Better
Chrisette Michele
Chegamos ao meio do ano e já podemos tirar uma conclusão dos nesses que se passaram: a "maré" foi boa para as cantoras R&B. Além do sucesso de Emeli Sandé com o álbum debut dela do ano passado, tivemos Alicia Keys, Fantasia, Laura Mvula, Kelly Rowland, Cassie e Solange entregando bons ou ótimos álbuns. Só que a cereja em cima do bolo foi colocada pela cantora Chrisette Michele e o seu quarto álbum, o sensacional Better.
Centrado em uma sonoridade que ao mesmo tempo consegue unir a old school com uma visão moderna, Better encontra nas performances de Chrisette uma cantora elegante, sincera, inspirada, versátil e totalmente consciente de seu papel de cantora/interprete a base perfeita para construir um álbum magistral. A espinha dorsal do álbum são as nuances que o R&B/soul musica pode oferecer. Desde os primeiros acordes da primeira canção somos introduzidos a praticamente toda a sonoridade do álbum, mas com o trabalho de uma produção impecável que conseguem dar pequenos e importantes toques que vai alterando a musicalidade de cada faixa sem perder o rumo. Sem contar o trabalho espetacular de instrumentalização que agrega bastante substancia e personalidade para o álbum. Mesmo com certa variedade, Better é uma carta aberta sobre o amor e suas vertentes que consegue ser sóbria, mas sem perder o romantismo. Delicada, sem perder a força. Moderna, sem perder suas origens. Dramática, sem ser clichê ou exagerada. Podemos ver tudo isso na acachapante You Mean That Much to Me, aonde Chrisette entrega uma performance calcada em um vocal contido para conseguir transmitir uma explosão de sentimentos emocionantes. Não bastante, ainda tem a linda A Couple of Forevers, a homônima e incrível Better, a surpreendente Supa, a simples e poderosa Get Through the Night e a sexy/divertida I'm Still Fly. Isso porque essa são apenas as melhores das melhores já que todo o álbum é imperdível. Vai ser um pouco difícil alguém fazer algo melhor que Chrisette Michele esse ano, principalmente no campo soul music, mas não se espante em breve eu falar que alguém conseguiu essa proeza. E, isso, não vai ser ruim de maneira nenhuma.
9 de julho de 2013
8 de julho de 2013
Uma Segunda Chance Para "Not Myself Tonight"
Not Myself Tonight
Christina Aguilera
Mais um ano, mais uma safra de músicas que vão ser reanalisadas. Começo com um dos singles mais falados do ano de 2010, Not Myself Tonight da Aguilera.
Era o grande retorno de Christina Aguilera depois de um hiato de mais de quatro anos e se criou uma grande expectativa em torno já que ela voltaria em um cenário totalmente diferente do que ela tinha deixado após o lançamento de Back to Basics. A espera terminou com o lançamento de Not Myself Tonight em Abril.
A canção em nada acrescentou na carreira dela. Em um mar repleto de tanto eletrpop, Not Myself Tonight era mais do mesmo com algumas coisas diferentes. Começa pelo fato que a canção é simplesmente tão despretensiosa e superficial que se torna monumentalmente divertida. A produção de Polow da Don é bem massificada em relação a sonoridade apresentada não passado do bom arroz com feijão do eletropop pós-Lady Gaga, mas algumas ideias dão um verniz diferente com a introdução de instrumentos incomuns e uma finalização mais orgânica com uma parte final apenas instrumental. Sem uma composição realmente interessante já que repete o tema "festejar" com acessórios novos, cabe a Aguilera colocar toda a personalidade na música com seus vocais potentes que injetam certa novidade. Contudo, todos sabem que mesmo com uma boa construção, a canção foi o começo da fase "flopada" que a cantora sofre até hoje. Uma peninha.
nota original: 7,5
nota atual: 7
Resultado Final: Mesmo sendo um erro comercialmente falando, a canção é bem legalzinha.
Resenha Original
Christina Aguilera
Mais um ano, mais uma safra de músicas que vão ser reanalisadas. Começo com um dos singles mais falados do ano de 2010, Not Myself Tonight da Aguilera.
Era o grande retorno de Christina Aguilera depois de um hiato de mais de quatro anos e se criou uma grande expectativa em torno já que ela voltaria em um cenário totalmente diferente do que ela tinha deixado após o lançamento de Back to Basics. A espera terminou com o lançamento de Not Myself Tonight em Abril.
