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31 de agosto de 2025

Antes Tarde do Que Nunca - Versão Single

Pon de Replay
Rihanna


Completando vinte anos de carreira em um momento em que, apesar de completamente afastada da música, Rihanna ainda é um dos nomes mais importantes da música mundial sem nenhuma dúvida. Decido, então, voltar bem ao começo e relembrar o single que deu início a tudo: Pon de Replay.

Primeiro single do primeiro álbum (Music of the Sun) da carreira da Rihanna, a canção é o que se pode dizer de um começo promissor, mesmo estando bem longe do que a cantora iria entregar nos anos posteriores. A grande qualidade da canção é que, voltando na máquina do tempo, a produção entrega algo que não estava em alta naquele momento ao fazer uma fusão radiofônica e viciante de dancehall com dance pop, dando uma personalidade completamente única para a então iniciante. É divertida, é dançante, é envolvente e tem personalidade, mesmo que tenha alguns problemas na sua construção. E o maior deles é a sua repetição sonora, pois a batida criada para a canção segue uma linearidade que não necessariamente atinge um pico quando chega ao seu clímax. Felizmente, a construção da canção tem pegada suficiente para conseguir se manter durante sua duração de mais de quatro minutos. Ainda verde, Rihanna entrega uma boa performance, pois a canção deve ter sido feita especialmente na moldura das características da Riri, exaltando suas qualidades de maneira a tirar o máximo. Mesmo sendo uma boa canção que envelheceu bem, Pon de Replay não dá quase nenhuma pista do que seria o futuro da Rihanna.
nota: 7,5

28 de outubro de 2022

Um Oscar para Rihanna

Lift Me Up
Rihanna

Depois de oito anos de hiatos, a Rihanna está de volta com o lançamento de Lift Me Up para a trilha do filme Black Panther: Wakanda Forever. Apesar de bons chances da canção ser ao menos indicada ao Oscar, o resultado é bem aquém do esperado.

Homenagem para o ator Chadwick Boseman, Lift Me Up é uma balada pop/R&B emocionante e tocante, mas que nunca chega de verdade a decolar. A produção de Ludwig Göransson que também é compositor da trilha incidental e venceu o Oscar pelo trabalho no primeiro filme entrega um instrumental contido, melancólico e com uma construção instrumental belíssima, mas, infelizmente, perde boa parte da força por não saber como criar um clímax eficiente e poderoso suficiente para elevar o material, resultando em uma canção quase arrastada. Outro problema é a sua a composição que, apesar de bem escrita, navega por águas clichês e não entrega o momento de catarse que esse tipo de tributo deveria ter. Rihanna entrega uma performance sólida, especialmente na primeira parte da canção, mostrando a evolução e maturidade conquistada aos longos dos anos. É bom ouvir a Rihanna novamente, mas Lift Me Up soa mais como um aquecimento do que pode estar por vir.
nota: 7

8 de novembro de 2017

Os Sumidos (Ou Quase Isso)

Lemon 
N.E.R.D & Rihanna

Faz alguns anos que o N.E.R.D deu as caras pela última vez, mais exatamente o ano de 2010. Para quem não sabe quem é o N.E.R.D é simplesmente o trio formado pelo mega produtor Pharrell Williams, Chad Hugo e Shay Haley que, na verdade, é a base para o grupo de produção The Neptunes. E, na verdade verdadeira, foi um dos principais trampolins para o sucesso do Pharrell, tanto como performer quanto produtor. Resumidamente: o N.E.R.D nunca esteve sumido, mas apenas "disfarçado".  De qualquer forma, o N.E.R.D resolveu fazer o seu retorno ao lançar a divertida Lemon ao lado da Rihanna.

