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3 de agosto de 2025

Um Docinho

Sugar Sweet
Mariah Carey, Shenseea & Kehlani

Sugar Sweet, segundo single do novo álbum de Mariah Carey, Here for It All, é uma canção que não está à altura do poder da cantora, mas é tão simpática que conquista a gente de verdade.

Uma mistura tímida, porém eficiente, de dancehall, R&B e pop, que continua a construir essa sonoridade mais contida da Mariah. A canção não nos conquista de imediato; ela vai grudando aos poucos, de maneira sutil, e acaba sendo uma agradável surpresa. Sugar Sweet também funciona graças à composição inteligente — especialmente no refrão grudento que, à primeira vista, parece carecer daquele toque especial da artista, mas que, felizmente, se revela como o tipo de refrão que não sai da cabeça. Além disso, a referência ao hit It's Like That é bem construída e acertadíssima. Mariah entrega uma performance segura, em que é possível perceber como sua voz se molda muito bem a esse tipo de canção. Mesmo que não adicionem peso de fato, as participações de Shenseea e Kehlani são muito bem-vindas, pois refrescam o resultado final. Sugar Sweet não é o doce mais refinado da carreira da Mariah, mas sacia a vontade de um bom docinho bem feito.
nota: 7,5

8 de junho de 2025

O Sem Refrão

Type Dangerous
Mariah Carey


Sem lançar nada novo de verdade desde 2019, Mariah Carey está de volta com o que parece ser o começo de uma nova era com a divulgação de Type Dangerous.

A canção é boa, mas tem um defeito que não está muito de acordo com a discografia da Mariah: o fraco refrão. Aqui, a situação é agravada devido ao fato de os versos serem realmente bons e excitantes, o que não combina com a vibe morna do refrão, que poderia ser o ponto alto da canção. Enquanto o resto da canção tem cara de single, o refrão é a cara de filler que é lançado como b-side.

Felizmente, o resto de Type Dangerous é um trabalho muito bem realizado, com uma batida R&B/hip hop que combina com uma das facetas da cantora. Gosto da ácida, divertida e autorreferenciada composição, que dá à Mariah aquele toque de diva que ela sempre carrega com perfeição devido à sua personalidade. Além disso, a produção vocal é ideal para o atual momento da voz da cantora, pois não a enterra em pesados efeitos que a fazem perder personalidade. Um bom começo para Mariah Carey, que poderia ser ainda melhor com um refrão mais trabalhado.
nota: 7,5

13 de abril de 2025

Agradável Surpresa

Don't Forget About Us (KAYTRANADA Remix)
Mariah Carey & KAYTRANADA


Para comemorar os vinte anos do lançamento de The Emancipation of Mimi, a Mariah Carey vai lançar um álbum especial com novas faixas. E como primeira música divulgada foi esse surpreendente remix de Don't Forget About Us feito pelo KAYTRANADA.

Lançada originalmente como single da versão deluxe, a canção é um dos singles da cantora a atingir o número um da Billboard menos lembrado da sua carreira, mas que merecia muito mais. E esse remix faz não apenas jus a canção original como também faz o que um remix deveria fazer. KAYTRANADA dá para Don't Forget About Us uma nova roupagem ao a transformar a batida em algo mais sensual e cadenciada, remodelando completamente o instrumental para uma fusão de R&B, soul e eletrônico. O grande trunfo, porém, é manter os vocais da Mariah praticamente intactos e, também, manter toda a composição original, saindo longe dos remixes que cortam partes a fazendo sendo repetidas até enjoar. E isso dá toda a força que essa nova versão necessita, pois mostra o respeito do produtor com o material original e deixa intacto toda a personalidade desse clássico meio esquecida da Mariah Carey.
nota: 8

18 de fevereiro de 2024

Cabe Processo

yes, and?
Ariana Grande & Mariah Carey

O anuncio que a Mariah Carey estaria no remix de yes, and? da Ariana Grande deixou a minha pessoa realmente animada. Queria dizer que as minhas expectativas foram jogadas no lixo com o resultado no mínimo de gosto duvidoso.

