10 de setembro de 2013

Cadê Minha RiRi?

Right Now (Feat. David Guetta)
Rihanna

Para quem acompanha o blog há algum tempo sabe o quanto crédito dei para a Rihanna nas fases Rated R e Loud. Então, acho que posso perguntar: cadê a minha RiRi daquela época? Já que essa cantora que faz uma canção tão normal como Right Now não lembra em nada aquela cantora dos hits Only Girl (In The World) e Don't Stop The Music.

Co-produzida pelo DJ David Guetta e pelo duo StarGate, a canção tem como ponto alto a boa performance da cantora que ainda sabe segurar um batidão de maneira exemplar. Contudo, a produção erra ao fazer de Right Now mais um batidão eletropop que se encaixa perfeitamente na definição "mais do mesmo". Sem nenhuma criatividade a produção ainda conta com uma composição tão batida quanto chão de estábulo em jokey club. Alguém sabe onde foi parar a minha RiRi? Se souber, avisem, por favor!
nota: 4,5

9 de setembro de 2013

Primeira Impressão

Yours Truly
Ariana Grande


O ano de 2013 vai acabar se tornando o mais surpreendente desde que o blog foi criado. Quando eu penso que tudo está caminhando para um final definido vem algo novo e muda tudo dando uma guinada de 180° na minha visão. Eu sempre soube que o mundo musical, em especial o pop, é uma caixinha de surpresas, mas esse ano está tudo elevando à décima potencia. A última responsável por essa reviravolta foi a novata Ariana Grande e o seu debut Yours Truly que eu apenas posso classificar como espetacular.

A lista de elogios é longa, por isso começo com a mais importante: um imenso parabéns para quem cuida da carreira da cantora pelas decisões tomadas. Seria mais fácil, conveniente e, sejamos francos, a mais inteligente cercar a jovem estrela teen do canal Nickelodeon com os nomes mais quentes da atualidade para moldá-la da melhor maneira possível para se encaixar entre os nomes mais bombados nas paradas (leia-se aqui: transformá-la em mais uma cantora de pop/dance/eletropop farofa). Contudo, em uma manobra arriscada a cantora teve suas influências usadas como base para o começo da construção da sua sonoridade. Grande fã da Mariah Carey e do R&B dos anos noventa, Ariana foi contemplada ao ter como um dos principais produtores do álbum a lenda do R&B Babyface. Conhecido pelos megas sucessos que produziu durante os anos noventa (nomes que vão desde a Mariah e Whitney chegando até a Madonna e Eric Clapton tiveram músicas assinadas por ele) o produtor resgata aquela sonoridade R&B contemporânea daquele década para ajudar a construir um surpreendente, inspirado e cativante debut para a Ariana.

Yours Truly é uma pérola musical como poucas vezes eu pude resenhar aqui no blog. Não é um trabalho acima do mal, mas tem tantas boas qualidades que fica difícil não se apaixonar quase instantaneamente por ele e, por tabela, pela doce e talentosa Ariana Grande. Já que falei dela começo a "tempestade" de elogios falando dela: mesmo com todas as comparações verdadeiras sobre sua voz com a da Mariah é inegável o reconhecimento do grande talento da Ariana. A jovem ainda é "crua" e tem muito, mais muito caminho pela frente, mas a sua voz está acima da média das cantoras novatas e a quilômetros de suas "amigas" na mesma faixa de público como Demi, Selena e Miley. Seu tom doce contrasta com a  capacidade de alcançar notas agudíssimas como poucas. Isso fica evidenciada na linda balada com uma vibe anos cinquenta/sessenta/Motown Tattooed Heart em que Ariana entrega uma performance que merece uma salva de palmas. Comparo seu potencial no mesmo nível da Christina Aguilera quando essa começou a carreira em 1999 (antes que começam a pensar esclareço: não estou comparando vozes ou o talento entre as duas, mas, sim, que Ariana pode crescer tanto como a Aguilera ao longo dos anos. E também não acho que a novata vai ser melhor que a jurado do The Voice.) Longe de ser composto por letras geniais Yours Truly é um trabalho sólido e bem apropriado para a idade de Ariana, mas que não a infantiliza ou tenta empurrar na goela do público uma artista que tenta ser adulta a força. Um bom exemplo disso é o delicioso primeiro single The Way. Outros momentos de acerto são na lindinha e viciante Lovin' It e na boa parceria com o rapper Big Sean, Right There. Voltando a falar da produção de Right There já que esse é o grande acerto do álbum. Liderado por Babyface (também há a presença significativa do produtor Harmony Samuels), Yours Truly faz um resgate da sonoridade que dominou o R&B, principalmente o feminino, nos meados da década retrasada sem soar datado ou descaracterizar o estilo. Mais do que isso já que o álbum consegue ser moderno e ao mesmo tempo uma celebração desse R&B mais cadenciada que tem na sua construção instrumental um cuidado especial criando batidas que a partir de uma base simples é enriquecida com uma gama de sons e texturas diferentes. Além disso, outras sonoridades são acrescentadas ao álbum como soul music e pop, mas em pequenas doses nada de desfigure a sonoridade final. O álbum já começa de maneira sensacional com a magnifica Honeymoon Avenue que já demonstra todo o talento de Ariana e a qualidade da produção de Babyface. A old school com toques moderninhos Baby I (resenha a seguir) segue mantendo a qualidade bem lá em cima. Enquanto Piano "enche" de maneira primorosa o álbum, Daydreamin' mostra uma faceta mais soul e cativante dela e You'll Never Know é a mais "Mariah" de todas, mas ainda é uma faixa inspirada. Apesar de todos esse elogios, Yours Truly tem seus defeitos: a canção Popular Song com o britânico Mika (na verdade ela estava originalmente no álbum dele The Origin of Love com outra cantora) mesmo sendo boa é pop demais para o CD e a bela balada Almost Is Never Enough poderia ter um featuring mais interessante que o Nathan Sykes do The Wanted apesar de fazer um trabalho decente. Cee Lo Green seria uma escolha genial. O único erro no álbum é a canção que encerra Better Left Unsaid que do nada começa um batidão eletropop entre os versos em estilo R&B. Caso Yours Truly fosse lançado em 1996 seria o maior sucesso do ano vendendo mais de 10 milhões de cópias, mas estou realmente feliz pelo sucesso que Ariana está conseguindo, pois é completamente merecido. Que bom que ainda existe essas agradáveis surpresas!  