Assim como boa parte da sonoridade de todos envolvidos, Lemon está bem longe de soar como qualquer canção no topo de qualquer parada. Misturando hip hop, funk e rap, o trio é capaz de entregar uma batida animadíssima, divertida e original sem nunca chegar ao genial, mas sabendo bem qual é o público que irá curtir de verdade Lemon e, principalmente, sabendo exatamente como colocar a medida certa de verniz comercial para atrair um público mais abrangente. Com um Pharrell entregando uma performance certeira, mas é a RiRi que rouba a cena ao mostrar o seu lado rapper. Com uma canção com tanto potencial não seria difícil o N.E.R.D ter em mãos o último grande sucesso do ano.
nota: 7

2 de outubro de 2016

A Voz Interior

Love On the Brain
Rihanna

Quando começou lá em 2005, Rihanna era mais um rosto na multidão de tantas garotas que queriam ser a próxima estrala pop. Com um gerenciamento perfeito da sua carreira, a cantora de Barbados foi crescendo e se tornou uma das maiores estrelas da sua geração. Todavia, ainda havia um problema: Rihanna ainda não tinha mostrado todo o seu potencial vocal. Demorou mais de dez para a cantora conseguisse provar que aquela interprete vacilante e inexperiente de Unfaithful era digna de ser considerada uma ótima cantora. Love On the Brain é a prova cabal de tudo isso.

Lançado como quarto single de Anti, Love On the Brain mostra com clareza a evolução vocal de RiRi ao longo dos anos. Sem nunca ter possuído um grande alcance, a cantora domina essa balada R&B estilo anos 50/60 com uma categoria de uma grande diva, sendo comparada com grandes nomes do soul. Encorpada, cheia de nuances e, principalmente, com uma interpretação visceral, Rihanna entrega em Love On the Brain uma performance que é um marco decisivo na sua carreira. Para quem achava que esses vocais são apenas na versão ao vivo, a cantora mostrou ao vivo que ela realmente está "sambando na cara" de muitas pessoas. Claro, os vocais dela não teriam o mesmo efeito se a canção não correspondesse a altura, mas Love On the Brain é o perfeito veículo com a sua instrumentalização poderosa e a sua composição dramática sobre as idas e vindas de um romance turbulento. Love On the Brain não precisa nem fazer sucesso comercial, pois Rihanna não precisa mais provar mais nada sobre o seu talento.
nota: 8

6 de julho de 2016

This Is Acting

Sledgehammer
Rihanna

Você já ouviu uma canção e pensou: "acho que ficaria melhor na voz daquele outro artista!". Então, essa foi a minha primeira impressão ao ouvir Sledgehammer da Rihanna. Tema do filme Star Trek Beyond, a canção tem toda a cara de ser um trabalho da Sia, tanto que a cantora australiana é uma das compositoras e um dos seus maiores colaboradores, Jesse Shatkin, atua como produtor. Apesar dessa sensação, a canção é surpreendente boa.

Sledgehammer é uma épica eletropop/dubstep que tem uma atmosfera que oscila entre o dramático e o sombrio para dar sustentação para a sisuda composição. A produção soa um pouco genérica, principalmente quando compara aos trabalhos da Sia. Porém, o trabalho é bem feito acabado e combina com a estética "jornada espacial" do filme que é tema. O que pega, na verdade, é a presença da Rihanna: mesmo entregando uma performance muito boa, a cantora parece que "sugou" vários maneirismos da Sia como, por exemplo, a impostação da voz em certos momentos. Infelizmente, Rihanna não é a Sia e, por isso, a sensação de que a cantora das perucas teria entregado uma performance vocal avassaladora é mais forte que o trabalho ouvido em Sledgehammer. Esse problema não impede, porém, que a canção já começa a figurar entre as fortes concorrentes para o Oscar no ano que vem. É só aguardar.
nota: 7

13 de junho de 2016

Isn't Working!

Nothing Is Promised
Mike Will Made It & Rihanna

A receita deveria resultar em uma grande música, mas não foi isso o que aconteceu com a parceria do produtor Mike Will Made It (produtor de Formation) com a Rihanna. O resultado foi a mediana Nothing Is Promised.

