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18 de janeiro de 2022

Esperança

Sooner Or Later
Years & Years


Apesar de não estar muito seguro com a nova fase do Years & Years como projeto solo do Olly Alexander, a minha esperança foi renovada com o lançamento da interessante Sooner Or Later.


Dos singles originais lançados para o álbum Night Call, Sooner Or Later é uma eficiente, enigmática e envolvente eletropop que consegue entregar personalidade própria em uma instrumental encorpado e bem construído. Longe de ter a criatividade dos melhores momentos da discografia do Years & Years é uma evolução considerável para a mornas canções os singles anteriores. A qualidade principal da canção é ressaltar os vocais de Olly que entrega uma performance envolvente e sensual. Esperando que essa luz de esperança possa ser lançada para todo o álbum, deixando a recepção morna anteriormente para trás.nota: 7,5

10 de novembro de 2021

Desconexão

Crave
Years & Years


Desde que virou um projeto solo do Olly Alexander, o Years & Years parece que ainda não encontrou o seu caminho sonoro. E a prova está em Crave

Longe de ser uma canção ruim, o single é uma ótima ideia que faltou direcionamento para entregar o que promete. Uma mistura de EDM, electropop e toques de eurodance que foi embalada em uma batida quebrada e cheia de nuances que não chega a explodir como poderia devido a um clímax minguado e um refrão meia boca. Essa falta de força é que parece impedir que Crave realmente funcione, especialmente quando notamos a ótima performance de Olly. Espero que esses tropeços sejam apenas Olly experimentando na sua nova era e, não, a falta dos dois ex-integrantes.
nota: 6,5

26 de outubro de 2021

O Refrão Perfeito

A Second to Midnight
Kylie Minogue & Years & Years


Continuando a sua jornada para levar a palavra do pop para todo o mundo, a Kylie Minogue irá lançar uma versão especial do seu sensacional último álbum intitulado Disco: Guest List Edition. E como primeiro single foi lançado a divertidíssima A Second to Midnight com a presença do Olly Alexandre (Years & Years).

A canção é uma sequência direta da sonoridade do álbum original ao ser uma deliciosamente nostálgica e despretensiosa de dance-pop/disco com uma batida leve, clean e viciante. Kylie e Olly tem uma química impressionante que já tinha sido sentida no remix de Starstruck. Em A Second to Midnight, a sensação se consolida, pois os dois artistas parecem ainda mais conectados e orgânicos em como as suas vozes iram se combinar. Todavia, o grande ponto alto da canção é o seu incrível refrão que consegue ser uma aula sobre como fazer um refrão pop sem usar de clichês ou muito menos esquecer a sua função de ser o cartão visita de uma canção pop. Infelizmente, Second to Midnight não é perfeita, pois a maneira que termina abruptamente sem tempo para o público curtir o seu clímax é um pecado que não é mortal devido a fator de estamos falando de uma canção de Kylie Minogue.
nota: 7,5

1 de junho de 2021

O Efeito Kylie

Starstruck (Kylie Minogue Remix)
Years & Years & Kylie Minogue


Existem alguns artistas que talento é apenas um dos fatores que os fazem especiais. Kylie Minogue, uma das maiores artistas pop de todos os tempos, é esse tipo de artista que o talento é apenas uma das pontas do seu sucesso. Em Starstruck, remix da canção do Years & Years, a cantora mostra um pouco desse “je ne sais quoi” que a fez ser uma estrela.

