Finalmente, estamos chegando ao final dessa lista que se arrastou mais que participante latina brega no RuPaul's Drag Race! Então, clica aí que é a última vez!
10 de junho de 2013
9 de junho de 2013
Tentando Carimbar o Passaporte
How Ya Doin'? (feat. Missy Elliott)
Little Mix
Ajudadas por um certo "buzz" com o uso da canção Wings em vários programas nos Estados Unidos, a girl banda inglesa Little Mix está mirando seriamente no mercado estadunidense e, por tabela, no mercado mundial. Para tanto foi chamada a rapper Missy Elliott para dar um up no single How Ya Doin'?.
A canção que no álbum "DNA" não tinha a participação da rapper ganhou uma versão nova com algumas modificações para ser lançada, mas que graças a Deus não alterou a qualidade da canção que é uma das melhores do álbum. How Ya Doin'? é o que uma boa canção pop deve ser: divertida, despretensiosa e com uma boa produção que acerta na elaboração de uma canção comercial, mas que passa longe de cair no lugar comum. Com influência de R&B e uma pitada de anos "70, a canção é uma prima de Telephone da GaGa com sua composição sobre relacionamento com metáforas de ligações e caixas postais. A participação de Missy é bem vinda mesmo sem acrescentar nada de novo para a canção já que a performance das quatro jovens cantora é que dá o tom perfeito para o single. Será que o Little Mix vai entrar de vez no mercado ou vai ficar na alfândega?
nota: 8
Little Mix
Ajudadas por um certo "buzz" com o uso da canção Wings em vários programas nos Estados Unidos, a girl banda inglesa Little Mix está mirando seriamente no mercado estadunidense e, por tabela, no mercado mundial. Para tanto foi chamada a rapper Missy Elliott para dar um up no single How Ya Doin'?.
A canção que no álbum "DNA" não tinha a participação da rapper ganhou uma versão nova com algumas modificações para ser lançada, mas que graças a Deus não alterou a qualidade da canção que é uma das melhores do álbum. How Ya Doin'? é o que uma boa canção pop deve ser: divertida, despretensiosa e com uma boa produção que acerta na elaboração de uma canção comercial, mas que passa longe de cair no lugar comum. Com influência de R&B e uma pitada de anos "70, a canção é uma prima de Telephone da GaGa com sua composição sobre relacionamento com metáforas de ligações e caixas postais. A participação de Missy é bem vinda mesmo sem acrescentar nada de novo para a canção já que a performance das quatro jovens cantora é que dá o tom perfeito para o single. Será que o Little Mix vai entrar de vez no mercado ou vai ficar na alfândega?
nota: 8
8 de junho de 2013
Primeira Impressão
RockaByeBaby
Cassie
Nem sempre a gente pode saber sobre o real potencial de artista até ele realmente mostrar do que é capaz. E quando isso acontece pode ser uma imensa surpresa como é o caso da cantora Cassie.
A jovem lançou seu primeiro e único álbum até agora em 2006 e até ganhou algum destaque, mas nada de extraordinário. Esse ano ela lançou a boa King of Hearts como primeiro single do segundo álbum a ser lançado ainda em 2013. Mesmo dando uma boa avaliação ainda tinha minhas considerações sobre a jovem. Contudo, Cassie consegui aplacar esses meus questionamentos com o lançamento da mixtape RockaByeBaby. Normalmente, feita por rappers (para quem não sabe o que é uma mixtape, clique aqui), Cassie trouxe a luz do dia uma visão diferente e bastante interessante sobre o R&B/hip hop. E, claro, sobre a sua própria sonoridade. Com uma gama de produtores em sua maioria desconhecidos, Cassie constrói uma visão inovadora ao pegar o hip hop mais pesado mistura com R&B que ao invés de surgir algo comercial e batido o resultado é uma sonoridade refinada com grandes pitadas de uma atmosfera sombria que se mistura perfeitamente com pegadas sexies e românticas. É a desconstrução de estilos em pró da evolução musical. Assim também segue as composições que têm acabamentos estilizados e bem finalizados. Porém, o grande trunfo de RockaByeBaby é como Cassie se coloca como cantora: sem possuir uma voz de alcances altos, ela soube utilizar suas principais qualidades (o tom aveludado, por exemplo) para contrastar com as pesadas produções. Além de brincar indo de gatinha sexy até uma versão rapper. Um trabalho impressionante. Nem tudo são flores em RockaByeBaby: como a mixtape tem várias participações especiais em especial de rappers (das 13 faixas, 9 tem featuring), algumas delas não funcionam tão bem como outras. Como é uma mixtape e segue um conceito bem definido, neste caso o filme New Jack City, RockaByeBaby é um trabalho para ouvir do começo ao fim, mas eu ressalto a canção Paradise com o rapper Wiz Khalifa como a melhor da mixtape. E para vocês que acham que sucesso apenas se deve a vendas de álbuns aí vai um dado: RockaByeBaby já foi baixado mais de 500 mil vezes pelo site oficial. Mais que muitas cantoras conseguem vender por aí. Só espero que Cassie continue nesse caminho sabendo usar seu talento em prol dela mesmo.
