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25 de junho de 2026

De Volta as Origens

My Guy
Sam Smith


É preciso admirar a coragem que Sam Smith teve ao seguir sua vida e carreira da maneira que mais agrada à sua pessoa, sem pensar no que as pessoas falam ou deixam de falar. Dito isso, é bom ouvir sua volta às origens com o sólido single My Guy.

Uma balada pop soul com toques deliciosos de gospel e R&B, a canção deixa exposto o melhor de Sam: a sua voz. Sedosa, melódica e marcante, a voz de Sam preenche os espaços até mesmo nessa contida e reflexiva performance. E isso já é algo que realmente vale a pena ouvir na canção. Apesar de estar longe dos seus melhores momentos, My Guy também destaca a maturidade da vida de Sam ao ser uma canção de amor sobre seu companheiro, o estilista Christian Cowan. Ao contrário dos amores não correspondidos e dos corações quebrados das letras do começo da carreira, Sam celebra o amor queer de maneira simples, sincera e tocante em uma composição certeira e redondinha. O problema da canção é não ter um clímax mais pungente e emocional, pois toda a canção vai levando a gente a acreditar em um final nessa pegada quando, na verdade, é um final contido e introspectivo.

De qualquer forma, a canção é uma volta de Sam às origens sem precisar se comprometer com quem é hoje.
nota: 7,5

25 de outubro de 2023

Um Encontro Meio Inusitado

In The City
Charli XCX & Sam Smith


Não é exatamente fácil achar que a parceria entre Charli XCX e Sam Smith é algo que nasceu para ser, mas In The City funciona direitinho.

O grande trunfo da canção é a química e o contraste entre os envolvidos que dá para a canção personalidade que no final termina sendo extremamente necessária. In The City é bem produzida, mas termina sendo uma massificada e apenas passável mistura de electropop/house que a Charli já fez melhor dezenas de vezes. Enquanto isso, a composição não tem nada de especial que possa ajudar o resultado final, mas não faz feio devido a ainda ter alguma criatividade. In The City é bom encontro que poderia ser ótimo.
nota: 7


16 de julho de 2023

Clichê Vogue

VULGAR
Sam Smith & Madonna


A ideia por trás Vulgar du Sam Smith é ótima: entregar uma canção basicamente ballroom com participação da primeira artista mainstream a levar o gênero para o grande público. Entretanto, a parceria du Sam com a Madonna termina apenas como um grande amontoado de clichês.

A produção parece querer demais evocar a vibe ballroom do que ser algo natural e fluido assim como fez a Beyoncé. Exagerada em algumas partes, Vulgar tem a capacidade de ter cinco nomes assinando a produção e entrega um trabalho tão aquém de todas as expectativas. Entretanto, o pior da canção é a sua péssima composição que, sinceramente, está pior que o pior verso feito por uma drag para o desafio do Rumix em Rupaul’s Drag Race. Sério, Vulgar tem perolas como “Rich like I'm in the Louvre, got nothin' left to prove”, “So watch what you say or I'll split your banana” e “Vulgar will make you dance, don't need a chorus”. O que realmente salva a canção é a química entre Sam e a Madonna que adiciona algo natural para a canção, pois sem isso teríamos uma bomba nível nuclear em Vulgar.
nota: 5,5

5 de maio de 2023

Can I Get an Amen?

I'm Not Here To Make Friends
Sam Smith


Uma das melhores canções de Gloria, I'm Not Here to Make Friends prova que Sam Smith pode acerta ao deixar certa pretensão de lado e se deixar embarcar na diversão do pop.

