29 de setembro de 2012

28 de setembro de 2012

Pop Para Inglês Ver

Under The Sun
Cheryl Cole


O mercado pop na Inglaterra é tão forte quanto o dos Estados Unidos, mas com a diferença de ser mais aberto aos novos nomes e batidas. Até mesmo a Cheryl Cole consegue emplacar uma música que saí do esquema "dance/eletropop".


Under The Sun é um bom pop com uma pegada diferente graças ao produtor Alex da Kid. Dele a canção recebe um arranjo com forte inspiração na batida mais urbana do hip hop, mas sem perder o toque pop. Que nesse caso é uma brisa de originalidade quase se transformando em uma prima da Lily Allen. A composição também transmite essa impressão com um resultado fofo e divertido. Claro, Cole não é genial, mas a sabia produção de Alex consegue lidar com o fato de ter uma cantora limitada e tira dela o que ela consegue dar.
nota: 7

27 de setembro de 2012

A Balada do Vencedor Chato

Home
Phillip Phillips

A invasão de realities musicais voltou com tudo devido ao sucesso do The Voice que acaba de ganhar uma versão aqui no Brasil (onde dona Cláudia Milk é mais esnobada que salada em churrascaria kkkkkk). Enquanto o The X Factor USA apesar da repercussão com dona Britoca e Demi (Who?) Lovato ainda está indo mal das pernas, o mais tradicional reality do genero procura se renovar mais uma vez. O American Idol viu aumentar os índices de audiência quando colocou Jennifer Lopes e Steven Tyler no painel de jurados na décima edição, mas não durou muito já que na última temporada os mesmo índices caíram alarmantemente. Vendo o barco afundar os dois jurados pegaram seus barquinhos e saíram da atração para cuidarem de suas carreiras que tiveram um renascimento após a passagem deles no AI, principalmente para J.Lo. Os produtores se viram em um beco sem saída: o que fazer para voltar a ser o programa número um da America? Então, começaram os boatos de quem seriam os novos jurados. Vários nomes foram cogitados até que Mariah Carey foi confirmada com a primeira jurada da atração. Mimi que tinha recusado a oferta de ser jurada no programa de Simon Cowell se rendeu ao convite após acertar um salário de 18 milhões de dólares o maior de todas as estrelas deixando para trás J.Lo, Britney e Aguilera. A próxima foi Nicki Minaj acertar e ser "colega" de Mimi já começando os rumores de inveja e puxões de peruca entre as duas. Para fechar o painel haviam rumores de Kanye West e o ex-participante Adam Lambert o que faria do programa ter o melhor corpo de jurados de todos os tempos ainda mais com a possível saída do eterno jurado Randy Jackson. Só que o banho de água fria veio com o anúncio que Randy iria voltar e o cantor country Keith Urban (também conhecido por marido da Nicole Kidman). De qualquer forma, há uma grande esperança em ver as duas cantoras no programa que ao menos vai começar com uma boa perspectiva devido ao sucesso do último ganhador Phillip Phillips e o single Home.

Phillip Phillips foi um dos motivos que eu desisti de assistir no meio a última temporada. Depois de chegar na fase de live shows, o programa ficou extremamente chato devido o pouco carisma do candidatos e o favoritismo de Phillip. Seguindo um caminho mais indie, Phillip tem o mesmo carisma de uma batata cozida e suas performances sempre eram basicamente as mesmas. Só Deus realmente sabe o motivo de le ter vencido, mas o a fato é que depois de muito anos um vencedor conseguiu emplacar a música lançada após a vitória. A canção Home foi muito ajudada pelo fato de ter sido usada pelo canal NBC na cobertura das Olimpíadas desse ano. Com isso a canção ganhou muito destaque e conseguiu excelentes vendas no iTunes e alcançar o 9° lugar na Billboard. Mesmo ainda se nenhum pingo de carisma devo admitir que o Phillip ao menos foi respeitado no estilo que ele se destaca: o indie pop.

Home lembra o que a banda Mumford & Sons faz o que é uma evolução para uma música "do vencedor" do AI que costuma ser piegas ao extremo. O grande trunfo é a composição simples, emocionante e cativante sem recorrer a clichês bobos ou populares. A veia artística de Phillip é mantida com um arranjo bacaninha que destaca por ser contido, mas com uma camada bem interessante na sua construção. O defeito é na produção dos vocais do vencedor do reality: parecem frios e burocráticos. Não que ele mostre muito mais que isso, mas ele possuem qualidades mais interessantes principalmente ao vivo. Não que isso ajude a melhorar essa sensação de chatice vindo dele. E para piorar ele tem o pior nome de antro da música: Phillip Phillips. Quem sabe MC e CIA. não encontrem alguém com a alma de astro de verdade.
nota: 7,5

26 de setembro de 2012

Olha Nóis Aqui Travez!

