9 de maio de 2013

O Problema de Justin

#thatPower
Will.I.Am 

Esse é um post para falar sobre a qualidade, ou melhor, a falta de qualidade do single #thatPower do Will.I.Am, mas quero colocar uma questão em pauta: como o Justin Bieber qquer se estabelecer como um astro pop de verdade se não consegue "segurar" em uma misera participação?

#thatPower é uma dance pop que não acrescenta em nada nem nas carreiras dos envolvidos e muito menos ao atual cenário musical. Mesmo sendo uma produção extremamente vendável, a construção forçada e cansativa impossibilita qualquer lance de criatividade aparecer. A parceria entre Will e um insípido Justin não dá liga na tentativa de fazer uma composição piegas de "vamos curtir a vida"/"auto-ajuda de quinta". E o problema do Justin é ainda maior: quando ele vai virar um artista de verdade?
nota: 3

8 de maio de 2013

Mimi Versão 2013

Almost Home
#Beautiful (feat.Miguel)
Mariah Carey


Mariah Carey parece que prometeu que 2013 seria o ano de seu mais novo comeback e não vai poupar esforços para tanto. Começou se juntando ao American Idol, apesar de que os resultados de audiência não estão sendo lá essas coisas tanto que há rumores que os produtores querem troca-lá colocando a Jennifer Lopez de volta (!), mas mesmo assim ainda é uma ótima plataforma para ser vista pelo público. E agora MC começa a pavimentar seu retorno de maneira mais sólida. Tudo começa pela canção Almost Hom, tema do filme Oz: Mágico e Poderoso.

Contratada para ser a interprete de Almost Home, Mariah poderia cair em uma cilada que foi evitada graças a ela mesma e a produção do grupo de produção Stargate. A composição não é exatamente um trabalho
que prima pela elegância. Canção tema de filme da Disney quando não bem composta pode acabar em um mar de breguice. Almost Home não chega ao fundo desse mar, mas tem doses significativas de composição estilo auto-ajuda para mocinho salvar a mocinha e ter seu final feliz. A salvação da canção é a direção que a produção da canção segue: em vez de pegar o caminho fácil da baladona pop, MC e Stargate decidiram em fazer uma canção mid-tempo com uma batida mais delimitada como forte influência do pop e R&B que surpreende pela produto final diferente do que poderia se esperar da cantora. Além disso, Mimi entrega uma performance confiante mostrando que ainda é dona de uma voz espetacular mesmo ainda com certos maneiros que para ela a gente até dá um crédito. Longe de ser uma When You Believe, Almost Homeé um trabalho digno da carreira dela. Contudo, o verdadeiro trabalho para marcar o comeback dela é o single que abre os trabalhos do décimo quarto álbum dela é a surpreendente #Beautiful.

 Antes de qualquer coisa devo ir direto ao assunto dos defeitos da canção:

1° A canção parece mais um Miguel feat. Mariah do que Mariah feat. Miguel; e,

2° Por que cargas d´água usar hashtag na frente do nome da canção? Apenas para parecer moderninho?

Tirando issso, #Beautiful é a canção mais ousada que MC já lançou na carreira mostrando uma (r)evolução da sonoridade. Não que ela mudou drasticamente de estilo saído do R&B, mas é uma mudança corajosa na base do estilo que a consagrou. Para tanto, ela chamou o talentoso cantor Miguel para dar essa nova visão sendo que a parceira é divida entre os dois tanto nos vocais, na composição e na produção. Pela primeira vez Mariah faz uma parceria tão colaborativa com um artista ainda relativamente novo e essa aposta vale a pena em cada segundo de #Beautiful. A sonoridade de Miguel é nitidamente ouvida na canção em sua elaboração refinada do novo R&B misturado old soul e uma pegada pop contemporânea. Isso cria uma atmosfera completamente diferente de qualquer outra canção de MC, mas o cuidado na produção com um arranjo sensacional que consegue unir a personalidade de Mariah com essa visão moderna de Miguel. O mais impressionante é que mesmo sendo uma canção pouco comercial, #Beautiful pode ser um estouro enorme de sucesso por ser tão diferente do que está sendo oferecido pelo atual cenário musical. Tanto Miguel, quanto Mariah estão perfeitos em atuações seguras e sem exageros, principalmente dela. Mesmo a canção sendo um pouco simples demais, #Beautiful volta ao que MC sabe de fazer melhor: falar de amor. Aqui a canção ganha alguns toques bem vindos de Miguel dando uma "apimentada" na canção. Resumidamente: querida Mariah, esse sim é um retorno triunfante!

nota
Almost Home: 6,5
#Beautiful: 8

As 15 Melhores Vozes Masculinas da Atualidade - Final


7 de maio de 2013

2 Por 1 - Macklemore & Ryan Lewis

Can't Hold Us (feat. Ray Dalton)
Same Love (feat. Mary Lambert)
Macklemore & Ryan Lewis


Com o mega sucesso de Thrift Shop, os parceiros Macklemore e Ryan Lewis estão vendo seus singles lançados em 2012 e em 2011 ganharem destaque nas paradas. Começo com Can't Hold Us.

