18 de setembro de 2011

2 por 1 - Drake

Headlines
Marvins Room
Drake

Poucos artistas nos últimos tempos conseguiram um reconhecimento tão rápido entre os grandes do ramo como está acontecendo com o rapper canadense Drake. Depois de anos trabalhando como ator no Canadá e fazendo mixtape, ele foi descoberto pelo Lil' Wayne e começou a sua carreira meteórica apenas no ano passado com o lançamento do seu primeiro álbum, Thank Me Later. Além do ótimo recebimento pela critica, ele conseguiu trabalhar com nomes Jay-Z, Alicia Keys, T.I. e o próprio mentor Wayne. Além disso, o álbum vendeu muito bem (cerca de 1,5 milhões) e todos os singles foram bem nas paradas. Ainda esse ano ele vai lançar o segundo álbum intitulado como Take Care e já conta com uma participação que vale uma tonelada: Stevie Wonder. Sem contar os rumores de gente como The Neptunes, Justin Timberlake e Florence and The Machine(!!!!!!!!). Para a promoção do álbum, Drake já lançou dois singles.

O single oficial é a canção Headlines. A música mostra a evolução de Drake como compositor, mas também que precisa crescer como rapper.

Falando sobre as dificuldades que ele vem passado sobre a fala repentina, Drake se mostra maduro e preciso nos dois versos principais. Sabe dosar rimas, usar a cultura pop a seu fazer e ser coeso e sincero. Sua falta de "taco" para produção faz com que Headlines perca o brilho no arranjo. Mais cru na batida, a canção falta brilho para empolgar como um bom "old school" hip hop. E isso afeta na sua performance que carece de mais direção e empolgação.

No single promocional, Marvins Room mostra seu verdadeiro potencial.

A música é um mistura primorosa de R&B, rap e um pouco de pop com Drake fazendo uma performance contida, inspirada e completamente diferente e original. Na primeira parte da música, Drake dá uma de cantor e "canta" os primeiros versos da canção. Claro, que ele não é o melhor cantor do mundo, mas a honestidade da performance garante um bom regular. O que garante a qualidade da música é a sua produção avassaladora. Uma batida forte, mas crua em sua construção fazendo uma viagem primorosa em tantas nuances tão pequenas e texturas que coloca como uma das melhores produções do ano. Outro ponto forte é a composição onde Drake conversa ao telefone tentando recuperar a amada que já está com outro cara. Direta e sensacionalmente bem elaborada terminando com Drake fazendo rap na vez de um possível featuring que poderia ser muito bem desnecessário e prejudicar a canção. Um fato: o título da canção foi em homenagem ao estúdio onde a música foi gravada e que pertenceu ao cantor Marvin Gaye. Espero que o Drake continue gravando as suas música no mesmo lugar para conseguir os mesmo resultados. Se não que pelo menos continue no mesmo nível.
nota

Headlines: 6
Marvins Room: 8

Pé na Bunda

Baggage Claim
Miranda Lambert

Existe uma sensação melhor que dar aquele pé na bunda naquela pessoa que arrastou sua vida para a lama mesmo depois de você dar tudo de si? Você amou, cuidou e perdoou tantas vezes que já perdeu a conta, mas a ou a infeliz pisou, humilhou e destroçou seu coração. Mesmo assim ela ainda não se tocou. Então, você já de saco cheio decide fazer o que deve ser feito: mandar ele (a) pastar. Esse é o "plot" da canção Baggage Claim da cantora country Miranda Lambert.