Trabalhando na cartilha de apenas adicionar a voz da convidada sem mudar nada da canção original, essa versão yes, and? é um desserviço devido a péssima produção vocal dada para a voz da Mariah Carey que não parece nada com a cantora, especialmente na primeira parte da canção em que Mariah entoa alguns versos soltos. No verso solo da veterana e no resto da canção, a sua voz parece mais natural e reconhecível, mas ainda parece ter um ruido que atrapalha a gente realmente apreciar o momento que deveria ser simplesmente icônico. O que salva a canção que é a que a mesma é uma boa canção. Se tivesse feito um remix como em BREAK MY SOUL (THE QUEENS REMIX) da Beyoncé que fundiu a sua canção com Vogue da Madonna teria sido infinitamente melhor, sendo a minha sugestão de canção para Emotions. Se fosse eu abriria um processo para quem cometeu essa atrocidade vocal.
nota: 6



14 de fevereiro de 2023

It's a Viral

It's a Wrap
Mariah Carey

Além do talento, uma das razões que fizeram a carreira da Mariah Carey longeva é o fato da mesma ser uma ótima empresária. E como é de esperar, a artista aproveitou que a canção It's a Wrap viralizou no TikTok e a lançou com single não oficial.

Lançada em 2009 como faixa do álbum Memoirs of an Imperfect Angel, a faixa nem foi lançada como single da época, pois, apesar de bem produzida, tem todas as características de ser um filler. Com coprodução de Carey, Heatmyzer, Christopher "Tricky" Stewart e James "Big Jim" Wright, It's a Wrap é uma R&B com toques de hip hop que tem o uso de sample de Ain't No Way da Aretha Franklin e I Belong to You de Love Unlimited que dão para a canção um verniz tradicional que é bem vindo, pois dá para a canção força e corpo para a batida. Apesar disso, a canção é bem menos inspirada que o esperado para a união desses nomes ao não ter ousadia para ser realmente diferente. Entretanto, a canção tem uma composição inteligente, ácida e com a personalidade da Mariah que consegue ser mais interessante que o esperado. Esse sucesso tardio da canção mostra o quanto imprevisível está o mercado, pois, apesar de receitas, nada pode realmente apontar para qual música será o sucesso do momento.
nota: 7



19 de agosto de 2022

Uma Segunda Chance Para: Obsessed

Obsessed
Mariah Carey

Apesar de estar vivendo em um loop natalino ano após ano, a Mariah Carey ainda tem uma bagagem imensa para ser apreciada, contando até mesmo os momentos “menores” da sua discografia. E um desses momentos que precisam ser reanalisados é a curiosa Obsessed.

Lançada como primeiro single de Memoirs of an Imperfect Angel de 2009, a canção é um dos pontos fora da curva na carreira da cantora ao ser uma diss track, ou seja, “uma canção criada com o único propósito de expor e insultar uma pessoa ou um grupo de cantores”. Obviamente, Mariah já tinha falado de outras pessoas em suas canções, mas nunca tão notável como em Obsessed. Apesar de nunca ter confirmado, a história por trás dessa história sobre um cara que de tão obcecado pela cantora que inventou toda uma relação que nunca existiu seria sobre o Eminem. Acredito que no álbum Charmbracelet tem a faixa Clown que também seria sobre o rapper e a “relação” entre os dois artistas, mas Obsessed é bem mais conhecida devido ao fato de ter sido single e, principalmente, bem mais incisiva liricamente.

Sempre com um lírica que sempre primou pela delicadeza, sutileza e dramaticidade, a letra da canção é direta, forte e, várias vezes, desconcertantemente agressiva. Os shades que Mariha mandam não são nada sutis, transitando entre o fato de acusar da pessoa que é direcionada a canção ser um drogado, mentiroso, delirante e um stalker. E passado mais de dez anos do seu lançamento ainda é estranho ouvir a cantora disparar tantas frases fortes e que nem sempre acertam o alvo esteticamente. Momentos como “You a mom and pop, I'm a Corporation/ I'm the press conference, you a conversation” é de entrar para a categoria de vergonha alheia mais fácil que pode se imaginar. Entretanto, quando a composição acerta o tom de humor/acidez é um trabalho realmente divertido, especialmente no viciante refrão. Sonoramente, Obsessed é uma canção com a influencia hip hop mais acentuada da sua carreira com uma batida extremamente marcante, cadenciada, radiofônica e sombria. Apesar do uso do auto tune sem precisão, a performance de Mariah funciona pela sua marca distinta do começo ao fim e devido ao fato da cantora parece se divertir ao entoar a canção. Último sucesso comercial contemporâneo até o momento da carreira da Mariah Carey, Obsessed é uma canção que merece um lugarzinho dentro do panteão do pop devido simplesmente a sua estranha existência.
nota: 8

7 de julho de 2021

Os Originadores

Somewhat Loved (There You Go Breakin' My Heart)
Jam & Lewis & Mariah Carey


Você pode não conhecer a dupla Jam & Lewis, mas provavelmente escutou alguma música que a dupla produziu ao longo da prolifera e longa carreira. E é mais provável que algum dos seus artistas favoritos não seriam quem são atualmente sem a influencia da dupla que dominaram a cena musical durante o final dos anos oitenta e todo os anos noventa dentro do pop e, especialmente, do R&B, sendo principalmente conhecidos pelos lendários trabalhos com a Janet Jackson. Depois de quarenta anos nos bastidores, a dupla resolveu lançar o primeiro álbum ao produzir uma seleta reunião de quem é quem dentro do R&B e como single foi lançada a ótima Somewhat Loved (There You Go Breakin' My Heart) com os vocais da Mariah Carey.

