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30 de março de 2025

Uma Piada Musical

SMOKE THE PAIN AWAY
Calvin Harris


Tem algumas vezes que acho que alguns artistas estão fazendo uma piada em forma de música, pois não tem cabimento que seja sério alguns lançamentos. Esse é caso perfeito de SMOKE THE PAIN AWAY do Calvin Harris.

Pegando carona na onda country, o DJ decidiu lançar uma pastiche vergonhosa do que seria a sua versão de country pop ao adicionar batidas eletrônicas para criar um dos instrumentais mais pobres e podres da sua carreira. Sério, Clavin nunca foi exatamente um gênio musical, mas tem seus bons momentos ao longo dos anos, mas em SMOKE THE PAIN AWAY parece que o mesmo perdeu qualquer talento para a música em uma canção horripilante que fere os ouvidos de qualquer um com um gosto musical mesmo que mediano. E o pior é que ao entoar a canção, Calvin poderia até entregar uma canção mediana, pois o seu timbre combina com o gênero até bem. Todavia, ele escolheu claramente o caminho da piada sem graça, pois não acredito que alguém ouça essa canção é ache que é algo bom de verdade.
nota: 3

16 de abril de 2023

Nostalgia Factor

Miracle
Ellie Goulding & Calvin Harris

Em seus últimos trabalhos, o Calvin Harris tem tentado usar a nostalgia para ser o fator decisivo, mas vem falhando constantemente. E eis que surge a surpresa de ouvir Miracle.

Em parceria com a Ellie Goulding, a canção invoca com precisão aquele eurodance/trace que se popularizou no final dos anos noventa e parte dos dois mil. Não é nada genial, mas é de uma sinceridade sonora comovente que consegue fazer a gente voltar ao passado em uma canção rápida e rasteira. Miracle, porém, poderia explorar essa ideia mais afundo, faltando um clímax para arrematar tudo com chave de ouro. Felizmente, a boa performance da Ellie ajuda a esconder algumas pontas soltas. Se o Calvin fizesse todas as suas canções com essa mesma mentalidade poderia realmente sair do lugar comum que se estabeleceu. 
nota: 7

4 de novembro de 2022

Disco Para Inglês Ver

Stay With Me
Calvin Harris, Justin Timberlake, Halsey & Pharrell Williams

Quando você olha para o potencial no papel de Stay With Me do Calvin Harris fica espantado ao constatar que a canção que poderia ser uma das maiores do ano é apenas um amontoado de bons ideias que não para lugar nenhum.

Decidir reunir Justin Timberlake, Halsey e Pharrell Williams para criar uma canção dance-pop/nu-disco é uma ideia sensacional, mas a produção do Calvin reduz a canção em quase uma pastiche do que são os estilos usados da forma mais clichê possível. Justin e Pharrell funcionam bem para o contexto da canção, mas a Halsey está completamente perdida em uma performance tão boba e dispensável. Stay With Me tem um bom instrumental e ecos de Daft Punk, mas isso é eclipsado pela composição bem meia boca. A canção é um trabalho que serva apenas inglês ver o que seria o projeto de uma boa música.
nota: 6

16 de junho de 2022

Frio

Potion
Calvin Harris, Dua Lipa & Young Thug

Desde que o Calvin Harris começou a investir em uma sonoridade voltada para o soul/R&B/funk/disco com o álbum Funk Wav Bounces Vol. 1, o DJ entregou bons momentos que ainda carecem de uma apimentada para dar sabor no resultado final. Novamente, esse é o problema da nova canção do artista: a fria Potion.

Tecnicamente, a canção é trabalho impecável e, na teoria, entrega uma boa post-disco/eletropop muito bem produzida. Entretanto, Potion falta sabor, força e personalidade para conseguir estabelecer uma atmosfera realmente inspirada e irresistível. A canção parece perfeita para ser tocada de fundo em elevador do que ser um trabalho memorável suficiente para ser atração principal. Outro erro é a péssima utilização da Dua Lipa que fica renega a entoar de maneira morno um refrão fraco e esquecível. Além disso, Young Thug também parece um desperdício de talento em uma performance apática. Uma pena que o Calvin Harris tenha a faca e o queijo na mão, mas não consegue aproveitar de maneira realmente eficiente.
nota: 6

2 de outubro de 2020

O Toque Soul

Over Now
Calvin Harris & The Weeknd

Desde que mudou de rumos da sua sonoridade ao incorporar soul/R&B/funk pesadamente em seus trabalhos, o Calvin Harris vem entregando as suas melhores canções. E o feito é repetido em Over Now em parceria com The Weeknd.

