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18 de maio de 2025

Concertos para a Juventude II

Hand That Feeds
Halsey & Amy Lee

De tempos em tempos, o mundo da música presenteia o público com uma parceria tão inusitada que parece saída de um sonho febril. Esse é o caso da interessante união entre Halsey e Amy Lee em Hand That Feeds.

Tema do filme Ballerina, a canção poderia ser melhor, pois a produção entrega uma sólida, mas segura demais, power balada alt pop/rock. Além disso, a música carece de um clímax mais poderoso e impactante para arrematar tudo de maneira a torná-la marcante de forma definitiva. Todavia, Hand That Feeds funciona melhor do que o esperado devido à boa presença de Halsey e, principalmente, ao impacto dos vocais de Amy Lee. A vocalista do Evanescence não apenas adiciona uma grande e marcante carga de personalidade, como também mostra que ainda possui a força dos áureos tempos da banda, transportando-nos para o passado de maneira sincera e nostálgica. Não é uma parceria para incendiar o mundo, mas é uma boa chama.
nota: 7,5

6 de outubro de 2024

2 Por 1 - Halsey

Ego
Lonely is the Muse
Halsey

Com lançamento da polêmica e mediana Lucky, a Halsey meio que ajudou a ofuscar os lançamentos dos próximos singles que claramente são superiores. E isso é uma pena, pois Ego e Lonely is the Muse são realmente canções que merecem mais reconhecimento.

Mesmo que sejam ótimas, ambos singles apresentam estéticas realmente inteligentes e bem pensadas que dá uma noção de como será a vibe do álbum The Great Impersonator. Apesar de equivalentes em qualidade, Lonely is the Muse é a mais imponente sonoramente ao ser uma edificante e surpreendente balada de rock alternativo/post grunge/ que claramente tenta emoldurar uma sonoridade dos anos noventa como, por exemplo, ouvida na banda Hole. Épica e com um instrumental classudo, o grande destaque da canção é a poderosa e sentimental performance da Halsey que consegue não apenas transmitir toda a força da sua composição, mas também mostrar a versatilidade da cantora. Em Ego, o estilo da canção é mudado para uma versão pop rock/pop punk que parece emoldurar a ascensão emo do começo dos anos dois mil. E o grande trunfo da canção é fazer isso sem soar datado ou/e pretencioso e, sim, de uma forma natural que deixa a canção realmente carismática e excitante. Nenhum dos singles tem potencial de hit, mas são amostras que quando a Halsey acerta realmente entrega canções bem acima da média. 
notas
Ego: 7,5
Lonely is the Muse: 7,5

5 de agosto de 2024

Sample Vazios

Lucky
Halsey

Sabe o que é tão ruim como ter uma canção pop ruim é ter uma canção pop vazia. Esse é o caso de Lucky da Halsey.

É necessário dizer, porém, que a canção tem uma ideia simplesmente genial por trás, sendo o problema principal é sua realização. A canção é uma especial de “parodia” do que seria uma canção pop felizinha e despretensiosa para falar de um assunto triste e forte que é os problemas pessoais e de saúde que a cantora enfrentou nos últimos tempos. E, apesar de ter bastante empatia pela cantora, a composição de Lucky soa levemente forçada não tematicamente, mas, sim, esteticamente devido as escolhas líricas parecem previsíveis e sem muita força emocional de fato. Todavia, o grande problema da canção é o uso pesado dos samples de duas canções sensacionais, mas que terminam sendo desperdiçadas ao final. Mesmo com todo a polemica envolvendo a Britney Spears e o uso de Lucky com base do refrão, a grande mancada de fato é não aproveitar com inteligência a base da genial You Gotta Be da Des'ree. Faltou inteligência criativa para fazer todas as peças se juntaram que ainda tem outro sample da Monica com a canção Angel of Mine. Lucky é bem intencionada, mas completamente dispensável e sem substancia.
nota: 6

11 de abril de 2023

Meh-lsey

Die 4 Me
Halsey


Depois do interessante If I Can't Have Love, I Want Power pensei realmente que a Halsey estava no inicio de uma nova fase na sua carreira. Entretanto, isso não é que mostra com o lançamento da mediana Die 4 Me.

