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31 de maio de 2026

Filler by Ariana

hate that i made you love me
Ariana Grande

É fato que a Ariana Grande nunca entregou uma canção ruim de verdade, mas, nos últimos tempos, a qualidade de seus trabalhos ficou estagnada no apenas bom. E, novamente, é essa a sensação com hate that i made you love me.

Primeiro single de Petal, a canção é uma segura, sólida, bem produzida, elegante e comercial mistura de synth-pop com alt-pop e R&B, que basicamente vem sendo a base da sonoridade da artista. Bem construída pela produção da própria cantora ao lado dos fiéis parceiros Ilya e Max Martin, a canção não parece realmente empolgar com a sua batida contida demais e passa a sensação de que funcionaria melhor como apenas o recheio do álbum do que como um single, ainda mais o primeiro single.

Além disso, hate that i made you love me soa ainda mais contida e menor devido à performance contidíssima de Ariana, que entoa a canção de maneira calma, reflexiva e quase melancólica. E isso, sinceramente, não é problema nenhum, mas deixa uma lacuna quando a gente sabe bem que Ariana é capaz de muito, mas muito mais. O ponto alto da canção é a sua interessante composição, que poderia facilmente ter sido envolvida por uma produção mais excitante.

Apesar de ser uma boa canção, o single mostra que Ariana parece presa em sua própria cartilha, sem saber como encontrar um novo caminho sonoro.
nota: 7,5

11 de julho de 2024

Simpática Referencia

the boy is mine (Remix)
Ariana Grande, Brandy & Monica


Quando fiz a resenha de eternal sunshine apontei the boy is mine como um dos destaques do álbum da Ariana Grande devido ao uso do “sample da canção de mesmo nome da Brandy e Monica consegue dar uma cor inusitada e bem vida para o resultado final”. E eis que de maneira justíssima, a cantora chamou as duas cantoras para a versão remix da canção que consegue fazer certa justiça coma a canção sampleada.

Longe de ser originalmente genial, a canção é uma boa e cativante pop/R&B com toques de trap que está bem no reino da intenção do álbum, mas bem longo do potencial da Ariana. A versão remix não muda isso, mas dá apresenta certo brilho especialmente devido a presença sólida da Brandy e da Monica. Ao contrário do remix com a Mariah Carey, essa versão de the boy is mine tem total sentido para existir, pois, presta homenagem a duas cantoras que fazem parte da estrutura sonora da sonoridade da Ariana com as suas carreiras tendo moldado o R&B dos anos noventa. E isso é feito de maneira sólida e digna, dando espaço para as duas de maneira igualitária ao serem integradas muito bem com a canção e sem deixar de ser uma canção da Ariana. O verso em que as três cantam é a cereja em cima do bolo ao lado da mudança nítida para a melodia da canção das duas artistas no último momento. Poderia ser em si uma canção melhor? Facilmente. Só que é louvável que a Ariana Grande tenha feito essa reverencia tão sincera para a Brandy e a Monica.
notas
versão original: 7,5
versão remix: 7,5

20 de março de 2024

Quase Lá

we can’t be friends (wait for your love)
Ariana Grande


Como escrevi na resenha de eternal sunshine, we can’t be friends (wait for your love) é um exemplo perfeito das qualidades e dos defeitos do álbum. Todavia, a canção ainda é bom exemplo da poder da Ariana Grande.

O maior problema do single é convidar a gente para uma explosão sonora quando entrega uma contemplação dançante. “Quando comecei a escutar o segundo single, a impressão era que a batida contida e climática dos versos iniciais iria dar espaço para uma explosão synth-pop. Isso até acontece, mas é uma explosão comedida, linear e fofa que deixa certo ar de faltar algo”. E mesmo gostando dessa quebra de expectativa, o resultado final não tem vivacidade suficiente para ser o “musicão” que poderia ser. O que não decepciona é a presença preenchedora e magnética da Ariana que dá para we can’t be friends (wait for your love) a força emocional para amarrar algumas pontas soltas ao se alinhar com a sentimental composição. Ariana quase chegou lá, mas ainda é uma canção adorável.
nota: 7,5

18 de fevereiro de 2024

Cabe Processo

yes, and?
Ariana Grande & Mariah Carey

O anuncio que a Mariah Carey estaria no remix de yes, and? da Ariana Grande deixou a minha pessoa realmente animada. Queria dizer que as minhas expectativas foram jogadas no lixo com o resultado no mínimo de gosto duvidoso.

