30 de abril de 2012

Primeira Impressão

Blown Away
Carrie Underwood

Muitos podem pensar que a Taylor Swift foi a artista que abriu as portas para uma nova geração de cantores country fazendo uma nova fase no estilo que estava um pouco esquecido do mainstream. Erro comum. Na verdade, a cabeça disso tudo é a Carrie Underwood. Ajudada pela platarforma que foi ter vencido o American Idol, Carrie retomou um velho arquétipo que estava fazendo falta ao country: a diva. Cercada por um grupo de produtores competentes e dona de um talento gigantesco ela se tornou um imenso sucesso logo no primeiro álbum Some Hearts em 2005 quando vendeu mais de 7 milhões de cópias e rendeu 3 Grammy's, inclusive de Artista Revelação. Com mais dois álbuns lançados, 14 milhões de cópias vendidas e 5 Grammy's na prateleira, Carrie se tornou a maior vencedora do AI de todos os tempos batendo a "original" Kelly Clarkson. Passado sete anos, ela se prepara para lançar seu quarto álbum e mostra mais uma vez o motivo por ser a verdadeira "princesa" do country.

Blown Away é sem dúvida nenhuma o seu melhor trabalho. Um trabalho maduro do começo ao fim mostrando um lado mais dark de Carrie. A evolução sonora dela é visível: um som mais rock com algo de pop, mas sempre ressaltando o country. O grande mérito do álbum é a coesão sonora que ele produz. Não há momentos fracos ou médios. Todas as músicas estão muito acima da média. Cada uma é um trabalho cuidadoso e competente costurando as amarras para criar um trabalho poderoso e memorável. A produção instrumental é perfeita dando para cada faixa personalidade. Enquanto isso, Carrie mostra o motivo de ser a melhor voz da sua geração. Mais que apenas uma cantora, ela é uma interprete. Seu trabalho vocal é precioso e vai de power baladas até uptempo com a mesma qualidade e essência. Outro motivo de elogios são as composições. Apesar de certos momentos pecarem um pouco devido a falta de mais "substância", no geral são letras fortes e bem escritas. Quem é fã deve achar o tom mais sombrio, pessimista e até triste na maioria das músicas, principalmente em comparação aos outros trabalhos de Carrie. Contudo, isso mostra uma busca mais aprofundada por expor os sentimentos e uma personalidade mais adequada com o momento de crescimento de Carrie. é difícil falar em pontos altos com um álbum tão bom, mas posso ressaltar quanto que valem a pena ouvirem com mais cuidado: o single Good Girl, a poderosa Blown Away, a triste Forever Changed e a divertida Cupid's Got a Shotgun. E para quem duvidava, Carrie é a melhor cantora country da sua geração. Taylor é apenas uma "seguidora".

29 de abril de 2012

Duelo de Iguais

                                         Never Say Never
                                    Brandy x Justin Bieber


1.Sucesso

A canção de Brandy foi lançada apenas como single promocional na Alemanha. Já a do ídolo teen era tema de filme e ficou em 8° na Billboard.

Brandy (0) x Justin (1)

2.Vocais

Mesmo gostando da performance de Justin, Brandy é imbatível no seu melhor território.

Brandy (1) x Justin (1)


3.Letra

O tema "auto-ajuda para filmes de auto-ajuda" da música de Justin em certos momentos é vergonhoso. Nada genial, mas bem mais centrada está a música da Brandy.

Brandy (2) x Justin (1)

4.Refrão

Justin vence de lavada nesse requisito com um refrão bem mais memorável.

Brandy (2) x Justin (2)

5. Arranjo

Difícil essa categoria. As duas são apenas ok em sua produção. Então, deixo tudo empatado.

Brandy (3) x Justin (3)

28 de abril de 2012

Um Boa Garota

Good Girl
Carrie Underwood

Se tiver uma artista que a gente pode confiar, essa é a Carrie Underwood. Mesmo com o seu último trabalho, o apenas bom Play On, ela manteve o nível bem acima da média. Por isso, não é de se estranhar que o primeiro single do quarto álbum dela (Blown Away) seja outro acerto na carreira da vencedora do American Idol.

Good Girl aposta em um lado mais rock country dela. Quase uma continuação de Cowboy Casanova que era, por sua vez, uma continuação de Before He Cheats, o single a mostra mais madura e sensata. Dessa vez, ela está fora da ação não sendo mais participante ativa depois de cair na lábia do traidor conquistador da vez. Ela avisa uma amiga dos perigos de amar um cara desse tipo para uma amiga iludida. A canção é dominada perfeitamente por Carrie, que tem sua melhor performance em uma canção mais "agitada". A produção acerta em quase toda a música com a pegada mais rock só errando na construção do refrão principal no decorrer da canção já que quebra o ritmo corrigido do final apoteótico. Sim, Carrie é uma boa garota. E quando ela é boa de verdade é melhor ainda.
nota: 7,5

P.S: o Primeira Impressão do álbum de Carrie e de outros atrasados sai em breve.

