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19 de abril de 2026

Uma Pras Gays!

RUNWAY
Lady Gaga & Doechii


Nada mais “cunty” do que ter como um dos temas de O Diabo Veste Prada 2 a parceria da Lady Gaga com a Doechii na deliciosa Runway.

Longe de ser o tema cinematográfico da década, a canção cumpre tão bem seu papel que não deixa muito espaço para não acharmos que é perfeita para o que se propõe a fazer. Uma divertidíssima e superficial diva house fundida com hip hop, ballroom e rap, Runway é o tipo de canção que a gente meio que vicia logo de cara, por ter todos os elementos na proporção certa.

Batida carismática e muito bem construída, a presença “larger than life” da Gaga que, sinceramente, parece mais uma featuring, já que a Doechii tem maior presença na canção e, felizmente, entrega uma ótima performance; a composição rara, mas sensacionalmente clichê e deliciosamente icônica, que consegue, ao mesmo tempo, fazer claras alusões e referências a Bruno Mars (coprodutor e co-compositor da canção), a RuPaul, a Eddie Murphy (!!!) e, claro, ao filme.

E, mesmo perdendo a chance de ser genial,  Runway cumpre com louvor sua proposta: uma música para as gays!
nota: 8

7 de setembro de 2025

O Single Filler

The Dead Dance
Lady Gaga


Com a já vitoriosa era Mayhem, Gaga lança a versão deluxe do álbum, tendo como single The Dead Dance. Uma canção que é claramente um ótimo filler, mas não tem força para ser single.

Tema da nova temporada da série Wandinha, em que a cantora faz uma participação, a canção segue à risca a cartilha do álbum ao ser uma vistosa, estilizada e dançante synth-pop com influências de nu-disco, dark pop e electropop. A faixa tem todos os elementos dos melhores momentos do lançamento original, mas, infelizmente, fica alguns passos atrás por carregar com mais força essa áurea de ser um filler de qualidade — mas ainda assim um filler.

O principal problema de The Dead Dance é a sua construção depois da abertura. Os primeiros versos são rodeados por uma sonoridade mais densa e sombria, fazendo a gente acreditar que o resto da canção seguirá nesse mesmo caminho, aumentando apenas a grandiosidade. Todavia, o que se segue é a transformação da batida em algo mais rápido, ligeiro e menos impactante, especialmente no morninho refrão. Além disso, a composição também deixa a desejar em sua segunda parte, com um segundo verso de apenas duas linhas. E olha que, tematicamente, a canção poderia estar a par de Abracadabra.

O que se mantém intacto é a performance sempre sólida de Gaga, que injeta personalidade quando a canção vacila. É uma faixa que poderia ser melhor finalizada, mas é um filler com qualidade indiscutível — só não funciona como single.
nota: 7,5

30 de março de 2025

Uma Segunda Chance Para: Just Dance

Just Dance
Lady Gaga


Com o retorno triunfal da GaGa em Mayhem decidi voltar no tempo cerca de dezessete anos atrás para reanalisar onde tudo começou: Just Dance.

Originalmente destinada para ser gravada pelo the Pussycat Dolls, a canção foi o primeiro grande trabalho da GaGa em um grande estúdio. Escrita em menos de dez minutos ao lado do produtor RedOne, Just Dance liricamente deixa isso bem claro, pois é uma rasa e até clichê crônica sobre se divertir e estar de ressaca, mas sem arrependimentos. Entretanto, a letra já mostra a capacidade da cantora de criar uma estética pop perfeita, sabendo adicionar personalidade de sobra e completamente única. Entretanto, o que faz da canção um estouro é a presença magnética e explosiva da artista. Mesmo no começo e ainda amadurecimento, GaGa domina Just Dance como uma diva pop desde o seu começo até o final com um carga de força tão impressionante que a já distinguia entre as demais, mesmo que naquele momento a cantora ainda parecia apenas uma “one hit wonder”.