Cassie
Nem sempre a gente pode saber sobre o real potencial de artista até ele realmente mostrar do que é capaz. E quando isso acontece pode ser uma imensa surpresa como é o caso da cantora Cassie.
A jovem lançou seu primeiro e único álbum até agora em 2006 e até ganhou algum destaque, mas nada de extraordinário. Esse ano ela lançou a boa King of Hearts como primeiro single do segundo álbum a ser lançado ainda em 2013. Mesmo dando uma boa avaliação ainda tinha minhas considerações sobre a jovem. Contudo, Cassie consegui aplacar esses meus questionamentos com o lançamento da mixtape RockaByeBaby. Normalmente, feita por rappers (para quem não sabe o que é uma mixtape, clique aqui), Cassie trouxe a luz do dia uma visão diferente e bastante interessante sobre o R&B/hip hop. E, claro, sobre a sua própria sonoridade. Com uma gama de produtores em sua maioria desconhecidos, Cassie constrói uma visão inovadora ao pegar o hip hop mais pesado mistura com R&B que ao invés de surgir algo comercial e batido o resultado é uma sonoridade refinada com grandes pitadas de uma atmosfera sombria que se mistura perfeitamente com pegadas sexies e românticas. É a desconstrução de estilos em pró da evolução musical. Assim também segue as composições que têm acabamentos estilizados e bem finalizados. Porém, o grande trunfo de RockaByeBaby é como Cassie se coloca como cantora: sem possuir uma voz de alcances altos, ela soube utilizar suas principais qualidades (o tom aveludado, por exemplo) para contrastar com as pesadas produções. Além de brincar indo de gatinha sexy até uma versão rapper. Um trabalho impressionante. Nem tudo são flores em RockaByeBaby: como a mixtape tem várias participações especiais em especial de rappers (das 13 faixas, 9 tem featuring), algumas delas não funcionam tão bem como outras. Como é uma mixtape e segue um conceito bem definido, neste caso o filme New Jack City, RockaByeBaby é um trabalho para ouvir do começo ao fim, mas eu ressalto a canção Paradise com o rapper Wiz Khalifa como a melhor da mixtape. E para vocês que acham que sucesso apenas se deve a vendas de álbuns aí vai um dado: RockaByeBaby já foi baixado mais de 500 mil vezes pelo site oficial. Mais que muitas cantoras conseguem vender por aí. Só espero que Cassie continue nesse caminho sabendo usar seu talento em prol dela mesmo.
7 de junho de 2013
Os Parceiros Errados
High School (Feat. Lil' Wayne)
Nicki Minaj
A Nicki Minaj tem um sério problema: na maioria das vezes que ela faz uma parceria com um homem, ela
erra.
Terceiro e (espero) último single de "Pink Friday Roman Reloaded The Re-Up", High School é um hip hop/R&B que poderia ter rendido muito mais. Para começar, Nicki chamou o "padrinho" Lil' Wayne para fazer mais featuring juntos. Se não bastasse a figurinha repetida, a performance de Lil' e, em menos escala, da Nicki são apenas normais. Os dois já tiverem melhores. Assim também é o composição mediana que ressalta apenas certos maneirismos do estilo. O que salva a canção é a boa produção que acerta na equlibrio entre os estilo e ainda vislumbra uma pegada mais romântica que cai até bem no final das contas. Está na hora da Nicki rever certas amizades musicais e começar buscar novos caminhos.
nota: 6
Nicki Minaj
A Nicki Minaj tem um sério problema: na maioria das vezes que ela faz uma parceria com um homem, ela
erra.
