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27 de dezembro de 2020

A Genial

Shameika
Fiona Apple

Irei escrever sobre o Grammy em uma postagem separada, mas é necessário dizer que ver Fiona Apple indicada apenas em três categorias nichadas com o seu genial Fetch the Bolt Cutters é uma ofensa imperdoável. Ainda mais quando a cantora é dona da melhor música de 2020 com a incomparável Shameika. 

Tentar definir de forma concisa qual a sonoridade de Shameika é tão complicado quanto definir o próprio álbum que a música saiu. E a canção é de longe a mais acessível de todo álbum. Tentando achar algumas palavras para classificá-la  seria um indie jazz/rock alternativo com pinceladas fortes e marcantes de experimental e acid jazz. E mesmo assim parece faltar algo que consiga expressar toda a grandiosidade e genialidade por trás da espetacular, complexa e poderosa construção instrumental que vai colocando camadas por cima de camadas e que transforma Shameika em um verdadeiro desbunde sonoro. Liricamente, a canção é que apresenta a composição que mais chamou a minha atenção ao ser um trabalho ácido, divertido e sincero sobre o bullying quando criança e como a ajuda de uma desconhecida chamada Shameika a ajudou Fiona perceber o seu talento. E, queridos leitores, assim como uma Nostradamus moderna, Shameika acertou em cheio em sacramentar que Fiona Apple tinha potencial. 
nota: 9,5



1 de julho de 2012

Quero Ser Fiona Apple

Every Single Night
Fiona Apple

Vocês já viram Quero Ser John Malkovich? Então, o primeiro single do álbum de Fiona Apple, Every Single Night, é mais ou menos assim: confuso, difícil, magistral e genial.

Every Single Night é uma pérola de genialidade com uma construção de arranjo quase transcendental. Minimalista na delicada, mas acachapante na escolha de instrumentos que não apenas valorizam atmosfera intimista da canção. É muito difícil tentar classificar em que estilo o single se encaixa. Então, posso afirmar que música realmente boa não precisa de classificação. Fiona caminha em uma montanha-russa em uma interpretação memorável onde o ponto alto é quando ela aumenta o tom e dá um toque "indígena" para a canção no final do refrão. Composição de alto nível que escancara um coração ferido, mas bem diferente de clichês clássicos. Eu não queria ser exatamente a Fiona, mas queria entrar na mente dela para ver como ela cria canções como essa. Assim como em Quero Ser John Malkovich.
nota: 9