Na versão original mandada para as rádios, a participação especial era do Akon, mas que a gravadora proibiou de lançar dessa maneira. Então, o cantor deu o ser verso para seu protegido na época Colby O'Donis. E essa decisão é o que deixa Just Dance até o hoje menos impactante que poderia ser, pois o cantor que não teve sua carreira elevada a nenhum outro patamar mesmo com o sucesso gigantesco da canção, não adiciona em nada na canção, fazendo a gente esquecer totalmente da sua presença. A gente acha que a canção é tão exclusivamente da GaGa que quando a escuta totalmente leva até um susto da presença de outra pessoa. Akon ainda é ouvido em algus momentos devido a suas partes de interpolação foram deixadas, mas essa é a canção da GaGa sem duvida nenhuma. Sonoramente, a canção é uma divertida e dançante electropop/synth-pop que faz o arroz com feijão perfeitamente, adicionando a pimenta necessária para se tornar um trabalho marcante e atemporal. E apesar da qualidade da canção e o seu sucesso, Just Dance foi apenas a ponta da ponta do iceberg para a carreira da GaGa.
nota: 8

3 de fevereiro de 2025

Aleluia! Glória! GaGa!

Abracadabra
Lady Gaga


Tenho que dizer que tive medo que Disease seria um ponto fora da curva para GaGa, mas a “mãe monstro” colocou todos os medos de lado com o lançamento da espetacular Abracadabra.

Na verdade, a canção até supera o single anterior, pois consegue ser ainda mais frenética, explosiva e imponente. É impressionante ouvir a capacidade da GaGa ao lado dos produtores Cirkut e Watt ao conseguir emoldurar todas as qualidades da era The Fame Monster, mas ainda mostrar originalidade e frescor incríveis. Abracadabra é uma eletrizante electropop, dark pop e electro house com uma batida hipnótica, grandiosa e impressionante que consegue ser dançante ao extremo e ter uma atmosfera tão épica. E essas é uma das qualidades da GaGa que estava faltando já tem um bom tempo, mas que é inundada em Abracadabra. E outra qualidade que faz a canção ser tão especial é a capacidade de entregar uma composição com tino pop refinadíssimo com uma mensagem com substância genuína, tendo um dos clichês e pontes mais grudentas da sua carreira. Finalizando a canção, GaGa nos contempla com uma performance tão poderosa e refinada que apenas a mesma poderia ser capaz de entregar, especialmente devido ao seu impressionante alcance. A cereja dourada em cima do bolo de milhões de Abracadabra é o incrível e memorável vídeo clipe que fazia muito tempo que um artista pop não entregava nesse nível. Espero que de coração Abracadabra possa encontrar o respalda comercial para mostrar que a GaGa está de volta totalmente, pois artisticamente a cantora está a pleno vapor.
nota: 9

27 de outubro de 2024

GaGa Returns

Disease
Lady Gaga


Apesar de estar vivendo o momento mais estranho da sua carreira, a Lady GaGa entrou algo que, sinceramente, eu nem era possível de alcançado: um retorno triunfal a sua velha forma. E isso é devido ao magistral single Disease.

Primeiro single do seu sétimo álbum, a canção é praticamente um milagre em forma de música, pois faz a cantora simplesmente voltar com tudo aos tempos áureos sem soar datada ou/e pretenciosa e com a mesma qualidade. E qual é esse tempo áureo que estou falando: a era The Fame Monster/Born This Way. Disease é uma amalgama perfeito da sonoridade dark pop/electropop que a GaGa entregou nessa época, entregando uma força épica e monstruosa que particularmente sentia falta na sua sonoridade. Densa, dançante, épica e explosiva, a canção tem também essa noção de não ser apenas uma peça nostálgica, mas, sim, mostrar evolução clara e definida da sonoridade da cantora sendo que fica claro que a canção é uma continuação natural do que ela já fez ao invés de ser uma desesperada tentativa de voltar no tempo para voltar ser relevante. Com uma letra simples, mas com poder pensando perfeitamente para grudar na nossa cabeça rapidamente, Disease é outro trunfo vocal para a cantora que entrega uma das suas melhores performances desde a lendária Bad Romance. E assim GaGa mostra que não é qualquer palhaço que vai fazer a “mãe monstro” decair.
nota: 8,5

18 de agosto de 2024

Bingo!

Die With A Smile
Lady Gaga & Bruno Mars


E novamente 2024 nos surpreendente com outra marcação fora do bingo de coisas que a gente poderia imaginar acontecer com o lançamento do dueto do Bruno Mars com a Lady GaGa na ótima Die With A Smile.