A canção em nada acrescentou na carreira dela. Em um mar repleto de tanto eletrpop, Not Myself Tonight era mais do mesmo com algumas coisas diferentes. Começa pelo fato que a canção é simplesmente tão despretensiosa e superficial que se torna monumentalmente divertida. A produção de Polow da Don é bem massificada em relação a sonoridade apresentada não passado do bom arroz com feijão do eletropop pós-Lady Gaga, mas algumas ideias dão um verniz diferente com a introdução de instrumentos incomuns e uma finalização mais orgânica com uma parte final apenas instrumental. Sem uma composição realmente interessante já que repete o tema "festejar" com acessórios novos, cabe a Aguilera colocar toda a personalidade na música com seus vocais potentes que injetam certa novidade. Contudo, todos sabem que mesmo com uma boa construção, a canção foi o começo da fase "flopada" que a cantora sofre até hoje. Uma peninha.
nota original: 7,5
nota atual: 7
Resultado Final: Mesmo sendo um erro comercialmente falando, a canção é bem legalzinha.
Resenha Original
6 de julho de 2013
Disco Funk Mars
Treasure
Bruno Mars
A substituta do sucesso When I Was Your Man é a simpática Treasure onde Bruno Mars volta aos anos setenta para entregar uma canção redondinha.
Treasure é uma deliciosa mistura de disco com funk music resultando em uma música descompromissada, divertida e dançante. A boa produção acerta no tom leve e sexy e na ótima produção instrumental que saúda uma época importante para a soul music, mas não a deixa com "cara" de datada. Composição na medida para Bruno fazer um trabalho exemplar que poderia até ser mais poderoso, mas dentro do que a música oferece ficou de bom tamanho. Uma boa música.
nota: 7,5
Bruno Mars
A substituta do sucesso When I Was Your Man é a simpática Treasure onde Bruno Mars volta aos anos setenta para entregar uma canção redondinha.
Treasure é uma deliciosa mistura de disco com funk music resultando em uma música descompromissada, divertida e dançante. A boa produção acerta no tom leve e sexy e na ótima produção instrumental que saúda uma época importante para a soul music, mas não a deixa com "cara" de datada. Composição na medida para Bruno fazer um trabalho exemplar que poderia até ser mais poderoso, mas dentro do que a música oferece ficou de bom tamanho. Uma boa música.
nota: 7,5
4 de julho de 2013
Primeira Impressão
The Great Gatsby (Music from Baz Luhrmann's Film)
Various Artists
Produzir uma trilha sonora de um filme é muito difícil. E nem estou me referindo a trilha chamada incidental que é aquela que só tem instrumentos. Estou me referindo a escolha das músicas de "verdades" que vão fazer parte da construção do filme. Muitos filmes ficam presos à apenas uma canção como tema principal como na franquia do 007, mas alguns montam uma "coleção" de músicas para montar uma linha que caminha junto com o filme. Um dos principais diretos que conseguiu unir a música pop (no aspecto mais abrangente possível) é o australiano Baz Luhrmann que fez isso nos filmes Vem Dançar Comigo de 1992 e a reinvenção de Romeo + Julieta de 1996. Em 2001, ele alcançou um novo status quando fez Moulin Rouge misturando e transformando músicas contemporâneas (que vão de U2 e David Bowie até Madonna e Elton John) em um musical inovador e surpreendente revitalizando o gênero deixando de lado no cinema. Esse ano, ele lançou a adaptação do clássico da literatura americana O Grande Gatsby e para dar a sua cara para a trilha do filme ele contou com a ajuda de Jay-Z como produtor executivo e uma seleção de nomes bem impressionante que fazem um álbum bom, mas que poderia ter rendido muito mais.
The Great Gatsby (Music from Baz Luhrmann's Film) segue a mesma linha do filme: uma atmosfera com influência dos anos, mas com uma visão moderna e dark. Muitas regravações e algumas canções inéditas fazem parte do álbum que tem nomes como o próprio Jay-Z, Beyoncé, André 3000, Lana Del Rey, Jack White, Emeli Sandé, Florence + The Machine, entre outros. Eles dão uma cara pop/indie/hip hop/pop legal para a trilha, mas que falha ao criar algo coeso do começo ao fim sem perder o foco ou a qualidade. Entre altos e baixos, o maior destaque do álbum é a inédita Over the Love do Florence + The Machine. Uma canção acachapante interpretada por uma Florence em estado de graça. A regravação de Back To Black por André 3000 e a Beyoncé é bem legal mesmo reformulando a música inteira assim com a versão "big band" de Sandé para a canção da Bey, Crazy In Love. Enquanto isso, Jack White manda muito bem na versão de Love Is Blindness do U2 e Lana Del Rey está ótima na inédita Young and Beautiful (resenha a seguir). Já Will.i.Am não faz jus estar no álbum com a boba Bang Bang, Sia decepciona com a chata Kill and Run e a escolha da canção do Gotye, Heart's a Mess, não ajuda em nada. As outras canções em sua maioria de artistas menores e quase desconhecidos parece estarem ali apenas para rechear o álbum. Mesmo assim é sempre bom ver artistas que conseguem pensar além do que se espera.