Diamonds
Rihanna

Como disse antes, Rihanna acaba de lançar o novo single do seu próximo álbum. Como ela lança música igual ninhada de coelho, vou já fazer a resenha para que nossas vidas possam seguir em frente como se não houvesse acontecido nada demais. Por favor, finja que essa introdução é bem maior falando sobre a "safadeza" da RiRi em lançar um caminhão de singles todo o mês, pois eu não estou com saco para isso. Agradecido.

Diamonds não me causa a boa impressão igual aos primeiros singles dos dois álbuns anteriores à Talk That Talk (Only Girl (In The World) e Russian Roulette), mas também não fiquei decepcionado como em We Found Love. Com produção de Benny Benasse, a melhor coisa da canção é que RiRi volta para um pop mais "conservador" sem recorrer a batidas tecno graças a co-produção da dupla Stargate que só agora me toquei que não é "uma" pessoa, mas uma dupla de produtores/compositores formado por Tor Erik Hermansen e Mikkel Storleer Eriksen. Deles a canção ganha uma pegada bem mais classuda com um toque dark. A composição é até boa, mas é quase uma continuação temática de We Found Love. Além de não ter um refrão "catchy" coisa comum nas canções de RiRi. Além disso, a frase de impacto "shine bright like a diamond" repetida várias vezes com uma voz alterada de RiRi é irritante em certos momentos enquanto a própria cantora faz uma performance normal e quase sem brilho se não fosse por um tom mais grave que ela usa para cantar que difere do que ela costuma fazer. Enfim, é basicamente é isso. Provavelmente semana que vem voltamos para falar de novo de um novo single dela. Então, fiquem ligados amiguinhos!
nota: 7

Faixa Por Faixa - Grandes Álbuns

CD: My Life
Artista: Mary J. Blige
Gênero: R&B, hip hop soul, soul
Vendagem: 3 milhões
Singles/Peak na Billboard: Be Happy (29°),  I'm Goin' Down (22°), Mary Jane (All Night Long) (Não entrou), You Bring Me Joy (57°), I Love You (Não entrou) e My Life (Não entrou)

Grammy
Indicações

1996
Best R&B Album

Ano: 1994


Foi uma tarefa extremamente difícil escolher qual álbum da Mary J. Blige seria escolhido para entrar nessa lista, mas tive que me render ao segundo álbum da carreira dela, o clássico My Life. Considerado como o melhor trabalho da cantora e uma obra de arte moderna do soul music que ficou na posição 279° na lista de melhores álbuns de todos os tempos pela Rolling Stone, o trabalho quando lançado recebeu criticas pouco acolhedoras. Contudo, com o passar dos anos My Life foi ganhando mais reconhecimento mostrando que a  parceria entre ela e o rapper/produtor que na época tinha o nome Sean "Puffy" Combs foi uma das mais acertada na história da música.

Faixas


1.Intro: / 2.Mary Jane (All Night Long): A grande sacada na parceria entre Sean "Puffy" Combs e Blige foi a mistura entre o hip hop e o tom clássico que ela sempre teve. Apesar de uma batida mais marcada, a faixa é lenta com o "soul" da voz de Mary cantando de maneira sexy uma letra que fala de sexo só que de uma maneira elegante.
nota: 9

3.You Bring Me Joy: Uma dos clássico da carreira dela, a canção aumenta a "velocidade" mostrando o lado mais dançante dela que seria ainda mais amplificado nos próximos álbuns.
nota: 8,5

4.Marvin Interlude / 5. I'm The Only Woman: Como em todo álbum as músicas pegam carona em grandes clássicos do soul/ hip hop usando samples. Aqui atmosfera suingada vem dos clássicos de Curtis Mayfield (Give Me Your Love) e do grupo The O'Jays (For the Love of Money). Só que a produção dá um toque ainda especial com um leve toque pop mostrando a versatilidade de Mary mesmo que sutil.
nota: 8,5

6.K. Murray Interlude / 7.My Life: Começa com uma parte de um rapper cantado pelo lendário rapper The Notorious B.I.G. e depois parte para uma canção que começa realmente a mostrar uma das faces que Mary seria conhecida: abrindo o coração de maneira sincera a fala sobre a sua vida. Os vocais mostram uma jovem em busca de sua identidade própria, mas que sabe como e aonde quer chegar.
nota: 9