Trabalhando na cartilha de apenas adicionar a voz da convidada sem mudar nada da canção original, essa versão yes, and? é um desserviço devido a péssima produção vocal dada para a voz da Mariah Carey que não parece nada com a cantora, especialmente na primeira parte da canção em que Mariah entoa alguns versos soltos. No verso solo da veterana e no resto da canção, a sua voz parece mais natural e reconhecível, mas ainda parece ter um ruido que atrapalha a gente realmente apreciar o momento que deveria ser simplesmente icônico. O que salva a canção que é a que a mesma é uma boa canção. Se tivesse feito um remix como em BREAK MY SOUL (THE QUEENS REMIX) da Beyoncé que fundiu a sua canção com Vogue da Madonna teria sido infinitamente melhor, sendo a minha sugestão de canção para Emotions. Se fosse eu abriria um processo para quem cometeu essa atrocidade vocal.
nota: 6



13 de janeiro de 2024

A Nova Era de Ariana

yes, and?
Ariana Grande

Com um hiato de mais de três anos, a Ariana Grande está de volta para reentrar na arena pop com uma arma que até não é original, mas é divertida como uma noitada com seus amigos. Essa é a melhor definição da dançante Yes, And?.

Sem medo de mostrar que a canção é influencia do Renaissance da Beyoncé, usando até mesmo o sample de Vogue, Ariana entrega uma requentada, divertida, elegante e fácil de viciar fusão de dance-pop, house e post-disco que tem estampado a sua personalidade de maneira impecável. O grande trunfo de Yes, And? é que a sua produção, assinada pela cantora ao de Max Martin e Ilya Salmanzadeh, cria uma batida que é leve, direta e extremamente comercial, mas que devido a adição da suas influencias não se torna dispensável. É como se fosse uma Break My Soul na sua versão comercial sem ser massificada. A canção não alcança um voo maior devido a sua composição fofa que tem toques de auto ajuda que passa longe da mediocridade sem nunca ser realmente ótima, especialmente o refrão um pouco morno. Além disso, a canção não tem um clímax a altura da sua construção inicial e, por isso, Ariana entrega vocais aveludados que mostram novamente a sua versatilidade que não tem muito a fazer nos momentos que deveriam ser o de explosão plena. De qualquer forma, Yes, And? é um começo bem legal para a nova era da cantora.
nota: 7,5

28 de fevereiro de 2023

Save Your Remix

Die For You (Remix)
The Weeknd & Ariana Grande


Uma das parcerias mais interessantes do mundo pop é a do The Weeknd com a Ariana Grande. A união dos dois titãs do pop já rendeu ótimos momentos em Love Me Harder e o remix de Save Your Tears. Infelizmente, o remix de Die For You não está no mesmo nível desses trabalhos.

Lançada originalmente como single em 2017 retirado do álbum Starboy, Die For You teve um boom de popularidade online e por isso ganha esse relançamento em força de remix. E, novamente, o problema com esse tipo de remix que não é remix é a forma quase preguiçosa que a mesma é trabalhada. Sem mudar basicamente nada sonoramente, essa versão é um bom R&B que tem a marca do The Weeknd, mas que usa a participação da Ariana de forma qualquer nota. Apesar da sua voz combinar com a canção e entregar lindos vocais como sempre, Ariana é renega ao meio da canção sem realmente estar presenta em nenhum momento. Nem para gravar mais vocais para acompanhar o The Weeknd nas repetições do refrão foram capazes de fazer. Além disso, a canção original já era mais um filler bom que um grande momento da carreira do cantor, mas o imenso sucesso do cantor é capaz de fazer até esse tipo de canção sucessos comercias. E isso não tira o fato desse remix ser decepcionante quando se comparado com o que a Ariana e o The Weeknd são capazes.
nota: 7

3 de dezembro de 2021

O Oscar Pop?