Single do agora trabalho solo capitaneado pelo Olly Alexander, a canção original era uma boa, mas falha “synthpop como toques de electropop e verniz dos anos oitenta que melhora de fato na sua parte final quando a produção incrementa fortemente a instrumentação e isso dar mais corpo para o resultado final”. Sem alterar sonoramente muita coisa, o resultado da nova versão/remix parece florescer melhor devido a luminosidade imensa que a cantora coloca ao ter uma presença marcante e substancial. Assim como a parceria com o Elton John, Olly exala química com Kylie, resultando em no encontro de duas estrelas do pop em perfeita harmonia. Mesmo não melhorando os defeitos, Starstruck prova que o carisma de talentos como o da Kylie Minogue pode, sim, salvar ou/melhorar canções apenas por dar o seu toque de mestre.
nota: 7,5

20 de maio de 2021

Pedido Atendido

It's a Sin
Years & Years & Elton John

Normalmente quando faço uma resenha de uma canção aponto um possível caminho que poderia ter sido seguido para que o resultado final fosse melhor que o apresentado. Em It's a Sin, regravação do Years & Years do clássico do Pet Shop Boys, escrevi que “a verão é uma decepção em partes, pois a banda tira do o brilho syhth-pop original para fazer uma badala a base de piano”. Então, como se o Olly Alexander tivesse lido a minha resenha eis que surge uma nova versão da canção que não apenas compensa pelo erro inicial, mas, também, adiciona a presença ilustríssima de Elton John na mistura.

Versão apresentada durante a cerimônia do BRIT Awards, a nova versão de It's a Sin dá um verdadeiro upgrade na primeira versão gravada pelo Years & Years ao adicionar a eletrizante batida syhthpop misturada com uma construção que valoriza a canção com mudanças primorosas que apenas a agregam ao resultado final. Essa versão de It's a Sin tem uma introdução a base de piano com o primeiro verso entoado pelo Olly para explodir em uma explosiva synthpop que capta muito bem a essência da canção original, mas com uma instrumentalização que dá espaço de sobra para a presença do piano de Elton. E por falar na lenda assim como na parceria com a Rina Sawayama, a presença do artista é realmente importante para a construção da canção ao ter espaço de sobra e química com o Olly, entregando performances sensacionais. O toque de gênio nessa versão de It's a Sin é a transformação de uma parte falada da canção original em um verso cantado por ambos os artistas que eleva a já primorosa composição. Quem diria que as minhas orações seriam escutadas de uma forma tão genial.
nota: 8,5

17 de abril de 2021

Solista de Uma Banda

Starstruck
Years & Years


Antes conhecido como um trio, o Years & Years transforma em uma banda de um homem só com o vocalista Olly Alexande seguindo carreira solo, mas mantendo o nome do projeto. E como primeira canção foi lançada a legal Starstruck.

Devo admitir que tenho o Years & Years em alta conta, principalmente devido ao álbum Palo Santo que considero como genial. E é por isso que Starstruck é meio decepcionante. Longe de ser ruim, o single não vai muito além do bom arroz com feijão bem feito. Um synthpop como toques de electropop e verniz dos anos oitenta, a canção melhora de fato na sua parte final quando a produção incrementa fortemente a instrumentação e isso dar mais corpo para o resultado final. Tirando isso, a produção faz certinho a cartilha de pop dançante com referências de uma década. Enquanto Olly continua a brilhar como um vocalista carismático, Starstruck poderia ter uma composição mais impactante e menos fofinha. De qualquer forma, a continuação do Years & Years é a garantia da continuação de um projeto realmente que merece ainda mais destaque.
nota: 7

15 de fevereiro de 2021

Palavras Eternas

It's a Sin
Years & Years


Para quem já acompanha o blog sabe que normalmente analiso músicas em quatro partes diferente: produção (sonoridade, arranjo e produção, composição, vocais (performance e interpretação) e como o todo se encaixa no resultado final. Nem sempre, porém, tudo é levando em conta para declarar que uma canção é boa ou não, pois acontece que existe a possibilidade de um desses fatores se sobressair. Esse é o caso de It's a Sin da banda Years & Years.