Escolhido como primeiro single do próximo álbum dela intitulado Four the Record, a canção conta, por meio de metáforas, o pé na bunda que Miranda está dando no namorado. Cansada de ser a segunda mãe do sujeito, ela dá a "loca" e manda ele pegas suas bagagens e se mandar. A bagagem em questão é tanto a física quanto a emocional. Divertida e sucinta a composição é muito bem escrita e lembra grandes sucessos como o mesmo tema. Numa pegada mais country rock com um bom solo de guitarra, Miranda segura a canção mesmo não sendo uma cantora com uma grande voz, mas com personalidade suficiente para a gente sentir a vontade de dar o pé na bunda. E no final é isso que precisa para fazer uma boa música.
nota: 8

17 de setembro de 2011

Alternativo

Pumped Up Kicks
Foster the People

Ser considerado alternativo no meio da música é quase sinônimo de não fazer sucesso, pelo menos perante o grande público. Às vezes, um artista consegue "furar" essa bolha e chega ao topo das paradas de sucesso entre os grandes nomes da música. Quem está preenchendo essa vaga esse ano é a banda Foster the People.

Formado pelos músicos Mark Foster, Mark Pontius e Cubbie Fink, o Foster the People mistura rock indie com pop indie com indie eletrônico. Resumindo, um sambão indie. Com boas criticas ao álbum de estréia Torches, a banda ganhou popularidade nos últimos messes com o destaque que a canção Pumped Up Kicks vem ganhando no iTunes. O sucesso está sendo tanto que a canção conseguiu o feito de chegar ao número 3 da Billboard.

Pumped Up Kicks, obviamente, não é uma canção comercial. Estranha, com uma vibe meio depressiva, arranjo intimista que busca uma pegada dançante, mas sem ser fácil de degustar. O bom entendimento da mensagem dark e adulta da letra que a produção dá ao arranjo é o seu grande destaque. Um belo trabalho de instrumentalização. Pena que os vocais são tão indie que deixa a música em um cordão de isolamento entre ela e quem escuta. Ela é bem forte, mas talvez seja esse o seu grande atrativo. Ou as pessoas estão buscando novos sons. Ou elas não tinham nada melhor para ouvir. Ou só Deus sabe o motivo. De qualquer maneira, Pumped Up Kicks é a canção alternativa do ano.
nita: 7

Garoa

Champagne Showers (feat. Natalia Kills)
LMFAO

Nem sempre o mais difícil é emplacar um hit, e sim, emplacar o segundo. Depois do sucesso de Party Rock Anthem, a dupla LMFAO viu o segundo single do álbum Sorry For Party Rocking não ter um décimo do sucesso conquistado por seu antecessor.

A canção Champagne Showers continua mostrando que o forte da dupla é o eletropop, pena que dessa vez a "chuverada" que se promete parece apenas uma garoa bem fininha. A batida é bem elaborada, mas não convence. Repetida e sem sabor. Assim como a letra comum e sem um refrão pegajoso. Nisso tudo Natalia Kills sobra na música sem nenhuma personalidade que ao mesmo é compensada pelo bom trabalho do LMFAO que carrega a música com um pouco de personalidade. E se os dois pereceram na maldição do segundo single, eles conseguiram se salvar com o terceiro?
nota: 6

16 de setembro de 2011

A Última Dose

Cheers (Drink to That)
Rihanna

Sétimo. Esse é numeral correspondente ao novo single da Rihanna. Depois de ver Man Down e California King Bed floparem, mesmo sendo as melhores músicas de Loud, RiRi (leia-se a gravadora) lançou a canção que restou mais comercial possível para colocar a cantora de novo no topo das paradas. Para isso foi "convocada" a canção Cheers (Drink to That).

O single não é ruim, pelo contrário, é bastante interessante principalmente o lado da sua produção. Cheers (Drink to That) usa como sample parte da canção I'm With You da Avril Lavigne. Usa-se uma canção lenta para criar uma dançante com toques de reggae com pop e rock. O resultado é divertido, mas bem além do que poderia se esperar. A letra de "vamos nos divertir" quase cai no lugar comum sem agregar nada ao repertório de RiRi. Apenas mais uma música de festejar no mercado. Já os vocais cheios de personalidade de Rihanna ajudam a canção ter um rumo, mesmo não sendo seu melhor trabalho. Será que agora teremos o último single para encerrar Loud ou ainda há espaço para mais uma dose?
nota: 7