Various Artists
Produzir uma trilha sonora de um filme é muito difícil. E nem estou me referindo a trilha chamada incidental que é aquela que só tem instrumentos. Estou me referindo a escolha das músicas de "verdades" que vão fazer parte da construção do filme. Muitos filmes ficam presos à apenas uma canção como tema principal como na franquia do 007, mas alguns montam uma "coleção" de músicas para montar uma linha que caminha junto com o filme. Um dos principais diretos que conseguiu unir a música pop (no aspecto mais abrangente possível) é o australiano Baz Luhrmann que fez isso nos filmes Vem Dançar Comigo de 1992 e a reinvenção de Romeo + Julieta de 1996. Em 2001, ele alcançou um novo status quando fez Moulin Rouge misturando e transformando músicas contemporâneas (que vão de U2 e David Bowie até Madonna e Elton John) em um musical inovador e surpreendente revitalizando o gênero deixando de lado no cinema. Esse ano, ele lançou a adaptação do clássico da literatura americana O Grande Gatsby e para dar a sua cara para a trilha do filme ele contou com a ajuda de Jay-Z como produtor executivo e uma seleção de nomes bem impressionante que fazem um álbum bom, mas que poderia ter rendido muito mais.
The Great Gatsby (Music from Baz Luhrmann's Film) segue a mesma linha do filme: uma atmosfera com influência dos anos, mas com uma visão moderna e dark. Muitas regravações e algumas canções inéditas fazem parte do álbum que tem nomes como o próprio Jay-Z, Beyoncé, André 3000, Lana Del Rey, Jack White, Emeli Sandé, Florence + The Machine, entre outros. Eles dão uma cara pop/indie/hip hop/pop legal para a trilha, mas que falha ao criar algo coeso do começo ao fim sem perder o foco ou a qualidade. Entre altos e baixos, o maior destaque do álbum é a inédita Over the Love do Florence + The Machine. Uma canção acachapante interpretada por uma Florence em estado de graça. A regravação de Back To Black por André 3000 e a Beyoncé é bem legal mesmo reformulando a música inteira assim com a versão "big band" de Sandé para a canção da Bey, Crazy In Love. Enquanto isso, Jack White manda muito bem na versão de Love Is Blindness do U2 e Lana Del Rey está ótima na inédita Young and Beautiful (resenha a seguir). Já Will.i.Am não faz jus estar no álbum com a boba Bang Bang, Sia decepciona com a chata Kill and Run e a escolha da canção do Gotye, Heart's a Mess, não ajuda em nada. As outras canções em sua maioria de artistas menores e quase desconhecidos parece estarem ali apenas para rechear o álbum. Mesmo assim é sempre bom ver artistas que conseguem pensar além do que se espera.
Uma Lana Para Vender
Young and Beautiful
Lana Del Rey
Quem diria que o maior sucesso comercial nos Estados Unidos da Lana Del Rey seria uma canção gravada
para a soundtrack do filme O Grande Gatsby? Contudo, Young and Beautiful tem "motivos" para ter alcançado a 22° posição e pode apontar uma possível nova direção para ela.
A canção tem como produtor o experiente Rick Nowels que já trabalhou com nomes desde Madonna passando por Dido e até Stevie Nicks. Dele a canção ganhou uma cara bem mais comercial e radiofônica que todas as canções anteriores da cantora. Só que não descaracterizou o que Lana tem de melhor que é essa atmosfera dark cool. A dosagem certa entre os dois aspectos faz de Young and Beautiful uma canção contida, deliciosa e que se encaixa perfeitamente na voz melancólica de Lana. Menos apoteótica, o arranjo é bem feito e passa o sentimento agridoce sem pesar na mão. Um trabalho que pode orientar os novos rumos da carreira da Lana, que seria bem vindo, mas com o mesmo cuidado dispensado em Young and Beautiful.
nota: 8
Lana Del Rey
Quem diria que o maior sucesso comercial nos Estados Unidos da Lana Del Rey seria uma canção gravada
para a soundtrack do filme O Grande Gatsby? Contudo, Young and Beautiful tem "motivos" para ter alcançado a 22° posição e pode apontar uma possível nova direção para ela.