Just Look Up
Ariana Grande & Kid Cudi


Ainda pode ser um pouco cedo para afirmar, mas o próximo Oscar pode ser o mais pop de todos os tempos. Com as possíveis presenças da Billie Eilish e a Beyoncé no páreo, a Ariana Grande acaba de entrar na corrida para Melhor Canção com a curiosa Just Look Up em parceria com o rapper Kid Cudi.


Fazendo parte do filme Don't Look Up em que ambos artistas também atuam, Just Look Up é sonoramente uma balada pop que parece em teoria como um tema que a academia adora premiar. Grandiosa e climática, a canção conta com os poderosos e aveludados de Ariana como ponto alto da faixa. O grande problema é que a canção não é exatamente tema do filme, mas, sim, parte da trama da comédia/sátira sobre um grupo de cientistas que tentam avisar o mundo sobre um meteoro que vai atingir a terra. Parte da “piada”, Just Look Up faz menção direta a esse aviso, especialmente na segunda metade da canção. Além disso, o verso de Kid quebra ainda mais essa estrutura de canção para o Oscar. Em um ano com grandes nomes na disputa e ainda musicais como Cyrano e West Side Story, Ariana pode ficar fora do Oscar devido a fazer a canção mais “oscarisável” do ano sem ser competitivo.
nota: 7,5

13 de maio de 2021

A Razão Por Existir

Save Your Tears (Remix)
The Weeknd & Ariana Grande

Sempre irei questionar o lançamento de remixes que não são remixes, especialmente quando os mesmos apenas servem para ganhar alguns trocados e pelo desempenho nas paradas. Entretanto, quando está certo é melhor a gente a gente admitir como é caso de Save Your Tears (Remix) que une pela terceira vez o The Weeknd com a Ariana Grande.

Obviamente, o remix/nova versão tem como um dos intuitos dar o gás necessário para que a canção seja um sucesso ainda maior que a versão original. Felizmente, o resultado artístico da canção consegue ofuscar essa intenção, pois parece que todas as peças estão no seu lugar que deveriam estar. A introdução dos vocais de Ariana parecem algo natural devido a imensa química com a The Weeknd. Além disso, sempre é muito bom ouvir a cantora usar o seu delicioso e sedoso grave sem perder, porém, o brilho carismático que tem quando usa os agudos. Em relação a qualidade da canção sonoramente, Save Your Tears (Remix) não altera muito o instrumental, sendo “uma balada mid-tempo syntyh-pop com toques de soul e um verniz levemente dançante. Feita nos moldes para dançar e chorar na pista de dança, a produção dá uma atmosfera melancólica para emoldurar a composição sobre o arrependimento de terminar um relacionamento.”. Resumidamente: Save Your Tears (Remix) realmente tem razões para existir.
nota: 8

24 de janeiro de 2021

Relação Morna

34+35 Remix (feat. Megan Thee Stallion & Doja Cat)
Ariana Grande

Pior canção da carreira da Ariana Grande, 34+35 é o tipo de canção que não tem como piorar devido a sua “produção apática, sem graça e pouco interessante”. Felizmente, isso parece ser verdade com o lançamento de 34+35 Remix com a participação de Megan Thee Stallion e da Doja Cat. O problema, porém, é que a canção também não melhora consideravelmente. 

Parte da melhora da qualidade da canção é a presença das duas convidadas, especialmente a da Megan. Sem mudar quase nada em relação ao instrumental, 34+35 Remix conta com a presença marcantes das rappers para dar alguma vida para a batida. E isso acontece, pois ambas conseguem mostrar personalidade e, principalmente, entram muito bem na pegada da canção ao falar de sexo de forma aberta. Apesar de não elevarem em nada o fator vergonha alheia original, a letra dos versos de Megan e Doja parece mais orgânicos e realmente divertidos. Uma pena que faltou química entre as mesmas e a dona da canção, pois isso daria para 34+35 Remix a pimenta necessária para resultar em uma boa música. 
nota: 5,5