Clássico lançado em 1987 pelo duo Pet Shop Boys, a canção dá nome ao seriado britânico em que o vocalista do Years & Years, Olly Alexander, é o protagonista. Sonoramente, a verão é uma decepção em partes, pois a banda tira do o brilho syhth-pop original para fazer uma badala a base de piano. É especialmente frustrante essa decisão artística, pois o Years & Years é uma banda pop com talento para criar algo cheio de personalidade. Todavia, a versão ganhar contornos importantes no instante que ligamos a triste e devastadora composição com a trama da série que retrata a vida de jovens gays durante os anos oitenta perante a crise de HIV/AIDS. E, por isso, o resultado dessa versão muda bem, pois adiciona uma camada dramática e real em versos como, por exemplo, “When I look back upon my life/ It's always with a sense of shame”. Além disso, a tocante performance Olly adiciona uma camada de emoção genuína. Às vezes, esse tipo de coisas que fazem valer a pena a existência de uma canção.
nota: 7

17 de outubro de 2018

Pop Com P Maiúsculo

All For You
Years & Years

Enquanto muitos pensam que o pop é apenas o gênero com maior popularidade e, de certa forma, sem precisar ter alguma profundidade real, a verdade é que o pop pode ser bem mais do que apenas feito para bater cabelo. E quando um artista consegue quebrar a expectativa, o público é contemplado com músicas como a ótima All For You do Years & Years.

Terceiro single do genial Palo Santo, All For You é, superficialmente, uma divertida e dançante dancepop com uma produção afinada e bem instrumentalizada. Isso acontece quando a gente apenas olha de relance para All For You, pois, na verdade, o Years & Years entrega uma complexa canção pop que tem um tema mais ousado que o público pode imaginar. Dona de uma composição liricamente muito bem desenvolvida e, artisticamente, redondinha, All For You é sobre o final de um relacionamento em que a outra parte parece ter causado algumas agressões psicológicas ao longo do tempo que ficou com o narrador da canção. Essa percepção em relação ao tema central da canção ajuda a transformar o resultado da canção em algo mais interessante que o que as pessoas podem pensar sobre o que uma canção pop deve ser. Ousada, bem feita e surpreendente, All For You é o verdadeiro pop com P maiúsculo graças ao tino perfeito do Years & Years.
nota: 8


29 de maio de 2018

Entre Tapas e Beijos Na Pista de Dança

If You're Over Me
Years & Years

Uma das vertentes do pop que particularmente mais gosto é aquela que denomino de "para dançar e chorar na balada". O mais novo exemplo desse nicho é a ótima If You're Over Me do Years & Years.

If You're Over Me é sobre aquele relacionamento que está por um fim, mas não acaba porque uma das partes não sabe vai ou se fica, enquanto a outra metade sofre por isso. Honesta, direta e tragicamente verdadeira, a composição de If You're Over Me é um trabalho certeiro e de um refinamento pop cativante que mostra o do pop em lugares que normalmente são deixados para gêneros mais "profundos". Sonoramente, If You're Over Me é completamente diferente do single anterior, a britnish Sanctify. A produção de Steve Mac aposta em um efervescente e luminosa electropop com toques de bubble gum pop que faz um contraponto interessante com a intenção da letra. If You're Over Me é perfeita para aquele momento em que você com o coração quebrado, mas ainda quer dançar na boate como não se houvesse amanhã.
nota: 8

13 de março de 2018

It's Years & Years, Bitch!

Sanctify
Years & Years

Quando percebo que a sonoridade da Britney Spears começa a influenciar de fato a sonoridade de outros artistas é o momento em que percebo que estou ficando velho. Felizmente, ouvir Sanctify do Years & Years alegra-me em saber que algo realmente bom saiu dessa minha constatação.