Mesmo não supondo que isso seria possível de acontecer nesse ano, o encontro dos dois ídolos pop é algo que soa tão fluido que fica impossível a gente não ter imaginado antes esse encontro. Die With A Smile é uma poderosa, épica e marcante balada pop rock com toques de pop soul que não entrega nada novo, mas consegue ser tão bem feita e cativante que fica impossível a gente encontrar defeitos. E não há o que para criticar as performances dos cantores que entregam não apenas sensacionais performances individuais, mas a química entre os dois é palpável e que faz realmente a canção funcionar já que dá a força emocional que a canção precisa. E mesmo que a composição meio que transita rapidamente em um território meio genérico, Die With A Smile nunca se torna algo feito apenas ser um caça níquel barato. E isso é devido a ter dois artistas em perfeita harmonia para a sua criação.
nota: 8

3 de maio de 2022

A Rainha dos Temas

Hold My Hand
Lady Gaga


Continuando a sua trajetória intimamente ligada ao cinema, Lady GaGa se tornou a dona do tema do filme Top Gun: Maverick com a canção Hold My Hand. E novamente, a cantora se mostra a altura para preencher o espaço de um grande momento da cultura pop.

Depois de estar a altura de Judy Garland e Barbra Streisand para estrelar e cantar em Nasce uma Estrela, GaGa entra para ser a sucessora de um dos grandes temas da história do cinema: Take My Breath Away da banda Berlin. Tema do primeiro filme em 1986, a canção venceu o Oscar de Melhor Canção e ocupa um lugar na história como uma das grandes baladas pop da história e uma das principais canções dos anos oitenta. Em Hold My Hand, a cantora não chega perto desse legado, mas não passa feio com uma canção sólida e que cumpre com louvor seu papel. Uma balada power pop, a produção acerta na grandiosidade e certo exagero da canção, combinando perfeitamente com a vibe que esperamos desse tipo de tema cinematográfico. A composição é dramática, cliché, piegas e deliciosamente envolvente, especialmente no ótimo refrão, o que ajuda a canção a se encaixar na vibe geral da proposta. O grande trunfo de Hold My Hand é a avassaladora e épica performance de GaGa, tirando o comecinho que um estranho efeito vocal que está completamente deslocado do resto da canção. Esse seria um segundo Oscar para GaGa? Apesar de longe da próxima cerimonia e tendo ainda muita coisa para ser lançada, Hold My Hand é o tipo de canção que pode facilmente dar a honraria novamente para a Mother Monster.
nota: 7,5

10 de agosto de 2021

Ao Mestre, Uma Última Vez!

I Get A Kick Out Of You
Tony Bennett & Lady Gaga

Aos noventa e cinco anos de idade e setenta anos de carreira, a lenda Tony Bennett irá encerrar a sua carreira da melhor maneira possível com o lançamento do seu último álbum ao lado da Lady GaGa. Intitulado Love for Sale, a segunda parceria dos cantores lançou como primeiro single a versão deliciosa de I Get A Kick Out Of You.

Parte do musical Anything Goes de 1936 e escrita por Cole Porter, a versão entoada por Tony e GaGa é um tradicional, irresistível e adorável jazz tradicional muito bem produzido e instrumentado. Apesar de toda a qualidade técnica é a presença deslumbrante dos dois cantores. De um lado a experiência de toda uma jornada de Tony que ainda exala um frescor como se fosse a primeira vez e, do outro lado, a elegância da versatilidade de GaGa que prova mais vez o imenso alcance artístico que possui. Entretanto, o grande ponto alto é a química perfeita e rara entre os dois que dá toda a força emocional para I Get A Kick Out Of You. Apesar de ser uma despedida de uma lenda que envolve uma emoção que vai além do resultado da canção é preciso celebrar a vida de uma das maiores lendas da música de forma a consagrar uma vida inteira que poucos podem dizer que terão a chance de alcançar.
nota: 8

20 de setembro de 2020

Um Conto de Duas GaGas

911
Lady Gaga

Confirmando o seu renascimento como uma das poucas divas pop da década passada que ainda term relevância comercial, Lady Gaga lança o terceiro single de Chromatica: 911 é uma canção bem mediana, mas o talento da cantora faz a escolha perfeita para o posto.