A canção poderia até ser o famoso mais do mesmo já que fala, basicamente, de "vamos curtir a vida".
Contudo, nas mãos de Ryan Lewis na produção e com Macklemore na composição e nos vocais, o single ganha uma embalagem completamente diferente e com uma originalidade surpreendente. A ideia de hip hop da dupla é bem mais elaborada que a da maioria dos seus "colegas": um arranjo rico em instrumentos em uma batida ousada que capta a atmosfera da composição que mesmo não tendo o ponto de partida mais original consegue surpreender pela ótima estrutura e as boas sacadas. Além disso, Macklemore mostra seu talento como rapper em uma performance perfeita.

Mostrando que é bem mais que apenas um "rapper bem humorado", Macklemore entrega uma poderosa canção em Same Love. O single é uma carta aberta sobre a homofobia e os direitos igualitários que consegue colocar o dedo na imensa ferida sem polimenizar demais e ao mesmo arrancar emoção sincera sem cair no melodrama, mas sendo direto e sincero. Defensor dos direitos igualitários, Macklemore ajuda a quebrar o paradigma entre o hip hop e o mundo gay sendo um cara hétero assumindo uma posição contundente. Só que apenas isso não seria suficiente para Same Love ser um trabalho tão bom. Como já dito, a canção possui uma composição sensacional que é lindamente interpretada por Macklemore como em um desabafo honesto e o refrão cantado lindamente pela desconhecida Mary Lambert e emoldurado pelo ótimo e original arranjo de produção de Lewis. Quer diria que por trás do "brechó" teria tanto talento escondido.
 nota
Can't Hold Us: 8
Same Love: 8,5

6 de maio de 2013

Primeira Impressão

Pioneer
The Band Perry

O segundo álbum do trio de irmãos The Band Perry é o desejo de qualquer artista country contemporâneo gostaria de produzir: um bom álbum de country contemporâneo. O grande defeito do álbum é o próprio The Band Perry já que a banda ainda mostra sinais de inexperiência para carregar um álbum como Pioneer do começo ao fim.

O grande trunfo de Pioneer é Dann Huff, produtor e músico experiente que tem no seu currículo nada mais que tocar guitarra nas canções Man In The Mirror e I Just Can't Stop Loving You do Michael Jackson e produzir para nomes como Faith Hill e Rascal Flatts, que com sua visão sólida faz o álbum seguir um caminho seguro sabendo aonde o levar desde o começo. Não há arrombos de criatividade, mas há um trabalho bem feito desde a criação das faixas que reflete no trabalho instrumental até na atmosfera country moderna que não descaracteríza o estilo com massivas doses de outros estilos. Infelizmente, o trio não consegue chegar à altura exata da produção do próprio álbum. Talentosos eles são como já comprovaram em singles com If I Die Young e o próprio single de Pioneer, Better Dig Two. Contudo, ainda falta para que eles sejam capazes de manter o mesmo nível durante as 16 faixas e em vários momentos eles são "engolidos" pela produção deixando lacunas que deveriam ser preenchidos pela personalidade do trio. As composições sofrem com a inexperiência deles já que ficam em uma montanha-russa de boas intenções, boas ideias e poucas execuções boas de verdade. Falta ainda muito caminho para eles conseguirem acertar as pontas soltas e saber como articular tudo de maneira inteligente. A principal falha do grupo é que ainda faltam "culhões" de verdade para vocalista Kimberly Perry realmente entregar performances realmente seguras em toda música. Ela é dona de uma voz que tem futuro só que ainda não se descobriu como interprete já que fica ressoando em vários momentos outras artistas. Mesmo com esses problemas, The Band Perry consegue bons momentos com no já citado Better Dig Two, em Done (resenha a seguir), Night Gone Wasted e Chainsaw. O mais curioso é que a melhor parte de Pioneer vem das canções incluídas na versão "deluxe" Once Upon a Time, Lucky Ones e Peaches and Caroline que misteriosamente tem uma pegada blues/soul/country seguindo um direção completamente diferente de todo o resto do álbum. Seria um teste para futuro projetos? Não sei. O que eu sei é que o The Band Perry está no caminho certo só falta achar o melhor caminhar para seguir em frente.

