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8 de abril de 2022

Bang Bang Indie Pop

Head on Fire
Head on Fire (feat. King Princess & MØ)
Griff & Sigrid

De tempos em tempos, o universo conspirar para que o mundo pop entregue o seu novo momento de Bang Bang em que dois ou mais cantora pop irão se unir para tentar unir todas as tribos em apenas uma canção. Dessa vez, a escolhida foi a canção Head on Fire que consegue unir quatro estrelas do indie pop de apenas uma vez: King Princess, MØ, Griff e Sigrid.

Na verdade, a canção original é uma parceria das duas últimas citadas anteriormente, ganhando uma versão “remix” com a presença das duas primeira. Ao contrário de canções recentes que seguem esse modelo de “remix que não é remix”, a versão com as quatro cantoras é melhor que a verão original. E isso é um feito extraordinário, pois apenas a canção base já seria um presente especial para o público. Head on Fire é uma envolvente, contagiante e suculenta mistura de indie pop, pop rock e dance-pop que funciona perfeitamente do começo ao fim. Na verdade, a canção é o tipo de trabalho que a gente não escute frequentemente, pois apresenta uma estrutura bem tradicional com um instrumental encorpado. Outro ponto de destaque é a sua espetacular composição. Apesar de temática ótima ao falar sobre a obsessão que gera ao se apaixonar, o destaque da letra são as escolhas líricas inteligentes e maduras que entregam um refrão simplesmente perfeito. Todavia, a canção realmente estoura de fato com as presenças adicionais das cantoras King Princess e MØ. Além da química original da Sigrid e a Griff, a presença das convidas adicionam para uma força impressionante e novas camadas de personalidades, transformando o que já era boa em um acontecimento. Uma pena que devido ao escopo de alcance de público das cantoras, Head on Fire não será um sucesso comercial, mas, sim, uma pérola dentro do mundo pop.
notas
original: 8
remix: 8,5



28 de fevereiro de 2021

New Faces Apresenta: Griff

Black Hole
Griff

Dar espeço para que as mais diversas vozes possam ter espaço dentro da música é algo que precisa ser algo incorporado de forma rotineira. Não estou falando apenas de estilos/gêneros diferentes e, sim, de pessoas completamente diferentes que o mainstream sempre empurrou ao longo dos anos. E é por isso que ouvir músicas de pessoas de diferentes origens é algo importante e necessário. Esse é o caso de Black Hole da novata Griff.

Britânica de nascimento com pai jamaicano e mãe chinesa, Sarah Faith Griffiths, nome de nascimento da cantora, é o tipo de artista que provavelmente não teria voz alguns anos atrás devido a ser simplesmente quem é. A possibilidade e o espalho que a jovem tem, apesar de não ter sido descoberta pelo grande público, é algo que precisa ser elogiável, pois ajuda a jogar luz para aqueles que não se encaixam em um padrão. Claro, talento é a peça chave para um espaço que valha a pena ser usado, mas apenas da cantora estar ocupando esse lugar é de uma importância ímpar. Felizmente, a cantora também é talentosa, pois Black Hole é o tipo de canção que poderia ser melhor, mas mostra pinceladas de talento nato.

Black Hole é uma dark pop misturado com synth-pop que pode não ser a descoberta de uma nova galáxia, mas apresenta personalidade para ter força suficiente para dar para a cantora verdadeira alcunha de promessa. Acredito que o problema da canção seja trabalhar em um minimalismo sonoro que parece ser puxado pela sonoridade de artistas contemporâneas. Essa decisão tira um pouco da explosão que Black Hole poderia ter, mas isso não tira o fato da canção ter um delicioso toque original na sua construção. Além disso, vocalmente Griff é dona de uma voz bem interessante que segura bem o rojão que apenas precisa achar uma canção que dê uma base mais complexa para trabalhar. De qualquer forma, Griff é a prova que, aos poucos, as coisas estão melhorando para que todos possam ter a sua voz ouvida.
nota: 7