Não é segredo para ninguém que lê o blog que achei o álbum apenas bom, mesmo reconhecendo o seu impacto com o público. Por isso, não estimo 911 em um patamar alto, pois a tenho com a pior do álbum. Entretanto, ouvir a canção depois de algum tempo é possível acabar encontrando alguns pontos realmente positivos. O primeiro deles é a performance vocal de GaGa que consegue entregar nuances, poder e estilo na medida certa. O segundo é a ótima transição da intro Chromatica II para a canção em si que ajuda a amplificar o seu alcance. Tanto que virou meme após o lançamento do álbum. O terceiro ponto e o mais recente é o lançamento do genial vídeo clipe em que a cantora flerta pesadamente com o cinema arte, entregando conceito, visual e uma narrativa surpreendente. Isso mostra o poder que os visuais podem trazer para uma canção e, principalmente, a capacidade criativa da GaGa e da sua equipe. Dito isso, 911 ainda é uma canção falha com a sua produção repetitiva e massificada e a composição sem a força normal dos trabalhos da cantora, especialmente no refrão. De qualquer forma, o lançamento de 911 e o seu clipe ainda prova que Lady Gaga ainda tem muita palha para queimar.
nota: 6

22 de maio de 2020

Saudade do Refrão, Minha Filha?

Rain On Me (feat. Ariana Grande)
Lady Gaga

Eis que finalmente a tão aguardada parceria da GaGa com a Ariana Grande está entre nós. Felizmente, Rain On Me não é uma grande decepção, mas também não está exatamente a altura das envolvidas. E isso é devido principalmente a uma parte importante da canção.

Uma dançante e envolvente dance-pop com toques de EDM, Rain On Me erra em um dos elementos que as cantoras sempre conseguiram se sobressair, especialmente a GaGa: o refrão. Donas de refrões lendários e com um força épica, Rain On Me tem um refrão quase anticlimático que não faz a canção realmente decolar como poderia e deveria. Não é um refrão ruim, ainda mais que no final parece ser recuperar, mas é um verdadeiro banho de água quase fria demais. Rain On Me, porém, consegue se salvar muito devido a sua produção bem redonda, a batida que contagia em uma crescente sem ousar demais e, principalmente, os ótimos vocais da GaGa e a boa química com a Ariana. Mesmo assim, ainda ficarei imaginando como Rain On Me com um refrão inesquecível.
nota: 7,5


29 de janeiro de 2020

Será?

Stupid Love
Lady Gaga

Essa resenha será diferente de todas as outras que já fiz até hoje, pois irá analisar uma canção que pode ou não ser um single. Isso se deve ao fato da canção ser uma vazada da Lady Gaga, indicando o seu retorno derradeiro. Entretanto, Stupid Love vale realmente ser digna do hype?

Stupid Love é uma boa canção pop com alguns problemas que podem ser concertados caso essa versão vazada seja uma "demo". O maior problema é a composição, mesmo apresentando .bons momentos. O ponto fraco é o seu refrão que não está altura dos grandes refrões da carreira da cantora, pois é raso e muito rasteiro. Isso fica ainda mais nítido quando se percebe que a canção é uma cruza da temática de Bad Romance com a sonoridade dance-pop de Born This Way. E essa segunda comparação é que dá mais esperança para o retorno de GaGa ao bom e velho pop. Rezemos.
nota: 7

1 de outubro de 2018

Ressurge Uma Estrela

Shallow
Lady Gaga & Bradley Cooper

Lady GaGa é uma fênix. Essa constatação já foi comprovada várias vezes ao longo da sua carreira quando, ao lançar um novo álbum, se reinventou completamente para a nova era que começava. Entretanto, GaGa está dando um passo a frente em sua nova fase da carreira ao investir profundamente na carreira de atriz ao estrelar o filme Nasce uma Estrela. 

Ao aceitar em ser a protagonista da terceira versão da história da jovem aspirante a estrela que se apaixona por um astro decadente, GaGa arriscou altíssimo ao lado do ator/diretor Bradley Cooper e tudo poderia ser um grande fracasso, mas, felizmente, a aposta está sendo paga de forma avassaladora. O filme está sendo ovacionado pela critica que já o coloca como um dos favoritos ao Oscar com indicações a Melhor Filme, Diretor, Ator e, principalmente, Atriz para GaGa que, se a premiação fosse hoje, a estatueta dourada estaria nas suas mãos. Ainda falta um bom tempo e muita água está para passar debaixo da ponte, mas, provavelmente, GaGa também deve concorrer em outra categoria e com muitas chances para vence ao ser a compositora de várias canções ouvidas durante o filme e uma delas já foi lançada como single.