Tentando surfar no sucesso de Work, Nothing Is Promised é um trap music com uma batida que, na teoria, seria perfeita para tocar nas rádios americanas. Todavia, a produção de Mike se esqueceu de dar para a canção personalidade própria e qualquer coisa que a destacaria da multidão. Sem o carisma de Work ou a genialidade de Formation, Nothing Is Promised precisa confiar nos vocais de Rihanna para ter algum brilho, mas até isso parece prejudicado com a cantora em modo automático. Nothing Is Promised não funcionou em nenhum nível.
nota: 5,5

6 de abril de 2016

2 Por 1 - Rihanna

Kiss It Better
Needed Me
Rihanna

Apesar do desempenho comercial abaixo do esperado do Anti devido a escolhas erradas, Rihanna continua provando a sua relevância ao ter emplacado Work. E o trabalho para reverter o cenário continua com o lançamento de dois singles: Kiss It Better e Needed Me. Começo com a melhor das duas.


Apesar de não ser uma das melhores canções do álbum, Kiss It Better é uma ótima escolha para single. Primeiramente, a faixa possui um carisma irresistível, mesmo não sendo o típico de sucesso padrão. Na verdade, a canção não é nem uma típica faixa gravada pela cantora nos últimos anos. Com uma base de guitarra e uma cadencia envolvente, Kiss It Better é uma boa balada R&B/pop rock que não é reinvenção da roda, mas é perfeito veículo para RiRi mostrar a sua evolução vocal. A sua performance é forte na medida certa, explorando a sua sensualidade misturada com melancolia. Um trabalho acima da média. Um pouco menos inspirada está Needed Me.

A canção não é ruim, entretanto, as suas boas ideias não são usadas da maneira ideal para resultar em uma música realmente interessante. O grande problema é que a produção não avança na criação de um arranjo que não parece um grande e arrastado looping. Além disso, o refrão não ajuda com Rihanna entregando vocais "preguiçosos" que caminham ao lado do refrão de Work, mas sem o fator de divertimento. Felizmente, Rihanna já provou que nada pode parar o seu poder e não duvido das possibilidades de sucesso das duas canções. 

nota
Kiss It Better: 7,5
Needed Me: 6,5

24 de fevereiro de 2016

What's My Name? 2

Work (feat. Drake)
Rihanna

Com um álbum que se propõe em não ser comercial, o primeiro single de Anti da Rihanna é a canção mais "vendável" do mesmo.

Work retoma a primeira parceria com o rapper Drake: What's My Name?. Apesar de tons diferentes indo do alegre para o dark, as duas canções tem a mesma influência de dancehall e reggae, devido a presença do mesmo produtor: Kuk Harrell. O resultado em Work pode até não ter a mesma qualidade, mas o batida produzida é carismática e com um refrão viciante. Além disso, a maneira como a Rihanna pronuncia as palavras da canção é outro ponto positivo, mesmo que muitos afirmem não entenderem o que ela canta. Apesar disso, a canção está tendo um bom desempenho nas paradas, mostrando que RiRi ainda ter muito poder.
nota: 7

29 de abril de 2015

Como Será?

American Oxygen
Rihanna

Já com três canções lançadas que devem fazer parte do seu oitavo álbum ainda não sabemos exatamente como será o caminho tomando pela produção para a sonoridade da Rihanna. Normalmente, nesse estágio já podemos saber ou, ao menos, ter uma ideia de como será o "conceito" do álbum, mas devido aos singles da RiRi está impossível até imaginar: FourFiveSeconds foi um pop/R&B/folk, enquanto Bitch Better Have My Money é RiRi fazendo hip hop "pesadão" e, mais recentemente, veio American Oxygen dando mais uma quinada na sonoridade da cantora.