O Caminho Para O Lugar Certo

Done
The Band Perry


Não há dúvidas que o trio The Band Perry tem futuro e bastante potencial. É só eles corrigirem os defeitos e fazerem mais canções como Done, segundo single de Pioneer.

Mesmo com ecos de Taylor Swift na composição sobre um pé na bunda da visão feminina a boa sacada em deixar a "protagonista" mais sassy e com um ar mais "mulher a beira de um ataque de nervos" enfatizado na composição bem trabalhada e cativante que ganha uma performance à altura por uma inspirada Kimberly Perry que deveria seguir o próprio exemplo em próximos trabalhos. Não só a vocalista, mas o grupo inteiro deveria se basear em Done, Better Dig Two e If I Die Young para realmente crescerem como um grupo.
nota: 7,5

Não Foi na China e Nem Chegou Perto

Fine China
Chris Brown


Devo admitir que isso que vou escrever é uma das coisas mais redundantes que já coloquei aqui no blog, mas não há como fugir dessa verdade: a volta de Chris Brown para o verdadeiro R&B, estilo que o fez despontar, nada mais é que uma imitação canhestra da carreira do Michel Jackson.

Fine China tenta emoldurar os momentos mais mágicos de MC como em The Way You Make Me Feel ou The Girl Is Mine, mas esquece de todas as limitações que cercam Chris Brown. Começa logo pela produção encabeçada por completos desconhecidos que fazem o trabalho porco de "copiar e colar" que
resulta em uma música sem um pingo de novidade ou ao menos ressalte com dignidade a origem. A performance fraca de Chris apenas ajuda a piorar e ressaltar a precariedade da composição que parece ter sido escrita por um imitador de Rei do Pop e que de alguma forma entrou para algum álbum póstumo vagabundo dele. Seria também redundante colocar a nota para um trabalho desse nível? Sim, mas vale a pena.
nota: 3

5 de maio de 2013

Primeira Impressão

Save Rock and Roll
Fall Out Boy


Deve ter rolando algum memorando avisando que esse ano seria a vez de bandas que fizeram sucesso entre os adolescentes na metade da década passada lançarem álbuns incríveis. Já que só isso explica que depois do Paramore é a vez do Fall Out Boy com o lançamento do ótimo Save Rock and Roll.

Depois de um hiato de quatro anos aonde os integrantes da banda se dedicaram à projetos paralelos, a banda volta para mostrar que o tempo fez muito bem para eles. Save Rock and Roll é um álbum pop rock/punk inspirado, cheio de personalidade e que mostra a evolução da banda logo na primeira canção e termina de maneira inspirada. Ao longo de apenas onze canções a banda despeja uma coleção de composições que apesar de ainda tem aquele toque ácido/dark do começo da carreira deles, contudo elas estão mais refinadas, editadas e inteligentes mostrando a maturidade adquirida por eles. É o reflexo de uma parte da geração que eles fazem parte e retratam isso perfeitamente. A sonoridade do grupo não se alterou em seu DNA, mas ganhou ainda mais corpo e uma orientação mais definida pegando as influências variadas da banda e transformando em uma sonoridade sólida e não em um "samba do crioulo doido". Não é apenas a qualidade como músicos que surpreende em Save Rock and Roll, e sim, como eles conseguiram construir o álbum tão bem amarrado que não há nenhum momento que pode ser considerado realmente fraco. Além disso, o trabalho de Patrick Stump a frente dos vocais do grupo é perfeito já que ele continuar a dar a "cara" para o Fall Out Boy sem perder a sua própria personalidade. De longe a melhor canção é a que abre o álbum de maneira avassaladora The Phoenix que é seguida na cola por My Songs Know What You Did In The Dark (resenha a seguir). Há também a boa Just One Yesterday apesar lembrar perigosamente Rolling in the Deep da Adele e a divertida Young Volcanoes. Além disso, há a participação hilária da Courtney Love (que eu jurava que já estava em outra encarnação) disparando um "It's Courtney, bitch" na punk Rat A Tat e a presença de Sir Elton John na canção final Save Rock and Roll. Espero que continue assim o ano com boas velhas surpresas como a volta do Fall Out Boy.