18 de dezembro de 2020

As Três Tenoras do Pop

Oh Santa! (featuring Ariana Grande & Jennifer Hudson)
Mariah Carey

Conhecida nos últimos anos como a nova mamãe Noel, Mariah Carey encontrou no Natal o seu nicho perfeito para se manter relevante comercialmente devido ao sucesso atemporal de All I Want for Christmas Is You. Entretanto, a cantora precisa mostrar certo “frescor” a todo para não cair na mesmice. Esse ano, a cantora escolheu lançar o especial Mariah Carey's Magical Christmas Special na Apple TV+ e como canção divulgação foi laçada a versão de Oh Santa! com a participação da Ariana Grande e da Jennifer Hudson. 

Lançada em 2010 como single de Merry Christmas II You, a nova versão não altera nada da instrumentalização R&B com verniz festivo/natalino da canção que não é tão icônica como All I Want for Christmas Is You, mas é um bom trabalho e perfeito para o período natalino. O grande destaque aqui é obviamente o encontro de três vocalistas poderosas. O resultado é longe do que a gente poderia esperar, mas, felizmente, não é um desastre total. Claro que o foco é para a Mariah, mas tanto a Jennifer quanto a Ariana ganham destaque em momentos que realmente mostram a qualidade vocal de cada uma. E mesmo não sendo usadas como deveriam, as duas convidadas colocam as suas marcas. Ouvir o poder vocal de Jennifer e a harmonização entre Mariah e Ariana com falsetes é um momento que vale a pena ouvir Oh Santa!. 
nota: 7

8 de dezembro de 2020

Matemática Errada

34+35
Ariana Grande


Falar sobre sexo, especialmente visto do ponto feminino, deveria ser cada vez mais natural e livre de preconceitos. E é por isso que vejo 34+35 como um verdadeiro resultado de um avanço que vem ao longo das décadas. O problema do single da Ariana Grande é que a canção não funciona em nenhum aspecto. 

Parte do mediano Positions, 34+35 repete as mesmas características da sonoridade de Ariana ao ser um R&B/pop low-profile, mas com uma produção apática, sem graça e pouco interessante. É como ver um o reflexo de um espelho embaçado. Só que a grande pedra em 34+35 é a sua letra: apesar de não ter medo de falar sobre sexo (para quem não entendeu: a soma do título é 69), a construção da mesma é de uma forma rasa, boba e que não sabe se quer ser explicita ou ser metafórica, deixando tudo esquisito e com um toque de vergonha alheia. O que salva 34+35 de não ser um desastre total é o carisma de Ariana e a sua performance segura e com personalidade. Entretanto, isso não salva a canção de ser o seu pior trabalho até o momento. 
nota: 5

23 de outubro de 2020

Confortável Demais

positions
Ariana Grande


Estabelecida como uma das principais divas pop da atualidade, a Ariana Grande irá completar a façanha de ter lançado seis álbuns em um espaço de apenas sete anos, sendo um número que é alcançado por alguns artistas de renome em toda uma carreira. E se for depender dos resultados recentes, o primeiro single do novo álbum será um outro sucesso para a bagagem da cantora. O problema é que ao encontrar a estrada de tijolos de ouro, Ariana se mostra confortavelmente estagnada em um lugar seguro. 


Ao descobrir qual é a exatamente qual é a sonoridade que melhor se encaixa para a sua carreira, a cantora estabelece firmemente a sua persona artística como poucas artistas pop da sua geração. Isso é ótimo, pois mostra uma maturidade da mesma. O problema é que isso pode gerar uma estagnação ruidosa. Ariana já provou que consegue carregar muito bem várias vertentes do pop como prova na sua parceria com a GaGa, mas a sua persona solo é esse pop contido com influência de R&B com toques de trap. Em positions, o seu novo single, a cantora repete com as mesas qualidades de canções como o smash hit Thank You, Next e Break Up with Your Girlfriend, I'm Bored. Bem produzida, radiofônica e cativante, a canção mostra um lado mais romântico que as canções anteriores com uma letra de exaltação do seu atual namorado com toques divertidos e um refrão redondinho. Além disso, a cantora continua a mostra carisma ao entregar uma performance contida, mas bastante presente e com personalidade. O problema é que positions parece um looping que soa como uma reciclagem muito bem feita, mas com gosto levemente requentado. Não acredito que a Ariana precise mudar drasticamente a sua sonoridade para mostrar versatilidade e, sim, ousar mais dentro do que a mesma se propõe em fazer. O bom é que esse caminho ainda está dando certo. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.
nota: 7