Ouvida primeiramente no trailer do filme, Shallow é, provavelmente, a canção mais importante do filme, pois deve marcar o começo da ascensão da carreira da personagem de GaGa. Além disso, a canção também parece mostrar os dois mundos dos personagens de Bradley e GaGa, pois a canção é uma emocionante balada country/rock/pop. Produzida pela própria GaGa e Benjamin Rice, Shallow tem uma composição simples e contida, mas tocante que deve ser perfeita para atrair os votante da Academia. Além disso, por insistência da cantora, a faixa foi gravada ao vivo durante as filmagens do longa, ajudando a dar uma atmosfera completamente orgânica para a canção. Um dos destaques da canção é ver que Bradley é um bom cantor e até melhor que vários artistas masculinos country atualmente, mas é impossível brilhar mais que GaGa em uma performance avassaladora que tem no refrão final o seu ápice. Além, claro, da química entre latente entre os dois que deixa todo mais tangível. Então, depois de um momento de dúvida na sua carreira, Lady Gaga mostra que talento é a principal fonte para manter uma carreira e reinventar quando mais precisar.
nota: 8

3 de fevereiro de 2018

Em Um Mundo Perfeito

Joanne (Where Do You Think You’re Goin’) (Piano Version)
Lady Gaga

Em um mundo perfeito, Joanne teria sido recebido de maneira bem menos controversa como aconteceu, mas, também, nesse mundo perfeito GaGa não teria metido o "atestado" aqui no Brasil no show do Rock In Rio. Além disso, nesse mundo de fantasia, a cantora teria lançado a versão de piano de Million Reasons e, não, de Joanne, apesar de um bom trabalho.

Para quem viu o documentário Gaga: Five Foot Two ou mesmo sabe sobre o motivo do último álbum da GaGa ter o nome que tem sabe que a canção é uma homenagem da cantora à uma tia sua que morreu antes dela nascer. Então, obviamente, a composição de Joanne é emocionante, conseguindo ser delicada, melancólica e feminina. O problema da versão original é que a produção entrega uma faixa country pop mediana e pouco impactante, sendo corrigido até certo ponto por essa nova versão ao ser uma bonita balada pop com base de piano. Todavia, essa nova versão é só apenas uma canção com base de piano, não conseguindo passar do apenas ok. O que faz esse versão um bom trabalho são os vocais de GaGa em uma performance poderosa, emocionada, digna da composição e, também, da memória da sua tia. Agora que Joanne está mais do que homenageada, esperamos que GaGa volte para o bom e velho pop.
nota
Versão Original: 6,5
Versão Nova: 7 

17 de abril de 2017

Uma Nova Era de GaGa?

The Cure
Lady Gaga

É assim quase do anda aparece a Lady GaGa lançando o seu novo single The Cure. Seria uma tentativa de dar um recomeço na carreira ao ver que o Joanne não deu certo?  Seria um teste para saber se GaGa segue esse caminho para a sua nova era? Seria um "agrado" para os fãs? Seria GaGa esqueceu a canção em churrasco e agora só lembrou? Então, não importa exatamente o motivo agora, pois o que importa é que The Cure é melhor que a maioria das canções do último álbum, mesmo não sendo uma verdadeira perola pop.

The Cure é uma canção que você já ouviu algumas vezes recentemente, mas com uma grande diferença primordial: a presença da GaGa. Seguindo um estilo synthpop/R&B contido bem parecido com o que tem feito sucesso nas mãos de duos/bandas de música eletrônica, The Cure ganha pontos devido aos vocais mágicos e aveludados da cantora que dá uma aula de personalidade sem precisar de muito esforço. O mais curioso é que em alguns momentos GaGa lembra muito a maneira que a Mariah Carey performa em várias canções da sua carreia mais atual. Com uma letra fofa e delicada. The Cure pode ser aquele hit que os "pequenos monstros" estão esperando. Tudo depende como o grande público irá encarar essa nova empreitada da GaGa.
nota: 7

21 de novembro de 2016

A Balada Imperfeita

Million Reasons
Lady Gaga

Million Reasons poderia ser a balada que iria ajudar a Lady Gaga a realmente a demonstrar exatamente qual é a sua nova sonoridade, mas, infelizmente, a canção fica apenas no campo das boas ideias assim como todo o Joanne.