A canção tem como produtor o experiente Rick Nowels que já trabalhou com nomes desde Madonna passando por Dido e até Stevie Nicks. Dele a canção ganhou uma cara bem mais comercial e radiofônica que todas as canções anteriores da cantora. Só que não descaracterizou o que Lana tem de melhor que é essa atmosfera dark cool. A dosagem certa entre os dois aspectos faz de Young and Beautiful uma canção contida, deliciosa e que se encaixa perfeitamente na voz melancólica de Lana. Menos apoteótica, o arranjo é bem feito e passa o sentimento agridoce sem pesar na mão. Um trabalho que pode orientar os novos rumos da carreira da Lana, que seria bem vindo, mas com o mesmo cuidado dispensado em Young and Beautiful.
nota: 8
3 de julho de 2013
Primeira Impressão
Authentic
LL Cool J
Em um ano com grandes comebacks de grandes artistas como David Bowie e Justin Timberlake, por exemplo, um outro nome importante do mainstream americano fez sua volta aos palcos, mas de uma maneira bem mais modesta. Estou me referindo ao rapper LL Cool J que lançou o seu décimo terceiro álbum esse ano intitulado Authentic. Mais conhecido nos últimos anos como ator de grandes filmes e protagonista da série NCIS: Los Angeles, ele ficou famoso no começo do anos noventa com o sucesso de critica e público com álbum e single homônimo Mama Said Knock You Out. Infelizmente, sua volta não repercutiu nem 1% da capacidade que ele já mostrou.
Authentic é um álbum conservador ao extremo e isso afeta drasticamente no resultado final. A produção erra ao construir uma sonoridade sólida, mas completamente careta sem mostrar em nenhum segundo qualquer evolução sonora em LL Cool J. Comparado aos seus contemporâneos, ele parece um tiozão que parou no tempo e não se tocou. É pouco ouvir um rapper capaz de criar composições que não se ancoram em expressões pesadas e degradantes que a maioria dos rappers usam, mas a tentativa de fazer um álbum mais "leve" e romântico esbarra na falta de criatividade na maioria das faixas com temas batidos e rimas fracas. Mesmo sendo um bom rapper e contar com enxurrada de grande nomes fazendo participações (do grupo Earth, Wind & Fire até o guitarrista Eddie Van Halen) nada ajuda a melhorar Authentic que termina de maneira quase patética mostrando que a hora de voltar de LL Cool J foi escolhida de maneira bem errada. No álbum apenas a funk/hip hop/soul music New Love se salva com certa dignidade. O resto é perda de tempo.
LL Cool J
Em um ano com grandes comebacks de grandes artistas como David Bowie e Justin Timberlake, por exemplo, um outro nome importante do mainstream americano fez sua volta aos palcos, mas de uma maneira bem mais modesta. Estou me referindo ao rapper LL Cool J que lançou o seu décimo terceiro álbum esse ano intitulado Authentic. Mais conhecido nos últimos anos como ator de grandes filmes e protagonista da série NCIS: Los Angeles, ele ficou famoso no começo do anos noventa com o sucesso de critica e público com álbum e single homônimo Mama Said Knock You Out. Infelizmente, sua volta não repercutiu nem 1% da capacidade que ele já mostrou.
Authentic é um álbum conservador ao extremo e isso afeta drasticamente no resultado final. A produção erra ao construir uma sonoridade sólida, mas completamente careta sem mostrar em nenhum segundo qualquer evolução sonora em LL Cool J. Comparado aos seus contemporâneos, ele parece um tiozão que parou no tempo e não se tocou. É pouco ouvir um rapper capaz de criar composições que não se ancoram em expressões pesadas e degradantes que a maioria dos rappers usam, mas a tentativa de fazer um álbum mais "leve" e romântico esbarra na falta de criatividade na maioria das faixas com temas batidos e rimas fracas. Mesmo sendo um bom rapper e contar com enxurrada de grande nomes fazendo participações (do grupo Earth, Wind & Fire até o guitarrista Eddie Van Halen) nada ajuda a melhorar Authentic que termina de maneira quase patética mostrando que a hora de voltar de LL Cool J foi escolhida de maneira bem errada. No álbum apenas a funk/hip hop/soul music New Love se salva com certa dignidade. O resto é perda de tempo.