24 de maio de 2020

Um Chuchuzinho

Stuck with U
Ariana Grande & Justin Bieber

Eu gosto de chuchu. O legume é um alimento complicado, pois, devido a ser quase todo feito de água, o mesmo não tem exatamente um gosto próprio e depende muito de como é feito e temperado para ter sabor. Então, existem músicas que podem ser classificadas como sendo um verdadeiro chuchu como é o caso da parceria entre Ariana Grande e  Justin Bieber em Stuck with U.


A canção é uma volta da Ariana a sonoridade dos seus primeiros trabalhos ao ser uma R&B/pop soul com raízes old school. Para Justin, Stuck with U é a melhor canção que esteve envolvido em anos. Todavia, nada disso parece realmente dar liga verdadeira para Stuck with U. Faltou tempero para elevar a boa instrumentalização. Faltou química real para fazer os dois artistas realmente conectarem. Faltou inteligência para fazer uma composição que pudesse ser mais que apenas simpática. A intenção da canção é ótima, pois tudo que será arrecado com a canção será destinada para crianças que tiveram a vida afetadas pelo covid-19. Entretanto, o resultado final de Stuck with U é sem graça e quase sem gosto.
nota: 6,5

15 de setembro de 2019

Don't Call Me Destiny

Don't Call Me Angel (Charlie's Angels)
Ariana Grande & Miley Cyrus & Lana Del Rey

O encontro de grandes divas para lançarem uma canção não é mais novidade nenhuma, mas ainda causa bastante burburinho quando feito de forma correta. A mais nova a realizar esse feito é a antecipada e inusitada parceria da Ariana Grande, Miley Cyrus e Lana Del Rey em Don't Call Me Angel (Charlie's Angels), tema do reboot de As Panteras. O problema é que a canção já tinha antes do nascimento uma grande barreira para vencer: a comparação com o tema musical mais famoso da franquia, o clássico moderno Independent Women das Destiny's Child.

Lançada em 2000, Independent Women foi o tema do primeiro filme de As Panteras com a formação com Cameron Diaz, Lucy Liu e Drew Barrymore e, também, a canção que consolidou o agora trio Destiny's Child como um dos maiores nomes da música do começa daquela década. Número um na Billboard e sucesso mundial, a canção foi a responsável por começar a criar a persona da Beyoncé perante ao grande público como uma verdadeira diva, pois a mesma é creditada como compositora e produtora da canção. Além disso, a canção é uma ótima, empoderada e marcante mistura de R&Be pop que marcou uma época. Então, Don't Call Me Angel (Charlie's Angels) já surge com essa dificuldade em tentar manter a mesma qualidade e importância que a sua "prima" temática. Em relação ao sucesso é ainda cedo para afirmar alguma coisa, mas em relação a qualidade já pode afirmar que a parceria com três dos nomes femininos mais importantes do pop atual está bem aquém do potencial artísticos das envolvidas, mesmo apresentando algumas coisas boas.

É necessário dizer que para uma canção que uni três artistas tão diferentes, Don't Call Me Angel (Charlie's Angels) é uma canção melhor que o esperado. Entretanto, o single está longe de sustentar tamanhos talentos devido a não saber como equilibrar cada personalidade. O grande problema da canção é que a mesma é, na verdade, uma canção da Ariana Grande que tem duas participações especiais e, por isso, a grande estrela aqui é a dona de Thank You, Next. E o estilo da canção até lembra a sonoridade da cantora, mas com uma aceleração da batida para criar um tem mais adequado para um filme de ação. A produção é até boa já que temos um dance pop bem feito, divertido e comercial que tem certa personalidade. Todavia, a canção não passa de ser apenas bem feito, deixando a desejar quem esperava algo impressionante e original. A maior prejudicada é a Miley Cyrus que faz o que pode com dois versos esquecíveis no meio dos refrões e estrofes cantados pela Ariana. E mesmo também sendo renega a uma estrofe com versos repetidos, Lana impõe o seu estilo e consegue roubar a cena em pouco tempo. Esse momento dá uma visualização do que a canção poderia ter sido se os estilos de cada fosse melhor trabalhados para criar uma canção realmente a altura dos talentos reunidos.
nota: 6,5