8.You Gotta Believe: A primeira balada de verdade do álbum não deixa a desejar em nenhum segundo. Com uma estrutura diferente ao deixar os backvocals K-Ci" Hailey (então namorado dela) e uma ainda desconhecida Faith Evans catarem quase sozinhos um verso, mas sem fazer Mary ser ofuscada.
nota: 9

9.I Never Wanna Live Without You: Continuando a sequência de baladas, a faixa dá uma quebrada no ritimo de grandes músicas. O melhor que mesmo sendo inferior as outras canções, ela consegue manter a qualidade bem no alto com performance inspirada de Mary.
nota: 8

10.I'm Goin' Down: Regravação do original de 1976 da cantora Rose Royce, Mary se "apropriou" de uma maneira única e avassaladora da canção a transformando eu uma das canções símbolo tanto que a maioria das pessoas à creditam como a artista original da canção. E não era para menos: mesmo sem alterar nada, Mary consegue se impor de maneira cativante dando a dor necessária para essa power balada.
nota: 9,5

11.My Life Interlude / 12.Be With You:  Com a virada dramática do álbum após a última faixa, o tom se torna mais melancólico e triste com Mary sofrendo de amor ao ver o amado indo embora.
nota: 8,5

13.Mary's Joint: Indo em um caminho mais R&B puro o álbum perde um pouco na cadência com uma batida mais simples só que ganha uma atmosfera mais intimista e intima que construiu para a identificação entre o público e a Mary.
nota: 8

14.Don't Go: O problema da canção é que ela é maior que deveria, mas o estilo do álbum é de ter canções com duração bem superior a quatro minutos. Aqui o álbum continua investindo numa pegada mais R&B e no brilho vocal de Mary capaz de dar vida a qualquer letra.
nota: 8

15.I Love You: Lembrando a pegada de canções dos anos '70 que flertavam com funk, Mary entrega um performance contida, mas com uma camada de sentimentos rica e poderosa.
nota: 8,5

16.No One Else: O mais curioso é que a canção mais fraca do álbum é a única que não tem produção de Sean "Puff" e Chucky Thompson (colaborador de longa data da dupla). Fica a a cargo de Mr. Dalvin entregar uma canção interessante, mas sem a força do resto do álbum.
nota: 7,5

17.Be Happy: O álbum termina de maneira graciosa com uma batida extremamente gostosa e uma produção com pitadas de jazz mostrando o poder artístico de Mary.
nota: 8,5

International bonus track

18.(You Make Me Feel Like) A Natural Woman: Regravação do clássico de Aretha Franklin mostra definitivamente que Mary estava pré-destinada a pertencer ao panteão das maiores cantoras de todos os tempos.
nota: 9,5

23 de setembro de 2012

E Quando Você Acha Que Acabou, Ainda Tem Mais E Mais Um Pouco

Cockiness (Love It) [Remix] (feat. A$AP Rocky)
Rihanna

Acho que toda vez que a Katy Perry, Nicki Minaj, Beyoncé ou a Rihanna lança um novo single um anjo ganha seu par de asas. Só esse pacto explica o real motivo para tantas músicas serem lançadas. E para a dona RiRi a coisa acabou de subir em um novo nível. No começo desse mês ela lançou a versão remix da canção Cockiness (Love It) como sexto single do álbum Talk That Talk e na semana que vêm ela já vai lançar o primeiro (!!!!!!!) single do seu novo (!!!!!!!!!!) álbum. Nem um ano ainda deu de lançamento ela já vai lançar um novo CD. Antes de ouvirmos Diomonds, vamos à Cockiness (Love It).

Para começar esse titulo de remix é uma safadeza bem grande já que de remix não tem nada. Pegaram a canção original e apenas colocaram um verso do rapper ainda desconhecido A$AP Rocky é só. A batida R&B/hip hop com uma pegada mais urbana com dubstep. A pegada mais crua do arranjo é bem utilizada pelo produtor Bangladesh dando uma cara diferente do resto do álbum. Contudo, apesar da ótima estrutura na distribuição da composição, a mesma peca pelo alto teor sexual. Resumindo: Rihanna quer sexo e só isso. Nessa versão "remix" o rap é completamente dispensável e não agrega nada para a canção. Nada mesmo. A canção se sair melhor na versão original. Em breve teremos outro encontro com dona RiRi para vermos para onde ela vai com sua carreira. Só queria saber uma coisa: qual vai ser o tema da resenha do próximo single? As ideias estão esgotando e não posso falar da mesma coisa todo post. Daqui a pouco só vai ter o nome da música, a capa do single e a nota.
nota
Cockiness (Love It) [Original]: 7
Cockiness (Love It) [Remix]: 6,5

