Human
Christina Perri
Nem sempre repetir formulas é uma questão de falta de criatividade. Em alguns casos pode ser apenas uma
questão de estilo mesmo. Esse é o caso da cantora Christina Perri que lançou o single Human.
Conhecida pelos sucessos Jar of Hearts e A Thousand Years, Perri repete o mesmo esquema de suas músicas anteriores em Human: um pop contemporâneo com base de piano e composição melodramática. Nada contra a repetição da mesma formula se o resultado for decente ao menos. E Human consegue esse feito mesmo que não seja uma canção realmente sensacional. O grande destaque da canção é o trabalho vocal de Perri que consegue um desempenho sensacional mostrando todo o alcance da sua voz. Enquanto isso, a produção dá um tom quase épico para a canção que em certos momentos parece forçado, mas se encontra nos momentos mais delicados e intimistas. A composição é até boa, mas também sofre dessa tentativa de parecer maior do que é. Mesmo funcionando bem Perri precisa reformular sua formula antes que ela comece a dar errada.
nota: 6,5
21 de fevereiro de 2014
19 de fevereiro de 2014
Dance Datado
I Can't Describe (The Way I Feel) [feat. T.I.]
Jennifer Hudson
Nada pior do que ouvir uma música boa, mas que está fora de adequação e por isso não tem nenhuma chance de sucesso. Esse é o caso da boa I Can't Describe da Jennifer Hudson.
Já lançada há algum tempo, o single tem com produtor o sempre competente Pharrell Williams que coloca a sua marca em uma produção soul music com pesada influência do R&B dos anos setenta e oitenta e com imensas pitadas de disco. O resultado é um dançante soul que conquista desde a primeira pitada, mas que parece uma regravação e não tem quase nenhum apelo comercial por não apresentar nenhuma novidade. Uma pena ainda mais com Hudson dominando o papel de diva soul/disco sem nenhum exagero e a boa composição ser tão gostosa de cantar. A participação de T.I. é bem dispensável, mas não chega a atrapalhar o resultado final. É boa, mas datada.
nota: 7
Jennifer Hudson
Nada pior do que ouvir uma música boa, mas que está fora de adequação e por isso não tem nenhuma chance de sucesso. Esse é o caso da boa I Can't Describe da Jennifer Hudson.
Já lançada há algum tempo, o single tem com produtor o sempre competente Pharrell Williams que coloca a sua marca em uma produção soul music com pesada influência do R&B dos anos setenta e oitenta e com imensas pitadas de disco. O resultado é um dançante soul que conquista desde a primeira pitada, mas que parece uma regravação e não tem quase nenhum apelo comercial por não apresentar nenhuma novidade. Uma pena ainda mais com Hudson dominando o papel de diva soul/disco sem nenhum exagero e a boa composição ser tão gostosa de cantar. A participação de T.I. é bem dispensável, mas não chega a atrapalhar o resultado final. É boa, mas datada.
nota: 7
18 de fevereiro de 2014
No Céu e no Inferno Ao Mesmo Tempo
You're Mine (Eternal)
Mariah Carey
Parece que Mariah Carey vai entrar em uma fase que vai estar no céu e no inferno ao mesmo tempo: enquanto as músicas de The Art of Letting Go estão só recebendo as melhores criticas possíveis, nenhuma delas alcançou metade do sucesso comercial que Mimi já alcançou nos bons tempos. E não dever ser diferente com a boa You're Mine (Eternal).
Mariah parece quer mirar no passado ao resgatar sua própria sonoridade dos anos 90, mas dando uma pequena modernizada para não parecer algo datado. You're Mine (Eternal) mostra vigor em um arranjo bem amarradinho que consegue dosar bem o R&B mais tradicional com o verniz contemporâneo conseguindo mostrar a personalidade de Mariah, mas deixando ela mais "ousada". Um problema aqui é que a batida que marca o arranjo parece estar mais "alto" que os vocais da cantora deixando uma atmosfera de estranheza no ar. Por falar em vocais, Mariah está muito bem equilibrando as partes mais contidas com a "old Mimi" que faz um impressionante final. Se podemos notar algumas evoluções na sonoridade a composição continua com a mesma vibe romântica e quase clichê que marca as canções da cantora. Faltou um refrão poderoso para elevar a canção. Além disso, o remix com o cantora/rapper Trey Songz é desnecessário, pois além de não adicionar nada para a canção os vocais de Trey receberam um tratamento exagerado de auto-tune. Agora é esperar para ver se Mariah vai estar mais perto dos anjos ou dos diabinhos do flop.
nota
Versão Normal: 7,5
Versão Remix: 7
Mariah Carey
Parece que Mariah Carey vai entrar em uma fase que vai estar no céu e no inferno ao mesmo tempo: enquanto as músicas de The Art of Letting Go estão só recebendo as melhores criticas possíveis, nenhuma delas alcançou metade do sucesso comercial que Mimi já alcançou nos bons tempos. E não dever ser diferente com a boa You're Mine (Eternal).