Terceiro e (espero) último single de "Pink Friday Roman Reloaded The Re-Up", High School é um hip hop/R&B que poderia ter rendido muito mais. Para começar, Nicki chamou o "padrinho" Lil' Wayne para fazer mais featuring juntos. Se não bastasse a figurinha repetida, a performance de Lil' e, em menos escala, da Nicki são apenas normais. Os dois já tiverem melhores. Assim também é o composição mediana que ressalta apenas certos maneirismos do estilo. O que salva a canção é a boa produção que acerta na equlibrio entre os estilo e ainda vislumbra uma pegada mais romântica que cai até bem no final das contas. Está na hora da Nicki rever certas amizades musicais e começar buscar novos caminhos.
nota: 6
6 de junho de 2013
O Produtor Frase
Body Party
Ciara
De uns tempos para cá comecei a ouvir em certas canções R&B/hip hop a seguinte frase "Mike WiLL Made It". Até a pouco pensei que era tipo uma espécie de carimbo para os trabalhos de um determinado produtor. Para falar a fazer também é isso, mas também é o nome do artístico do produtor Michael Williams. Sim, o cara se deu o nome de "Mike vAI Fazer". Simplesmente, ele tem o nome uma frase. Felizmente, ele é um bom produtor.
Na frete do primeiro single oficial homônimo quinto álbum da Ciara, Mike WiLL Made It faz de Body Party um bom sexy/mid-tempo R&B sabendo usar o carisma da cantora em seu favor. Ciara domina a canção sabendo utilizar sua "pequena" voz para dar o tom certo de sexualidade sem parecer vulgar. Centrada em uma batida bem delimitada e pouco convencional combina perfeitamente com a atmosfera da canção. Mesmo sem apelasse para a baixaria a composição poderia ter bem melhor aproveitada já que ela acabada certinha demais e sem a pegada que deveria ter. A única dúvida que fica é: por que o nome/frase esta no futuro, se ele já fez a música?
nota: 6,5
Ciara
De uns tempos para cá comecei a ouvir em certas canções R&B/hip hop a seguinte frase "Mike WiLL Made It". Até a pouco pensei que era tipo uma espécie de carimbo para os trabalhos de um determinado produtor. Para falar a fazer também é isso, mas também é o nome do artístico do produtor Michael Williams. Sim, o cara se deu o nome de "Mike vAI Fazer". Simplesmente, ele tem o nome uma frase. Felizmente, ele é um bom produtor.
Na frete do primeiro single oficial homônimo quinto álbum da Ciara, Mike WiLL Made It faz de Body Party um bom sexy/mid-tempo R&B sabendo usar o carisma da cantora em seu favor. Ciara domina a canção sabendo utilizar sua "pequena" voz para dar o tom certo de sexualidade sem parecer vulgar. Centrada em uma batida bem delimitada e pouco convencional combina perfeitamente com a atmosfera da canção. Mesmo sem apelasse para a baixaria a composição poderia ter bem melhor aproveitada já que ela acabada certinha demais e sem a pegada que deveria ter. A única dúvida que fica é: por que o nome/frase esta no futuro, se ele já fez a música?
nota: 6,5
4 de junho de 2013
Uma Garota de Temporadas
Brave
Sara Bareilles
A cantora Sara Bareilles é como as temporadas das séries do canal americano AMC (The Walking Dead e Mad Men): demora a ser lançado, mas sempre a espera é recompensável com um produto que é ao menos interessante.
Como primeiro single do seu próximo álbum, The Blessed Unrest, foi lançada a canção Brave. A canção tem com ponto positivo a sua intenção: Brave é sobre a a luta de um amigo pessoal de Sara em sair do armário. Mesmo pisando em terreno de autoajuda e errando em certas escolhas como a construção da "bridge", Sara ao lado de Jack Antonoff (guitarrista do fun.) acertam no tom positivo e inspirador da canção. Assim como a performance cativante de Sara que casa perfeitamente com a pegada pop adulto da canção. A produção tem pequenos deslizes ao colocar uma bateria que parece estar um tom mais alto que o resto da canção, mas funciona bem no final. Ao menos podemos contar com a Sara de tempos em tempos. Que bom.
nota: 7
Sara Bareilles
A cantora Sara Bareilles é como as temporadas das séries do canal americano AMC (The Walking Dead e Mad Men): demora a ser lançado, mas sempre a espera é recompensável com um produto que é ao menos interessante.