27 de abril de 2012

Doce Depressão

Blue Jeans
Lana Del Rey

Sabe aquela expressão "fale mal, mas fala de mim?" Deve ser assim que a carreira de Lana Del Rey vem sido trabalhada. Após um acolhimento bem morno pela maioria da crítica especializada e uma parte do público (alguns "metendo o pau" mesmo) ao seu Born to Die, a novata continua a chamar a atenção e faturando muito. O álbum já vendeu mais de 1,5 milhões de cópias e seu nome vai subindo nas paradas mainstream ao redor do mundo. O terceiro single do CD comprova isso.

Blue Jeans, que já tinha sido divulgada no EP de Video Games, ganhou destaque em vários mercados como na Austrália e parte da Europa. A canção mostra uma Lana ainda mais triste (se é possível), estilosa e contida na sua carta de depressão sobre o fim de um amor. Apesar de perde força em um arranjo mais linear e sem a força dramática que os outros singles, ela consegue elevar a música com sua personalidade. Vocalmente ela repete os mesmo truques só que ainda mais focalizados em seu próprio estilo. A voz aveludada misturando sexy com um toque sombrio é poderosa ao canta a letra inspirada, principalmente no angustiante refrão. Amando ou odiando, Lana Del Rey é o nome do ano.
nota: 8

19 de abril de 2012

O Pai do Pitbull

She Doesn't Mind
Sean Paul

Hoje em dia, o rapper mais disputado da atualidade é o Pitbull. Seu estilo único o faz o queridinho de quem quer fazer um hit rapidinho. Anos atrás o nome Sean Paul era quem estava no topo das paradas. Você se deve lembrar-se dele do sucesso Baby Boy da Beyoncé e da canção própria I'm Still in Love with You. Além de ter emplacado vários sucessos na Billboard e ganhado um Grammy. Várias características juntam os dois como o fato deles sempre ressaltarem suas origens e a proximidade do rap com outros estilos. São quase "pai e filho".

Depois de um hiato de quase três anos, Sean Paul está de volta. A canção She Doesn't Mind está fazendo muito sucesso da Europa, principalmente na Inglaterra. Apesar de manter seus aspectos mais fortes, a canção mostra um Sean Paul chato. A produção dá para a canção um arranjo que mesmo agitado e tal, dá sono imenso de ouvir a canção. A letra é tão banal e sem atrativos. Uma perda de tempo. Sem o mesmo brilho de antes, Sean parece sem graça e abatido. Para falar a verdade, ele está mais para vovô do Pitbull.
nota: 5

18 de abril de 2012

A Melhor Zebra de Todos Os Tempos

Free
Haley Reinhart

Você assiste um reality show. Tem aquela pessoa que você torce desde o começo. Tem os favoritos. Tem os vilões. E tem aqueles que estão ali apenas para serem eliminados no máximo na terceira ou quarta semana. Assim era a Haley Reinhart no American Idol ano passado. A jovem de apenas 21 anos começou foi para a berlinda logo nas primeiras semanas. Parecia que ela seria sempre a próxima eliminada. Contudo, ela juntou duas coisas poderosas para continuar na competição: carisma e talento. Ao longo das semanas ela foi evoluindo e conseguindo conquistar fãs com boas apresentações. Lá pelo top 5 quando parecia que ela seria a próximo devido o favoritismo dos colegas, Haley deu a melhor volta por cima da história do programa. Depois de ser criticada ao cantar You and I da Lady GaGa, ela voltou com "fogos na ventas" e fez a performance de uma vida com a canção The House of the Rising Sun. Na outra semana e depois de ser criticada ao cantar Earth Song do Michael Jackson, ela voltou ainda mais com fogo e fez outra apresentação genial com I (Who Have Nothing). Já considerada a grande zebra da temporada, ela conseguiu o apoio de grandes nomes da música. Um deles foi o vocalista de Led Zeppelin, Robert Plant que pela primeira liberou uma música do grupo. Mesmo caído na apresentação de What Is and What Should Never Be ela conseguiu uma inédita terceira "standing ovation" seguida dos jurados. Apesar disso, ela foi eliminada no nesse top 3 saído, ao ver, como a vencedora moral do programa. Tanto é que, mesmo sendo apenas a terceira colocada, ela assinou um contrato com uma grande gravadora e vai lançar seu debut ainda esse ano.