Produzido por Calvin Harris, StarGate e Jimmy Napes, a canção é uma leve e dançante dance-pop com pinceladas bem feitas de disco e electropop que criar uma batida nada original, mas divertida e com bastante apelo. Faltou certo refinamento estético como, por exemplo, o que a Jessie Ware vem fazendo. Todavia, a sólida performance de Sam, a refrão vibrante e o ótimo sample da voz do RuPaul logo no começo compensa esses detalhes de maneira a equilibrar a falta de criatividade. Se todos o álbum tivesse sido nessa mesma pegada. Quem sabe na próxima?
nota: 7,5

17 de janeiro de 2023

Sem Ir Para Lugar Nenhum

Gimme (feat. Jessie Reyez & Koffee)
Sam Smith

Depois de descobrir um novo nicho para a carreira com o sucesso de Unholy, Sam Smith lança a legalzinha Gimme que, infelizmente, não chega lugar.

Bem longe de ser a grande bomba que li muitos falarem, o single é uma mistura ok de dance pop com afrobeat que não passa de um amontoado de boas ideias que não chegam a ser bem explorados em nenhum momento. Sensual, mas repetitiva em seu refrão quase de uma palavra só, Sam entrega uma boa performance que é eclipsada pela presença da rapper Koffee que merecia um verso maior. A coitada Jessie Reyez fica responsável pelo backvocal e entoar o refrão da canção, sendo o ponto fraco de Gimme. Ao final, porém, a canção parece se encaixar melhor, mas isso não impede de ter essa sensação de algo que poderia ser bem melhor se tivesse uma produção a altura. Uma pena.
nota: 6

27 de setembro de 2022

A Judas de Sam

Unholy
Sam Smith & Kim Petras

Tem algum tempo que não escuto uma canção que tenho uma impressão tão divida como é caso Unholy de Sam Smith com participação de Kim Petras. A título de comparação, a última que tive essa mesma mistura de sentimentos foi com Judas da Lady GaGa. E, sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim.

A canção é uma estilizada, excêntrica e distinta faixa pop com uma batida extremamente marcada que fica exatamente no limiar entre o excelente e o irritante. Divertida e, ao mesmo tempo, enfadonha, Unholy tem boas ideias que não transmitem na mesma maneira no material entregue, mas também não deixa de ser interessante de presenciar a construção finalizada. A composição é cheia de ótimas referencias pop e apresenta uma redondo refrão que não sustenta, porém, a sua esquisita e datada temática que tenta ser sexy, terminando, porém, como parte genial e parte cringe. Sam Smith entrega uma boa performance e tem química com a estingaste Kim Petras, mas ainda não parecer que sua voz funcione exatamente bem para esse tipo de canção. Provavelmente, Unholy é o tipo de canção que irei revistar daqui alguns anos com uma visão diferente e, provavelmente, definitiva sobre a minha noção da canção.
nota: 7,5

3 de maio de 2022

FI: Fofo e Inofensivo

Love Me More
Sam Smith

Depois de uma tropeçada com o lançamento do terceiro álbum, Sam Smith se prepara para o lançamento do quarto álbum. Com a divulgação de Love Me More para que teremos uma “back to basics”.

Essencialmente, Love Me More é uma adorável, fofa e inofensiva pop soul com forte influencia do da cena britânica com toques de gospel, trip hop e uk bass. Sem pretensões de ser genial, a canção conquista pelos sempre aveludados de Sam que continua a mostrar o seu diferencial em uma performance segura. A composição é boa, pois mostra que Sam vem encontrando seu lugar no mundo ao aprender a amar a si mesmo verdadeiramente. Entretanto, a canção não tem o mesmo apelo comercial que os seus principais lançamentos, terminando em um filler do que um potencial sucesso. De qualquer forma, Sam começa uma nova era de maneira positiva e bem intencionada.
nota: 7

6 de outubro de 2020

Renascimento

Diamonds
Sam Smith

Os tropeços perigosos que o Sam Smith cometeu quando começou a promover o seu terceiro álbum atiçou uma chama de preocupação em relação a carreira do cantor. Então, a pandemia veio e mudou completamente os planos do britânico que descartou o nome To Die For para Love Goes e, principalmente, acertou o prumo da sua sonoridade. A prova está na interessante Diamonds. 