Esqueça qualquer uma das canções já lançadas, pois American Oxygen mostra a cantora de barbados em uma nova faceta: engajada politicamente. Assim como o clássico Born In The U.S.A. de Bruce Springsteen, American Oxygen é sobre o tão amado/odiado "sonho americano" e como ele pode ser devastador na vida de uma pessoa tanto para o bem, quanto para o mal. A letra mostra a evolução de Rihanna como artista, pois, além de tocar em um assunto "de adulto", também mostra seu lado pessoal refletindo na sua própria experiência pessoal. Não é genial, contudo, pois não se aprofunda ou mostra maior critica reflexiva. Vocalmente, Rihanna continua na sua melhor fase mesmo não sendo tão boa quanto em FourFiveSeconds. O ponto de questionamento é a produção da canção: American Oxygen é pop contemporâneo com toques de EDM e rock, mas que acaba sendo montado como uma balada "épica". Com produção de Alex da Kid e Kanye West, a canção sozinha é boa, mas, eu pergunto, como ela se encaixará no álbum que deve ser lançado esse ano? Será que RiRi terá um álbum "frankenstein"? Será isso um trunfo ou uma bomba? Ou tudo vai se interligar em um conceito? Como será esse álbum: o grande momento da Rihanna ou o seu fundo do poço?
nota: 7

30 de março de 2015

#TeamPaul

Bitch Better Have My Money
Rihanna

Depois da surpresa do primeiro single FourFiveSeconds ao lado de Kanye West e Paul McCartney
sendo uma ótima mudança na sonoridade de Rihanna, a cantora volta a cair em velhos hábitos ao lançar seu mais novo single: a fraca Bitch Better Have My Money.

Apesar de ter como um dos produtores o Kanye West, Bitch Better Have My Money é mais uma tentativa da RiRi fazer hip hop "pesadão"/"estilozão" como nas fraquíssimas Pour It Up e Numb do último álbum da cantora ao invés de ir para um caminho mais refinado como fez em Rated R. A batida com forte vertente do trap de Bitch Better Have My Money é clichê, pouco inspirada e completamente dispensável. Não está nem perto do que a cantora poderia entregar. Só no final que o arranjo ganha algumas nuances diferentes mostrando alguma qualidade interessante. Longe do bom desempenho na canção anterior, RiRi parece "gritar" partes da canção querendo passar a sensação de "sou fodona". Também não funciona a composição com a mesma intenção, pois parece uma versão de ***Flawless sem a inteligência e a elegância. Analisando friamente essa nova fase da Rinhanna, eu acredito que encontrei o real problema de Bitch Better Have My Money: a falta do Paul McCartney. Por causa disso eu sou #TeamPaul!
nota: 5,5

9 de fevereiro de 2015

Um Ano Que Promete

FourFiveSeconds
Rihanna, Kanye West & Paul McCartney


O que esperar de 2015 quando se trata do mundo da música? Apesar de já estarmos no segundo mês do ano, ainda parece um pouco cedo para dar qualquer previsão mais concreta, pois tem muito coisa interessante para acontecer desde o retorno de grandes nomes, a consolidação de novos nomes e, claro, o surgimento de novos artistas. Todavia, o começo do ano já teve algumas surpresas que vão deixar uma marca para o futuro.

FourFiveSeconds é a parceria entre a Rihanna, Kanye West e a lenda Paul McCartney (para quem não sabe, Paul é aquele integrante daquela banda que quase não fez sucesso algumas décadas atrás chamada Beatles kkkkkkk). A união desses três nomes causa certo frenesi, pois são artistas com estilos e imagens bem diferentes, apesar de West e Rihanna já terem trabalho juntos algumas vezes. Só que se a gente olhar em perspectiva podemos notar que não é a primeira que Paul faz uma parceria tão inusitada: no começo dos anos oitenta ele já tinha feito parceira com Stevie Wonder ("Ebony and Ivory") e Michael Jackson ("The Girl is Mine" e "Say Say Say"). Só que isso foi a mais de trinta anos atrás e o mundo deu várias voltas colocando o cenário musical em uma configuração bem diferente. Eu poderia até tecer mais comentário sobre isso, se caso achasse que fosse realmente importante para o resultado de FourFiveSeconds. Isso porque, não importa o que se diga, a canção é realmente boa.