Over Now é envolvente, sedutora e cadenciada R&B com toques de soul e um pouquinho de pop para a transformar a batida em algo dançante, seguindo o mesmo caminho da sonoridade do The Weeknd. Não tem o mesmo impacto que os seus recentes trabalhos solos, mas a produção de Calvin segura muito bem a onda ao longo da sua duração. Especialmente a parte final que a canção dá uma forte curva direto para os anos setenta de forma deliciosa. O ponto fraco de Over Now é a sua mediana composição que não apresenta nenhum grande momento para ajudar a canção a se elevar. De qualquer forma, Calvin parece que encontrou o seu verdadeiro caminho. Quem diria, né?
nota: 7

21 de janeiro de 2019

Uma Voz é Uma Voz

Giant
Calvin Harris & Rag’n’Bone Man

Assim como um filme mediano pode ser salvo devido a interpretação avassaladora de um dos atores, uma música ir pelo caminho ao ser "salva" pela presença de uma performance vocal arrebatadora. E exatamente isso que acontece com o nome single do Calvin Harris: Giant é um passeio para o cantor Rag’n’Bone Man.

Conhecido pelo sucesso de Human de 2016, o britânico Rag’n’Bone Man, nascido Rory Charles Graham, é dono de uma das vozes mais interessantes surgidas nos últimos tempos com um timbre grave poderoso e com uma interpretação impactante. Isso tudo é trazido para a performance de Giant, resultando na elevação quase instantânea da canção. Claro, ainda estamos diante de uma faixa dance-pop produzida pelo Calvin, mas, felizmente, a presença inspirada de Rag ajuda a polir a canção, principalmente no primeiro verso em que é possível ouvir o que a canção poderia ter sido com algumas aparas: uma espetacular e soulful R&B/pop soul com toque de eletrônico. De qualquer forma, deve-se elogiar a decisão de Calvin de não fazer da canção apenas um "batidão", mas dar substância ao incluir essas influências de soul. Ainda erra ao se entregar a batida clichê entre em vários momentos. Outra boa qualidade é a sua composição sobre se descobrir forte o suficiente para enfrentar os desafios da vida, pois apresenta momentos de emoção verdadeira. Uma pena, porém, que a letra não aprofunda na sua ótima concepção. De qualquer forma, Giant é um passeio para Rag’n’Bone Man mostrar o que o público precisa descobrir melhor: a sua voz.
nota: 7

30 de agosto de 2018

Uma Voz é Uma Voz

Promises
Calvin Harris & Sam Smith

Nem sempre gosto das músicas do Calvin Harris, mas quando ele acerta somos contemplados com boas canções como é o caso da parceria com o Sam Smith em Promises.

A grande atração da canção é claramente a presença de Sam e os seus vocais sempre irrepreensíveis. A soulful e elegante voz de Sam é responsável em dar vida para Promises, elevando a sensual composição em um patamar que poucas vezes uma canção do Calvin já tinha chegado. Lembrando muito as duas parcerias de Sam com o duo Disclosure, sem a presença do cantor Promises teria acabado apenas como uma redonda e comercial house/pop soul que sonoramente não tem nada de novo sob o Sol. Nessa configuração, porém, Promises é uma canção digna de elogios.
nota: 7

28 de abril de 2018

A Falta de Saber Lidar

One Kiss
Calvin Harris & Dua Lipa

Calvin Harris é o DJ/produtor de maior força no pop nos últimos tempos, trabalhando com uma quantidade grade dos nomes que estão dentro do livro de quem é quem da música comercial. Entretanto, tirando alguns momentos, Calvin ainda não sabe como usar o melhor dos seus contatinhos como comprova a mediana One Kiss com a estrela em ascensão Dua Lipa.

O single, provável primeiro do próximo álbum de Calvin, é um bem concebido e preguiçosamente produzido deep house comercial que não usa a sua principal qualidade a seu favor: capaz de entregar performances classudas e diferentes do resto nicho pop, Dua Lipa está tão morna como sopa depois de esfriar meia hora. Lá está o seu timbre aveludado meio Cher/meio cantora indie/meio cantora dos anos oitenta, mas isso não é o bastante para melhor a batida regular e linear que Calvin deu para a canção. Comercial, sim, mas sem nenhuma graça verdadeira. Já ouvimos essa batida centenas de vezes em outras canções. O que ajuda, além da voz de Dua, é o fato da qualidade técnica da canção sempre ser acima da média nas produções desse tipo. Falta, então, Calvin Harris aprender a lidar não só apenas com o talento dele, mas, principalmente, com daqueles que com ele trabalha seja quem for.
nota: 6

13 de abril de 2017

A Saga do Poderia, Seria e Deveria

Heatstroke (feat. Young Thug, Pharrell Williams & Ariana Grande)
Calvin Harris

Uma das coisas que realmente irrita-me em relação a música pop é quando uma canção tinha tudo para ser sensacional, mas, por alguma motivo, não consegue alcançar o seu verdadeiro potencial. Esse é o caso do single Heatstroke do Calvin Harris.

