9 de dezembro de 2017

Raw

Untouchable
Eminem

Depois do intimista Walk On Water, Eminem não poupou esforços para o seu próximo single: a nua e crua Untouchable.

A canção fala especificamente sobre o racismo nos Estados Unidos, mas com a visão de um homem branco que, ao mesmo tempo, vive uma situação privilegiada por ser branco e tem uma noção do que é o racismo de verdade ao estar em um meio rodeado de pessoas negras. É uma posição delicada para qualquer pessoa sem dúvida, porém, como já mostrou dezenas de vezes, Eminem é um compositor fora de normal, conseguindo transitar nesse território minado da melhor maneira possível. Na verdade, Untouchable é um verdadeiro manifesto irônico, ácido, atual e, principalmente, desconfortável sobre o racismo nos Estados Unidos. A sua verborragia não é um defeito para Eminem e, sim, a sua principal arma letal assim como a sua forma de encarar a suas performances. Em Untouchable, Eminem é novamente de um fúria crua, nivelando toda a sua raiva com a força da composição. O único problema é a produção geral do single, pois esse rap/rock está bem longe de ser um grande momento sonoro do rapper mesmo que acima da média. Aumentando o hype para o lançamento do álbum na semana que vem, Untouchable ilumina o caminho e mostra que o Eminem está pronto para ser o afrontoso que sempre demonstrou.
nota: 8

8 de dezembro de 2017

Top 50 - 2017

Mesmo não sendo em média um ano genial, 2017 se mostrou bem acima da média em relação ao lançamento de singles. Com dominação masculina nos topos das paradas, mas, quem saiu desse nicho, foi capaz de ter uma variedade imensa de artistas lançando bons trabalhos. Para determinar quais foram os melhores começa hoje a lista de cinquenta melhores singles de 2017, começando com as primeiras dez posições. Espero que gostem!

7 de dezembro de 2017

Queijo & Goiabada

One Last Song
Sam Smith

Sam Smith nasceu para cantar canções sobre a doce amargura de amar. Isso é um fato e não como negar ainda mais quando o mesmo eleva uma canção como One Last Song.

Sonoramente, One Last Song é uma R&B/blue-eyed soul certinha e bonitinha com uma batida comercial, sendo perfeita para virar single. O que poderia ser uma canção que ficasse exatamente na média é elevada pela presença deliciosa de Sam e a sua performance forte, agregando emoção para One Last Song. Todavia, o ponto mais importe da canção é a sua composição, pois, assim como a atmosfera geral de The Thrill Of It All, a canção é sobre seguir em frente, mesmo que ainda exista amor envolvido. E, claro, Sam Smith é o veiculo perfeito para conduzir a canção e, felizmente. o cantor parece que não tem planos para mudar os rumos.
nota: 7,5

6 de dezembro de 2017

A Beleza Oculta

Broken
Patrick Watson

Assim como procurar algo que valha a pena em brechó de roupas usadas, encontrar uma canção entre as milhares que são lançadas e que passam longe do grande mainstream é bem difícil. E, assim como a gente fica feliz em achar algo bom no brechó, também é reconfortante descobrir uma perola musical. Esse é o caso da bela Broken do canadense Patrick Watson.

Canadense e ainda pouco conhecido, apesar de já ter integrado a trilha sonora de vários programas, Patrick Watson entrega em Broken algo que não se pode ser comprado ou imitado: emoção pura e genuína. Sem reinventar sonoramente as regras da música, a canção é uma tocante balada indie rock com um arranjo que vai crescendo aos poucos até o seu clímax final, mas em nenhum momento cai em clichês do gênero ao ser uma canção contida e bem construída. Se já não bastasse a beleza do arranjo, Broken tem uma composição certeira em despertar sentimentos sem precisar ser piegas e uma performance de Patrick que não precisa de exageros para entregar a perfeita tradução de todos os sentimentos expressos na canção. Obviamente, sendo uma beleza oculta, quase ninguém terá a possibilidade de ouvir a canção, mas quem ouvir terá uma imensa alegria.
nota: 8

5 de dezembro de 2017

Os Melhores de 2017 - Single Do Ano

A penúltima disputa para single do ano será entre o sucesso repaginado de Wild Thoughts do DJ Khaled com a Rihanna e o rapper Bryson Tiller contra o protesto de What About Us da P!nk. Votem!


3 de dezembro de 2017

Um Dueto Bem Vindo

Perfect (with Beyoncé)
Ed Sheeran

Sem lançar nenhum single próprio desde o ano passado, Beyoncé apareceu em três canções esse ano como participação especial. Todas as três foram completamente diferentes uma das outras: um hip hop/R&B, uma latina e, agora, uma balada pop ao lado do cara que melhor faz o gênero atualmente. Apesar da pareceria com Ed Sheeran no remix de Perfect pode até não parecer natural, mas na pratica é o encontro perfeito.

A nova versão dá uma despida na canção original ao entregar uma faixa quase acústica e com um arranjo bem menos grandioso. Mais intimista na sua construção, a nova versão se apóia na presença dos dois cantores para criar a perfeita atmosfera para expressar a todo o romantismo desenfreado que a composição possui. Além da química entre os dois, a presença da Beyoncé nos faz lembrar algo que nos esquecemos da voz da mesma: o seu belo timbre ao entregar uma performance contida e emocionante. A canção não é de longe a reinvenção da roda ou a melhor canção do ano, mas é um acontecimento muito bem vindo para fechar 2017.
nota: 8

2 de dezembro de 2017

Aos 45 do Segundo Tempo

Naked
James Arthur

Depois de fazer o quase impossível para um vencedor de um reality show ao reavivar a sua carreira após ser dispensado da gravadora com o sucesso mundial de Say You Won't Let Go, James Arthur precisa agora de dar continuidade a boa fase. Para tanto, o cantor acaba de lançar o single Naked que tem boas possibilidades de virar um hit.

O single tem a mesmas características da canção anterior ao ser uma carismática baladinha pop, mas consegue elevar a atmosfera com um arranjo mais complexo e emocional. Naked é sobre não desistir de uma pessoa, mesmo que ela já tenha desistido dela mesma. Bem escrita e sem cair nos sentimentalismo barato, James Arthur usa a sua forte voz para dar a emoção contida necessária para a canção ganhar o contorno ideal. Talvez, segurando a sua potente voz, James não entregue o seu verdadeiro potencial, porém, assim como a canção anterior, a performance é o que ajuda a dar personalidade para o trabalho. O resultado comercial de Naked é algo que pode ajudar James Arthur a se tornar realmente um artista que teve apenas a diferença de aparecer para o público em um reality musical.
nota: 7,5

1 de dezembro de 2017

As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer

O especial de As 100 Melhores Músicas Que Você Não Deve Conhecer dessa vez não irá focar em apenas uma música só, mas em quatro canções que melhor representam uma verdadeira era da música que, atualmente, parece que aconteceu há uns cinquenta anos atrás. Na verdade, lançadas com apenas três anos de diferença, as canções aqui tem entre 24 e 27 anos de idade, ou seja, ainda permanecem bastante vivas na memória de muitas pessoas, inclusive a minha já que ano que vem chego a casa dos trinta anos de idade. Hoje, o blog irá falar sobre a...