Provavelmente sendo lançada como primeiro single do novo álbum da Rihanna, FourFiveSeconds é uma mudança drástica na sonoridade da cantora: saí do pop/eletrônico/EDM dos seus últimos trabalhos e entra uma mistura inusitada de pop/folk/R&B . Ótima escolha para ajudar a reinventar a cantora que vinha demonstrando que tinha perdido força artística com músicas como Right Now, Pour It Up, Jump What Now (todas dos seu último álbum Unapologetic). A produção quase minimalista com acréscimo de poucos instrumentos usando de base os acordes de violão em estilo acústico tocado por Paul dá a atmosfera perfeita para que FourFiveSeconds seja uma canção sólida, diferente do que toca no mainstream e ao mesmo tempo viciante. A composição da canção segue o mesmo estilo em que o menos é mais, mas, felizmente, o teor pessoal e confessional sobre estar a um passo de "estourar" cria um laço com o público que se reconhece na letra. RiRi entrega uma performance vocal crua e madura conseguindo se adequar ao estilo da canção. Sem prejudicar a canção a presença de Kanye usando a sua faceta de cantor é questionável já que ele não é cantor e usa do auto-tune na canção. Quem sabe não seria legal ver o próprio Paul cantando? De qualquer forma, o lançamento de FourFiveSeconds é o primeiro acontecimento de um ano que parece que promete. Aguardemos.
nota: 8

10 de setembro de 2013

Cadê Minha RiRi?

Right Now (Feat. David Guetta)
Rihanna

Para quem acompanha o blog há algum tempo sabe o quanto crédito dei para a Rihanna nas fases Rated R e Loud. Então, acho que posso perguntar: cadê a minha RiRi daquela época? Já que essa cantora que faz uma canção tão normal como Right Now não lembra em nada aquela cantora dos hits Only Girl (In The World) e Don't Stop The Music.

Co-produzida pelo DJ David Guetta e pelo duo StarGate, a canção tem como ponto alto a boa performance da cantora que ainda sabe segurar um batidão de maneira exemplar. Contudo, a produção erra ao fazer de Right Now mais um batidão eletropop que se encaixa perfeitamente na definição "mais do mesmo". Sem nenhuma criatividade a produção ainda conta com uma composição tão batida quanto chão de estábulo em jokey club. Alguém sabe onde foi parar a minha RiRi? Se souber, avisem, por favor!
nota: 4,5

11 de fevereiro de 2013

2 por 1 - Rihanna

Stay (Feat. Mikky Ekko)
Pour It Up
Rihanna 


Querida Rihanna não sei o que é pior: você voltar para Chris Brown, o boato que você deu uns pegas no Justin Bieber, você ter gravado Stay ou ter lançado a canção como música.

Satay é uma baladinha extremamente chata que se arrasta por quatro minutos quase intermináveis. Rihanna não está mal, mas sua presença aqui é de uma falta de sal sem tamanho. E nem me venham dizer que é um trabalho mais simples e emocional pois pode-se fazer isso com uma performance muito mais viva e poderosa. O produtor/autor/artista featuring Mikky Ekko é o grande responsável por esse desastre: letra fraca, produção chatíssima e vocais frios. Em resumo: o pior single da Rihanna até hoje.

Um pouco melhor, mas nem tanto está Pour It Up. Lembrando aquela RiRi "vida louca" de Rated R, a canção até uma boa ideia com um arranjo, mesmo que fraco, mais dark e urban. Pela que tudo é jogado fora com a falta de refinamento da produção. A composição também não ajuda chegando a quase ser "vergonhosa" devido ao tema escolhido: como a Rihanna é rica. Além disso, Rihanna entrou em um automatico ruim que a canção parece que poderia ter sido cantada por qualquer cantora que nem faria diferença. Que fase ruim de criatividade em RiRi?

nota
Stay: 4
Pour It Up: 5,5

26 de setembro de 2012

Olha Nóis Aqui Travez!