Tirando das páginas da Dua Lipa e da Jessie Ware, Diamonds é uma deliciosa e envolvente post-disco com toques fortes e presentes de soul, dance-pop e R&B. Produzido por Shellback e OzGo, a canção tem uma estrutura muito bem desenhada que mistura bem o lado dançante com a áurea romântica de cantor de grandes baladas de Sam para criar um híbrido que funciona melhor que o esperado. Envolvendo a canção com o seu timbre aveludado, Sam cumpre muito bem a sua função ao saber dar emoção para a canção sem perder, porém, o lado popstar. Arrematando Diamonds está a sua muito bem escrita e encorpada composição que consegue fazer a ponte entre as duas bases criadas pela produção ao ser, ao mesmo tempo, uma canção de amor e um trabalho refinadamente pop. Poderia ter mais profundidade sonora para criar uma experiência mais pomposa que a canção parece pedir, mas isso não impede de Diamonds ser um tipo de renascimento para o Sam Smith.
nota: 7,5

De Volta aos Trilhos

My Oasis (feat. Burna Boy)
Sam Smith

O Sam Smith não está nos seus melhores tempos na carreira. Depois de dois álbuns de sucesso, o britânico lançou uma sequência de singles desastrosos e que não tiveram o mesmo impacto que o esperado. Para piorar, a pandemia veio para cancelar o lançamento do seu terceiro álbum que seria chamado de To Die For. Retomando a sua carreira e os trabalhos para o próximo trabalho, Sam lançou a boa My Oasis que parece recolar o artista nos trilhos.

Longe da qualidade de How Do You Sleep?My Oasis é uma decente pop soul/R&B que ganha vida devido a presença de Sam e, surpreendentemente, do cantor nigeriano Burna Boy. A voz sedosa e elegante de Sam dá uma atmosfera melancólica que a canção precisa. Já a distinta e áspera voz de Burna quebre expectativas e dá um toque ousado para a batida contida. Poderia resultar em mais um erro, mas a produção acerta ao encontrar o meio termo entre balada e mid-tempo que parece se encaixar perfeitamente. A composição poderia ser mais marcante, especialmente no refrão, mas My Oasis mostra que Sam ainda tem o que mostrar. Só estava precisando de uma sacudida bem forte.
nota: 7

29 de abril de 2020

Confusão em Dose Dupla

I'm Ready
Sam Smith & Demi Lovato

Não sei exatamente o que está acontecendo com a sonoridade do Sam Smith, mas os seus últimos lançamentos não estão dando muito certo. Dessa vez, o britânico se uniu com a Demi Lovato para lançar a confusa I'm Ready.

O grande problema da canção é não saber exatamente o que quer ser. Seria uma electopop com toques de eletrônico? Seria electropop com uma batida que transita entre a balada, o mid-tempo e o dançante? Seria um pop com toques de gospel? Ou seria tudo isso? Isso não seria um problema se a produção de Ilya Salmanzadeh conseguisse acertar o tom da canção. Infelizmente, I'm Ready é uma colcha de retalhos mal costurada que só fica junta devido as performances dos envolvidos, mesmo com pouco química e Demi aparecendo timidamente. Infelizmente, I'm Ready é outro tiro no pé para os dois artistas. Uma pena.
nota: 5,5

22 de fevereiro de 2020

Nem Tudo Tá OK!

To Die For
Sam Smith

Até o momento estava bem esperançoso em relação a nova era na carreira do Sam Smith, mas com o lançamento do sigle To Die For fiquei bem preocupado sobre o que está por vim em seu terceiro álbum.

Dando nome ao álbum, To Die For é uma suave, fofa e delicada mid-tempo balada pop soul que acerta em dois quesitos e deixa um "vendo navios". O primeiro dos acertos é o grande trunfo que Sam sempre mostrou: a sua voz aveludada capaz de derreter até manteiga congelada. E aqui, o cantor entrega uma performance contida, mas com emoção e uma carga sentimental perfeita para expressar toda a dor da composição sobre solidão. E isso nos leva ao segundo acerto: a letra pode até ser puxada em certo sentimentalismo, mas, felizmente, é um trabalho redonda e sóbrio que não apela para drama. O grande erro, porém, de To Die For é a sua produção que cria uma batida meia boca que não sabe se é uma balada de fato ou uma canção mais dançante que não acerta em nenhuma das duas. Na verdade, o maior problema é a mesma não ter um clímax que possa elevar a canção. Depois da desastrosa versão para um clássico que irá entrar no álbum não é bom sinal que To Die For possa ser uma das principais canções do trabalho.
nota: 6,5

