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13 de julho de 2025

Docinha

Jellyfish
Sigrid


Sumida há algum tempo, Sigrid está de volta com o lançamento da simpática Jellyfish.

Apesar de menos inspirada do que alguns de seus melhores lançamentos, a canção é uma doce, delicada e encantadora mistura de pop rock e indie pop, com pinceladas de drum and bass que adicionam um toque criativo e interessante à sua construção. Jellyfish não é uma música que nos conquista de imediato com sua aura, mas, felizmente, possui carisma de sobra — graças, especialmente, à performance solar e cativante de Sigrid, que entoa a faixa com uma beleza simples e iluminada. Uma canção menor, mas que ainda carrega a bela marca da cantora.
nota: 7,5

21 de junho de 2022

Gostinho Bom de Naftalina

Bad Life
Sigrid & Bring Me The Horizon

De tempos em tempos surge uma canção que remete a uma sensação/sentimento tão especifico de nostalgia que fica até difícil não gostar do resultado final mesmo não sendo o melhor. Esse é o caso da Bad Life da Sigrid em parceria com a banda Bring Me The Horizon.

Ao ouvir a canção pela primeira vez lembrei exatamente dos temas da finada Malhação no começo dos anos dois mil: uma balada pop rock redondinho com influencia do pop/emo. A produção não adiciona nada excitante na construção do arranjo bem manjado, mas é muito bem feita e com um instrumental sólido. A composição sobre lidar com nossos problemas mentais e emocionais é cliché ao extremo e, ao mesmo tempo, reconfortante e bem escrita. O ponto alto de Bad Life são os vocais de Sigrid e a boa química com o vocalista Oliver Sykes. A canção seria facilmente um imenso sucesso há uns vinte anos atrás, terminando apenas sendo uma boa nostalgia nova.
nota: 7

8 de abril de 2022

Bang Bang Indie Pop

Head on Fire
Head on Fire (feat. King Princess & MØ)
Griff & Sigrid

De tempos em tempos, o universo conspirar para que o mundo pop entregue o seu novo momento de Bang Bang em que dois ou mais cantora pop irão se unir para tentar unir todas as tribos em apenas uma canção. Dessa vez, a escolhida foi a canção Head on Fire que consegue unir quatro estrelas do indie pop de apenas uma vez: King Princess, MØ, Griff e Sigrid.

Na verdade, a canção original é uma parceria das duas últimas citadas anteriormente, ganhando uma versão “remix” com a presença das duas primeira. Ao contrário de canções recentes que seguem esse modelo de “remix que não é remix”, a versão com as quatro cantoras é melhor que a verão original. E isso é um feito extraordinário, pois apenas a canção base já seria um presente especial para o público. Head on Fire é uma envolvente, contagiante e suculenta mistura de indie pop, pop rock e dance-pop que funciona perfeitamente do começo ao fim. Na verdade, a canção é o tipo de trabalho que a gente não escute frequentemente, pois apresenta uma estrutura bem tradicional com um instrumental encorpado. Outro ponto de destaque é a sua espetacular composição. Apesar de temática ótima ao falar sobre a obsessão que gera ao se apaixonar, o destaque da letra são as escolhas líricas inteligentes e maduras que entregam um refrão simplesmente perfeito. Todavia, a canção realmente estoura de fato com as presenças adicionais das cantoras King Princess e MØ. Além da química original da Sigrid e a Griff, a presença das convidas adicionam para uma força impressionante e novas camadas de personalidades, transformando o que já era boa em um acontecimento. Uma pena que devido ao escopo de alcance de público das cantoras, Head on Fire não será um sucesso comercial, mas, sim, uma pérola dentro do mundo pop.
notas
original: 8
remix: 8,5



15 de março de 2022

Life on Mars

It Gets Dark
Sigrid


O pop é o gênero mais democrático que existe, pois consegue buscar inspiração nas mais diversas fontes. Em It Gets Dark, a cantora Sigrid volta seus olhos para o David Bowie ao se inspirar no clássico Life on Mars para construir uma adorável surpresa.

Uma balada mid-tempo electropop/pop rock, It Gets Dark apresenta uma construção encorpada, criativa e edificante que sai de qualquer lugar comum para entregar uma canção realmente inspirada. Com uma produção cuidadosa que cria um instrumental muito bem articulado, a canção apresenta a mesma vibe de sonoridade da canção de Bowie ao ir crescendo para poder explodir ao longo da sua construção. Todavia, o que realmente liga as canções é a sua composição que usa metáforas sobre o espaço para construir a sua metáfora. Obviamente, It Gets Dark não tem a mesma genialidade de Life on Mars, mas Sigrid entrega uma letra inteligente, forte e de uma beleza simples e rara. Pode até ser coincidência e que esteja errado que a canção tenha essa influência, mas o fato é que o resultado final mostra a originalidade de Sigrid.
nota: 8

9 de julho de 2021

Uma Chance Para Sigrid

Mirror
Sigrid


Existem tantos artistas pop que conseguem ganhar destaque pelas fendas da indústria fonográfica que fica quase impossível acompanhar. E um desses exemplos é da norueguesa Sigrid, mas, felizmente, o ótimo single Mirror vem para sanar esse grave erro.

Sabe aquele tipo de canção que a gente não dá nada, mas depois de ouvir parece que era aquilo que a gente precisava? Então, Mirror se encaixa perfeitamente nessa descrição. Uma dance-pop/electropop com toques de pop rock e disco que conquista no instante que a gente percebe as inteligentes nuances e, especialmente, a deliciosa batida. A produção acerta na mosca ao dar para a canção a exata dose de estética comercial e as quebras de expectativas para fazer o resultado final se destacar. Suculenta, divertida e envolvente como poucas canções pop que estão fazendo sucesso dentro do mainstream, Mirror ainda conta com a descolada e elegante performance da Sigrid como ancora mestra. O único erro é o final abrupto da canção, mas isso não impede a canção ser o perfeito veiculo para quem quer descobrir uma nova joia do pop.
nota: 7,5