Diamonds
Rihanna

Como disse antes, Rihanna acaba de lançar o novo single do seu próximo álbum. Como ela lança música igual ninhada de coelho, vou já fazer a resenha para que nossas vidas possam seguir em frente como se não houvesse acontecido nada demais. Por favor, finja que essa introdução é bem maior falando sobre a "safadeza" da RiRi em lançar um caminhão de singles todo o mês, pois eu não estou com saco para isso. Agradecido.

Diamonds não me causa a boa impressão igual aos primeiros singles dos dois álbuns anteriores à Talk That Talk (Only Girl (In The World) e Russian Roulette), mas também não fiquei decepcionado como em We Found Love. Com produção de Benny Benasse, a melhor coisa da canção é que RiRi volta para um pop mais "conservador" sem recorrer a batidas tecno graças a co-produção da dupla Stargate que só agora me toquei que não é "uma" pessoa, mas uma dupla de produtores/compositores formado por Tor Erik Hermansen e Mikkel Storleer Eriksen. Deles a canção ganha uma pegada bem mais classuda com um toque dark. A composição é até boa, mas é quase uma continuação temática de We Found Love. Além de não ter um refrão "catchy" coisa comum nas canções de RiRi. Além disso, a frase de impacto "shine bright like a diamond" repetida várias vezes com uma voz alterada de RiRi é irritante em certos momentos enquanto a própria cantora faz uma performance normal e quase sem brilho se não fosse por um tom mais grave que ela usa para cantar que difere do que ela costuma fazer. Enfim, é basicamente é isso. Provavelmente semana que vem voltamos para falar de novo de um novo single dela. Então, fiquem ligados amiguinhos!
nota: 7

23 de setembro de 2012

E Quando Você Acha Que Acabou, Ainda Tem Mais E Mais Um Pouco

Cockiness (Love It) [Remix] (feat. A$AP Rocky)
Rihanna

Acho que toda vez que a Katy Perry, Nicki Minaj, Beyoncé ou a Rihanna lança um novo single um anjo ganha seu par de asas. Só esse pacto explica o real motivo para tantas músicas serem lançadas. E para a dona RiRi a coisa acabou de subir em um novo nível. No começo desse mês ela lançou a versão remix da canção Cockiness (Love It) como sexto single do álbum Talk That Talk e na semana que vêm ela já vai lançar o primeiro (!!!!!!!) single do seu novo (!!!!!!!!!!) álbum. Nem um ano ainda deu de lançamento ela já vai lançar um novo CD. Antes de ouvirmos Diomonds, vamos à Cockiness (Love It).

Para começar esse titulo de remix é uma safadeza bem grande já que de remix não tem nada. Pegaram a canção original e apenas colocaram um verso do rapper ainda desconhecido A$AP Rocky é só. A batida R&B/hip hop com uma pegada mais urbana com dubstep. A pegada mais crua do arranjo é bem utilizada pelo produtor Bangladesh dando uma cara diferente do resto do álbum. Contudo, apesar da ótima estrutura na distribuição da composição, a mesma peca pelo alto teor sexual. Resumindo: Rihanna quer sexo e só isso. Nessa versão "remix" o rap é completamente dispensável e não agrega nada para a canção. Nada mesmo. A canção se sair melhor na versão original. Em breve teremos outro encontro com dona RiRi para vermos para onde ela vai com sua carreira. Só queria saber uma coisa: qual vai ser o tema da resenha do próximo single? As ideias estão esgotando e não posso falar da mesma coisa todo post. Daqui a pouco só vai ter o nome da música, a capa do single e a nota.
nota
Cockiness (Love It) [Original]: 7
Cockiness (Love It) [Remix]: 6,5