Vamos aos fatos: o DJ inglês conseguiu juntar em uma mesma canção Pharrell Williams (também como co-produtor), Ariana Grande e o rapper Young Thug em uma canção bem diferente do que o mesmo tem feito ultimamente. O que poderia ser um verdadeiro sopro de ar fresco na carreira de Calvin acaba sendo uma canção morna e bem longe do alcance dos talentos de todos os envolvidos. Começa pelo fato que a produção não aproveita a presença de Ariana e, até mesmo, a do Pharrell, relegando os dois a coadjuvantes do Young Thug que tem uma performance mediana. Até mesmo a batida soul pop com influência dos anos setenta, que deveria ser o ponto alto da música, não alivia a sensação que Calvin ainda não saber entregar algo que seja realmente criativo. Heatstroke seria uma canção sensacional caso fosse fundo nas suas ideias iniciais, mas só ficou na promessa mesmo.
nota: 6

27 de fevereiro de 2017

Frank, Você Está Metido com Calvin?

Slide (feat. Frank Ocean & Migos)
Calvin Harris

Uma das parcerias mais inusitadas e surpreendentes dos últimos anos é a união do Calvin Harris com o  Frank Ocean. Dois extremos da música atual se unem para entregar a mediana Slide.

Não é surpresa falar que a melhor coisa na canção é a presença do americano na canção, pois, além de emprestar os seus vocais, Frank assina a co-autoria da canção. Devido a isso, Slide ganha uma característica que falta a maioria das canções do DJ: substância temática. Apesar disso, Slide ainda se perde no eterno looping de criar um eletropop/eletrônico/EDM comercial com a mesma cadencia e repetição de batidas, mesmo que aqui tenha uma forte influência R&B e hip hop e, surpreendente, algumas nuances diferentes. Com a boa participação do grupo de rap Migos, Calvin Harris consegue entregar a sua melhor canção em muito tempo. E, por sua vez, Frank Ocean tem a sua pior canção da carreira até agora.
nota: 6,5

6 de outubro de 2016

Ego

My Way
Calvin Harris

Decido a não lançar mais álbuns, mas apenas singles, o DJ Calvin Harris lançou a canção My Way. E novamente o trabalho apenas servir para acariciar o seu ego, pois, ao contrário da maioria das suas canções que possuem os vocais de um cantor ou cantora de verdade, a canção tem os vocais do próprio Calvin.

Terceira vez que ele atua como "cantor" (Summer e Feel So Close), Calvin entrega um performance que poderia até ser passável, se não fosse tão linear e pouco inspirada. O DJ pode até ter algumas qualidades em sua voz, mas a de interpretação não é uma delas. My Way também sofre da crônica falta de inspiração de Calvin para escrever qualquer letra que tem alguma força emocional ou alguma construção que não pareça com a poesia escrita por algum jovem de dez anos. Além disso, a batida eletrônica com influência de música caribenha é tão boba e pouco inspirada que nem dá para se divertir ouvindo. My Way deveria se chamar My Ego para combinar com o estilo de Calvin. E tem gente que ainda compra as ideias do DJ.
nota: 4,5

30 de abril de 2016

A Dose Repetida

This Is What You Came For (feat. Rihanna)
Calvin Harris

Calvin Harris encontrou a fórmula do sucesso. Isso é uma verdade inquestionável, assim como o fato dessa fórmula ser o repetição infinita dos mesmo ingredientes com algumas diferenças de posicionamento de música para música. Novamente, a fórmula está presente em This Is What You Came For.

Nova parceria com a Rihanna (os últimos foram We Found LoveWhere Have You Been em 2011, o single é um amontoado de maneirismo do DJ/produtor em uma embalagem clean e comercial. A batida EDM não apresenta nada de novo e, pior, passa longe do carisma dos outros trabalhos com a cantora de Barbados. Felizmente, a cantora é a única coisa boa na canção devido aos seus vocais competentes, mas que não brilham como poderiam devido ao refrão monossilábico e chatos. This Is What You Came For deve fazer sucesso comercial, mas não é algo realmente que deva ser lembrados em alguns anos.
nota: 5,5
  

7 de setembro de 2015

O Crédito Necessário

How Deep Is Your Love
Calvin Harris & Disciples

Apesar de uma extensa de colaboração em composições de nomes como Britney Spears, One Direction, Leona Lewis e até mesmo a Wanessa (ex-Camargo) na já lendária Shine It On, a cantora e compositora Ina Wroldsen simplesmente não recebeu, oficialmente, créditos por ser a vocalista do novo single do Calvin Harris, a mediana How Deep Is Your Love. 