Back In The Day

Baby I
Ariana Grande


Uma das melhores caracteristicas do R&B feminino feito nos anos noventa era que ele não tinha apenas sucesso comercial, mas também conseguiu a aprovação da critica. Brandy, TLC, Monica, Faith Evans, Destiny's Child, Aaliyah, entre outras tiveram seus trabalhos reconhecidos e admirados se tornando influência de várias novas artistas até os dias de hoje. Essa atmosfera é perfeitamente reproduzida no segundo single de Yours Truly da Ariana Grande, a ótima Baby I.

A produção capitaneada por Babyface faz do single um excepcional R&B construido perfeitamente em torno da capacidade vocal de Ariana. Baby I tem influência de pop e um pouco de disco na medida certa para dar uma vibe mais comercial para a canção sem perder a refinada construção dada por Babyface. Ariana entrega uma performance poderosa sabendo conduzir todas as mudanças indo da doçura até os agudos mais "mariahanos". Tudo muito bem contido não extrapolando em nenhum segundo qualquer nível de bom senso. A composição é leve, romântica e se encaixa lindamente na figura de Ariana. Quem diria que voltaríamos para um tempo que parecia perdido graças a união de uma novata surpreendente e um veterano ainda em fora.
nota: 8

7 de setembro de 2013

Primeira Impressão

The Wack Album
The Lonely Island


Falei recentemente sobre álbuns que nos fazem bem. Hoje vou falar dos álbuns que são feitos apenas para a gente se divertir. Quando falo em diversão, eu quero dizer de verdade, diversão para valer. Como é o terceiro álbum do grupo The Lonely Island, o hilário The Wack Album.


The Lonely Island é um grupo de comédia americano formado por Akiva Schaffer, Andy Samberg e Jorma Taccone que ficaram conhecidos ao participarem do humorístico Saturday Night Live. Além de escritores, os três faziam esquetes musicais que contavam com participações de grandes nomes da música como Akon, Beck, T-Pain, Norah Jones, Nicki Minaj, Justin Timberlake (o maior parceiro do grupo), entre outros. Misturando hip hop com letras engraçadas o grupo conseguiu sucessos como Dick in a Box (vencedor do Emmy), I Just Had Sex e I'm on a Boat (indicado ao Grammy). Esse ano eles lançaram o terceiro CD da carreira musical deles. The Wack Album é um trabalho como composições inspiradas que acertam em cheio na proposta de fazer piada com os assuntos mais absurdos possíveis que vão desde abraços passando por soletração e até mesmo sexo com a própria tia (!?!?!!?). Como um álbum de comédia, as piadas funcionam perfeitamente com momentos geniais (Spell It Out) e ideias sensacionais como na ácida critica sobre o atual cenário hip hop na hilária Go Kindergarten. O trio se mostra bons rappers mostrando variedade em suas performances, mas é o seleto grupo de featurings que chama a atenção em The Wack Album: Robyn, Adam Levine, Pharrell Williams, Kendrick Lamar, T-Pain, Solange, os atores Hugh Jackman e Kristen Wiig, Billie Joe do Green Day, Lady GaGa e Justin Timberlake. Esses dois últimos estão na melhor canção do álbum 3-Way (The Golden Rule) sobre sexo à três. Mesmo sendo um álbum sem nenhuma pretensão musical a sonoridade do grupo se mostra sólida, bem executada e inspirada. Depois de ouvir alguns álbuns tão ruins que fazem qualquer um cair na gargalhada é bom ouvir um CD realmente bom feito para a gente cair na gargalhada de verdade.