Corando essa história, Haley lançou o single Free que abre os trabalhos para o álbum Listen Up!. E qual a minha surpresa ao ouvir a canção? Free é ótima. Isso apenas comprova, que mais um vez, a América errou ao escolher seu ídolo. A canção é um pop completamente diferente do que a gente tem ouvido hoje. Mais puxado para o blues a produção da canção entrega um trabalho primoroso de construção de várias camadas e texturas espetaculares que mostram como o pop pode ir muito além. E falo de "anos-luz". A composição mostra uma artista capaz de ser séria e sentimental, mas com um tempero especial para falar de amor. Esse tempero vem da voz de Haley. A mais original surgida desde a Florence Welsh, a jovem tem um tom diferente, uma capacidade de modular a voz como poucas e uma postura de interprete maravilhosa. A canção se "enche" dela do começo ao fim. Espero, de todo meu coração, que ela seja um imensa zebra quando lançar o álbum e faça muito sucesso. Já que uma zebra tão bonita como essa é difícil de encontrar.
nota: 8,5

17 de abril de 2012

Faixa Por Faixa - Grandes Álbuns

Hoje vou começar mais um espaço aqui no blog. Para ser mais preciso, é um espaço dentro de outro espaço. Dentro do Faixa Por Faixa vou começar a analisar os álbuns considerados grandes trabalhos para a música. Seja qual for o artista, qual o gênero ou a época. Vários álbuns terão sua oportunidade aqui. Começo com o primeiro trabalho solo da cantora Annie Lennox

CD: Diva
Artista: Annie Lennox
Gênero: Pop, soul, adult alternative
Vendagem: Cerca de 3 milhões
Singles/Peak na Billboard: Why (34° US), Precious (23° UK), Walking On Broken Glass (14° US), Cold (26° UK) e Little Bird (49° US).
Grammy
Vitórias 1933
Best Long Form Music Video

Indicações 1993
Album of the Year
Best Pop Vocal Performance - Female
Ano: 1992


Já consagrada como a vocalista do duo Eurythmics, lançou sua carreira solo no começo do anos noventa após uma bom excursão ao lançar em 1988 um dueto solo com o cantor Al Green, a regravação de Put a Little Love in Your Heart. Diva foi um grande sucesso de vendas sendo que apenas estreou em 23° na Billboard, sinal que os tempos eram outros, e também de critica que ajudou ela a conseguir um indicação ao cobiçado Álbum do Ano no Grammy e levar o Brit Award na mesma categoria.


Faixas

1. Why: O álbum começa já mostrando o caminho que Annie vai seguir: pop soul. A voz potente dela se encaixa com uma luva em uma produção que exige uma interpretação poderosa, mas sem exageros.
nota: 8,5

2. Walking On Broken Glass: a mais pop e animadinha do álbum. A canção passa uma mistura de pop chiclete embalado em um pacote mais adulto com a voz sedosa de Annie e a letra adulta.
nota: 8

3. Precious: Voltando para a linha do começo do álbum, Annie se entrega um funk/pop inspirado na Chaka Khan com toques de Aretha e Tina. Composição inspirada.
nota: 8,5

4. Legend in My Living Room: A letra mais forte do álbum onde ela conta a história de uma garota que tentou a fama, mas teve seus sonhos destruídos. Contudo, ela ainda tem esperanças (ao que parece ela virou garota de programa). Annie explora a emoção de forma perfeita emoldurada em uma pegada mais rock soul.
nota: 8,5

5.Cold: A habilidade de escrever uma letra "simples" em quantidade, mas tão cheia de emoções. Aqui é conferido lindas metáforas sobre amor e o frio, inverno e a morte:

Morrer é fácil, é vida que me assusta até a morte
Eu poderia estar tão contente de ouvir o som da sua respiração
Fria é a cor do cristal na luz da neve
Que cai do céu celestial
Pegue-me e me deixe mergulhar
Pois eu quero nadar nas piscinas dos nossos olhos
nota:8,5

6.Money Can't Buy It: Sem muita força dentro do álbum, a faixa se perde entre duas ótimas músicas. O ponto do alto é no final onde Annie deixa se levar pela cadencia e a canção cresce.
nota: 7

7.Little Bird: Pop dançante com uma mensagem forte e atemporal: devemos continuar não importa o que aconteça.
nota: 8

8.Primitive: Com sonoridade inspirada na música árabe, a canção é a mais enigmática de todas do álbum. Sexy em sua cativante produção e melódica na voz de Annie, a canção é o grande momento do trabalho.
nota: 9

9.Stay by Me: Mesmo começando até interessante, a longa duração da música com mais de seis minutos não ajuda. Uma balada romântica que poderia ter sido mais bem aproveitada.
nota: 6,5


10.The Gift: Aqui sim as coisas se encaixam para um resultado mais harmônico onde a interpretação de Annie é impressionante. Linda do começo ao fim.
nota: 8,5

11.Keep Young and Beautiful: Regravação de uma canção de um musical pouco conhecido, é interessante para ver um Annie diferente em uma produção que tem reproduzir a sonoridade original da canção.
nota: 7,5