Obviamente, a canção não é algo que nunca ouvimos dos envolvidos, mas, sim, uma excepcional e nostálgica R&B/pop que faz a gente remeter diretamente aos áureos tempos do gênero durante os anos noventa. A batida cadenciada e melódica, as nuances executadas e o fator comercial lembram vários momentos em que Mariah e a dupla trabalharam juntos como, por exemplo, durante a era Rainbow. Felizmente, a canção não possui uma sensação de naftalina, pois funciona perfeitamente como uma capsula do tempo moderna. Outro motivo principal para que Somewhat Loved (There You Go Breakin' My Heart) funcionar é a presença radiante de Mariah que entrega uma das suas melhores performances em muito tempo, encaixando perfeitamente com a proposta da canção e colocando uma dose cavalar de personalidade. Muitos podem achar que Jam & Lewis seja coisa do passado, mas é preciso entender que quem saber direito sempre vai fazer o necessário para realmente mostrar que entende sobre boa música.
nota: 8

18 de dezembro de 2020

As Três Tenoras do Pop

Oh Santa! (featuring Ariana Grande & Jennifer Hudson)
Mariah Carey

Conhecida nos últimos anos como a nova mamãe Noel, Mariah Carey encontrou no Natal o seu nicho perfeito para se manter relevante comercialmente devido ao sucesso atemporal de All I Want for Christmas Is You. Entretanto, a cantora precisa mostrar certo “frescor” a todo para não cair na mesmice. Esse ano, a cantora escolheu lançar o especial Mariah Carey's Magical Christmas Special na Apple TV+ e como canção divulgação foi laçada a versão de Oh Santa! com a participação da Ariana Grande e da Jennifer Hudson. 

Lançada em 2010 como single de Merry Christmas II You, a nova versão não altera nada da instrumentalização R&B com verniz festivo/natalino da canção que não é tão icônica como All I Want for Christmas Is You, mas é um bom trabalho e perfeito para o período natalino. O grande destaque aqui é obviamente o encontro de três vocalistas poderosas. O resultado é longe do que a gente poderia esperar, mas, felizmente, não é um desastre total. Claro que o foco é para a Mariah, mas tanto a Jennifer quanto a Ariana ganham destaque em momentos que realmente mostram a qualidade vocal de cada uma. E mesmo não sendo usadas como deveriam, as duas convidadas colocam as suas marcas. Ouvir o poder vocal de Jennifer e a harmonização entre Mariah e Ariana com falsetes é um momento que vale a pena ouvir Oh Santa!. 
nota: 7

8 de setembro de 2020

Quase o Encontro do Século

Save the Day
Mariah Carey

Não irei mentir que fiquei chocado e, ao mesmo tempos, extremamente entusiasmado quando soube que a Mariah Carey iria lançar uma canção com a participação da lenda urbana Lauryn Hill para promove o álbum The Rarities, compilação de canção nunca lançadas pela cantora. Eis que ao ouvir Save the Day veio a decepção: a canção não ter a participação efetiva de Lauryn e, sim, os vocais usados como sample saído do sample Killing Me Softly de 1996. Felizmente, a minha decepção só não foi catastrófica porque Save the Day é uma canção excelente.

Sem ter informações de quando Mimi gravou a canção, o meu palpite é entre o começo dos anos dois mil até dois mil e dez devido ao timbre da voz e, principalmente, a sonoridade R&B/pop que se conecta perfeitamente com essa era na carreira da cantora. Fazendo uma ponte nostálgica com o começo da introdução de hip hop/rap na sonoridade de Mariah, Save the Day é de uma nostalgia suculenta para aqueles que conhecem o trabalho da época de Fantasy, Honey e Always Be My Baby. Com produção da própria cantora ao lado do mago do R&B Jermaine Dupri, a canção surpreende também pela composição sobre ter consciência sobre o nosso papel na sociedade. Não espere nada verdadeiramente profundo, pois a letra tem esse roque de auto-ajuda que a cantora já demostrou em vários momentos. Mesmo assim, o toque positivo é um acalento para momentos em que vivemos. Entregando uma performance ótima ao mostrar vários dos seus pontos altos como uma das maiores vocalista de todos os tempos, Mariah é "auxiliada" pela voz marcante e alpha de Lauryn Hill entoando as vocalizações ouvidas Killing Me Softly, ficando com o clímax da canção quase todo. Pena que a canção não é uma verdadeira parceria entre as duas cantoras. Estilosa e madura, a canção é um veículo perfeito para celebrar os trinta anos da carreira de Mimi.
nota: 8

27 de março de 2019

A OK OK

A No No
Mariah Carey

Se o último álbum da Mariah não me empolgou, ao menos o mesmo é responsável por dar ao público a divertida A No No.