14 de novembro de 2019

Coragem

I Feel Love
Sam Smith

Ao resenhar o álbum de covers do Weezer proclamei que "existe uma constante em fazer o cover de uma canção clássica: respeitar a versão original ao alterar o mínimo possível e dando a melhor na parte técnica possível ou reverter tudo em um trabalho completamente desconstruído e surpreendente, dando o seu toque pessoal." E é claro que para toda a regra exista uma exceção. Nesse caso é o fato de existirem canções que não importa qual o caminho que deve ser seguido, a regra é que a mesma não deve ser regravada. Quase nunca essa regra é seguida, pois caso fosse não teríamos versões de I Feel Love como a que foi lançada pela Sam Smith.

Lançada em 1977 no auge da disco pela lendária Donna Summer, I Feel Love não é simplesmente uma ótima música que conseguiu sobreviver ao tempo, mas, sim, uma das mais importantes canções de todos os tempos. Isso se deve ao fato que os produtores Giorgio Moroder e Pete Bellotte criaram o que basicamente seria a primeira canção eletrônica de todos os tempos, originando todo um gênero que se tornaria um dos principais para a música pop como um todo. Se não bastasse isso, I Feel Love é, tecnicamente, uma canção de uma complexidade monstruosa para ser feito um cover. Além da sua instrumentalização atemporal e a frente do seu tempo, a canção apresenta uma composição minimalista, vocais em um tom tão alto como o Everest e, claro, a presença luminosa de Donna Summer. Então, recriar uma canção como I Feel Love é algo impossível, mas, ao menos, Sam Smitth entrega algo decente, principalmente, respeitando o original. 

A versão de Sam é um trabalho rápido, rasteiro e bem intencionado que não chega a envergonhar como poderia acontecer devido ao talento envolvido na sua produção. Começando pelo próprio Sam que entrega uma performance adequada e bastante esforçada para tentar emoldurar o tom e a dinâmica vocal de Donna para a canção. Não tem o mesmo brilho, mas mostra a paixão que o cantor tem pela canção e, também, o seu talento vocal. A produção consegue tirar algum água de pedra ao fazer um produção respeitosa, bem amarrada e até moderninha para a canção. Todavia, o poder de I Feel Love é tão massivo que tudo na nova versão parece soar "achado" e sem graça. De qualquer forma, a canção ganha pontos pela coragem de tentar reproduzir uma obra impossível de se reproduzir, mas espero que o Sam pare por aqui mesmo.
nota: 6

30 de julho de 2019

A Libertação de Sam Smith

How Do You Sleep?
Sam Smith

A nova fase do Sam Smith é mais importante que apenas uma nova era para a carreira do britânico. O motivo? É que o cantor é um dos primeiros artistas modernos que finalmente a descobrir e ter a chance de pode se expressar a sua verdade de forma mais livre e saber que pode contar com uma ótima aceitação do público. 

Explicando: não é novidade para ninguém que Sam se assumiu gay no começo do sucesso e, recentemente, se identificou como não binário. Além disso, nos últimos tempos, o cantor vem mostrando cada vem mais confortável em se mostrar com características mais femininas, deixando de lado o jovem sóbrio e com uma estética de mais fácil assimilação por parte do público. E isso é algo bastante corajoso e, sem dúvida nenhuma, um passo importante para a representação LGBTQ+ no meio musical e na sociedade. Claro, cantores gays sempre existiram, mas a maioria deles precisaram "esconder" durante algum tempo a sua sexualidade (Elton John e George Michael) ou mesmo ser "escondido" pela sociedade por não ter uma "aparência" de gay (Freddie Mercury ainda não é considerado por muitos como um ícone LGBTQ+). Na luz de novos nomes alcançando o sucesso comercial como Frank Ocean e Lil Nas X, a importância de Sam Smith lançar uma canção como How Do You Sleep? e o seu clipe com o mesmo se mostrando de forma plena é algo de ser comemorado sem nenhuma dúvida. E, sonoramente, How Do You Sleep? é uma mudança bem vinda para a carreira de Sam.