2 de julho de 2013
Dois Caipiras e Um Rapper
Cruise (Remix) [feat. Nelly]
Florida Georgia Line
O que dá a mistura de um duo country em começo de carreira com um rapper esquecido? Um grande sucesso comercial com a canção Cruise do dupla Florida Georgia Line. E, olha, que nem precisava do remix já que a versão sem a participação do Nelly já tinha alcançado o número 16° na Billboard. Já a nova versão chegou no top 4.
O que mais me deixa impressionado é que a canção, um misto de country e pop, é uma amontoado de "mais do mesmo". Começa com o fato que a produção desenvolve um arranjo tão genérico e comercial que fica difícil encontrar o "country" nele. Se não fosse pelo sotaque da dupla poderia ser qualquer estilo. Também não ajuda o desempenho mais ou menos deles e a participação completamente desnecessária de Nelly. E a letra, mesmo com um refrão eficiente, peca por ser extremamente previsível e superficial. É isso que dá o resultado de dois caipiras quando se juntam com um rapper.
nota: 4
Florida Georgia Line
O que dá a mistura de um duo country em começo de carreira com um rapper esquecido? Um grande sucesso comercial com a canção Cruise do dupla Florida Georgia Line. E, olha, que nem precisava do remix já que a versão sem a participação do Nelly já tinha alcançado o número 16° na Billboard. Já a nova versão chegou no top 4.
O que mais me deixa impressionado é que a canção, um misto de country e pop, é uma amontoado de "mais do mesmo". Começa com o fato que a produção desenvolve um arranjo tão genérico e comercial que fica difícil encontrar o "country" nele. Se não fosse pelo sotaque da dupla poderia ser qualquer estilo. Também não ajuda o desempenho mais ou menos deles e a participação completamente desnecessária de Nelly. E a letra, mesmo com um refrão eficiente, peca por ser extremamente previsível e superficial. É isso que dá o resultado de dois caipiras quando se juntam com um rapper.
nota: 4
1 de julho de 2013
Dois Rappers, Uma Canção
Crazy Kids (feat. Juicy J ou Will.I.Am)
Ke$ha
Sejamos bem sinceros: a Ke$ha flopou bonito com o álbum Warrior e seus singles. Para tentar dar uma levantada, ela lançou o single Crazy Kids em duas versões diferentes da do álbum: uma com o featuring do rapper Juicy J e a outra com o Will.I.Am. Não que precisava de nenhuma das duas participações já que a canção é uma das melhores do álbum.
Crazy Kids é um bom eletropop que tem sua principal qualidade a cadência diferente do que ela normalmente faz misturando momentos agitados e pop com uma batida mais forte e com influência de hip hop. O bom refrão ajuda a letra como um tudo já que ela é um pouco sem inspiração enquanto Ke$ha faz um trabalho sólido nos vocais sabendo conduzir bem entre as pegadas diferentes que a música tem. Enquanto, as participações não acrescentam nada ou atrapalham, apesar de que a do Will é mais interessante. Nem usando essa tática a canção não decolou e ficou só na 59° da Billboard. É o famoso o tiro que saiu pela culatra.
nota: 7
Ke$ha
Sejamos bem sinceros: a Ke$ha flopou bonito com o álbum Warrior e seus singles. Para tentar dar uma levantada, ela lançou o single Crazy Kids em duas versões diferentes da do álbum: uma com o featuring do rapper Juicy J e a outra com o Will.I.Am. Não que precisava de nenhuma das duas participações já que a canção é uma das melhores do álbum.
Crazy Kids é um bom eletropop que tem sua principal qualidade a cadência diferente do que ela normalmente faz misturando momentos agitados e pop com uma batida mais forte e com influência de hip hop. O bom refrão ajuda a letra como um tudo já que ela é um pouco sem inspiração enquanto Ke$ha faz um trabalho sólido nos vocais sabendo conduzir bem entre as pegadas diferentes que a música tem. Enquanto, as participações não acrescentam nada ou atrapalham, apesar de que a do Will é mais interessante. Nem usando essa tática a canção não decolou e ficou só na 59° da Billboard. É o famoso o tiro que saiu pela culatra.
nota: 7
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