Com co-produção de Jermaine Dupri, A No No é um decente e, por vezes, divertido R&B/hip hop dançante que não tem a mesma pungência que uma It's Like That, mas funciona melhor que a maioria das outras canções do álbum. Acredito que a batida nada contida e a sua despretensão sonora ajuda a canção ser um destaque no meio de canções tão lineares. Além disso, a boa e inteligente composição é outro acerto, pois lembra bons momentos da cantora na última década. Não é com A No No irá voltar ao topo, mas o resultado final é um bem vindo ok.
nota: 7

15 de setembro de 2018

Mariah Sem Mariah

GTFO
Mariah Carey

Apesar de não atingir o mesmo sucesso que nos tempos de glória, ninguém pode dizer que a Mariah Carey desistiu de lutar para voltar ao mainstream da música e, principalmente, que a cantora tenha se vendido sonoramente para alcançar tal objetivo. E, novamente, MC está de volta com o lançamento de GTFO, primeiro single do seu novo álbum. Dessa vez, porém, a cantora parece ter meio perdido algo que é completamente familiar a sua carreira.

GTFO é uma quase volta a sonoridade da era do The Emancipation of Mimi em canções como Shake It Off e, principalmente, Don't Forget About Us ao ser uma R&B contemporâneo com toques de pop em uma atmosfera contida/sensual. Quase uma volta, pois GTFO tem uma pegada um pouco voltada para hip hop devido a sua cadencia mais marcante na instrumentalização. Sonoramente, a canção é o trabalho mais relevante dela em algum tempo, mesmo que não seja exatamente um grande trabalho criativo. O principal erro da canção é a falta de Mariahrismo. Cantando a maior parte da canção em agudo já conhecido, Mariah entrega uma performance bem linear e esquece daquele poder que normalmente entrega na parte final até de canções como a do tipo de GTFO. Apesar da inteligente composição, GTFO é uma canção da Mariah que parece que falta a Mariah Carey.
nota: 6,5

6 de fevereiro de 2017

O Retorno da Rainha dos Comebacks?

I Don't (feat. YG)
Mariah Carey

Depois do desastre da apresentação no Ano Novo em Nova York, Mariah Carey parece que não irá jogar a toalha tão fácil como algumas pessoas podem pensar. Claro, venhamos e convenhamos, Mimi não iria a lona sendo a uma das Rainhas do Comebacks e para começar o reconstruir a sua carreira novamente foi lançado o single I Don't.

Seguindo a mesma estratégia de Calvin Harris de apenas lançar singles, Mariah Carey tem em I Don't uma canção que pode até não ser um sucesso nato, mas, para a sua sorte, mostra que a cantora ainda tem muito "fogo" para queimar. O single é mistura bem executada e redondinha de R&B com trap que cria uma batida que, ao mesmo tempo, consegue ser atual e ainda soar como uma canção da Mariah Carey. Boa parte dessa última sensação é devido a presença da própria cantora que entrega uma performance acertada para a canção e com boas pitadas da sua personalidade. Não espere, porém, grande "arrombos" vocais da mesma, pois, como os mais espertos já sacaram, Mimi não tem a mesma voz do começo da sua carreira, sendo incapaz de cantar no mesmo tom as canções do começo da sua carreira. Todavia, quando a cantora encontra uma canção que "casa" com a sua nova voz, MC ainda mostra capacidade e, principalmente, refinamento. Com a participação ok do rapper YG e uma letra até boa, Mariah Carey está preparando mais um novo grande retorno. Apenas não sabemos ainda se será com a mesma intensidade de antes.
nota: 7

9 de maio de 2015

A Busca do 19° (ou Não)

Infinity
Mariah Carey

Com a grande carreira que Mariah Carey conquistou em mais de vinte anos, eu acredito que a pressão para a cantora ter sucesso comercial que ela recebe seja extremamente desmedida. Porém, não há como negar que, caso MC esteja a busca do seu décimo nono primeiro lugar na Billboard, o lançamento do single Infinity não vai ajudar em nada.