Seguindo os passos do surpreende sucesso de Dancing with a StrangerHow Do You Sleep? é uma melódico, sensual e dançante pop soul que dá para Sam uma nova identidade sonora sem perder parte da essência que o fez alcançar o estrelato. Na verdade, a canção é uma espécie de volta ao que o mesmo fez ao lado do Disclosure, envernizado com a sua própria personalidade. Todavia, o novo single parece alcançar um lugar que melhor de equilibra a intenção com o já estabelecido na carreira de Sam, pois não parece em nenhum momento ser algo forçado e, sim, uma transição orgânica e fluída. Além disso, How Do You Sleep? é, no final das contas, uma canção romântica emoldurada em uma batida "animadinha". E canções romântica é algo que o cantora sabe carregar com maestria. Com uma performance segura e com momentos realmente tocantes, Sam vai se deixando levar por a descoberta de realmente poder ser livre. Espero que seja a porta para outros artistas traçarem o mesmo caminho.
nota: 8

18 de janeiro de 2019

Quase Uma Perda De Tempo

Dancing with a Stranger
Sam Smith & Normani


É bem mais complicado do que parece o processo de criação de uma música quando estão envolvidos dois artistas de talento que, na teoria, nasceram para fazer essa parceria. É por isso que vários desses encontros resultam em canção abaixo do esperado com, por exemplo, Paul McCartney e Stevie Wonder em Ebony And Ivory, Beyoncé e Shakira em Beautiful Liar e Ariana Grande e Troye Sivan em Dance To This. O mais novo a entrar nessa lista que, obviamente tem outros nomes, é a recém lançada parceria do Sam Smith com a Normani (ex-Fifth Harmony) em Dancing with a Stranger.

Ainda tentando se firmar no mercado, Normani conta com ajuda de Sam Smith para não apenas continuar a fazer o seu nome circular, mas, principalmente, construir credibilidade perante o mercado e os críticos ao se distanciar do que a mesma estava fazendo com a girl band como mostrou em Love LiesDancing with a Stranger é uma melódica, dançante e bem produzida R&B/soul dance que lembra os trabalho de Sam ao lado do Disclosure, mas com um acabamento mais "massificado". O grande problema, porém, é que a canção resulta em quase uma versão "chapa branca" do que a sua ideia original pareceu sugerir. Faltou aquela pimenta para a produção incrementar o resultado final que fica, infelizmente, muito dentro da zona de conforto, provavelmente com medo de alienar o lado comercial da canção. Outro erro da canção é não deixar os seus protagonistas brilharem como poderiam ao dar pouco espaço para a Normani e ainda menos para o encontro de fato das duas vozes. Apesar disso, as performances são muito boas, especialmente do Sam que já tem domínio perfeito nesse tipo de canção. Obviamente, a canção fica aquém do que poderia ser, mas, ao contrário de outros encontros, Dancing with a Stranger fica acima da média. E, isso, já é algo louvável. 
nota: 7

30 de agosto de 2018

Uma Voz é Uma Voz

Promises
Calvin Harris & Sam Smith

Nem sempre gosto das músicas do Calvin Harris, mas quando ele acerta somos contemplados com boas canções como é o caso da parceria com o Sam Smith em Promises.