Como primeiro single do seu próximo álbum, The Blessed Unrest, foi lançada a canção Brave. A canção tem com ponto positivo a sua intenção: Brave é sobre a a luta de um amigo pessoal de Sara em sair do armário. Mesmo pisando em terreno de autoajuda e errando em certas escolhas como a construção da "bridge", Sara ao lado de Jack Antonoff (guitarrista do fun.) acertam no tom positivo e inspirador da canção. Assim como a performance cativante de Sara que casa perfeitamente com a pegada pop adulto da canção. A produção tem pequenos deslizes ao colocar uma bateria que parece estar um tom mais alto que o resto da canção, mas funciona bem no final. Ao menos podemos contar com a Sara de tempos em tempos. Que bom.
nota: 7
3 de junho de 2013
Passando a Limpo Madonna: Primeira Era: A Linda Garota Que Se Sente Como Uma Virgem
Hoje começo um projeto que há muito tempo estava adormecido e que finalmente vai ser "despertado". Para que não acompanha há muito tempo, o especial Passando a Limpo começo no primeiro ano do blog com a intenção de dá uma "passada a limpo" todos os singles já lançados por um artista até o momento da publicação do post. Já passaram nomes como Mariah Carey, Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Amy Winehouse, Carrie Underwood e Whitney Houston na época da sua morte. Como é um especial que geralmente demanda de muito tempo sempre tive certa preguiça de fazer e acabei meio que esquecendo de uma vontade: fazer o Passando a Limpo da Madonna. Então, revirando o baú da minha memória achei escondido essa vontade e refletindo bem resolvi realiza-lo. Então, aqui está a primeira parte do Passando a Limpo da Rainha do Pop!
1 de junho de 2013
Primeira Impressão
Annie Up
Pistol Annies
Se o "eu" de hoje pudesse voltar no tempo e falar para o "eu"de quase cinco anos atrás, quando comecei o blog, que em 2013 "eu" estaria considerando seriamente que o melhor álbum do ano pode ser um trabalho de um trio feminino de country, o "eu" de hoje iria levar uma sonora gargalhada na cara e um desprezo do tamanho da rio Amazonas. Com ou sem a viagem no tempo, isso é exatamente o que está acontecendo nesse exato momento depois de ouvir o incrível segundo álbum do trio Pistol Annies, Annie Up.
Claro, nesse momento essa possibilidade não é uma surpresa por alguns motivos: minha percepção em relação ao country cresceu muito durante esses anos, já tinha conhecido o trabalho delas com o ótimo debut de 2011 Hell On Heels e mais no começo do ano já tinha falado do genial álbum solo da integrante Ashley Monroe, Like a Rose que até agora era o melhor ano para mim. Só que a surpresa veio de qualquer maneira após ouvir Annie Up, um trabalho esplendoroso onde três artistas estão em estado de graça em todos os sentidos. Miranda Lambert, Angaleena Presley e a já citada Ashley compõem todas as faixas do álbum (algumas as três ou em duplas ou sozinhas) fazendo um trabalho genial ao pegar vários clichês que o country oferece (dor de cotovelo, paixões regadas por whiskey, bebedeiras, histórias adocicadas de amor e mais bebedeiras) e as desconstrui, colocando grandes pitadas de refinada ironia, inteligência, humor, emoção verdadeira e muito mais para depois reconstruir em letras acachapantes colocando o trio na dianteira entre os melhores songwriter da atualidade em qualquer estilo. A magistral produção do álbum é dividida em seis mãos (Frank Liddell, Chuck Ainlay e Glenn Worf) e segue um caminho bem diferente do álbum anterior que era calcado em uma sonoridade mais "old school". Em Annie Up, eles modernizam o som do trio e brincam com estilos que flertem/influenciam o country como o blues, rock e o folk de uma maneira sublime sabendo usar eles para casar com a desconstrução do estilo causado pelas composições do trio, mas o mesmo tempo criando faixas de produção e instrumentalização perfeita que louvam o country como poucos. Vocalmente, o trabalho do trio é exemplar sabendo dividir entre as entres momentos solos e em perfeita sincronia quando canta juntas. Claro, quem não gosta do estilo devido ao estilo peculiar das vozes dos artistas não vai gostar de qualquer forma do CD, mas não pode negar que é um trabalho diferente do que atual cenário musical oferece. Escolher quais são os destaques de Annie Up é quase impossível já que todo álbum é excepcional, mas vou ressaltar I Feel a Sin Comin' On que abre o CD sendo uma das melhores canções do ano ao misturar country/blues com uma pegada sensual criando uma canção simplesmente genial. Mesmo com a estranheza, eu acredito que o "eu" de cinco anos atrás depois de ouvir Annie Up concordaria comigo já que talento ultrapassa barreiras até do tempo e com certeza eu vou lembrar do álbum daqui a cinco anos.