7 de agosto de 2019

Incasável

Boyfriend
Ariana Grande & Social House

Sem mesmo deixar o seu último álbum "esfriar", Ariana Grande está de volta com um novo single que pode ou não ser o primeiro de um novo álbum. E, apesar da overdose da sua imagem, é necessária que a cantora está na sua melhor fase artística, pois Boyfriend é outro grande acerto na sua discografia.

Boyfriend não se difere muito da sonoridade de thank u, next, mas apresenta algumas nuances muito bem vindas e bem elaboradas. Resumidamente, a canção é um delicioso e redondinho R&B que sabe como ter personalidade e, ao mesmo tempo, ser comercial. O que muda aqui em relação aos últimos trabalhos da cantora é a que a batida tem toques pop bem mais visíveis, deixando a canção com uma atmosfera mais "animadinha" . Dá até para mexer os pezinhos de leve. Outro ponto de diferença é que a canção apresenta uma letra romântica, indo na direção oposta do que estávamos ouvindo. A cantora não deixa de entregar uma composição cheia de pitadas ácidas e uma escrita madura. A principal qualidade de Boyfriend é, porém, as performances de Ariana e a obvia química dela com o duo desconhecido Social House (especial com o Mikey que interpreta o seu interesse romântico no clipe). Acredito que a cantora possa tirar algum tempo de férias e descanar a imagem, mas se continuar entregando boas canções como essa pode esticar o período de trabalho mais um tempo.
nota: 7,5

22 de janeiro de 2019

Bobinho Bom

7 rings
Ariana Grande

A prova cabal do atual momento de dominação do pop pela Ariana Grande é o fato que a cantora deve fazer da bobinha 7 rings um hit com potencial de ocupar o todo das paradas.

Mudando do R&B/pop de thank u, next para uma mistura de trap com pop, 7 rings prova que a cantora está atenta para o atual mercado e consegue sair do seu próprio nicho. Essa visão é essencial para quem quer se estabelecer como uma força pop com longevidade. Isso não impede que a canção seja uma decaída na qualidade que a cantora vinha demonstrando devido a inspiração duvidosa para a construção da batida e da temática da canção. 7 rings é sobre como a cantora está poderosa e rica que não tem medo de gastar seu dinheiro com o que quiser e bem entender. Existe uma tentativa de mostrar empoderamento, mas que fica perdido no meio de tanta frase de efeito. Outro problema é o final anticlimático que simplesmente termina a canção de forma sem graça e abrupta. O ponto forte da canção, além da ótima performance de Ariana, é o uso do sample do clássico My Favorite Things o musical A Noviça Rebelde, criando um divertido  e inesperado resultado. Plágio ou não, 7 rings é a canção que deve ajuda Ariana a continuar a sua dominação em 2019 sem ter muitos rivais a sua frente dentro do pop.
nota: 6,5

3 de janeiro de 2019

A Nova Dona Da Porra Toda

imagine
Ariana Grande

O mundo pop é feito por ciclos, alternando sempre qual é o estilo que estará em alta em cada período desse ciclo. Isso também acontece com os astistas e, sejamos sinceros, a vez agora é da Ariana Grande. Depois de um ano sensacional artisticamente, a cantora parece que irá expandir os seus novos domínios para 2019 como mostra na "prévia" imagine.