O single que ajuda a promover o seu segundo álbum de grandes hits que contem apenas as canções que foram topo da parada americana e a sua residência de shows em Las Vegas é o que podemos chamar de "montanha russa". Infinity tem, na mesma medida, qualidades e defeitos. Começo com a principal qualidade: a boa composição. Apesar de falar sobre uma separação (seria um reflexo do fim do casamento com Nick Cannon?), Infinity traz em sua letra uma leveza dada pelas "brincadeiras" e as sacadas divertidas. Porém, o refrão é anticlimático o que faz a canção perder brilho. Apesar de uma performance sólida durante quase toda a canção, Mariah e a produção vocal decidem mostrar que a cantora ainda dá os seus famosos agudos em uma momentos desnecessário no final da música. O grande problema, porém, é a produção de Infinity que construí um arranjo confuso e genérico. Saudades de quando Mariah laçava uma compilação incluindo novas músicas como Sweetheart ou o remix de Fantasy.
nota: 6

19 de julho de 2014

O Lado Bom do Flop

You Don't Know What To Do (feat. Wale)
Mariah Carey


Mariah Carey flopou? Sim, flopou bonito e todo mundo sabe disso. Contudo, Mariah pode até flopado, mas isso não impede que ela lance música boa como é o caso do quarto single de Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse, a ótima You Don't Know What To Do.

You Don't Know What To Do é uma das melhores canções lançadas por MC nos últimos anos e, talvez, a melhor do seu último trabalho. Para tanto, a produção não precisou fazer nada mirabolante, pelo contrário, buscou no passado para construir uma canção inspirada. Com fortíssima influência do soul dos anos '70 misturando com disco, You Don't Know What To Do é a prova que Mariah ainda continua perfeita para entregar a união perfeita do pop com o soul como fez várias vezes como, por exemplo, em Heartbreaker e na versão remix de Fantasy. Vocalmente, Mariah já começa mostrando que ainda tem "a voz", mas o mais importante é que a cantora ainda não perdeu seu brilho e domina a canção com perfeição. Até mesmo a dinâmica da cantora com o rapper Wale dá certo ajudando a canção a se modernizar, mas sem perder o apelo "old school". Até mesmo a composição consegue se sobressair ao não ter um tema romântico açucarado e, sim, uma ode ao "não deu valor, deu lugar para a concorrência". Se Mariah flopou, ao menos flopou com estilo.
nota: 8 

18 de fevereiro de 2014

No Céu e no Inferno Ao Mesmo Tempo

You're Mine (Eternal)
Mariah Carey


Parece que Mariah Carey vai entrar em uma fase que vai estar no céu e no inferno ao mesmo tempo: enquanto as músicas de The Art of Letting Go estão só recebendo as melhores criticas possíveis, nenhuma delas alcançou metade do sucesso comercial que Mimi já alcançou nos bons tempos. E não dever ser diferente com a boa You're Mine (Eternal).

Mariah parece quer mirar no passado ao resgatar sua própria sonoridade dos anos 90, mas dando uma pequena modernizada para não parecer algo datado. You're Mine (Eternal) mostra vigor em um arranjo bem amarradinho que consegue dosar bem o R&B mais tradicional com o verniz contemporâneo conseguindo mostrar a personalidade de Mariah, mas deixando ela mais "ousada". Um problema aqui é que a batida que marca o arranjo parece estar mais "alto" que os vocais da cantora deixando uma atmosfera de estranheza no ar. Por falar em vocais, Mariah está muito bem equilibrando as partes mais contidas com a "old Mimi" que faz um impressionante final. Se podemos notar algumas evoluções na sonoridade a composição continua com a mesma vibe romântica e quase clichê que marca as canções da cantora. Faltou um refrão poderoso para elevar a canção. Além disso, o remix com o cantora/rapper Trey Songz é desnecessário, pois além de não adicionar nada para a canção os vocais de Trey receberam um tratamento exagerado de auto-tune. Agora é esperar para ver se Mariah vai estar mais perto dos anjos ou dos diabinhos do flop.
nota
Versão Normal: 7,5
Versão Remix: 7

15 de novembro de 2013

O Ciclo

The Art of Letting Go
Mariah Carey


A vida é um movimento pulsatório dividido em fases. Há fases boas. Há fases ruins. Há fases piores ainda. Há fases neutras. E há fases para recomeçar. Acredito que é por essa última fase que a Mariah Carey deve estar passando na sua carreira profissional. Ela que já experimentou de tudo um pouco, desde o Olimpo passando pelo fundo do poço até o retorno triunfante, está preparando para lançar seu décimo quarto álbum (The Art of Letting Go) e vem mostrando sinais que esse será um novo começo. Depois de lançar a surpreendente #Beautiful, ela continua a mostrar claros sinais de o que está vindo por aí poderá ser o mais profundo e significativo renascimento musical de sua carreira ao simplesmente voltar para o básico.