22 de setembro de 2012

Dominação Global

Gangnam Style
PSY

Querido leitor vou fazer uma pergunta e quero que você pense: qual a diferença principal entre o sucesso de Ai, Se Eu Te Pego e o novo fenômeno Gangnam Style? Não estou falando do vídeo da música do rapper sul-coreano PSY, apesar desse ser simplesmente genial. Falo das músicas em si: por que a canção do rapper é infinitamente melhor que a de Michel Télo mesmo as duas sendo hits chicletes e descartáveis? Veja na página do Wikipedia de Gangnam Style e tente achar a resposta. Dica: procure em Background. Achou? Para quem não entendeu ou não sabe inglês dou a resposta: o background. Explicando: o "pano de fundo" da canção do brasileiro é apenas uma canção feita para animar apresentações em um resort que caiu no colo do brasileiro que a transformou em uma aberração de cunho sexual enquanto a canção de PSY é uma critica social aos novos hábitos consumistas dos sul-coreanos. É quase um abismo do tamanho do universo entre as duas.

Agora, falando especificamente de Gangnam Style, devo admitir que a canção é bem melhor que se pode esperar. Claro, que em pouco tempo vai ficar insuportável de ouvi-lá ainda mais com a "genialidade" do "gênio" da música brasileira Latino fazendo uma versão canção, mas enquanto isso não acontece ainda se pode dar um parecer mais imparcial. Categozidado com K-pop (estilo de pop originado na Ásia), Gangnam Style é um ótimo dance pop já que mostra originalidade na elaboração de uma batida poderosa, viciante e, o mais importante, dançante. Não se exatamente qual se a habilidade de rapper de PSY é realmente boa já que meu coreano está "enferrujado" (kkk), mas o carisma do sul-coreano é tão forte que ele poderia estar falando qualquer merda que ele conseguiria conquistar o público. E como disse o teor que está atrás da letra é sensacional já que uma canção com uma vibe tão despreocupada ter como principal teor uma critica acida ao modo de vida dos próprios conterrâneos de PSY é genial. Pena que isso tudo se perde com o sucesso global da canção. Dominação global é assim mesmo: a coisa começa pequena com uma ideia promissora como base, então cresce e perde todo suas características virando apenas um produto de consumo midiático para as massas. Claro, melhor ter nascido Gangnam Style do que Ai, Se Te Pego, né?
nota: 8,5

21 de setembro de 2012

Primeira Impressão

The Origin of Love
Mika


Não é exatamente a reinvenção da roda, mas o terceiro álbum do cantor inglês Mika é ao menos divertido. The Origin of Love é um álbum nitidamente pop só que ao contrários dos dois primeiros álbuns de Mika, a sonoridade é mais "limpa", séria e contida. Não há em nenhum momento "extravagante", apesar de haver momentos de descontração. Há uma grande diferença no tom de The Origin of Love apear de ter o mesmo produtor dos dois primeiros trabalhos do cantor, Greg Wells. Só que foi dado espaço para outros produtores como Benny Benassi, Klas Åhlund e até mesmo Pharrell Williams (que faz o featuring na canção Celebrate que tem a resenha a seguir). Mesmo com algumas batidas com pouca "força" Mika consegue caminhar por todo álbum de maneira exemplar. Sabendo usar sua característica voz na medida certa para que tenha personalidade sem encher a paciência com o falsete que ele possui. Só que alguns momentos a produção erra ao camuflar sua voz embaixo de efeitos. No quesito composição, o álbum é apenas médio. Há um cuidado em manter as canções com uma linha coesa de pensamento, mas a abordagem em muitos momentos sobre o amor e CIA é rasa e bobinha. De longe a melhor canção é espevitada e hilária Popular Song única que conseguiu unir o Mika alegra de antes com essa persona mais "contida". O trabalho também tem música em francês como a boa Elle Me Dit (ganhando uma versão em inglês chamada Emily) além da linda L'Amour Dans Le Mauvais Temps. Tem também a legal Love You When I'm Drunk e Overrated com produção de Åhlund lembrando o trabalho da Robyn. Sofrendo de falta de personalidade está a faixa Underwater que parece uma versão de Set Fire to the Rain da Adele e a pior canção do álbum fica a cargo da arrastada Heroes. Dá para perder um tempinho ouvindo The Origin of Love se você tiver algum de sobra.