Novamente, a cantora entrega uma canção bem intencionada, mas completamente insonsa sonoramente. Repetindo os mesmos cagoetes e clichês de várias das suas canções, Die 4 Me é uma electropop/indie pop com pinceladas de trap/hip hop que não tem nada sonoramente excitante ou revigorante. É como se a gente ouvisse a mesma canção, mudando apenas algumas nuances/texturas aqui e ali que até bem produzida tecnicamente. Halsey segura bem a canção e a composição tem até bons momentos, mas novamente não passa muito do patamar de apenas ok.
nota: 6

4 de novembro de 2022

Disco Para Inglês Ver

Stay With Me
Calvin Harris, Justin Timberlake, Halsey & Pharrell Williams

Quando você olha para o potencial no papel de Stay With Me do Calvin Harris fica espantado ao constatar que a canção que poderia ser uma das maiores do ano é apenas um amontoado de bons ideias que não para lugar nenhum.

Decidir reunir Justin Timberlake, Halsey e Pharrell Williams para criar uma canção dance-pop/nu-disco é uma ideia sensacional, mas a produção do Calvin reduz a canção em quase uma pastiche do que são os estilos usados da forma mais clichê possível. Justin e Pharrell funcionam bem para o contexto da canção, mas a Halsey está completamente perdida em uma performance tão boba e dispensável. Stay With Me tem um bom instrumental e ecos de Daft Punk, mas isso é eclipsado pela composição bem meia boca. A canção é um trabalho que serva apenas inglês ver o que seria o projeto de uma boa música.
nota: 6

5 de julho de 2022

Valeu a Pena?

So Good
Halsey


Recentemente, a cantora Halsey criou uma “polêmica” ao revelar que a sua gravadora estava se negando a lançar uma música sua devido a mesma não ter passado no “teste de ser viral no TikTok”. Depois de muito buchicho, a gravadora se desculpou e lançou a canção chamada So Good. E a pergunta é: valeu a pena?

So Good é uma música apenas boa. Sem maiores erros, mas sem nenhum grande acerto. A produção é na medida certa para essa rápida e rasteira balada mid-tempo pop que soa mais como filler inofensivo do que um potencial hit comercial com ou sem ajuda do TikTok. A boa composição sobre um fim de relacionamento não tem força suficiente para gerar um impacto relevante assim como a performance da Halsey que, sinceramente, poderia ser entregue por outra cantora na mesma categoria que não faria muita diferente. Acredito que artistas possa ter controle das suas escolhas, mas sempre fica a sabedoria para saber se vale a pena insistir em algo que talvez não precisasse ter tanta dedicação.
nota: 7

28 de novembro de 2021

A Um Passo dos Céus

I am not a woman, I'm a god
Halsey


Canção que dá nome ao seu novo álbum da Halsey, I am not a woman, I'm a god é uma canção que poderia ser simplesmente genial com alguns retoques aqui e ali. Mesmo assim, o trabalho é o melhor single da carreira da cantora.

Uma electopop com toques de indie rock densa, sombria e com uma produção completamente diferente do que se pode esperar de uma canção do gênero e em relação a toda a carreira da cantora, I am not a woman, I'm a god poderia ter um clímax mais avassalador para embalar toda a canção em um laço dourado e explosivo. Isso não tira, porém, o impacto da ótima composição sobre a dualidade de ser uma mulher ao ser humana e, ao mesmo tempo, ter que ser uma fortaleza. Se esse for o primeiro passo para a consagração da Halsey irei ficar esperando ansioso para o seu próximo passo.
nota: 7,5

19 de maio de 2020

Legal

Be Kind
Marshmello & Halsey

Sabe aquele tipo de música que a gente ouve e pensa: legal. E apenas isso vem a mente, pois a canção é apenas legal. Não é ruim. Não é ótima. Não é marcante. Não é exatamente descartável. É apenas legal. Então, esse é caso da parceria do DJ Marshmello com a Halsey em Be Kind.

Be Kind é uma decente e delicada EDM que não supera nenhuma expectativa, mas passa bem longe de ser uma bomba. Provavelmente, a decisão da produção de criar uma batida suave e melódica em uma cadência mid-tempo ajuda a canção a se distanciar da massificação que normalmente esse tipo de canção recorre para ser comercial. Outro fator é a boa performance de Halsey que sem maiores esforços consegue entregar vocais carismáticos. O resultado final é legal e nada mais.
nota: 7

29 de janeiro de 2020

Perdidah

You should be sad
Halsey

Uma das canções que melhor mostra as qualidades e defeitos que Halsey apresenta é o single You should be sad, sexta canção lançada de Manic.