The Art of Letting Go (a canção) foi lançada através do Facebook no último 11. Um dos grandes méritos da canção produzida por Mimi e Darkchild é que ela vai diretamente contra qualquer modismo que está em alta: The Art of Letting Go é uma balada R&B/gospel sem firulas para transformá-la em um produto mais comercial e radiofônico. Uma simples balada, mas produzida com esmero e talento incomparável. A linda construção delicada e minimalista do arranjo ao longe de quase toda a duração faz o caminho perfeito para o final apoteótico e base perfeita para a performance de Mariah. Poucas vezes a cantora esteve tão contida em uma balada, mas isso é outro ponto extremamente positivo. O peso da experiência faz com que ela saiba como colocar cada nota no seu lugar certo tanto nas parte mais contidas como no final grandioso provando que ela ainda tem "a Voz" (não aquela dos tempos áureos, mas ainda "dá um pau" em várias cantora novatas). A sua interpretação é perfeita para a composição sobre "desapegar" de quem não te quer mais. Apesar de ser uma letra dramática, ela é um trabalho sem dramalhão excessivo e toques modernos e até divertidos (Go to Mimi on your contacts, press delete). Não que The Art of Letting Go seja um potencial hit para Mariah, mas só de ver ela mostrar que ainda é relevante no que sabe fazer ao iniciar uma nova etapa é impagável.
nota: 8

8 de maio de 2013

Mimi Versão 2013

Almost Home
#Beautiful (feat.Miguel)
Mariah Carey


Mariah Carey parece que prometeu que 2013 seria o ano de seu mais novo comeback e não vai poupar esforços para tanto. Começou se juntando ao American Idol, apesar de que os resultados de audiência não estão sendo lá essas coisas tanto que há rumores que os produtores querem troca-lá colocando a Jennifer Lopez de volta (!), mas mesmo assim ainda é uma ótima plataforma para ser vista pelo público. E agora MC começa a pavimentar seu retorno de maneira mais sólida. Tudo começa pela canção Almost Hom, tema do filme Oz: Mágico e Poderoso.

Contratada para ser a interprete de Almost Home, Mariah poderia cair em uma cilada que foi evitada graças a ela mesma e a produção do grupo de produção Stargate. A composição não é exatamente um trabalho
que prima pela elegância. Canção tema de filme da Disney quando não bem composta pode acabar em um mar de breguice. Almost Home não chega ao fundo desse mar, mas tem doses significativas de composição estilo auto-ajuda para mocinho salvar a mocinha e ter seu final feliz. A salvação da canção é a direção que a produção da canção segue: em vez de pegar o caminho fácil da baladona pop, MC e Stargate decidiram em fazer uma canção mid-tempo com uma batida mais delimitada como forte influência do pop e R&B que surpreende pela produto final diferente do que poderia se esperar da cantora. Além disso, Mimi entrega uma performance confiante mostrando que ainda é dona de uma voz espetacular mesmo ainda com certos maneiros que para ela a gente até dá um crédito. Longe de ser uma When You Believe, Almost Homeé um trabalho digno da carreira dela. Contudo, o verdadeiro trabalho para marcar o comeback dela é o single que abre os trabalhos do décimo quarto álbum dela é a surpreendente #Beautiful.

 Antes de qualquer coisa devo ir direto ao assunto dos defeitos da canção:

1° A canção parece mais um Miguel feat. Mariah do que Mariah feat. Miguel; e,

2° Por que cargas d´água usar hashtag na frente do nome da canção? Apenas para parecer moderninho?

Tirando issso, #Beautiful é a canção mais ousada que MC já lançou na carreira mostrando uma (r)evolução da sonoridade. Não que ela mudou drasticamente de estilo saído do R&B, mas é uma mudança corajosa na base do estilo que a consagrou. Para tanto, ela chamou o talentoso cantor Miguel para dar essa nova visão sendo que a parceira é divida entre os dois tanto nos vocais, na composição e na produção. Pela primeira vez Mariah faz uma parceria tão colaborativa com um artista ainda relativamente novo e essa aposta vale a pena em cada segundo de #Beautiful. A sonoridade de Miguel é nitidamente ouvida na canção em sua elaboração refinada do novo R&B misturado old soul e uma pegada pop contemporânea. Isso cria uma atmosfera completamente diferente de qualquer outra canção de MC, mas o cuidado na produção com um arranjo sensacional que consegue unir a personalidade de Mariah com essa visão moderna de Miguel. O mais impressionante é que mesmo sendo uma canção pouco comercial, #Beautiful pode ser um estouro enorme de sucesso por ser tão diferente do que está sendo oferecido pelo atual cenário musical. Tanto Miguel, quanto Mariah estão perfeitos em atuações seguras e sem exageros, principalmente dela. Mesmo a canção sendo um pouco simples demais, #Beautiful volta ao que MC sabe de fazer melhor: falar de amor. Aqui a canção ganha alguns toques bem vindos de Miguel dando uma "apimentada" na canção. Resumidamente: querida Mariah, esse sim é um retorno triunfante!