Pistol Annies
Se o "eu" de hoje pudesse voltar no tempo e falar para o "eu"de quase cinco anos atrás, quando comecei o blog, que em 2013 "eu" estaria considerando seriamente que o melhor álbum do ano pode ser um trabalho de um trio feminino de country, o "eu" de hoje iria levar uma sonora gargalhada na cara e um desprezo do tamanho da rio Amazonas. Com ou sem a viagem no tempo, isso é exatamente o que está acontecendo nesse exato momento depois de ouvir o incrível segundo álbum do trio Pistol Annies, Annie Up.
Claro, nesse momento essa possibilidade não é uma surpresa por alguns motivos: minha percepção em relação ao country cresceu muito durante esses anos, já tinha conhecido o trabalho delas com o ótimo debut de 2011 Hell On Heels e mais no começo do ano já tinha falado do genial álbum solo da integrante Ashley Monroe, Like a Rose que até agora era o melhor ano para mim. Só que a surpresa veio de qualquer maneira após ouvir Annie Up, um trabalho esplendoroso onde três artistas estão em estado de graça em todos os sentidos. Miranda Lambert, Angaleena Presley e a já citada Ashley compõem todas as faixas do álbum (algumas as três ou em duplas ou sozinhas) fazendo um trabalho genial ao pegar vários clichês que o country oferece (dor de cotovelo, paixões regadas por whiskey, bebedeiras, histórias adocicadas de amor e mais bebedeiras) e as desconstrui, colocando grandes pitadas de refinada ironia, inteligência, humor, emoção verdadeira e muito mais para depois reconstruir em letras acachapantes colocando o trio na dianteira entre os melhores songwriter da atualidade em qualquer estilo. A magistral produção do álbum é dividida em seis mãos (Frank Liddell, Chuck Ainlay e Glenn Worf) e segue um caminho bem diferente do álbum anterior que era calcado em uma sonoridade mais "old school". Em Annie Up, eles modernizam o som do trio e brincam com estilos que flertem/influenciam o country como o blues, rock e o folk de uma maneira sublime sabendo usar eles para casar com a desconstrução do estilo causado pelas composições do trio, mas o mesmo tempo criando faixas de produção e instrumentalização perfeita que louvam o country como poucos. Vocalmente, o trabalho do trio é exemplar sabendo dividir entre as entres momentos solos e em perfeita sincronia quando canta juntas. Claro, quem não gosta do estilo devido ao estilo peculiar das vozes dos artistas não vai gostar de qualquer forma do CD, mas não pode negar que é um trabalho diferente do que atual cenário musical oferece. Escolher quais são os destaques de Annie Up é quase impossível já que todo álbum é excepcional, mas vou ressaltar I Feel a Sin Comin' On que abre o CD sendo uma das melhores canções do ano ao misturar country/blues com uma pegada sensual criando uma canção simplesmente genial. Mesmo com a estranheza, eu acredito que o "eu" de cinco anos atrás depois de ouvir Annie Up concordaria comigo já que talento ultrapassa barreiras até do tempo e com certeza eu vou lembrar do álbum daqui a cinco anos.
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