Lançado como single promocional de seu próximo álbum, a canção comprova que Ariana conseguiu construir criar um sonoridade para chamar de sua. Não é exatamente uma novidade, mas esse R&B/pop quase minimalista e contida parece ter caído como uma luva para Ariana ao deixar os seus vocais brilharem sem precisar de muito esforço. E isso acontece novamente em imagine, pois o grande mérito da canção é a presença luminosa de Ariana que consegue elevar a canção sem nem suar a camisa. Lançada logo após do sucesso de thank u, next, a canção sofre com a falta do apelo comercial da sua antecessora, mas, felizmente, apresenta uma produção equilibrada e com algumas boas sacadas. O problema da canção é, na verdade, a sua composição é um trabalho bonitinho, mas sem nenhuma inspiração convincente e em especial o seu fraco refrão. Mesmo assim, Ariana ainda conseguiu emplacar a canção no top 30 da Bilboard, mostrando que a sua força ainda parece estar só começando.
nota: 7


6 de novembro de 2018

Para Todos os Garotos que Já Amei

thank u, next
Ariana Grande

Ao contrário de outras divas pop, Ariana Grande vem construindo a sua imagem de grande nome da música ao poucos, balanceando muito bem a carreira com a sua imagem pública. E quando a sua vida pública parece estar mais destaque que a musical, a cantora resolveu se apropriar do momento para lançar a canção thank u, next.

Primeiro single que dá o nome para o seu próximo álbum (lembrando que a cantora lançou Sweetener no começo de Agosto), thank u, next é uma declaração honesta sobre o principal assunto pessoal que a cantora aparece na mídia: relacionamentos. Depois de terminar o noivado polêmico com o comediante Pete Davidson e ter que lidar com a morte do ex Mac Miller, a cantora resolveu fazer a "sincerona" e mandar na lata a sua visão sobre os ex-namorados e, principalmente, qual é a atual situação da sua vida. Claro, esse tipo de composição não é novidade para ninguém, mas, bem diferente que outras cantoras pop fazem, Ariana consegue fazer essa expiação de uma forma refinada. 

Primeiramente, a cantora não "esconde" os nomes dos ex-amores, construindo metáforas mais do que manjadas para sair de boa moça e tentar preservar a sua já falada vida pessoal. Em segundo, a composição não tenta denegrir ninguém ou chorar as pitangas, mas, sim, mostrar que tudo que passou a ajudou a transformar em uma mulher mais forte. Isso não quer dizer que a cantora não mande um certo "shade" aqui e ali. Entretanto, o foco em thank u, next é quase totalmente no empoderamento feminino, mostrando que a Cher estava certa e existe vida após o amor. Vocalmente, Ariana continua o seu trabalho impecável de mostrar a sua sensacional voz de uma forma que consolida o seu lugar único no mundo pop sem precisar de grande loucuras vocais. Diferente da sonoridade principal dos últimos trabalhos, thank u, next é uma centrada e moderada R&B/electropop que poderia cair no lugar comum sem a presença iluminadora da Ariana. E de degrau em degrau, Ariana Grande vai se transformando na maior diva da geração do milênio.
nota: 7,5

16 de julho de 2018

Empodera Ariana

God is a Woman
Ariana Grande

A Ariana Grande vem se tornando o maior nome feminino do pop atualmente. E esse é um fato inegável, pois a cada novo lançamento a cantora parece alcançar outro nível da sua carreira. Dessa vez, a cantora a sua canção mais provocativa com God is a Woman.

Segundo single oficial de Sweetener, God is a Woman é uma inesperada e delicinha pop com toques de trap e reggae que conquista pela atmosfera sensual e empoderada. Quase como um dos gritos de amadurecimento da cantora, o single fala sobre o poder da mulher ao ressaltar a sua sexualidade. Entretanto, essa sexualidade é pela visão feminina, criando uma canção empoderada e de empoderamento sobre dar e, também, receber prazer. Claro, tanto a produção como a temática já foram exploradas em várias outras músicas, mas God is a Woman é elevada pela presença magnética e incomparável de Ariana e o apuro estético que a fez entregar um dos clipes mais inesperados do ano. Com mais esse momento positivo na carreira, Ariana Grande vai ganhando ainda mais espaço no pop, reinando quase sozinha nos últimos tempos.
nota: 7,5