O single é uma balada mid-tempo country pop que se de um lado é uma boa aventura sonora, do outro lado surge com uma tentativa meia boca de tal ousadia. O destaque da canção é sua constante, ácida e sincera sobre o fim de um relacionamento com o famoso boy lixo. Nesse caso, a especulação aponta que You should be sad seja sobre o relacionamento com o rapper G-Eazy. Essa honestidade é o que faz da canção um trabalho acima da média. Além disso, a cantora entrega uma performance segura do começo ao fim. Entretanto, o single apresenta uma genérica e quase linear produção que pega o lado mais sem graça do pop e do country para criar uma canção que, infelizmente, não chega a lugar nenhum sonoramente. Não é uma canção ruim, mas ainda deixa claro como a cantora ainda está meio perdida.
nota: 6,5

2 de junho de 2019

Confuso

Nightmare
Halsey

A Halsey pode até encontrado o caminho do sucesso comercial, especialmente devido ao sucesso de Without Me, mas ainda precisa encontrar o caminho artístico com deixa claro a confusa Nightmare.

A canção é uma estranha, desconectada e meio forçada indie rock/ indie pop que poderia funcionar se a produção não quisesse fazer de Halsey uma artista mais densa que deveria ser apresentada para o grande público. E olha que não é por falta de experiência da produção, pois a mesma conta com Benny Blanco, Cashmere Cat e Happy Perez. O grande erro é a decisão de fazer os versos e o refrão terem pegadas completamente diferentes, resultando uma quebra de fluidez que arruína qualquer chance da canção ser boa. Essa critica também vale para a performance vocal da Halsey que transita entre o exagerado e irritante e o apático e sonolento. Nightmare se sustenta em parte devido a sua boa, madura e um pouco confusa composição em que ouvimos a cantora tentar expurgar alguns dos seus demônios íntimos de forma interessante. Pena que a presença de sete colaboradores para escrever a mesma acaba perdendo o lado pessoal que a cantora parece querer dar para a canção. Resumidamente: a Halsey ainda está batendo cabeça para achar o lugar certo que a pertence.
nota: 6

9 de outubro de 2018

No Limite

Without Me
Halsey

A Halsey é uma boa artista, mas parece que não consegue sair do lugar seguro que a própria construiu como mostra a boazinha Without Me.

Talvez a canção mais carismática dela nos últimos tempos, Without Me é uma redondinha, bonitinha e legalzinha indie pop/electropop que está bem dentro do campo de atuação da cantora. Isso é bom por um lado, pois deixa a cantora confortável para entregar o seu melhor. Entretanto, isso também restringe a possibilidade da cantora de surpreender com algo que realmente eleva a sua sonoridade. É uma verdadeira pena, pois o público está diante de uma artista interessante como mostra uma inteligência em construir uma composição com certa profundidade sobre solidão. Quem sabe se Halsey não quebrar seus limites não irá decolar artisticamente como tem o potencial.
nota: 7

14 de abril de 2017

Uma Jornada Diferente

Now Or Never
Halsey

A cantora Halsey tem um começo de carreira bem diferente dos padrões. Primeiro, a cantora se estabeleceu como uma nova força do indie pop com o lançamento do seu primeiro álbum Badlands de 2015. Em seguida, Ashley Nicolette Frangipane, nome de batismo da moça, foi catapultada ao topo das paradas ao ser parte de mega hit Closer do The Chainsmokers. Agora com a poeira ainda alta desse imenso arrasa quarteirão, Halsey precisa provar, ao mesmo tempo, que é capaz de aproveitar esse imenso buzz com seu nome e manter-se fiel ao seu público que conquistou lá bem no começo. Essa difícil missão começa com o lançamento do single Now Or Never.

Primeiro single do segundo álbum (Hopeless Fountain Kingdom), Now Or Never não é bem a canção que irá trazer de volta o primeiro lugar da Billboard para Halsey. E também não deve deixar alguns fãs decepcionados, pois Halsey entrega uma redondinha canção indie-R&B com uma atmosfera sombria e estilizada. Entretanto, Now Or Never sofre da síndrome de não ter um pingo de personalidade própria devido a falta de carisma de Halsey. Não que a jovem seja uma cantora ruim, mas sua voz é tão comum ao lembrar dezenas de outras cantoras com o mesmo estilo. E para piorar essa sensação, Now Or Never não é uma canção que precise de uma performance muito diferente do arroz com feito ouvido em qualquer canção do gênero. Apesar dos erros, Halsey ainda tem um futuro bem interessante pela frente, precisando primeiro encontrar exatamente o seu caminho.
nota: 6