A grande atração da canção é claramente a presença de Sam e os seus vocais sempre irrepreensíveis. A soulful e elegante voz de Sam é responsável em dar vida para Promises, elevando a sensual composição em um patamar que poucas vezes uma canção do Calvin já tinha chegado. Lembrando muito as duas parcerias de Sam com o duo Disclosure, sem a presença do cantor Promises teria acabado apenas como uma redonda e comercial house/pop soul que sonoramente não tem nada de novo sob o Sol. Nessa configuração, porém, Promises é uma canção digna de elogios.
nota: 7

11 de abril de 2018

Remix Padrão

Pray (feat. Logic)
Sam Smith

Nos últimos anos surgiu uma mania de lançar canções como singles que levam o titulo de "versão remix" em relação ao que ouvimos no álbum. Na minha época, quando um artista lançava algum remix era sempre uma versão completamente diferente da original, normalmente produzida por um DJ/produtor de música eletrônica. Atualmente basta adicionar um rapper para uma canção chamar de remix. Esse é caso de Pray do Logic.

Particularmente, eu não escolheria a canção como single, pois, apesar de boa, a canção não tem tanta força comercial como outras no álbum. Talvez por isso é foi feita essa nova versão para ser laçada para dar um up vendável para a canção. O problema é que a participação de Logic atrapalha o resultado final. Na verdade, não é a presença dele em si, mas como ele foi adicionado na canção, deixando a sensação que o rapper é do "dono" da música e não ao contrário. O motivo é que os versos de Logic foram colocados no começo e no meio, particularmente o do meio é o responsável por tirar da canção original a sua melhor parte: o ótimo e forte segundo verso em que entra a presença do coral. Não que a performance de Logic ou a sua performance seja ruim, mas não suprime a parte tirada de Pray. No restante, a canção é uma boa e emocionante gospel/pop em que Sam fala sobre os tempos difíceis em que passamos e como podemos lidar atrás da fé e, não, a religião. O escolha não é um erro gravíssimo, mas poderia ser melhor executado.
nota
Versão Original: 7,5
Versão Remix: 6,5

7 de dezembro de 2017

Queijo & Goiabada

One Last Song
Sam Smith

Sam Smith nasceu para cantar canções sobre a doce amargura de amar. Isso é um fato e não como negar ainda mais quando o mesmo eleva uma canção como One Last Song.

Sonoramente, One Last Song é uma R&B/blue-eyed soul certinha e bonitinha com uma batida comercial, sendo perfeita para virar single. O que poderia ser uma canção que ficasse exatamente na média é elevada pela presença deliciosa de Sam e a sua performance forte, agregando emoção para One Last Song. Todavia, o ponto mais importe da canção é a sua composição, pois, assim como a atmosfera geral de The Thrill Of It All, a canção é sobre seguir em frente, mesmo que ainda exista amor envolvido. E, claro, Sam Smith é o veiculo perfeito para conduzir a canção e, felizmente. o cantor parece que não tem planos para mudar os rumos.
nota: 7,5

12 de setembro de 2017

S de Segurança

Too Good at Goodbyes
Sam Smith

Preparando o lançamento do seu segundo álbum que terá a dura batalha de ser o sucessor de In the Lonely Hour, Sam Smith parece que vai apostar na velha e boa certeza de que em time que está ganhando não se mexe como comprova o single Too Good at Goodbyes.

O single segue basicamente a mesma formula que as canções do trabalho anterior ao ser um bom e sólido pop soul, tendo como principal base a linda voz de Sam. Sem precisar de muito, o cantor entregar uma performance que vai do intimista ao emocionante com a mesma força e sem soar exagerado. A produção não faz mais que um trabalho eficiente ao juntar todas as peças que ajudaram o britânico a fazer sucesso: arranjo refinado, coral estilo gospel no refrão e uma vibe tristonha. Lembrando muito Stay With Me, Too Good at Goodbyes  mostra que, ao menos, o cantor parece ter amadurecido no quesito passar a suas experiências para as composições, pois a canção fala sobre o quanto Sam está "cascudo" em relação as suas decepções amorosas. Mesmo sendo uma boa canção era esperado alguma mudança mais profunda na sonoridade de Sam. Não que eu estava esperando ele vestido de couro e fazendo coreografia sensual, mas Too Good at Goodbyes é muito segura.
nota: 7

