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9 de junho de 2020

Pequenos Mimos

Nothing Left but Family (feat. Nile Rodgers)
Rebecca Ferguson

Família é uma instituição que desperta um turbilhão de emoções que pode ir do amor extremo até uma raiva enraizada. E, apesar disso, a família (de sangue ou de coração) ainda é uma das pilastras das nossas vidas. Esse é o mote da aconchegante Nothing Left but Family da Rebecca Ferguson.

Assim como no seu single de maior sucesso Nothing's Real But Love, Nothing Left but Family é uma exaltação ao amor. Dessa vez, porém, de um amor que reside nas interações familiares. Narrando cenas de um dia normal entre deveres como ir fazer compra ou levar os filhos na escola, Rebecca entrega uma suculenta e vintage soul/R&B com a guitarra marcante da landa Nile Rodgers. A canção poderia ter uma produção mais refinada para dar para a poderosa e aveludada voz da britânica uma base mais inspirada, mas isso não apaga a terna e bem vinda mensagem sobre as pequenas delícias familiares.
nota 7,5

14 de setembro de 2016

Pequenos Detalhes

Bones
Rebecca Ferguson

O que faz da inglesa Rebecca Ferguson uma das melhores cantoras que você provavelmente não deve conhecer da atualidade? O single Bones colocar uma luz sobre essa pergunta.

Primeiro single do seu quarto álbum intitulado Superwoman, a canção é uma regravação de um trabalho da cantora neozelandesa Ginny Blackmore que foi de uma baladinha pop/pop indie para um classudo R&B/soul com uma atmosfera grandiosidade e dramática. A transformação ajuda a dar uma personalidade mais interessante para canção, ajudado muito pelos ótimos vocais de Rebecca que parece não precisar fazer nenhum esforço para passar toda a emoção necessita com a sua composição sobre ser deixado de lado por quem se ama. O problema, porém, é que a letra soa complicada demais e parece não se encaixar com o ritmo da música, mesmo na versão original. Felizmente, a presença de Rebecca e todas as nuances que ela dá para a difícil composição são esses pequenos detalhes que fazem o diferença.
nota: 7

6 de janeiro de 2014

O Poder de Seguir em Frente

I Hope
Rebecca Ferguson


Desapegar deveria ser a palavra de ordem quando queremos esquecer alguém que nos machucou. E isso que prega I Hope, o primeiro single do álbum Freedom da Rebecca Ferguson.

A canção parte da ideia que para seguir em frente é preciso esquecer, perdoar e desejar apenas o melhor para quem lhe fez mal. Uma ideia até de certa maneira simples, mas que na realidade é mais difícil que parece. Porém, a bela composição faz tudo parece fácil e descomplicado de uma maneira cativante. A batida é bem mais forte e cadenciada que se pode esperar para embalar uma composição tão sentimental como essa, mas a produção acerta na elaboração da sonoridade criando um belo exemplar de pop soul. Além disso, Rebecca está perfeita ao entregar uma performance arrebatadora. E no final, seguir em frente é apenas mais um estagio de crescer.
nota: 8

28 de dezembro de 2012

A Garota Que Nem Precisou Vencer

Backtrack
Rebecca Ferguson

Se tiver uma regra que vem se aplicando nos últimos anos para realities musicais são que na maioria das vezes quem ganha não é o melhor. E mais: quem faz mais sucesso na carreira pós-reality são os "perdedores". Vejamos o caso a sétima edição do The X Factor UK: apenas um artista do top 4 não conseguiu deslanchar a carreira e esse foi o vencedor Matt Cardle. Enquanto, a vice-campeã Rebecca Ferguson, o terceiro colocado One Direction e a quarta colocada Cher Lloyd conseguiram (de maneiras diferentes) ultrapassar as barreiras da Inglaterra e conquistaram sucesso e reconhecimento internacional.  Começo falando daquela que deveria ter ganhado.

Rebecca Ferguson provou que existe vida "talentosa" após participar de um reality. O seu álbum de estreia Heaven é considerado por boa parte da critica não apenas sendo o melhor para um ex-participante de reality musical, mas como um excelente trabalho. Com uma acolhida bem afetuosa nos Estados Unidos, Rebecca lançou uma versão deluxe para o seu álbum e como primeiro single foi lançada a canção Backtrack.