Mesmo antes de ler a afirmação do vocalista Olly Alexander que a canção tem influência direta de I'm Slave 4 U já tinha notado que a batida dark pop cadenciada tinha uma carga pesada de semelhança sonora com a canção da Britoca. A batida bem demarcada com base instrumental baseada em percussão é algo que remete muito aos trabalhos do The Neptunes que são os produtores da canção da diva pop. Criando a sua própria atmosfera dentro dessa sonoridade, o Years & Years e o produtor Kid Harpoon entregam uma canção de um potencial imenso, ousada na medida certa e de um refinamento estético exuberante. Dançante, mas sem ser obvia. Sensual, mas ser ser rasa. Pop, mas sem ser clichê. Sanctify eleva a sua própria origem na busca de algo mais elevado e significativo, ainda mais que a composição faz comparações entre o pecado e divino ao narrar a história conturbada de Olly com um homem "hétero" que, obviamente, tem problemas com a sua sexualidade. De uma beleza poética pop primorada, a composição é um dos melhores pop de 2018 até o momento, mostrando que quanto mais diversidade puder ser expressa no grande mainstream, mais qualidade nos estaremos sendo agraciados. Que ano estamos vivendo, galera!
nota: 8,5

19 de março de 2016

Desejos Expostos

Desire (feat. Tove Lo)
Years & Years

Desejo é carnal. Amar é de alma. Os podem andar lado a lado, mas quando uma se sobrepõe ao outro, algo está completamente errado. É disso que trata Desire do Years & Years.

Lançada como single em Novembro de 2014, Desire recebeu uma nova gravação com a presença da cantora Tove Lo, provavelmente mirando no mercado internacional. Não houve grandes alteração, pois a instrumentalização continua a mesma, mostrando a capacidade do grupo em cria um pop clean, melódico e atemporal e, ao mesmo tempo, extremamente comercial. A grande atração da canção é, na verdade, a sua ótima composição. Como eu sempre digo, o pop não precisa ser descerebrado, podendo ser, sim, inteligente e criativa. Desire fala sobre a guerra entre os sentimentos quando amar apenas faz sofrer e preferido apenas desejar, ou seja, querer o prazer carnal apenas. Não apenas um tema muito interessante, mas a construção primorosa. A introdução de Tove Lo não afeta verdadeiramente a canção, pois Olly Alexander entrega um trabalho excelente. Entretanto, o dueto dá um contrabalanço entre os sentimentos expostos na canção. Seja o amor ferido ou desejo incontrolado.
nota
Versão Original: 8
Versão Nova: 8

19 de junho de 2015

Por Um Pop Menos Pretencioso

Shine
Years & Years

Entre todas as bandas de eletrônico/pop que surgiram nos últimos tempos vinda da Inglaterra ainda precisa surgir uma que seguisse um caminho menos pretensioso não precisando provar que está acima de todos em questão de sonoridade, mas, na verdade, apenas fazer um bom trabalho. Acho que essa coluna está sendo preenchida pelo Years & Years. Shine, novo single do álbum debut Communion que ainda será lançado, ajuda a compreender o que quero dizer.

Não adiante fazer explorar musicalmente as fronteiras da música caso não saiba entregar o mais importante: emoção. A canção é uma balada romântica escondida em um delicioso dance/eletropop que cativa o público em pouco tempo ajudado pelos ótimos e sinceros vocais de Olly Alexander que coloca uma sinceridade tocante nessa história de amor a primeira vista. Um pouco longa demais, Shine ainda tem outro ponto positivo: é possível captar a essência do Years & Years ao ser uma banda que pretende entregar um pop mais "natural" e sem frescura. Ou seja: o bom e velho pop, mas bem acima da média.
nota: 7,5

18 de março de 2015

Primeira Impressão - Outros Lançamentos

Y & Y
Years & Years

A partir de hoje o blog vai contar com uma nova coluna. Ou quase isso. Esse Primeira Impressão não vai tratar de resenhar álbuns, mas, como o nome sugere, de resenhas sobre outros lançamentos que não enquadram na categoria álbum ou single. Normalmente, as resenhas serão de EP's ou mixtapes de artistas novatos, mas também não excluo trabalho de artistas já consagrados. O primeiro artista dessa coluna fixa serão o EP do trio inglês Y & Y.