26 de fevereiro de 2016

As Músicas do Oscar 2016

Como vocês sabem, nesse final de semana acontecerá a premiação do Oscar. Com a sombra da falta de diversidade pairando sobre as principais categorias do prêmio, o seu apresentador, o comediante e ator Chris Rock, terá a difícil missão de comandar uma cerimônia que ao mesmo tempo critique a Acadêmia pela maneira que lida com as diversidade, mas também não esqueça que o problema não é apenas isolado e único. Claro, tudo com bom humor que, no caso de Chris, um humor ácido e sem misericórdia do primeiro escalão de Hollywood. 

Felizmente, apesar de toda a polêmica e de algumas ausências inexplicáveis, as escolhas feitas nas principais categorias mostram a qualidade cinematografia no ano passado. Dos oitos indicados ao prêmio de Melhor Filme, quantro nomes chegam a noite da premiação com chances quase iguais de vitória: A Grande Aposta, Mad Max: Estrada da Fúria, O Regresso e Spotlight - Segredos Revelados. Talvez, esses dois tenham uma leve vantagem sobre os outros, mas nada muito concreto. Além disso, as categorias de atuação são as melhores dos últimos anos. Apesar da única certeza da noite ser a Brie Larson pelo O Quarto de Jack para Melhor Atriz e parece que Leonardo Di Caprio finalmente colocar suas mãos na estatueta de ouro pelo O Regresso (como se trata de Di Caprio e o Oscar não podemos achar que vai ser tão fácil assim), as categorias de Coadjuvantes podem ser a surpresas da noite: a memoria afetiva vai triunfar e Sylvester Stallone vencerá pelo seu papel mais importante o boxeador Rocky Balboa, dessa vez como coadjuvante em Creed? Será uma novata (Alicia Vikander por A Garota Dinamarquesa) ou uma veterana (Kate Winslet por Steve Jobs)? Perguntas que terá suas resposta no Domingo.

Como esse blog é de música, agora vou analisar as cinco indicadas ao prêmio e tentar adivinhar quais as chances de cada uma.

30 de setembro de 2015

Um Tema Para Sam

Writing's On the Wall
Sam Smith

Sam Smith foi escolhido como o dono do tão cobiçado tema do novo filme do James Bond intitulado Spectre. Uma façanha considerável, pois, além de entrar na seleta lista de nomes masculinos a encarar esse posto, Sam é um dos mais jovens no hall que tem nomes como Paul McCarthey, Louis Armstrong, Madonna, a lendária Shirley Bassey e, mais recentemente, Adele. A canção lançada foi intitulada Writing's On the Wall.

Reparei que após a divulgação de Writing's On the Wall houve muitas criticas negativas em relação a música comparando com os trabalhos anterior da Adele e da Shirley Bassey alegando que a canção não estaria a altura. Infelizmente, eu acredito que essas pessoas não tenham entendido o conceito da música, pois invés de fazerem comparações, essas deveriam fazer ligações. Explico: como todo o tema de filme de James Bond, os compositores/produtores têm acesso a história do longo e, por isso, a canção reflete a atmosfera pretendida pelo diretor. Se em Skyfall tudo remetia a uma grandiosidade de uma explosão que marca o começo do fim do mundo de Bond como ele conhecia até então, Writing's On the Wall parece marcar a doce melancólica que deve ser o final desse processo começado no filme anterior com o passando do agente britânico vindo à tona. Por isso, a produção, mesmo seguindo a cartilha de tema de James Bond com o seu arranjo grandiosamente épico e classudo, entrega uma canção mais intimista do que poderia se esperar. Não é um defeito essa característica, mas não é tão pomposo como muitos imaginavam ainda mais se comparar com outras músicas escolhidas como tema. Felizmente, Sam Smith compensa com sua performance linda mostrando as várias facetas de sua voz ao cantar uma composição contidamente emocionante que dá detalhes sobre o que podemos ver na última vez de Daniel Craig irá defender um dos personagens mais ícones da cultura pop mundial.
nota: 7,5