6 de setembro de 2013

Man Up!

Be A Boy
Robbie Williams

Terceiro single do álbum Take the Crow, a canção Be A Boy é uma espécie de desabafo do Robbie Williams para qualquer um que achou que ele tinha perdido o seu "mojo".

Be A Boy é uma balada pop grandiosa com uma instrumentalização bem produzida mostrando o cuidado com a construção da canção, coisa rara de acontecer hoje em dia. A canção é segurada brilhantemente por Robbie que entrega uma performance poderosa mesmo que não seja algo que ele já não tenha feito. Como escrevi antes, Be A Boy é uma declaração de Robbie sobre a sua maturidade e, principalmente, sobre como ela ainda continua "no jogo" depois de mais de quinze anos de carreira solo. Mesmo sendo boa faltou certo humor que característicos das músicas do cantor. Nada que tire qualquer qualidade da canção. Robbie ensaiando o que é ser homem de verdade.
nota: 7,5

4 de setembro de 2013

Quase Uma Boa Música

Blackout (feat. Shakka)
Wretch 32

Sabe aquelas música que tem tudo para dar certo, mas tem alguma coisa que impede a transformando em
apenas uma canção ok? Então, esse é o caso do single Blackout do rapper inglês Wretch 32.

A canção tem uma produção refinada que mistura hip hop, pop e eletrônico resultando em uma sonoridade diferente e ousada. Contudo, não é o suficiente para empolgar de verdade mesmo com um resultado mais do satisfatório. A parceria com o cantor Shakka é bem legal e o próprio Wretch faz um trabalho bom, mas nenhuma das performances é espetacular. Uma pena que a ideia por trás é tão boa que merecia uma execução genial.
nota: 6,5

3 de setembro de 2013

New Faces Apresenta: "O Duo Que Veio Para Desaparecer"

Safe and Sound
Capital Cities

Um dos sucessos do último versão americano foi a canção Safe and Sound do duo de pop indie Capital Cities. Não conhece? Nem se preocupa que eles devem desaparecer assim como surgiram: rapidinho.

A canção não é nada mais que um dance pop emoldurado em capa de indie que não funciona de maneira alguma. A composição erra pesadamente na tentativa de ser mais do que é na verdade: buscando ser enigmática e indie acaba esbarrando na falta de criatividade. Apesar de umas ideias até legais na construção do arranjo a produção, do próprio duo, erra ao não criar uma batida mais requintada deixando a sonoridade de Safe and Sound massificada e completamente "boring". Os vocais sem brilho da dupla completam o pacote sem acrescentar nada. Assim como veio, o Capital Cities deve ir sem deixar saudades.
nota: 4,5

2 de setembro de 2013

Um Sucesso Inesperado

Summertime Sadness (Cedric Gervais Remix)
Lana Del Rey

Você deve estar perguntando: quase final de 2013 e ainda estamos falando de Lana Del Rey e seu álbum de estreia o Born to Die. Sim, queridos leitores ainda estamos falando nela por causa de um motivo: recentemente, Lana conseguiu seu maior sucesso comercial nos Estados Unidos com a ajuda de um remix. Esse é o remix de Summertime Sadness.

A resenha original da canção já saiu faz mais de um ano, mas como o mundo pop tudo pode acontecerYoung and Beautiful). Tudo começou com o DJ francês Cedric Gervais fez um remix para a canção que foi lançada nas rádios americanas. Em pouco, o remix ganhou notoriedade e começou a bombar nas rádio e no iTunes fazendo da canção um sucesso inesperado. O bom do remix é que Cedric não mexeu na estrutura da composição ou adicionou nenhum featuring para concorrer com a Lana. Mesmo um pouco ofuscado pela onipresença do novo arranjo, os vocais de Lana foram mantidos quase intactos com todas as suas qualidades. O que pesa negativamente para a nova versão é a produção de Cedric que transforma Summertime Sadness em bate cabelo bem genérico que se salva por manter o clima original da canção. Essas surpresas do mundo pop.
estamos aqui de volta para falar de Summertime Sadness e seu sucesso inesperado que levou Lana ao top 10 da Billboard, mais precisamente a posição de número nove (lembrando que o maior sucesso dela era
nota
Remix: 7
Original: 9