nuances, as influências, os samples de cada uma das canções são partes primorosas para a construção de músicas atemporais, primorosamente produzidas e lindamente compostas. E nesse quesito Two Eleven mostra ainda mais força: mesmo não sendo compositora de nenhuma delas podemos sentir que foram escolhidas a dedo pela Brandy para realmente um reflexo sincero dos seus sentimentos. Não posso apenas ressaltar um ou dois momentos de Two Eleven já que o álbum é do tipo que você precisa ouvir todo. E no mais quero apenas agradecer a Brandy por continuar a ser uma artista de verdade.
Brandy
Normalmente álbuns que têm como bagagem um processo conturbado de criação podem resultar em um grande desastre ou uma grande obra. Nessa última categoria entre o novo trabalho da cantora Brandy. Depois de sair da Epic Records, Brandy assinou um contrato com as gravadoras Chameleon Entertainment e RCA Records para lançar seu novo álbum depois de um hiato de quatro anos, sendo Human de 2008 seu último trabalho. A saída não foi amistosa já que algumas informações dão conta que ela foi dispensada, mas parece que foi a melhor coisa que poderia acontecer com ela. Na nova casa, Brandy ganhou liberdade artística para mostrar seu ponto de vista e assim poder fazer um álbum que realmente a refletisse. Assim nasceu o excepcional Two Eleven.
O sexto trabalho da carreira da americana é uma obra poderosa de puro R&B com toques de hip hop que faz a gente voltar no tempo para os anos noventa onde a Brandy começou a carreira. Contudo, com uma diferença substancial para o resultado final: a maturidade de Brandy. Tudo começa pelos vocais da cantora: não houve e não há ninguém com o tom de voz dela e ela apenas melhorou com os anos. Brandy sabe muito bem como usar seu instrumento com uma precisão quase cirúrgica usando todas as suas nuances para dar vida para cada uma das faixas do álbum. O tom mais "rouco" e grave está cada vez mais refinado e Brandy sabe misturar com delicadeza com as "notas" mais agudas que ela sabe como e aonde dar. Pela primeira vez ela utilizou um time bem diversificado e maior de produtores isso poderia gerar um álbum sem foco e disperso, mas foi neutralizado pelo trabalho consistente de cada um dos colaboradores. Mais que um trabalho consistente, Two Eleven é o resultado de uma visão pura e honesta de como uma artista deve continuar a crescer sem se vender para modismo. As nuances, as influências, os samples de cada uma das canções são partes primorosas para a construção de músicas atemporais, primorosamente produzidas e lindamente compostas. E nesse quesito Two Eleven mostra ainda mais força: mesmo não sendo compositora de nenhuma delas podemos sentir que foram escolhidas a dedo pela Brandy para realmente um reflexo sincero dos seus sentimentos. Não posso apenas ressaltar um ou dois momentos de Two Eleven já que o álbum é do tipo que você precisa ouvir todo. E no mais quero apenas agradecer a Brandy por continuar a ser uma artista de verdade.
6 de novembro de 2012
As 50 Melhores Músicas Pop de Todos os Tempos
Está chegando a hora de começar a descobrir o top 10 dessa lista! E adivinhem o que vai ter?
MUITA SAFADEZA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cliquem aí!
MUITA SAFADEZA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cliquem aí!
5 de novembro de 2012
Mistérios da Minaj
The Boys (with Cassie)
Nicki Minaj
Existem mistérios sobre a Nicki Minaj que eu queria muito descobrir: quantos alter egos realmente existem? A treta com a Mariah foi de verdade? Quantas cores diferentes ela consegue colocar em apenas uma roupa? Quantas latas de refrigerante ela consegue equilibrar naquela bunda? E o mais importante: por que as melhores músicas dela flopam?
Primeiro single do relançamento de Pink Friday: Roman Reloaded, The Boys mostra como ela consegue misturar perfeitamente pop com hip hop e criar um subgenêro original e muito divertido. Ao contrário do pop farofa que vêm fazendo, The Boys não tem uma pegada fácil e fútil mostrando um cuidado no trabalho de produção para dar liga em uma batida cheia de texturas e misturar de maneira primorosa os estilos incluídos na canção. Nicki está simplesmente matadora não precisando mudar de personalidade para arrasar misturando estilos enquanto a cantora Cassie não atrapalha e sua "pequena" voz até combina com a canção dando um contraponto para a loucura de Nicki. Mesmo um pouco boba, a letra é divertida e cheia de referências pop geniais como o do seriado Blossom ("I just come through with the six like my name was Blossom"). Claro, há outro mistério: por que ela não faz mais músicas como essa?
nota: 8
Nicki Minaj
Existem mistérios sobre a Nicki Minaj que eu queria muito descobrir: quantos alter egos realmente existem? A treta com a Mariah foi de verdade? Quantas cores diferentes ela consegue colocar em apenas uma roupa? Quantas latas de refrigerante ela consegue equilibrar naquela bunda? E o mais importante: por que as melhores músicas dela flopam?
Primeiro single do relançamento de Pink Friday: Roman Reloaded, The Boys mostra como ela consegue misturar perfeitamente pop com hip hop e criar um subgenêro original e muito divertido. Ao contrário do pop farofa que vêm fazendo, The Boys não tem uma pegada fácil e fútil mostrando um cuidado no trabalho de produção para dar liga em uma batida cheia de texturas e misturar de maneira primorosa os estilos incluídos na canção. Nicki está simplesmente matadora não precisando mudar de personalidade para arrasar misturando estilos enquanto a cantora Cassie não atrapalha e sua "pequena" voz até combina com a canção dando um contraponto para a loucura de Nicki. Mesmo um pouco boba, a letra é divertida e cheia de referências pop geniais como o do seriado Blossom ("I just come through with the six like my name was Blossom"). Claro, há outro mistério: por que ela não faz mais músicas como essa?
nota: 8
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