14 de setembro de 2011

As Músicas Que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer

Physical
Olivia Newton-John


Compositores: Steve Kipner e Terry Shaddic
Ouvir Por Quê?: Não há como falar do pop chiclete sem falar no maior sucesso da cantora/atriz Olivia Newton-John que ajudou a definir o estilo dos anos oitenta até hoje.
Quem Já Cantou?: Entre samples, coveres, remixes temos nomes de Goldfrapp, Sophie Ellis-Bextor, Kylie Minogue e, mais recentemente, na voz da atriz Jane Lynch para o seriado Glee.
Ano: 1981

11 de setembro de 2011

A Garota do G6

In the Dark
Dev

Existe um novo nicho para os artistas que ainda não estouraram, mas estão na luta para conseguir um lugarzinho ao sol. É só preciso estar em uma música de sucesso como featuring. Nem precisa ser de um artista famoso, é só necessário que a canção seja hit. Começou com a Ke$ha em Round Round do rapper Flo Rida, e agora é a vez da cantora Dev mais conhecida como a voz feminina do sucesso Like a G6 do grupo Far East Movement.

Nascida Devin Star Tailes, a jovem de 21 anos foi descoberta via My Space pelos produtores de Like G6, a dupla The Cataracs que usou samples da canção dela Booty Bounce no sucesso do Far East Movement. Agora, aproveitando o sucesso Dev vai lançar seu primeiro álbum intitulado The Night the Sun Came Up e como primeiro single foi escolhida a música In the Dark.

A canção é no mínimo interessante. Dance pop com elementos característicos, mas que consegue adicionar algumas "reviravoltas" na construção do arranjo que dá a canção um certo ar de originalidade. O uso do sax e a batida ao longo da canção têm influência direta do europop dos anos noventa que dominavam as pistas de dança há alguns anos. Dev não tem uma voz marcante, mesmo assim é bem produzida ao evitar o uso constante de efeitos moduladores na voz em toda música colocando apenas nos momentos certos. A composição é boazinha. Nada muito diferente, porém tem a capacidade de ser sexy sem ser vulgar, o que já alguma coisa bem importante. Falta saber se a garota do G6 vai ser conhecida como ela mesma ou vai carregar esse fardo.
nota: 7

10 de setembro de 2011

Evolução

Stereo Hearts (feat. Adam Levine)
Gym Class Heroes

Desde que Love the Way You Lie estourou ano passado, uma horda de músicas com o mesmo estilo apareceram para tentar um lugarzinho nesse latifúndio chamado sucesso. Até agora nenhuma conseguiu repetir o mesmo sucesso ou chegar aos pés da qualidade da parceria do Eminem com a Rihanna. Mesmo assim a formula continua sendo repetida quase com os mesmos "fatores da equação". Mas o tempo passa e as pessoas aprendem com os erros. Ou pelo menos sabem enfeitá-los para parecerem melhores.

Depois de um hiato de quase três anos, onde nesse período o vocalista Travie McCoy lançou o álbum Lazarus e o sucesso Billionaire, o Gym Class Heroes lançou o single Stereo Hearts que faz parte do próximo CD deles The Papercut Chronicles II. O single segue a receita ao pé da letra: rap + cantor famoso no refrão + tema adulto. O que diferencia a canção é que ela dá um passo adiante na sua produção. A escolha do Adam Levine para o featuring (ele também assume a co-autoria da canção) é acertada. Dono de uma voz conhecida ele dá personalidade a canção. Coisa que não precisaria muito, já que a composição cumpre esse papel com louvor. Romântica, mas inteligente e diverte a letra é o grande atrativo da canção. A produção do arranjo é interesse não se rendendo ao clichê, mas sendo comercial ao mesmo com uma pegada mais "suingada" principalmente no refrão. Ainda não chega ser tão boa como a original, mas é o recomeço para uma tendência.
nota: 7,5