nota
Almost Home: 6,5
#Beautiful: 8

3 de agosto de 2012

O Dia que Roubaram a Canção da Mariah

Triumphant (Get 'Em) [feat. Rick Ross e Meek Mill]
Mariah Carey

Mimi está de volta. Dessa vez, a promessa é de um comeback digno do The Emancipation of Mimi. Depois de amargar três lançamentos em declínio de vendas, ela se armou de todos os lados fazendo basicamente o que fez a Jennifer Lopez quase literalmente. Deu uma parada na carreira para ter os filhos, ficou quietinha preparando o próximo álbum e virou jurada do American Idol. Depois da saída de J.Lo, Mimi foi convidada para participar da bancada do programa, mas recusou e só aceitaria se o salário fosse bem maior que o da Jennifer. Então, ela conseguiu. Dezoito milhões de doláres pela participação da 12° temporada. Assim sendo, ela se transformou na maior estrela a fazer parte desse tipo de programa com o maior salário de todos os tempos (só acho que perde para o Simon Cowell na era Idol, mas não tenho certeza). Só uma coisa ela não fez igual á J.LO: se juntou no lado farofa da força. Dito isso, vamos ver se a aposta deu certo.

Triumphant (Get 'Em) é R&B de verdade, mesmo com pesada influência do hip hop. Isso é bom, mas tem um pequeno grande problema: a canção é roubada pelo rapper Rick Ross. Não é só isso: o tempo de Mimi na sua própria música é bem limitado. Já falei isso algumas vezes, mas é mais estranho quando acontece isso com alguém do porte da cantora e a situação se complica ainda mais quando sabemos que ela é co-produtora de Triumphant (Get 'Em) ao lado de Jermaine Dupri e Bryan-Michael Cox, dois gênios do R&B. Na parte que cabe para Mariah na canção (refrão e o verso final) ela está bem contida sem momentos geniais, mas dentro do limite do bom. O desconhecido Meek Mill é ok e como disse antes, Rick Ross rouba a canção para si. Além do vozeirão que faz dele um dos rappers mais marcantes da atualidade a localização do seu rap no meio da canção aumenta essa impressão de que ele é o dono da canção. Outro detalhe é a letra apenas média. Como boa parte da canção é em rap temos partes boas de verdade e outras nem tanto. Mariah recorre ao um tema já usado várias vezes por ela: auto-ajuda. Exaltando o poder de superação dentro de cada um, Mimi passa uma mensagem ótima só que meio batida e que ela mesma já fez melhor. A grande atração da canção é a produção instrumental que pega mais pesado na batida sem exagerar, mas mostrando uma Mimi mais sóbria. Isso será o suficiente para ela voltar como a grande Mariah? Será que o AI vai ajudá-la? Será que a próxima canção dela será dela mesmo? Aguardem cenas dos próximos capítulos.
nota: 6,5

28 de outubro de 2010

Oh Mariah!

Oh Santa!
Mariah Carey

Os álbuns natalinos é uma dos maiores tradições dos Estados Unidos na época de Natal.A maioria do artistas ditos populares já gravaram seu christmas álbum desde nomes como Celine Dion,The Jacksons 5,Elvis Presley, Barbra Streisand,Dolly Parton,New Kids on the Block até nomes mais "lendários" como Bob Dylan.Um dos mais conhecidos é o Merry Christmas da Mariah Carey lançado em 1994.O álbum até hoje é o terceiro mais bem vendido da história com mais de 5 milhões de cópias e lançou o último hino natalino o sucesso All I Want for Christmas Is You que até hoje aparece em alguma parada quando chega o fim do ano.Esse ano Mimi vai lançar a continuação do álbum em Merry Christmas II You numa tentativa clara de dar um novo up na carreira.Tanto que mais de três messes antes do natal o primeiro single foi lançado e é a música Oh Santa!.
Produzida e escrita pela própria Mariah com Jermaine Dupri e Bryan-Michael Cox é comprovação que ela é ainda aquela diva capaz de fazer músicas R&B divertidas e se mostrar relevante com algo com sua marca.Não que Oh Santa! seja melhor que All I Want for Christmas Is You.Longe disso.Mas o novo single está muito além de mais da metade que ele vem fazendo nos últimos tempos.Sua voz parece muito mais marcante e realmente mostra a velha Mariah com seus gritinhos e seu potencial renovado mesmo que com uma ajuda de uns efeitos.O melhor não é isso.Aqui Mariah parece ter se encontrado consigo mesma e parece realmente feliz deixando a música realmente envolvente.O arranjo apesar de ser meio comum consegue sair da sua zona de conforto em criar algo para cima e delicioso de ser ouvir.Junta-se aquelas "palminhas" que faz qualquer um ficar com vontade de cantar junto seguindo o bom coro.A letra também tenta fugir do "espírito natalino clássico" ao colocar um pouco de humor de uma certa maneira até "negro" e ironia:

Mas é surpreendente
E eu aposto que você poderia trazer meu amor de volta
Pois toda vez que eu vejo as luzes natalinas
Eu sinto este ardor dentro
E eu simplesmente não aguento

Eu os vi fazendo compras semana passada
E a sua nova namorada era tão sem graça
Então eu jurei a mim mesma
Noel virá e o fará meu esta noite de Natal

Pena que o refrão fica meio "achatado" entre os versos parecendo uma coisa só.Com o possível sucesso de MC e finalmente a sua tão esperada gravidez é difícil não acreditar em milagre de Natal!.
nota:7,5

28 de fevereiro de 2010

3 por 1-Mariah Carey

Up To My Face (Feat. Nicki Minaj)
Angels Cry(feat. Ne-Yo)

100%
Mariah Carey


Todos sabem da situação de Mariah Carey:Memoirs Of An Imperfect Angel foi um grande flop que só não foi maior pois recebeu boas criticas e teve um single de relativo sucesso.Tentando dá um jeito nisso,MC vai lançar um álbum de remix das músicas do MOAIA(Angels Advocate)e quase de uma vez só,lançou três singles.

O primeiro deles,e por enquanto que vem ganhado mais destaque estreando essa semana no 100° da Billboard,é o remix de Up To My Face com a rapper Nicki Minaj.Uma das músicas mais divertidas do álbum,a canção ganhou um remix(leia-se apenas o acrécimo da parte de rap)competente deixando a música mais descontraída ainda.MC toda trabalhada na safadeza canta para o ex "sair da frente dela" usando várias passagens engraçadinhas na letra escrita por ela e o The Dream e Christopher "Tricky" Stewart que é defendida por ela sem muita pretensão o que torna a música super "cool".Mas o que grande fator de vicio da música está na presença da nova sensação do rap,Nicki Minaj.Com influências do reggae e voz diferente,a jovem de apenas 25 anos dá o tom da música já no começo elevando a melodia uma mistura de R&B,urban e pitadas de raggae.Conseguindo achar um lugar seguro,Mariah manda muito bem em sua música mais viciante desde que ela pediu para tocar o corpo dela.

Indo da direção oposta está a nova versão de Angels Cry com a participação de Ne-Yo.A música que na sua versão original era boa,mas pecava pelo excesso de "romantismo" barato parecendo uma prima pobre de We Belong Together,não ganha nada de diferente e apenas dá uma volta nos mesmo defeitos.O arranjo não foi mudando sendo uma balada R&B com uma produção impecável mas comum.Vocalmente,Mariah entrega a mais 'old Mariah" performance da sua nova fase com alguns gritos no final.Meio forçado dentro do conceito da música.Ne-Yo não faz muita coisa,mas é correto.A letra nas partes originais é correta e tem bons momentos principalmente o bom refrão.A parte de Ne-Yo,escrita por ele mesmo,faz apenas uma ponte e não eleva a música.
Composição fraca e sem inspiração.

Já o terceiro single é 100% que seria usado na trilha de Precious mas acabou como tema das Olimpíadas de Inverno no Canadá.Que bom a mudança pois a música não combina nada com o forte drama que é Precious.A música é R&B estilo gospel com letra para cima caindo um pouco na auto-ajuda mas que MC defende com garra numa das mais belas performance vocal dela em tempos.Usando as novas características de sua voz conseguindo um desempenho forte e sem de emoção.Deve não virá hit,mas mostra que Mariah ainda tem algumas cartas na manga.Meu conselho para Mimi:dá uma bela pausa na carreira musical,curta o marido e invista na carreira de atriz aproveitado o sucesso de Precious.A Cher fez isso nos anos '80 e se deu muito bem.
nota
Up To My Face:7,5
Angels Cry:6
100%:7