Essa prática é até comum hoje nos lançamentos de DJ estrelas, mas desqualifica muito o trabalho daqueles que emprestam a sua voz para essas música. A situação é mais grave em How Deep Is Your Love, pois é a presença da cantora que salva o single de um tremendo desastre. Sua voz singela e sua interpretação contida fazem a diferença em mais uma canção eletrônica massificada feita para ser o próximo hit nas paradas. Ina injeta alguma emoção na composição boazinha de How Deep Is Your Love, mas que é quase engolido pelos clichês de produção de Calvin e do banda desconhecida Disciples que não fala para o que veio na canção. Não basta fazer uma canção ruim, precisa não reconhecer o único acerto.
nota: 5,5

17 de setembro de 2014

A Culpa é do Calvin!

Blame (feat. John Newman)
Calvin Harris


Sabe quem é o principal culpado pelas músicas do Calvin Harris nunca saírem do lugar comum: o próprio Calvin! Pegamos o caso do seu último single, a legal Blame.

Nas mãos de Calvin Blame se torna mais do mesmo, ou seja, mais um bom e sem personalidade dance/eletrônico que poderia render muito mais. A canção tem como vocalista o ótimo cantor John Newman que é dono de uma voz "soulful" impressionante dando para a canção substância sem precisar de muito esforço vocal e a composição tem um apelo mais maduro e emocional. Tudo muito bem, mas a produção de Calvin acerta nos toques soul e erra na hora de construir o "batidão" já que essa parte é o famoso "mais do mesmo". Calvin parece usar a mesma batida em quase todas as suas músicas apenas mudando a fusão que faz com outros estilos. Uma pena, por culpa de Calvin, Blame é apenas ok quando poderia ser um "musicão".
nota: 6

23 de abril de 2014

O DJ Que Sabia Cantar

Summer
Calvin Harris


O DJ/produtor Calvin Harris tem uma grande vantagem em relação aos seus concorrentes diretos: ele canta.
Quando uma canção dele não tem um featuring, ele mesmo vai lá e empresta a sua voz para a canção. Esse é o caso do seu mais recente single, Summer.

A canção não está veiculada (ainda) a nenhum álbum do DJ e foi lançada no começo de Março. Summer segue a risca a cartilha das produções de Calvin: house pop comercial bem feitinho, mas completamente sem imaginação. Parece um eterno déjà vu. O que consegue sair um pouco da mesmice é a participação ativa de Calvin como cantor (melhor em gravação que muitos cantores pop por aí) dono de uma voz rouca e a composição bonitinha. Quem diria que chegamos num ponto que cantar seria um ponto positivo para uma canção?
nota: 6

28 de agosto de 2013

O Sétimo

I Need Your Love (feat. Ellie Goulding)
Calvin Harris


A contagem de singles lançados pelo DJ Calvin Harris do álbum 18 Months chegou ao número sete com o lançamento da parceira com a inglesa Ellie Goulding, I Need Your Love.

A canção é uma mistura entre a batida eletrônica de Calvin com pitadas do indie pop feito por Ellie. Infelizmente, Calvin erra ao não saber misturas as duas sonoridades pesando bem mais para seu lado fazendo mais um dance pop estilizado, mas repetitivo ao extremo. A performance fraca e sem graça da jovem cantora faz com que a boa composição perca bastante do seu impacto emocional. Para piorar a situação, Calvin já lançou o oitavo single. Assim não há quem acompanhe.
nota: 6

30 de março de 2013

O Cara Que Lança Singles Igual a Rihanna

Drinking from the Bottle (feat. Tinie Tempah)
Calvin Harris

Foram até agora seis singles (e mais um para ser lançado no começo de Abril) saídos do álbum 18 Months do DJ Calvin Harris. O cara lança single com se fosse a Rihanna!