Mariah parece quer mirar no passado ao resgatar sua própria sonoridade dos anos 90, mas dando uma pequena modernizada para não parecer algo datado. You're Mine (Eternal) mostra vigor em um arranjo bem amarradinho que consegue dosar bem o R&B mais tradicional com o verniz contemporâneo conseguindo mostrar a personalidade de Mariah, mas deixando ela mais "ousada". Um problema aqui é que a batida que marca o arranjo parece estar mais "alto" que os vocais da cantora deixando uma atmosfera de estranheza no ar. Por falar em vocais, Mariah está muito bem equilibrando as partes mais contidas com a "old Mimi" que faz um impressionante final. Se podemos notar algumas evoluções na sonoridade a composição continua com a mesma vibe romântica e quase clichê que marca as canções da cantora. Faltou um refrão poderoso para elevar a canção. Além disso, o remix com o cantora/rapper Trey Songz é desnecessário, pois além de não adicionar nada para a canção os vocais de Trey receberam um tratamento exagerado de auto-tune. Agora é esperar para ver se Mariah vai estar mais perto dos anjos ou dos diabinhos do flop.
nota
Versão Normal: 7,5
Versão Remix: 7
16 de fevereiro de 2014
E o Oscar vai Para...
Dentro de alguns dias irá acontecer a maior premiação do cinema mundial que também é a maior festa no mundo do entretenimento: o Oscar. Para informar vocês quem são os indicados, as apostas, as possíveis surpresas e os esnobados fiz esse especial. Espero que vocês gostem e comentem!
15 de fevereiro de 2014
Faixa Por Faixa - Votação 3
Nova votação no ar para vocês decidirem o próximo Faixa Por Faixa! Qual será a opção de vocês: Jessie J ou Gwen Stefani?
12 de fevereiro de 2014
Primeira Impressão
That Girl
Jennifer Nettles
Fazer a transição entre estar em uma banda para carreira solo nunca é muito fácil. Há que se ponderar dezenas de possibilidades em vários níveis da indústria fonográfica que vão desde pesquisar se os fãs anteriores vão aceitar a nova "carreira" até descobrir como conquistar novos fãs passando pelo trabalho de escolher qual vai ser a sonoridade da fase solo. Quando dá certo temos carreiras como o do Justin Timberlake ou da Beyoncé. Quando não dá certo temos a carreira de Nicole Scherzinger ou da maioria dos ex-integrantes de girls e boy bands espalhadas pelo mundo.
Felizmente, para Jennifer Nettles, vocalista do grupo country Sugarland, a sua carreira solo está enquadrada na primeira categoria. Lançado no começo de Janeiro, That Girl marca o primeiro lançamento solo da carreira de Jennifer. O álbum faz com que a escolha da cantora por lançar um álbum sozinha seja validada da melhor maneira possível, pois That Girl é um ótimo trabalho. Com produção da lenda Rick Rubin em todas as faixas, That Girl se transforma em um CD country adulto que bebe de várias influencias para elaborar uma sólida, refinada e original sonoridade para Jennifer. Cada faixa tem um cuidado impressionante na construção dos arranjos que as transformam em momentos únicos sabendo utilizar toda a atmosfera criada pelas composições. Escritas por Jennifer com vários outros compositores (em sua maioria à quatro mãos) as letras aqui falam basicamente de amor, mas com classe e romantismo perfeitos sem abusar do pieguismo e colocando pitadas de humor em alguns momentos. Em algumas faixas há uma preocupação em fazer criticas honestas e divertidas sobre a sociedade moderna, mas nada que atrapalhe o andamento romântico do álbum apenas acrescenta substância para o mesmo. Como cantora Jennifer não pode ser a favorita de muito já que ela tem um tom bem nasal e é aumentado quando ela atingi as altas mais notas. Porém, não tem como negar que ela faz um trabalho incrível carregando cada faixa com performances poderosas, versáteis e emocionantes. Há vários momentos excepcionais durante o álbum, mas quero ressaltar duas faixas: abrindo o álbum tem a bela Falling que fala sobre a primeira vez de uma garota de maneira tocante e fechando o álbum tem a ótima regravação da canção Like a Rock. Resumidamente: Jennifer Nettles passou com louvor e honrarias no teste da carreira solo.
Jennifer Nettles
Fazer a transição entre estar em uma banda para carreira solo nunca é muito fácil. Há que se ponderar dezenas de possibilidades em vários níveis da indústria fonográfica que vão desde pesquisar se os fãs anteriores vão aceitar a nova "carreira" até descobrir como conquistar novos fãs passando pelo trabalho de escolher qual vai ser a sonoridade da fase solo. Quando dá certo temos carreiras como o do Justin Timberlake ou da Beyoncé. Quando não dá certo temos a carreira de Nicole Scherzinger ou da maioria dos ex-integrantes de girls e boy bands espalhadas pelo mundo.