A canção é uma mistura até interessante de indie pop com country construído em uma instrumentalização simples, quase acústica, e com uma atmosfera tristonha que combina com a sua boa composição sobre as difíceis decisões sobre continuar ou não um amor moribundo. Acontece que todo esse sentimento impregnado na ideia por trás da produção não consegue chagar no lugar certo em sua execução para ser um trabalho marcante como é caso de You And I. E olha que GaGa entrega uma performance comovente e desconcertante sem precisar exagerar em maneirismos vocais ou coisas parecidas. Million Reasons funciona melhor em apresentações ao vivo do que em sua versão em estúdio. E isso é uma pena, pois a canção tinha grandes chances de se tornar uma clássico pop moderno.
nota: 6,5

9 de setembro de 2016

A Ilusão de GaGa

Perfect Illusion
Lady GaGa

A espera acabou. GaGa está de volta ao pop. Então todos os pequenos monstros podem sossegar o facho e aproveitar antes que a cantora não volte para a era jazz. A música que abre essa nova era é a boa, mas imperfeita Perfect Illusion.

Como todos devem saber, GaGa anunciou que a sua nova fase será mais puxada para o rock. O novo single deixa bem claro essa intenção, mas engana-se quem achava que teríamos uma GaGa roqueira queimadora de guitarra. Perfect Illusion é uma interessante disco-rock misturada com o pop tradicional da mãe mostro. Produzida por ela ao lado de Kevin Parker, Mark Ronson e BloodPop, a canção tem um trabalhos instrumental bom, mas que só vai empolgar de verdade na sua metade para frente. Como qualquer música lançada pela GaGa já surgiu acusações de cópia da Madonna; dessa vez em relação a canção Papa Don't Preach. Tenho que admitir que durante as  duas primeiras repetições refrão existe certa semelhança com o refrão da canção de Madonna, mas, na parte final, essa semelhança se dispersa e Perfect Illusion ganha personalidade. O principal problema da canção é a sua composição média e pouco inspirada, apesar de ainda ter momentos viciantes que apenas a cantora sabe entregar. O que faz da canção ganhar qualidade e não deve ser motivo de qualquer polêmica é o fato de Lady GaGa entregar um performance vocal avassaladora: orgânica, visceral, poderosa e, aparentemente, sem nenhum pingo de efeitos vocais, coisa rara de acontecer no mundo pop. Qual será o futuro dessa nova era de Lady GaGa? Ainda é cedo para afirmar algo, mas o começo parece promissor.
nota: 7,5

26 de fevereiro de 2016

As Músicas do Oscar 2016

Como vocês sabem, nesse final de semana acontecerá a premiação do Oscar. Com a sombra da falta de diversidade pairando sobre as principais categorias do prêmio, o seu apresentador, o comediante e ator Chris Rock, terá a difícil missão de comandar uma cerimônia que ao mesmo tempo critique a Acadêmia pela maneira que lida com as diversidade, mas também não esqueça que o problema não é apenas isolado e único. Claro, tudo com bom humor que, no caso de Chris, um humor ácido e sem misericórdia do primeiro escalão de Hollywood. 

Felizmente, apesar de toda a polêmica e de algumas ausências inexplicáveis, as escolhas feitas nas principais categorias mostram a qualidade cinematografia no ano passado. Dos oitos indicados ao prêmio de Melhor Filme, quantro nomes chegam a noite da premiação com chances quase iguais de vitória: A Grande Aposta, Mad Max: Estrada da Fúria, O Regresso e Spotlight - Segredos Revelados. Talvez, esses dois tenham uma leve vantagem sobre os outros, mas nada muito concreto. Além disso, as categorias de atuação são as melhores dos últimos anos. Apesar da única certeza da noite ser a Brie Larson pelo O Quarto de Jack para Melhor Atriz e parece que Leonardo Di Caprio finalmente colocar suas mãos na estatueta de ouro pelo O Regresso (como se trata de Di Caprio e o Oscar não podemos achar que vai ser tão fácil assim), as categorias de Coadjuvantes podem ser a surpresas da noite: a memoria afetiva vai triunfar e Sylvester Stallone vencerá pelo seu papel mais importante o boxeador Rocky Balboa, dessa vez como coadjuvante em Creed? Será uma novata (Alicia Vikander por A Garota Dinamarquesa) ou uma veterana (Kate Winslet por Steve Jobs)? Perguntas que terá suas resposta no Domingo.