Drinking from the Bottle é a parceria de Calvin com o rapper inglês Tinie Tempah e a canção de número seis na lista de singles do álbum. A canção é uma colcha de retalhos eletrônica que funciona se você procura por algo diferente, mas não tão longe do lugar comum. A composição é até legal com vários momentos inspirados, mas que erra na seguinte frase:

"Se você não é magra, então você está no lugar errado"

Sério? A presença de Tinie é boa, mas não marca de maneira mais intensa sua participação na canção. E assim Calvin lança mais um single que daqui a pouco será substituído por mais um single. É ciclo da vida.
nota: 6,5

8 de novembro de 2012

Quando Dois Mundos Entram em Colisão

Sweet Nothing (feat. Florence Welch)
Calvin Harris


Quando dois artistas completamente diferentes um do outro se juntam é como a colisão de dois mundos: algo vai dar errado.

Sweet Nothing é o novo single do DJ Calvin Harris derivado do seu novo álbum (18 Months) e marca a parceria direta com a vocalista do Florence + The Machine. A canção tem boas ideias, mas que se acaba perdendo na falta imaginativa de Calvin que entrega um arranjo certinho demais e não explora a capacidade artística de Florence que parece presa dentro de limites bastante pequenos. Podemos ver um relance do que poderia ter sido a canção na composição de autoria de ambos: diferente e com uma pegada mais autoral com uma temática interessante. A poeira cósmica resultante da colisão de dois mundo pode até ser brilhante, mas não serve para muita coisa.
nota: 6,5

10 de setembro de 2012

2 Por 1 - Calvin Harris

Let's Go (feat. Ne-Yo)
We'll Be Coming Back (feat. Example)
Calvin Harris


Sabe aquele velho ditado "fez a cama, agora deita"? Normalmente, ele é usado com conotação negativa, mas também pode ser usado para o bem. O DJ  inglês Calvin Harris entra na descrição perfeitamente para explicar sua carreira nos últimos tempos. Depois de ganhar certa notoriedade na Inglaterra, ele chamou a atenção de vários artistas americanos e com o sucesso de We Found Love e o bom desempenho de Where Have You Been seu nome foi catapultado mundialmente. Vendo isso ele não ficou parado e começou a trabalhar para ganhar destaque por si só. O sucesso do single Feel So Close abriu caminho para os próximos trabalhos que marcam o lançamento do seu álbum 18 Months que vai ser lançado em Outubro. O primeiro destaque veio da parceria com a cantor Ne-Yo, Let's Go.

A canção ficou em 17° na Billboard é o melhor trabalho dele até aqui. Seguindo o esquema eurodance de We Found Love, mas que acerta quando deixa a canção mesmo trance e mais pop. A produção sempre clean de Calvin faz muito enfeito na elaboração da batida que conta com o carisma de Ne-Yo para se consolidar em canção marcante. Até mesmo a composição média consegue melhorar no resultado final.

Só lançado na Europa, a canção We'll Be Coming Back se transformou no primeiro número um de Calvis como artista principal na sua terra natal. A canção mostra novamente o talento de Calvin: produção acima da média como em não transformar tudo em um pancadão sem sentido e talento em trazer seu estilo para as canções. Só que aqui o resultado final é morno. Pode ser o rapper/cantor Example que não empolga e as vezes lembra o vocalista do Scissor Sisters em um dia fraco ou a letra um pouco boba e chata que não deixa a canção mostrar o potencial que poderia ter. Mesmo assim Calvin vai construindo uma carreira firme que promete ainda mais sucesso num futuro bem próximo.

nota
Let's Go: 8
We'll Be Coming Back: 6

6 de junho de 2012

Valeu, Rihanna!

Feel So Close
Calvin Harris

O Dj Calvin Harris estava lá na dele fazendo seu sucessinho no Reino Unido sendo eletrônico para as massas e os hypes de plantão quando a dona Rihanna pensou: "Vou chamar esse DJ para trabalhar no meu álbum para fazer umas parcerias e quem sabe ele faz um sucesso para mim?". E foi assim que surgiu "We Found Love" e agora "Where Have You Been". Então, Calvin Harris fez o que deveria: aproveitou a mega exposição para colocar sua carreira em outro patamar. Tanto fez que ele conseguiu bombar a canção Feel So Close nos Estados Unidos (e no mundo por tabela) depois de messes depois de ter sido lançada no Reino Unido.

O curioso da canção é que os vocais sãoo do próprio Calvin e isso é até bom, pois ele tem uma voz interessante um pouco rouca e bem firme. Claro, há umas trucagens e ele sabe como usar sua voz para caber direito na produção limpa e sem maniqueímos do estilo. Apesar de ser muito original, Calvin faz o dever direitinho e cria uma música dançante e divertida onde até a letra é boa (explico: para um cara que canta, produz e escreve a própria canção). Mesmo com talento, eu agradeceria a Rihanna com um buquê de flores ou um outro hit.
nota: 6,5