O que mais prova o talento de Rebecca é que a canção nem é tão boa assim como o resto do álbum, mas é bem acima da média. Co-escrita pela própria ao lado de Eg White, a canção mostra uma cantora elegante na maneira de se expressar que remete à grandes divas do soul. Sua voz é uma soprada de frescor no meio de tanta coisa pasteurizadas. O lado ruim da canção pop soul é que sua produção entrega um arranjo correto, mas que não mostra a força necessária para fechar a canção com chave de ouro. Já trabalhando no segundo álbum é esperar para conferir a continuação do belo trabalho de Rebecca e que venham mais delas nos próximos anos.
nota: 7

16 de agosto de 2012

2 Por 1 - Rebecca Ferguson

Too Good to Lose
Glitter & Gold
Rebecca Ferguson

Quando eu falei da cantora britânica Rebecca Ferguson no, agora, longíncuo final de 2011 não poderia esperar que o seu álbum Heaven fosse tão bem recebido quando chegasse nos Estados Unidos. Mesmo sem fazer sucesso comercial, o trabalho foi muito bem elogiado pelos críticos americanos fazendo o álbum ganhar uma média de 84 no site Metacritic. E devo admitir que o álbum merece todo o reconhecimento.

Segundo single do álbum, a desprentensiosa Too Good to Lose é deliciosa. Seguindo um caminho bem mais agitado que o single anterior Nothing's Real But Love mostrando a versatilidade sonora dos vocais de uma inspirada Rebecca. Produzido por Eg White, a canção ganha um clima de setentista com a deliciosa batida que busca uma sonoridade mais R&B misturado com blues. A simples e inteligente declaração de amor dá uma leveza preciosa para a canção.

Buscando uma atmosfera mais séria está o terceiro single Glitter & Gold. A composição fala das escolhas erradas que fazemos e o preço que pagamos por elas. A cantora mostra um lado mais "frio" em relação aos outros singles mais românticos, mas sem perder certa delicadeza. A voz de Rebecca, mesmo sem ser uma performance genial, é um bálsamo para os ouvidos cheia de vitalidade. Quem sabe não há tempo de descobrir Rebecca Ferguson e ela se tornar um sucesso de verdade? Antes tarde...
nota
Too Good to Lose: 8
Glitter & Gold: 8

26 de dezembro de 2011

New Faces Cap.VIII

Nothing's Real But Love
Rebecca Ferguson

Ontem terminou a primeira temporada e enquanto esperamos o desenrolar da carreira da vencedora Melanie Amaro, vamos dar uma olhada no que vem do original. Rebecca Ferguson foi a segunda colocada da sétima temporada do The X Factor UK. Como qualquer não vencedora desse tipo de programa, ela estava condenada ao um rápido sucesso e depois cair no esquecimento depois de algum tempo. Porém, Rebecca pode não ter esse mesmo destino. Tudo isso devido ao seu álbum de estréia, Heaven. Um trabalho primoroso digno de aplausos de todo a critica e que eu posso afirmar que é o melhor de uma ex-participante desse tipo de reality. Como primeiro single foi lançado a canção Nothing's Real But Love.

Ainda não tive chance de conhecer ela no The X Factor, mas em  Nothing's Real But Love ela entrega uma performance acachapante. Lembrando uma versão mais pop de Macy Gray, mas não menos soul, graciosa e bela. Poderia cair muito no clichê, mas Rebecca parece consciente do instrumento que tem. Cada momento de Nothing's Real But Love é valorizado pela graça e força que ela dá canção. A produção a cargo de Eg White (que trabalhou com Adele e Duffy) dá uma atmosfera meio acústica no começo da canção explodindo em uma poderosa construção sólida com a introdução de uma contagiante banda de apoio que apenas multiplica a qualidade de Nothing's Real But Love. Letra cheia de alma e um sentimentalismo de um refinamento que quase não se vê hoje em dia. Rebecca pode até não continuar o sucesso (tomara que sim), mas ela comprova que na maioria das vezes nesses programas nem sempre é o melhor.
nota: 8,5