Como esse blog é de música, agora vou analisar as cinco indicadas ao prêmio e tentar adivinhar quais as chances de cada uma.

13 de setembro de 2014

Ao Mestre, Com Carinho!

Anything Goes
I Can't Give You Anything But Love
Tony Bennett & Lady Gaga


A parceria entre a lenda viva da música Tony Bennett com a cantora Lady GaGa pode parecer "estranha" para muitos, mas, na verdade, tudo é bem normal. Quem conhece um pouco das influências de GaGa sabe que a cantora sempre citou grandes nomes da música popular americana com seus ídolos. Já para Tony, a explicação é simples: ele é Tony Bennett e não precisa ter razão para fazer qualquer coisa aos 88 anos de idade e mais de 60 anos de carreira. 

Depois de GaGa ser convidada para cantar, ao lado de Tony, a canção The Lady Is a Tramp do álbum Duets II, os dois começaram uma amizade tão intensa que levou a criação do projeto de um álbum em parceria. Intitulado Cheek to Cheek, o CD vai reunir uma coleção de regravações de clássicos do cancioneiro americano em que, na maioria das faixas, os dois artistas irão dividir os vocais. Como parte da campanha de promoção do álbum foram lançados dois singles: Anything Goes e I Can't Give You Anything But Love. 

A primeira é uma regravação de uma das canções mais conhecidas do compositor Cole Porter e segue a mesma da primeira parceria entre Tony e GaGa com uma atmosfera indo de encontro com as "big band" em que, mais que cantores, os dois são anfitriões para o deleite e divertimento do público. Anything Goes funciona perfeitamente, além da ótima produção, devido a química entre Tony e GaGa em dois performances precisas. Um pouco menos inspirada está I Can't Give You Anything But Love, mas que continua a mostrar as qualidades de ambos de maneira perfeita. Enquanto GaGa mostra que é muito mais que as suas roupas extravagantes e músicas "modernas" entregando uma performance realmente sincera, Tony é o de sempre, isto é, maravilhoso. Não importa em qual música ou com quem ele canta, o cantor deve ser respeitando como um dos melhores artistas de ontem, hoje e para todo o sempre. Em uma fase da vida que poderia estar desfrutando da "aposentadoria" e de todo o prestigio, Tony está na ativa em busca de fazer o que ama: boa música. GaGa dá para Tony a possibilidade de chegar ao uma nova platéia, mas é ela que ganha muito mais ao envernizar sua carreira com a credibilidade de Tony e, claro, com toda a sabedoria que o cantor possui.

nota
Anything Goes: 8
I Can't Give You Anything But Love: 7,5

25 de março de 2014

No Mundo De GaGa

G.U.Y
Lady Gaga

No fantástico mundo da GaGa tudo pode acontecer como, por exemplo, lançar o terceiro single de Artpop seis meses depois do segundo. E sem ao menos lançar o aguardado clipe desse último, GaGa vai lá e lança o clipe do novo single. Ao menos, a escolha da canção foi boa.

G.U.Y tem uma produção sensacional da própria GaGa ao lado do DJ Zedd, expoente do eletrônico e dono do sucesso Clarity. A produção acerta em cheio na construção de uma batida que consegue casar a batida eletrônica clássica com uma vertente mais pop chiclete e mais comercial sem resultar em algo sem rumo e com um perfil retalhado. Gosto dos vocais de GaGa, em especial, das partes dos versos que a voz dela brilha sozinha sem os efeitos que aparecem no refrão. A composição não é genial, pois peca ao ser genérica no seu tema já que a própria cantora já falou de sexo de uma forma bem mais provocativa e interessante. Só que também não é um tiro no pé conseguindo um resultado redondinho. Sim, esse é o mundo da GaGa. Durma-se com um barulho desse.
nota: 7,5