Felizmente, para Jennifer Nettles, vocalista do grupo country Sugarland, a sua carreira solo está enquadrada na primeira categoria. Lançado no começo de Janeiro, That Girl marca o primeiro lançamento solo da carreira de Jennifer. O álbum faz com que a escolha da cantora por lançar um álbum sozinha seja validada da melhor maneira possível, pois That Girl é um ótimo trabalho. Com produção da lenda Rick Rubin em todas as faixas, That Girl se transforma em um CD country adulto que bebe de várias influencias para elaborar uma sólida, refinada e original sonoridade para Jennifer. Cada faixa tem um cuidado impressionante na construção dos arranjos que as transformam em momentos únicos sabendo utilizar toda a atmosfera criada pelas composições. Escritas por Jennifer com vários outros compositores (em sua maioria à quatro mãos) as letras aqui falam basicamente de amor, mas com classe e romantismo perfeitos sem abusar do pieguismo e colocando pitadas de humor em alguns momentos. Em algumas faixas há uma preocupação em fazer criticas honestas e divertidas sobre a sociedade moderna, mas nada que atrapalhe o andamento romântico do álbum apenas acrescenta substância para o mesmo. Como cantora Jennifer não pode ser a favorita de muito já que ela tem um tom bem nasal e é aumentado quando ela atingi as altas mais notas. Porém, não tem como negar que ela faz um trabalho incrível carregando cada faixa com performances poderosas, versáteis e emocionantes. Há vários momentos excepcionais durante o álbum, mas quero ressaltar duas faixas: abrindo o álbum tem a bela Falling que fala sobre a primeira vez de uma garota de maneira tocante e fechando o álbum tem a ótima regravação da canção Like a Rock. Resumidamente: Jennifer Nettles passou com louvor e honrarias no teste da carreira solo.
Para Dolly. Com Amor, Jolene
That Girl
Jennifer Nettles
"Querida Dolly,
Já faz algum tempo que não nos encontramos, não é? Como você tem passado? Não precisa dizer que a vida foi bem generosa com você. Tenho acompanhado a sua carreira já faz muito tempo e sei o quanto importante você se tornou. Não estou lhe escrevendo para pedir nada para você. Só estou escrevendo para você para mostrar uma coisa que talvez não tenha chamado a sua atenção: depois de tantos anos finalmente alguém conta a MINHA versão da história.
Conheci essa cantora, Jennifer Nettles, recentemente quando ouvi no rádio a sua canção That Girl. No começo não entendi que a composição sobre uma mulher que avisa para outra que ficou com o seu namorado, mas que está arrependida já que só depois descobriu que ele era comprometido era ao meu respeito. Só que quando ela usou meu nome como o seu nome é que percebi a ligação. Acho que eu estava um pouco distraída para não perceber que a ótima composição cheia de ironia, humor e bem construída era uma resposta para a sua canção sobre o que aconteceu entre a gente décadas atrás. Não que essa nova canção seja tão boa como a sua, mas a produção é boa fazendo um interessante country mid-tempo com uma batida minimalista com influência de música latina. Jennifer carrega o meu papel até que bem entregando vocais sólidos e uma interpretação segura e com personalidade. Então, era apenas para isso que eu estou escrevendo para mostrar que alguém se lembrou de contar o meu lado nessa história. Grandes beijos,
Com amor, Jolene"
nota: 8
Jennifer Nettles
"Querida Dolly,
Já faz algum tempo que não nos encontramos, não é? Como você tem passado? Não precisa dizer que a vida foi bem generosa com você. Tenho acompanhado a sua carreira já faz muito tempo e sei o quanto importante você se tornou. Não estou lhe escrevendo para pedir nada para você. Só estou escrevendo para você para mostrar uma coisa que talvez não tenha chamado a sua atenção: depois de tantos anos finalmente alguém conta a MINHA versão da história.
Conheci essa cantora, Jennifer Nettles, recentemente quando ouvi no rádio a sua canção That Girl. No começo não entendi que a composição sobre uma mulher que avisa para outra que ficou com o seu namorado, mas que está arrependida já que só depois descobriu que ele era comprometido era ao meu respeito. Só que quando ela usou meu nome como o seu nome é que percebi a ligação. Acho que eu estava um pouco distraída para não perceber que a ótima composição cheia de ironia, humor e bem construída era uma resposta para a sua canção sobre o que aconteceu entre a gente décadas atrás. Não que essa nova canção seja tão boa como a sua, mas a produção é boa fazendo um interessante country mid-tempo com uma batida minimalista com influência de música latina. Jennifer carrega o meu papel até que bem entregando vocais sólidos e uma interpretação segura e com personalidade. Então, era apenas para isso que eu estou escrevendo para mostrar que alguém se lembrou de contar o meu lado nessa história. Grandes beijos,
Com amor, Jolene"
nota: 8
11 de fevereiro de 2014
Dois Anos Sem a Voz
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Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá.
Samuel Howe |
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